Justiça suspende ônibus com tarifa zero em Maricá
Publicado em: 25 de outubro de 2016
Ação na justiça foi a pedido de empresas de ônibus
RENATO LOBO
A partir desta quarta-feira, 26 de Outubro de 2016, a prefeitura de Maricá, no estado do Rio de Janeiro, deverá suspender o transporte com passe livre. O anúncio foi dado nesta terça (25), e o poder público informou que cumpre uma decisão judicial e que deve recorrer no processo “em todas as instâncias cabíveis”.
“A medida […] afeta um serviço de relevância comprovada para a população mais carente de uma cidade na qual 75% dos moradores ganham entre 1 e 3 salários mínimos”, disse a Prefeitura.
A ação foi movida pelas empresas de ônibus Nossa Senhora do Amparo e Viação Costa Leste, por meio do sindicato patronal.
Esta não é a primeira vez que os “vermelhinhos” são suspensos. Em 2015, uma outra determinação de suspensão foi feita a pedido do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro – Setrerj.
O grupo diz que a tarifa zero promove concorrência deslegal, ocasionando em um desequilíbrio econômico-financeiro das prestadoras do serviço.
Renato Lobo, técnico em Transportes Sobre Pneus e Trânsito Urbano


Não existe tarifa zero, com certeza alguém está pagando, o poder público mente quando afirma ser possível afinal o mesmo valor que viabiliza tal situação e o mesmo valor que deixa de ser investido nas outras áreas do município e o munícipe tem o direito de saber a verdade
Quem paga a tarifa zero é o contribuinte. Assim como quem paga as gratuidades e quem acaba pagando o lucro dos empresários das empresas de ônibus. Um serviço público não deveria se preocupar em gerar lucro, deveria se preocupar centralmente em atender as necessidades da população. As empresas de ônibus confundem este papel e se elas tivessem o real interesse de contribuir com a coletividade, com a cidade, teriam suas contas abertas para controle e fiscalização dos cidadãos e usuários do serviço. Mas tudo é uma caixa preta na mundo das concessões. Não sabemos e nunca poderemos saber quando um aumento de tarifa é legítimo ou necessário ou quando este visa apenas manter a meta de lucros dos empresários gananciosos que só pensam em si mesmos. Concordo com você que o munícipe tem que saber a verdade! Só que eu acho que ele deve saber toda a verdade e não apenas uma parte dela! O munícipe deve saber como funcionam as concessões, como são as regras de licitação, como o município fiscaliza as empresas, quais são as obrigações das empresas, os munícipes devem ser capazes de ter informações e escolher que tipo de transporte público e que tipo de sistema tarifário ele quer ter!
Penso que o problema maior da frota municipalizada, independente do valor da tarifa, é a burocracia no serviço público. Toda compra tem que ser licitada, o que encarece em muito o custo do serviço. E pior, o custo indireto, ou seja, o que é gasto no processo de compra, não entra na planilha de custo do transporte, já que todo o processo de compra é feito por uma comissão de licitação e a preocupação maior é com o preço e não com a qualidade dos itens licitados. Lembrando que o valor do subsídio é dividido com todos os munícipes, inclusive com aqueles que nunca viajam de ônibus.
Edsonprofeta, boa noite.
Perfeito.
Este é o “EFEITO BRASIL”, a burrocracia que vem desde 1500, o qual só beneficia “os mesmos”; menos os cidadãos.
Assistam o vídeo sobre a Empresa Pública de Marica que comprova o seu comentário; postado em:
https://diariodotransporte.com.br/2016/10/21/a-visao-de-crivella-e-freixo-sobre-a-mobilidade/
Abçs,
Paulo Gil
é isso mesmo, isso impede que o serviço seja melhor, tem que haver mudança na lei de licitação, porém se houver brecha pode haver uso de má fé destas, é um paradoxo