“Privatização” do Bilhete Único já tem ao menos dez interessados

Bilhete Único é o maior sistema de bilhetagem eletrônica da América Latina

No caso do Pacaembu, até mesmo empresa japonesa apresentou interesse

ADAMO BAZANI

A Prefeitura de São Paulo tem recebido nas últimas semanas manifestações de interesse e consultas de empresas interessadas na concessão de serviços públicos que até então são de responsabilidade da administração municipal e  que devem ser incluídos no programa de desestatização, da gestão Doria.

No caso do Bilhete Único dos transportes, que possui em torno de 15 milhões de cartões cadastrados, houve pelo menos 10 consultas nas últimas semanas.

De acordo com o poder público, a gestão e operação do Bilhete Único têm um custo anual de R$ 430 milhões. No entanto, a alta movimentação de recursos, com quase 9 milhões de clientes cativos, tem chamado a atenção da iniciativa privada.

A ideia da prefeitura, além se livrar do custo anual de Bilhete Único, é transformar o cartão em multiuso. Assim, o bilhete poderia ser usado como crédito, débito e para pagar refeições e atividades culturais.

Empresas nacionais e estrangeiras dos segmentos de aplicativos, bilhetagem eletrônica de outros sistemas de ônibus, e do ramo financeiro estão entre as interessadas no sistema de cartões de ônibus, também usado no Metrô e na CPTM.

Já em relação ao Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu, há interessados nacionais e internacionais.

Uma das estrangeiras é a empresa japonesa de e-commerce Rakuten, fundada em 1997 e uma das maiores do setor, considerada a Amazon asiática.

A prefeitura também informou que têm aparecido interessados para os terminais de ônibus, cemitérios e o Autódromo de Interlagos.

Grupos norte-americanos do setor imobiliário fizeram consultas para administrar os 22 cemitérios municipais.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes