BRT deve substituir VLT em Praia Grande

VLT
VLT da Baixada Santista. Trecho de Praia Grande deve ser substituído por corredores de ônibus. Objetivo é reduzi custos sem comprometer a capacidade de atendimento. Questão ambiental é polêmica e alternativa seria o uso de trólebus ou elétricos puros. Divulgação EMTU

BRT vai substituir VLT em Praia Grande
Objetivo é reduzir custos atendendo a mesma demanda com obras que causem menos interferências
ADAMO BAZANI – CBN
O trecho de Praia Grande do Sistema Integrado Metropolitano da Baixada Santista deve ser mudado de VLT – Veículo Leve sobre Trilhos para corredor de ônibus de trânsito rápido – BRT (Bus Rapid Transit).
Nesta sexta-feira, dia 03 de janeiro, o presidente da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Joaquim Lopes da Silva Júnior, e o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, estiveram reunidos para acertar como serão os detalhes da alteração.
Depois, o projeto será enviado ao Ministério das Cidades, que vai mudar os recursos para o financiamento da obra.
De acordo com o “Diário do Litoral”, o presidente da EMTU se mostrou favorável à mudança.
“Nos comprometemos a substituir o projeto funcional existente de modo que essa nova diretriz seja contemplada. Em seguida, o projeto deve ser apresentado ao Ministério das Cidades, em Brasília”, afirmou Joaquim Lopes, segundo o jornal.
Os custos mais baixos de implantação e operação do BRT em relação ao VLT e os menores impactos das obras na área urbana foram as principais razões para a proposta de mudança de modal de transporte.
A capacidade de atendimento entre os dois meios é semelhante, sendo que no trecho de Praia Grande, o BRT daria conta da demanda projetada.
O corredor teria estações com embarque no mesmo nível do assoalho dos ônibus e pré-embarque, que é o pagamento da tarifa antes da chegada do veículo, com características semelhantes às já projetadas para as paradas de VLT.
Os dois meios de transportes seriam integrados de forma tarifária e física, inclusive com o uso do mesmo cartão e leitores eletrônicos das catracas.
Com a alteração, o trajeto deve ter algumas modificações. A estimativa é que haja menos desapropriações e interferências em vias.
Se em relação à demanda não há perda, em relação aos custos, segundo a proposta, haverá ganhos, é na emissão de poluentes que a substituição pode receber críticas. O VLT é elétrico.
Uma das alternativas seria operar o BRT com ônibus elétricos puros a baterias ou trólebus, do tipo articulado, que não geram poluição em suas operações.
Mas a possibilidade sequer foi discutida.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes