Greve e paralisações de ônibus em Porto Velho, Manaus, Belo Horizonte e Recife

Em Rondônia, manifestação deve durar durante todo dia e nas outras cidades, os ônibus já voltaram. Em Recife, manifestação não vai parar atividades

ADAMO BAZANI

Passageiros encontram dificuldades na manhã desta segunda-feira, 24 de abril de 2017, em Porto Velho/Rondônia.

Isso porque, motoristas e cobradores de ônibus entraram em greve.

O sindicato que reúne os trabalhadores pede 19% de reajuste e o sindicato das empresas de ônibus ofereceu 2%.

Atualmente, o salário de um motorista em Rondônia é de R$ 1794, além de R$ 270 de vale-alimentação. Já os cobradores recebem R$ 1096 de salário e R$ 215 de vale-alimentação.

Alguns ônibus foram depredados.

A justiça determinou circulação de 70% da frota.

Em Manaus, mais de 20 mil pessoas foram prejudicadas no início da manhã desta segunda por causa da greve de motoristas e cobradores da empresa Líder.

A categoria reclama das condições de trabalho: 20 linhas foram afetadas e os veículos começaram a circular apenas às 5h40, quando o normal seria às 4h.

Em Belo Horizonte, funcionários da Viação Torres cruzaram os braços por causa de desentendimentos em relação ao pagamento do vale-refeição.

A empresa de ônibus opera 13 linhas na capital mineira e os veículos só começaram a sair da garagem por volta das 8h

Em Recife, rodoviários realizam uma manifestação contra a retirada de cobradores das linhas da capital e região metropolitana. Os trabalhadores também pedem mais segurança.

No caso da Grande Recife, os ônibus não vão parar nesta segunda-feira, mas o ato deve se concentrar em frente Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Desde junho do ano passado, 150 ônibus passaram a operar sem cobrador o que, segundo sindicato da categoria, ocasionou a demissão de mais de 400 funcionários em menos de um ano.

De acordo com a entidade sindical, em torno de 9 mil cobradores correm o risco de perder os empregos

GREVE GERAL:

Passageiros de ônibus, trens e metrô de diversas regiões do país devem ficar atentos por causa da adesão dos sindicatos que representam os trabalhadores em transportes à greve geral prometida para esta sexta-feira, 28 de abril de 2017, dia nacional de paralisações contra as reformas da previdência e trabalhista.

De acordo com informações dos sindicatos, devem parar por 24 horas os ônibus na capital paulista e na seguinte cidades: ABC Paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), Guarulhos, Itaquaquecetuba, Arujá, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Osasco, Embu das Artes, Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra, Itapecerica da Serra, Juquitiba, Vargem Grande Paulista e Taboão da Serra, atingindo serviços municipais e intermunicipais da EMTU.

No Litoral, devem também parar motoristas e cobradores de ônibus em Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga, Itanhaém, Peruíbe, Mongaguá, Cubatão e Praia Grande.

No caso do Metrô em São Paulo, devem ser paralisadas na sexta-feira as linhas estatais: 1 Azul (Jabaquara/Tucuruvi), 2 Verde (Vila Madalena/Vila Prudente), 3 Vermelha (Corinthians Itaquera / Palmeiras Barra Funda), 5 Lilás (Capão Redondo/Adolfo Pinheiro) e o monotrilho da linha 15-Prata (Vila Prudente/Oratório). Apenas a linha 4 Amarela (Butantã/Luz), que é privada, deve funcionar.

No caso da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, devem ser paralisadas as linhas 7-Rubi (Jundiaí – Francisco Morato – Luz), 10-Turquesa (Rio Grande da Serra – Santo André – Brás), 11 Coral (Luz – Mogi das Cruzes/Estudantes) e 12-Safira (Brás – Poá/Calmon Viana). Já o sindicato que representa os trabalhadores da linha 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú) e 8-Diamante (Júlio Prestes – Itapevi ) vai realizar assembleia na terça-feira, dia 25, para definir se vai aderir ou não ao Dia Nacional de Paralisações.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes