Administradora de Cartões quer abocanhar 10% de venda de créditos do Bilhete Único

A transferência da gestão do Bilhete Único em São Paulo para a iniciativa privada é uma das promessas do prefeito João Doria, e caminha a passos largos

ALEXANDRE PELEGI

O mercado de créditos do Bilhete Único movimenta cerca de R$ 2,5 bilhões por ano, um dos maiores da América Latina. Graças ao setor de transporte urbano da capital, que contabiliza mais de 10 milhões de viagens diariamente.

A bandeira Libercard, gerida pela Mandacaru Administradora de Cartões, resolveu apostar nesse mercado, ingressando na venda eletrônica de créditos do BU em São Paulo om um investimento de R$ 5 milhões. A operação foi autorizada em março, e a Libercard já disponibiliza aplicativos para Android, iPhone e Windows Phone para os passageiros da capital paulista. A meta da empresa é abocanhar 10% do segmento.

A transferência da gestão do bilhete único em São Paulo para a iniciativa privada é uma das promessas do prefeito João Doria, e caminha a passos largos. Neste mês o prefeito se reúne para discutir o assunto com bancos e bandeiras. A reunião com a MasterCard, que atua com a modalidade no Rio de Janeiro, já aconteceu recentemente.

Possibilidades. O debate sobre o Bilhete único esbarra ainda em algumas questões. Uma possibilidade aventada pelo prefeito seria migrar o cartão do BU para a modalidade crédito. No entanto, bancos e bandeiras alegam que a margem financeira da operação é muito pequena diante do risco envolvido na operação. A vantagem do negócio estaria no benefício de exposição da marca, num momento em que a concorrência entre bandeiras de cartões está acirrada.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes