Doria se reúne com representantes da Anfavea para discutir veículos elétricos e híbridos

Joao Doria com representantes da indústria. Eletromobilidade foi um dos assuntos – Reprodução

 

Na capital, prefeitura ainda não definiu cronograma para ônibus não poluentes

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo, João Doria, se reuniu nesta sexta-feira, 31 de março de 2017, com representantes e dirigentes da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores para discutir eventuais incentivos aos veículos elétricos e híbridos na capital e equipamentos que possam proteger os pedestres.

A informação foi divulgada no próprio Facebook do prefeito.

De acordo com João Doria, as discussões com os dirigentes da indústria automobilística devem continuar.

São Paulo possui a maior frota de carros do país.

Segundo os dados mais recentes do Denatran – Dpartamento Nacional de Trânsito, de dezembro de 2016, a capital paulista possui 7,805 milhões de veículos, entre motos, carros, caminhonetes, caminhões e ônibus.

No entanto, o total de carros elétricos é de em torno de mil unidades.

Houve ações em prol da eletromobilidade, mas consideradas insuficientes pelos especialistas em meio ambiente, transporte e indústria.

Em 2012, foi implantado um programa de táxis elétricos e híbridos. Os primeiros modelos foram da Toyota e da Nissan.

Em 2015, o então prefeito Fernando Haddad assinou um decreto isentando os carros elétricos do percentual a que a cidade tem direito do IPVA. Relembre

https://diariodotransporte.com.br/2015/08/21/haddad-assina-decreto-que-da-ate-50-de-desconto-do-ipva-para-veiculos-eletricos/

Outro decreto, do mesmo ano, foi para livrar carros elétricos do rodízio: https://diariodotransporte.com.br/2015/09/14/haddad-assina-decreto-que-livra-veiculos-eletricos-e-hibridos-do-rodizio-municipal/

ÔNIBUS:

No ano que vem, a cidade de São Paulo poderia estar livre das emissões dos ônibus movidos a óleo diesel. Poderia, mas não ficará. Isso porque, o município não vai cumprir determinação da Lei de Mudanças Climáticas, de 2009.

A lei, em seu artigo 50, prevê a troca gradual de 10% dos ônibus por ano desde 2009 até que em 2018 nenhum veículo de transporte coletivo municipal dependesse unicamente de óleo diesel.

Atualmente, São Paulo possui em torno de 14.700 ônibus, mas apenas 7% da frota se enquadrariam no que a lei determinava.

Estão em operação 395 ônibus abastecidos com A10 (mistura de 10% de cana de açúcar adicionados ao diesel), 201 trólebus e 60 ônibus movidos a etanol. Também vêm sendo testados dois veículos 100% a bateria e mais dois ônibus híbridos (energia elétrica e diesel).

A esperança para uma frota de ônibus menos poluente está na licitação dos transportes, com o edital que deve ser lançado até o final de maio, na previsão da Secretaria Municipal de Transportes.

No plano de metas da prefeitura, entregue na última quinta-feira, 30 de março, na Câmara Municipal, a gestão Doria fala sobre a licitação, mas não cita os ônibus não poluentes ou menos poluentes. Veja: https://diariodotransporte.com.br/2017/03/31/plano-de-metas-corredor-rapidao-sera-por-ppp-e-licitacao-nao-cita-frota-menos-poluente/

Durante participação na semana da mobilidade, promovida pela o UITP – União Internacional de Transporte Público para América Latina, no dia 26 de março, o secretário de Transportes e Mobilidade da cidade de São Paulo, Sérgio Avelleda, disse que a prefeitura negocia com a Câmara Municipal e com o Ministério Público um cronograma mais próximo da realidade para implantação de ônibus com tecnologia amigável ao meio ambiente. O secretário sinalizou que a prefeitura deve criar metas de redução de poluição, mas não de terminar o tipo de ônibus menos poluentes que as viações devem comprar. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/03/27/avelleda-diz-que-prefeitura-deve-estipular-metas-de-restricao-a-poluicao-mas-nao-definir-tipo-de-onibus-nao-poluentes/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes