Mobilidade Urbana no Brasil vai precisar de R$ 229 bilhões, diz BNDES
Publicado em: 15 de setembro de 2014

Ônibus urbano. Estudo do BNDES mostra que para os próximos 12 anos serão necessários R$ 229 bilhões de investimentos em mobilidade urbana para que a população de 15 regiões metropolitanas se desloque com mais qualidade. O valor é pouco em relação aos custos dos congestionamentos e poluição. Foto: Adamo Bazani.
Estudo do BNDES mostra que mobilidade no Brasil precisa de R$ 229 bilhões
Previsão é para os próximos 12 anos e inclui investimentos em redes de transporte público como ônibus, trens e metrô
ADAMO BAZANI – CBN
O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social divulgou um estudo que mostra na prática que o Brasil está muito atrasado quando o assunto é mobilidade urbana e que, para entregar à população serviços eficientes, serão preciso diversos investimentos.
De acordo com o banco público de fomento, em quinze regiões metropolitanas do País, que reúnem 71% da população, para os próximos 12 anos terão de ser investidos ao menos R$ 229 bilhões. Esse número equivale a aproximadamente 0,4% do atual PIB – Produto Interno Bruto.
Parece muito, mas estudos de diversas universidades e correntes de pensamento no País mostram que os custos diretos e indiretos causados pela poluição e congestionamentos devido às carências no transporte público podem consumir até 10% do PIB Brasileiro.
Além disso, apesar de após o efeito Copa do Mundo, o Governo Federal ter se envolvido mais na questão da mobilidade urbana, com os lançamentos das versões do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, em relação ao PIB os investimentos em transporte público de qualidade são muito baixos.
O estudo mostra a necessidade de se aplicar na área o equivalente a 0,4% do PIB, mas na série histórica do levantamento, é mostrado que este investimento atualmente varia apenas entre 0,1% e 0,15% do PIB, ou seja, quatro vezes menos que o necessário.
O BNDES aumentou a participação nos financiamentos para obras de transportes públicos de 80% para 90% do valor dos contratos e elevou o prazo de amortização de 15 anos para 20 anos seja para gestores públicos locais, PPPs – Parcerias Público-Privadas ou mesmo concessionárias particulares.
Em 2013, o setor público recebeu a maior parte dos recursos para mobilidade pelo BNDES: R$ 28,3 bilhões. Em seguida, foram as PPPs, com R$ 9,5 bilhões e, por fim, as concessionárias privadas, que contaram com R$ 2 bilhões.
A nova regulamentação da lei 12.766/12, sobre as PPPs, permitiu financiamento do BNDES tanto para infraestrutura e obras como para as operações dos meios de transportes.
Entre os investimentos previstos pelo estudo para melhorar o deslocamento dos brasileiros estão ampliação e construção de redes de metrô e trens de superfície e corredores exclusivos para ônibus.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes


Espero que SP esteja no meio.
Adamo, Não adianta investir bilhões em transporte se as empresas continuarem com a mentalidade catanha de lucro inescrupulosos, do que adianta comprar 100 ônibus se a empresa vai continuar a colocar so 20 pra rodar, ainda se possivel os velhos, e insistir com intervalos de 20 e 30 minutos, o problema de transporte e de 30% econômico e 70% moral, um exemplo A VIP roda na zona leste com ônibus com 8, 9 e até 10 anos, sujos cheios de baratas, e deixa na garagem ônibus com 5, 6 e 7, por que segundo os motoristas eles pertencem a outra região ou garagem, e ou não é um disparate, pergunto o cofre não e o mesmo?.
Pedro, boa noite.
E isso ai.
Pode investir o dobro 460 bilhoes, mas se a gestao e a operacao continuar “caranguejada e zig zagueada” de 20 a 30 minuos, como e, de nada adiantara.
Essa e a realidade.
Att,
Paulo Gil
Oi Adamo, voce teria o link do relatorio do BNDES para compartilhar? Nao achei o o PDF do relatorio. Abracos
Pedimos a assessoria também que passou a nota na qual baseamos a informação, estamos no aguardo.
abraços