O Ônibus do Ano 2013

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Citaro, que já atende às novas normas de redução de emissão de poluentes, Euro VI, que entraram em vigor na Europa, foi eleito o Ônibus do Ano de 2013. Além de compatibilizar os sistemas de redução catalítica seletiva e o de recirculação de gases, ônibus possui uma tecnologia que consegue aproveitar energia gerada pelo motor, que também contribui para a redução de consumo. Divulgação: Mercedes Benz.

Citaro é o Ônibus do ano de 2013, segundo júri internacional
Modelo incorpora várias tecnologias para conseguir as metas mais rígidas de redução de emissão de poluentes previstas no Euro VI.
ADAMO BAZANI – CBN
Um júri internacional elegeu o Citaro, modelo mundial de ônibus da Mercedes Benz, como o Ônibus do Ano de 2013.
A premiação levou em conta diversos fatores, como desempenho, economia, redução de emissão de poluentes, design e conforto.
O Citaro já atende às novas normas de redução de emissão de poluentes da Europa Euro VI que são bem mais rigorosas que as normas Euro V, as quais o Brasil começou a ter como referência este ano.
No Brasil, há duas opções de tecnologia para seguir os limites de emissão de poluentes: a redução catalítica seletiva, que usa no sistema de escape um fluido a base de uréia, e a de recirculação de gases.
A Europa tem adotado mais de uma tecnologia ao mesmo tempo nos modelos para conseguir atender às novas exigências.
Com o Citaro não foi diferente. Ele usa o ARLA 32, que é o fluido injetado no sistema de redução catalítica seletiva, a recirculação de gases, e outros itens como um filtro de particulado de loop. Assim também fazem parte do conjunto, um conversor catalítico de oxidação e um sistema de recirculação de gás de escapamento.
O ônibus venceu na votação até mesmo de modelos elétricos híbridos.
Os motores do Citaro podem ser OM 936, de 7,7 litros e OM 470 de 10,7 litros.
SISTEMA APROVEITA ENERGIA:
Outro destaque no Citaro é que o ônibus é dotado de um sistema que consegue gerar energia.
Segundo a Mercedes Benz, há um módulo de recuperação de 24 volts, no qual a energia produzida sem qualquer despesa pelo alternador, durante fases de sobrecarga, é armazenada em capacitores com camada dupla, conhecidos como supercaps, que o ônibus pode, então, utilizar como fonte adicional de energia, durante a fase de aceleração.
Adequações na carroceria também ajudam a reduzir o consumo.
A economia de combustível, segundo a montadora alemã, pode chegar até 5%.
O design, modernizado, também foi outro fator que contribuiu para o Citaro ser o Ônibus do Ano de 2013.
A carroceria é 30 milímetros mais longa. Por dentro, um sistema de iluminação com led, logo nas portas, também deixa o ambiente mais agradável.
Quanto à segurança, o ônibus possui materiais mais leves e resistentes, além de uma área de “sobrevivência”, que aumenta a segurança do motorista em seu habitáculo maior, principalmente em caso de tombamento.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

16 comentários em O Ônibus do Ano 2013

  1. pena que no Brasil não há uma competição desse nível.

  2. Sempre gostei do Cítaro e desde sempre lamentei a interrupção na fabricação de carrocerias da Mercedes Benz no Brasil. A qualidade de seus ônibus sempre foi incomparável.

  3. Sérgio Santo André // 28 de setembro de 2012 às 16:05 // Responder

    Com o atual quadro de encarroçadoras diminuído com a falência da BUSSCAR, a Mercedes Benz bem que poderia reconsiderar a volta da produção de carrocerias de ônibus no Brasil. Só ela mesmo, neste momento, para peitar a Marcopolo.

  4. Certamente, xará! Destaque-se que minha paixão por ônibus intensificou-se quando, aos seis anos de idade, viajava num MBB O-321 azul escuro. Coisa linda aquele motor traseiro, aqueles bancos dianteiros, de onde eu via todos que entravam… Ah, que saudades!!!

  5. e se voces acham q a Euro 6 vai chegar no Brasil,podem tirar o cavalo da Chuva!nem tão cedo(5 anos no minimo),virá essa tecnologia.ainda estamos vendo gente recebendo Euro 3.e olhe q setembro praticamente terminou!

    • bem que esse modelo do Citaro poderia vir ao Brasil mas com motor Euro 5.

    • A norma Euro 6 só entrará em vigor na Europa, em 2014. Atualmente está em vigor a Euro 5 desde 2009, se não me engano e, desde janeiro desse ano aqui no Brasil.

      A MB foi quem se antecipou, lançando o primeiro rodoviário Euro 6, o Travego Edition 1 e o primeiro urbano Euro 6, o Citaro.

      As outras fabricantes européias tbm já lançaram seus motores Euro 6.

  6. Valeu por escrever sobre o citaro

  7. a Mercedes-Benz do Brasil bem que poderia fabricar esse mesmo modelo de carroceria mas com o chassi e motor nos moldes do Brasil,e tem jeito pra isso,só falta vergonha dos nossos governantes exigir dos empresários evolução e organização.

    • Sérgio Santo André // 29 de setembro de 2012 às 14:25 // Responder

      Tirou as palavras da minha boca André, é lógico que nós sabemos que o “Euro 6” não vai chegar aqui nem tão cedo. Mas o que nós busólogos gostaríamos,é que a Mercedes entrasse nessa jogada da falência da BUSSCAR, e trouxesse de volta seus incríveis monoblocos, apesar de não saber se essa tecnologia ainda é usada pela montadora. Mas independente disso, queremos algo novo para uma disputa saudável com a Marcopolo. Alô diretores da Mercedes, vamos aproveitar o momento, sabemos que os caminhões agora estão em baixa depois da renovação de frota do ano passado, então por que não adotar os orfãos da “BUSSCAR” ?????

      • A maioria dos produtos da MB na Europa são monoblocos. Os modelos Citaro, Capacity, Conecto, Integro, Intouro, Tourismo e Travego são todos monoblocos. De chassi mesmo só o OC-500 RF e o LF.

      • leonardo-pe // 1 de outubro de 2012 às 01:24 //

        é facil,facil criticar nossos governantes.mas o problema tambem é das proprias montadoras q”não ajudam”!

  8. Sergio, bom dia

    Ótima idéia!

    Que tal “NIELBLOCO” ?

    A junção de 2 qualidades NIELSON e MONOBLOCO

    Sds,

    Paulo Gil

  9. MERCEDES BENZ

    POR FAVOR TRAGA UM CITARO TOP PARA TESTE DRIVE AQUI EM SAMPA, TODOS VÃO ADORAR.

    Sds,

    Paulo Gil

  10. É possível seguir as normas Euro-6 sem recorrer ao EGR, apenas com o SCR, como vem sendo feito pela Iveco. EGR traz mais problemas que benefícios.

  11. é bonito+ñ é tão bonito

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