Alckmin e Doria firmam acordo para privatização de Bilhete Único
Publicado em: 24 de maio de 2017
Convênio reúne secretarias de desestatização e de transportes da cidade de São Paulo, SPTrans CPTM e Metrô
ADAMO BAZANI
O plano de privatização do Bilhete Único, apresentado pelo prefeito de São Paulo, João Doria, dentro do pacote de 55 equipamentos e serviços concedidos ou vendidos para iniciativa privada, deu mais um passo nesta terça-feira 23 de maio de 2017.
As secretarias de Desestatização e de Mobilidade e Transportes; e a SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema de ônibus, da gestão do prefeito João Doria, assinaram um convênio com o Metrô e a CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, da gestão do Governado Geraldo Alckmin, para estruturar a concessão da operação de vendas de tarifas à iniciativa privada.
De acordo com publicação nesta quarta-feira no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, o convênio não vai envolver transferência de recursos entre Governo do Estado e prefeitura; apenas transferências técnicas e de conhecimento.
Modelos de concessão semelhantes em outros países farão parte dos estudos previstos neste convênio.
Conforme adiantou o Diário do Transporte, em 13 de março de 2017, já houve interessados nos serviços do Bilhete Único e, principalmente no banco de dados de 15 milhões de cartões cadastrados , que já consultaram a prefeitura, entre eles internacionais, como empresas dos Estados Unidos, da Europa e do Japão:

De acordo com o poder público, a gestão e operação do Bilhete Único têm um custo anual completo de R$ 430 milhões ou R$ 250 milhões apenas para a comercialização. No entanto, a alta movimentação de recursos, com quase 9 milhões de clientes cativos, tem chamado a atenção da iniciativa privada.
A ideia da prefeitura, além se livrar do custo anual de Bilhete Único, é transformar o cartão em multiuso. Assim, o bilhete poderia ser usado como crédito, débito e para pagar refeições e atividades culturais.
Empresas nacionais e estrangeiras dos segmentos de aplicativos, bilhetagem eletrônica de outros sistemas de ônibus, e do ramo financeiro estão entre as interessadas no sistema de cartões de ônibus, também usado no Metrô e na CPTM, segundo a administração.
A prefeitura garante que a forma de uso dos créditos não vai mudar, assim como as gratuidades para estudantes e idosos.
Com a privatização, o prefeito João Doria também pretende que até o final de sua gestão, o cartão do Bilhete Único não seja a única forma de pagar a tarifa de ônibus, com uso, por exemplo, de celulares. Testes com a empresa sul-coreana Samsung devem começar no segundo semestre para determinar a tecnologia para o uso desta forma de pagamento. Relembre
Até o final do ano a prefeitura deve formalizar um PMI – Procedimento de Manifestação de Interesse para colher informações e impressões do mercado sobre como viabilizar a atuação da iniciativa privada no Bilhete Único e como será o processo de concessão.
A prefeitura acredita que o contrato de concessão do Bilhete Único será assinado no início de 2018.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Qual a vantagem da privatização para a Prefeitura? Ela atualmente pode ter um ganho pela diferença de tempo de compra do bilhete e seu uso. Não poderá cobrar a mais por isso na privatização pois ninguém vai se interessar . O setor privado pode se interessar pelos ganhos na administração do bilhete etc. É ganho menor e que de certa forma já existe sem esse pomposo nome de privatização. O interesse está mesmo no uso e venda das informações como diz o texto acima:”banco de dados de 15 milhões de cartões cadastrados , que já consultaram a prefeitura, entre eles internacionais, como empresas dos Estados Unidos, da Europa e do Japão”. Porque privatizar isso? Parece mais uma desastrosa “operação cracolândia” do gestor e seu padrinho.
Faltou acrescentar. Os dados de custo indicados serão diferentes para o setor privado? Qual a vantagem para os usuários com essa privatização?
Lucio Gregori, bom dia.
Estas pergintas eu respondo.
Sim os custos do setor privado serao diferentes, pois eles calcularao o custo real centavo por centavo e com certeza sera real e maior, portanto pode esperar que vira aumento nas tarifas do servicos.
Com certeza um cartao novo sera mais caro, afinal o setor privado nao tem o contribuinte como socio.
A vantagem para os usuarios com essa privatizacao, se for uma empresa SERIA, sera uma so, de que o sistema funcionara, so isso.
Mas funcionara porque serao aplicadas tarifas reais sem estar maquiadas com subsideos nas costas de todos os contribuintes.
Os custos totais serao bancados pelos usuarios do sistema.
Mas depois do que ocorreu comigo, eu nao vou usar nenhum tipo de servico pre pago para a PMSP, seja direta ou indiretamente.
Usei o buzao paguei, nada mais de comprar crefitos antecipados.
Abcs,
Paulo Gil
Amigos, boa noite.
Hoje enviei carta com A.R. ao Sr. Prefeito, solicitando o ressarcimento do saldo credor que eu tenho no meu B.U. que foi levado quando fui assaltado.
Espero receber meu saldo credor, pois estão se apropriando indevidamente do meu crédito.
Se as empresas souberem da bucha que é esse BU, elas vão desistir.
Eu não vou sossegar enquanto não for ressarcido.
A PMSP está me fazendo de otário.
Att,
Paulo Gil