Parlamentares na Cidade do México querem mais trólebus em vez de ônibus elétricos com bateria
Publicado em: 29 de novembro de 2016
De acordo com estudos, aproveitamento da atual rede existente traria economia de US$ 56 mil por veículo
ADAMO BAZANI
Um grupo de parlamentares mexicanos na Assembleia Legislativa do Distrito Federal rejeitou a proposta do governo para substituir trólebus por ônibus elétricos a baterias.
Durante a Conferência Técnica de Sustentabilidade no Transporte, um dos líderes do grupo, deputado Felipe Félix de la Cruz Ménez, disse que o transporte elétrico tem sido desgastado e recebe poucos investimentos.
Isso tem feito com que a poluição na Cidade do México aumente a taxas acima da média nacional.
O parlamentar também disse à imprensa local que estrategicamente, a partir de 2008, o sistema de trólebus foi abandonado operacionalmente e sucateado já pensando em privatização. Ele inclusive cita as diferenças de investimentos com outros serviços. Em 2015, por exemplo, enquanto toda a rede de trólebus recebeu US$ 233 mil, apenas a linha 6 do Metrobus contou com US$ 204 mil.
O presidente da associação de trabalhadores, Benedito Bahena, trouxe um estudo no evento que mostra que o transporte limpo por trólebus sairia mais barato do que substituir os veículos pelos ônibus elétricos à bateria. A lógica seria aproveitar uma estrutura de 450 km possível para rede.
De acordo com uma cotação internacional apresentada no documento, enquanto um trólebus com tecnologia de baterias reservas que permitiria o tráfego de até 20 quilômetros sem estar conectado à rede elétrica aérea, custa em torno de 550 mil pesos, um ônibus elétrico somente com baterias custaria 990 mil pesos. A troca de módulos de bateria sairia por 650 mil pesos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

