Ônibus devem parar em São Paulo no dia 15 de março

Decisão foi tomada pelo Sindmotoristas que vai aderir às manifestações contra reforma da Previdência

ADAMO BAZANI

O Sindmotoristas – Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo decidiu na tarde desta quinta-feira, 09 de março de 2017, em assembleia, que a categoria vai paralisar as atividades no dia 15 de março.

A data foi estipulada pelas centrais sindicais e movimentos sociais como dia de protesto contra as reformas da Previdência, apresentadas pelo Governo Federal.

O presidente da entidade, Valdevan de Jesus Santos, o Noventa, disse ao Diário do Transporte, por telefone, que os veículos permanecerão nas garagens até às 9 horas da manhã.

“Nós vamos fazer os protestos nas garagens. Até às 9h da manhã não haverá nenhum ônibus nas ruas”  disse o sindicalista.

Mas Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu nesta terça-feira, 14 de março de 2017, pedido de liminar movido pela Prefeitura de São Paulo e determinou que em caso de paralisação dos ônibus na capital paulista nesta quarta-feira, 15 de março, deverá ser atendida uma frota mínima.

De acordo com a determinação judicial, 85% da frota dos ônibus devem estar em operação nas regiões de escolas e hospitais.

Nas demais áreas, 70% da frota devem estar em operação. – Veja em :

https://diariodotransporte.com.br/2017/03/14/justica-determina-frota-minima-de-onibus-em-sao-paulo-em-caso-de-paralisacao/

Em caso de descumprimento, o sindicato dos motoristas receberá uma multa de R$ 5 milhões por hora.

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Valdevan Noventa em assembleia que decidiu pela paralisação.

Os metroviários de São Paulo também vão decidir se devem paralisar as atividades, mesmo que parcialmente, no dia 15.

Uma assembleia está marcada para o dia 14 na sede do sindicato dos metroviários.

Metrô e ônibus na capital paulista transportam em média nove milhões de pessoas por dia.

Ainda na área de transportes, motoristas e cobradores de Curitiba e região metropolitana decidiram também hoje que vão paralisar as atividades no dia 15 de março.

Outros sindicatos relacionados ao setor, como o Sintetra, dos motoristas e cobradores de ônibus do ABC Paulista, ainda vão decidir se os trabalhadores cruzarão os braços.

Adamo Bazani jornalista especializado em transportes