TREM-BALA BRASILEIRO: APARECE MAIS UM CUSTO QUE VAI SER BANCADO PELO NOSSO BOLSO

Estudo ambiental para o Trem Bala vai sair do Bolso do Contribuinte
A licença ambiental prévia será bancada pelos cofres públicos, de acordo com ANTT
ADAMO BAZANI – CBN

Trem-Bala

Trem Bala vai provocar mais um custo para o Bolso do Contribuinte. Nesta segunda-feira, dia 13 de junho, a ANTT anunciou que os estudos de impacto ambiental e desapropriações não vão ser bancados pela empresa que vai operar e lucrar com o trem bala, e sim pelo bolso do contribuinte. Desta maneira, os custos de R$ 64 bilhões previstos por especialistas, em intervenções diretas e indiretas devem aumentar. Além disso, o projeto original prevê discrepâncias entre o que está no papel e a realidade, o que deve aumentar o valor e o tempo da obra ainda mais. A baixa competitividade com o avião e até com o ônibus, o número limitado de passageiros atendidos e a existência de outras prioridades na área de transportes colocam em dúvida se o TAV - Trem de Alta Velocidade - é o melhor investimento neste momento.

A cada mês que passa, o TAV – Trem de Alta Velocidade – revela que vai custar mais do que o previsto para o bolso do contribuinte.
Desta vez, a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres anunciou que a contratação de uma empresa de consultoria de impactos ambientais será por conta não da empresa que vai construir, operar e lucrar com o trem bala.
Os estudos sobre quais as interferências do trem bala no meio ambiente e no espaço das cidades serão bancados pelo Governo Federal, ou seja, do bolso do brasileiro.
A ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres- já abriu o processo de licitação para a contratação da empresa que deve durar 15 meses.
Como não tem o dinheiro em caixa, o Governo deve se endividar e adquirir um financiamento no BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.
As empresas de consultoria interessadas devem apresentar documentação até o dia 04 de julho às 17 horas.
Será feita uma pré-seleção de seis empresas depois disso, que devem em agosto apresentar as propostas técnicas.
O vencedor será selecionado pelos critérios Qualidade e Custo.
O leilão para o Trem Bala, que ligará, em 510 quilômetros São Paulo – Campinas e Rio de Janeiro, foi adiado várias vezes por problemas técnicos e de transparência financeira. Desta vez ele está marcado para o dia 29 de julho e as entregas das propostas devem ocorrer até o dia 11 de julho.
Diretamente, a obra que vai atender uma parte da demanda entre as três cidades, vai custar R$ 33 bilhões. Mas somados os custos que não estão contabilizados no projeto, como alterações de estruturas viárias, de meio urbano, de iluminação, redes de água e esgoto, e as isenções fiscais dadas a quem for participara da obra, o trem bala no mínimo vai custar R$ 64 bilhões. Aí sim, deste valor, a maior parte do dinheiro será público. Isso sem contar com a contratação desta empresa de consultoria ambiental, que vai elevar ainda mais o valor para a instalação do tem bala, ou Trem de Alta Velocidade.
A empresa contratada para esta consultoria vai tratar dos impactos ambientais. Também haverá serviços para estudos de desapropriações, reassentamentos e comunicação do empreendimento.
DISTORÇÕES NOS VALORES:
Especialistas em Engenharia, Obras e Transportes apontam, baseados no próprio projeto original do trem bala brasileiro uma série de discrepâncias nos valores apresentados pelo Governo, o que deve gerar problemas futuros, atrasar e deixar mais caras ainda as obras.
Uma das incoerências é em relação ao valor de abertura dos túneis.
O Comitê Brasileiro de Túneis aponta que o projeto prevê que os túneis em área rural sejam em média 46% mais caros que nas áreas urbanas, sendo que na prática, é o contrário. Túneis urbanos são mais caros.
Ainda pelo projeto, um túnel de 7,8 metros de diâmetro no Trem de Alta Velocidade Brasileiro chega a ser 17% mais caro que um túnel com o dobro do tamanho, duplo, com 16 metros de diâmetro.
Segundo o presidente do Comitê, Tarcísio Celestino, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, estas distorções vão pesar muito no preço final da obra do trem bala, já que dos 510 quilômetros de trajeto, 90,9 quilômetros, ou seja, 18% da obra, é composta justamente por túneis.
Só as obras civis, que além dos túneis, inclui viadutos e pontes que representam 107,8 quilômetros, os custos totais chegam a quase R$ 25 bilhões, dos R$ 33 bilhões de gastos diretos.
Além de uma inversão nos valores das obras, com intervenções caras tidas como baratas e vice e versa, Celestino aponta uma inconsistência tremenda no valor proposto dependendo do tipo de solo.
O projeto oficial do trem bala coloca que em média a perfuração em rocha será 4% mais cara que em solo mole, sendo que para o especialista, na verdade, o valor é muito maior.
Em casos reais de rocha de boa qualidade, a diferença pode superar 50%. Não vou dizer que a obra é cara ou barata, mas a planilha é inconsistente. Apoiamos o empreendimento, mas há necessidade de apontar mudanças de rumo que esse projeto necessita ”
O conselheiro do Instituto de Engenharia, Edemar Amorin, disse ao O Estado de São Paulo, que é um absurdo a planilha do trem bala usar os preços do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes) que possuem distorções nos valores.
“O consórcio se baseou em preços do Dnit. Isso é uma barbaridade. Há grande quantidade de obras do Dnit com preço subestimado e muitas outras com sobrepreço. Os preços discrepantes são uma porta aberta para futuros aditivos (reajustes no contrato)” – previu p especialista.
A Revista Exame, na edição de 27 de abril de 2011, entrevistou uma série de especialistas sobre o assunto. Todos foram unânimes em dizer que o tem bala é inviável para a atual realidade brasileira. Primeiro pelo alto custo frente a outras necessidades na área de transportes. Depois pelo tempo que deve ficar pronto e pela falta de competitividade.
Ele não deve tirar os passageiros dos ônibus, que estão dispostos a percorrer seis horas de viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro a um custo menor, e tão pouco vai atrair passageiros do avião,que em 40 minutos conseguem ir de uma capital a outra pagando um valor inferior a tarifa entre R$ 200 e R$ 300 prevista as classes de serviço do trem bala.
A revista elencou as inviabilidades do projeto.
Crítica Detalhamento dos especialistas
Prioridades Com tantas carências em transporte público, o trem-bala não é prioridade
Dinheiro público A obra será da iniciativa privada, mas o BNDES vai desembolsar R$ 25 bi
Custo do projeto Estimado em R$ 33 bi, o custo do projeto pode até dobrar
Incertezas técnicas Sem sondagens geológicas, crescem custos com túneis e pontes
Volume de passageiros Sem estimar demanda potencial, fica impossível calcular retorno da obra
Preço da passagem Custo da obra pode inviabilizar bilhete barato para concorrer com aéreas e ônibus
Prazo da obra Por causa da demora, trem-bala não ficará pronto antes da Olimpíada

Os especialistas ouvidos pela Revista Exame não pouparam críticas ao trem bala frente as realidades econômicas e de transportes no Brasil
“O trem-bala é um grande equívoco por vários motivos, começando pelo custo astronômico. O BNDES vai financiar R$ 20 bilhões e entrará com mais R$ 5 bilhões a fundo perdido”, afirma Paulo Fernando Fleury, diretor-geral do instituto ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain).
Ele ainda diz que os custos do trem bala, na prática, vão facilmente ultrapassar os R$ 60 bilhões.
“As empresas estão desconfiadas porque o risco é brutal, já que o projeto pode custar 60 bilhões. Você não tem informações confiáveis de quanto vai custar, quanto vai demorar, quais são as incertezas ambientais. A obra será realizada numa região extremamente difícil, pois entre Rio e São Paulo existe uma diferença de 700 metros de altura que precisa ser dividida ao longo de 400 quilômetros. Ninguém em sã consciência é capaz de dizer quanto vai custar esse projeto. Não será nenhuma surpresa se custar o dobro porque não foi feito nem o projeto detalhado de engenharia.”
Ainda sobre o valor da obra, o diretor do instituto ILOS diz que “o governo tem suposições genéricas sobre quanto poderá custar. No começo, se estimava o custo em 10 bilhões, depois foi para 18 bilhões, já está em 34 bilhões e ninguém sabe em quanto vai terminar. Para poder saber o preço correto, seriam necessárias sondagens geológicas na Mata Atlântica, mas não há nem licenças ambientais. Isso vai exigir uma
CARGAS x PASSAGEIROS:

Com o valor do trem bala, os especialistas são unânimes também em dizer que seria possível modernizar e criar novas opções para aeroportos.
A demanda de passageiros do setor aéreo ultrapassou a dos ônibus.
Essa demanda quer agilidade e preços baixos. Por mais rápido que seja, o trem bala não vai chegar ao tempo gasto pelo avião. É cerca de 1h30/2h do trem bala contra 40 minutos do avião. Enquanto as passagens do trem bala hoje custariam entre R$ 200 e R$ 300, podem ser encontradas de avião por R$ 80 em média, em muitos casos, fora das promoções.
Os defensores do trem bala dizem que o tempo gasto até os aeroportos pelo passageiro faria valer a pena essa diferença de trajeto entre o trem bala e o avião. Mas especialistas dizem que o mesmo tempo, ou até mais, o passageiro vai demorar para chegar ao trem bala que terá estação na região do Campo de Marte, na zona Norte de São Paulo, onde o trânsito é complicado.
A obra também não prevê de maneira clara a criação de meios públicos urbanos capazes de atender uma demanda de massa até a estação do trem bala.
Assim, a estação do TAV pode virar um Guarulhos ou um Congonhas de trilhos, para onde não há nem corredores de ônibus urbanos.
Para o consultor em transportes, Joseph Barat, a ligação entre Rio e São Paulo por terra deveria receber investimento na área de ferrovias para transportes de cargas.
“Os congestionamentos na Via Dutra (que liga as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro) não são causados por ônibus ou carros, mas por caminhões, que podem ser substituídos por trens de cargas”. Ele sugeriu que seja implantado gradualmente no país um sistema de transporte misto de cargas e de passageiros.
Sendo assim, ninguém é contra o modal do trem bala. Mas a sua utilidade, custo e retorno frente a outras necessidades.
Há quem fala em lobby de empresas de ônibus e aéreas. Mas o lobby das internacionais especializadas em tecnologias para o trem bala e, principalmente, das construtoras, as principais financiadoras de campanhas políticas, que preferem claro obras do custo do trem bala, também não pode ser desconsiderado.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

13 comentários em TREM-BALA BRASILEIRO: APARECE MAIS UM CUSTO QUE VAI SER BANCADO PELO NOSSO BOLSO

  1. salomao jacob golandski // 14 de junho de 2011 às 00:21 // Responder

    ola
    a novela do trem bala brasileiro , não tem fim
    eu não acredito que o projeto sai do papel ,
    temos tantos outros problemas a resolver , do que construir uma estada de ferro , que não acredito trará alguma vantagem.
    pelo preço da passagem que irão cobrar . duvido que terá passageiros , talvez nos primeiros dias .
    a grande novidade . mas as empresas aereas farão promoções e farão a viagem rio sp em 40 minutos
    ao preço mais barato que o trem
    quem viver verá
    salomão

  2. Amigos, boa noite

    E quem vai preso ?

    Os Bombeiros do Rio de Janeiro, que estão lutando por melhores salários e condições.

    Ao invés de trem bala, “salário bala” para os Bombeiros do Rio de Janeiro,
    afinal eles merecem, bem como todos os Bombeiros do Brasil.

    OBS.: A matéria é auto explicativa, destacando que são os especialistas da área
    que consideram o projeto inviável.

    Um mínimo de ética é igual a canja de galinha, não mas mal a ninguém.

    Muito obrigado.

    Paulo Gil

  3. Bom dia à todos !

    Em tempo.

    Por todo o exposto até agora, o TAV, penso humildemente, parece-me CARO, DESNECESSÁRIO e FADADO a tornar-se UM ELEFANTE BRANCO, como muitos em nosso país.

    Melhoremos o que já temos, com responsabilidade, seriedade criatividade e economia.

    Abraços.

  4. Como sempre muito bem comentado o assunto em pauta. Parabéns.
    Quanto ao trem “Bala” poderá ser mortal (um tiro pela culatra na economia Brasileira)
    Sobre as áreas a serem atendidas, não incluiram o Aeroporto de S.José dos Campos, como possivel alternância a Cumbica, embora tenha pista com dimensões internacionais (possibilitando receber os maiores cargueiros do mundo e não é considerado também como alternativa para atender o fluxo de turistas vindo do exterior para a Copa do Mundo) dando preferência a região central da cidade.
    Então, imagino, querem brincar de Trem, mais sempre olhando o trem dos outros, sem cuidar dos nossos próprios caminhos.

  5. Os especialistas consultados já construíram ou participaram da construção de algum trem bala no Brasil?
    Até onde eu sei o nosso país ainda não possue um trem bala, portanto, fico com o pé atrás com tais especialistas.
    Muito se fala que o projeto talvez tenha o custo onerado, diferentemente do divulgado porém falta dados mais concistentes por parte dos críticos.
    Até agora muita suposição, muito achismo, muitos fatores contrários e nenhum fator positivo fazendo com que eu particularmente desconfie de tais críticos.

    Fco. Souza

  6. Gostaria de saber de onde tiraram essa demanda presumida de 30 milhões de passageiros por ano no trem bala..esse número é maior do que todos os passageiros transportados pela ponte rodoviária e aérea nos dias atuais..seria como se todos deixassem de andar de avião e onibus e fossem de trem..estranho..mas pode ser que alguém explique..

  7. Conhecendo o Brasil , mas neste momento estando longe, creio que o tema do TAV (trem de alta velocidade) está sendo mais polêmico o que eu pensava. No meu pequeno entender, mas como usuário do AVE (alta velocidade espanhola com mais de 2.000 quilômetros em funcionamento) creio que a a linha SP /RIO seria sustentável economicamente, a distância entre as duas cidades e a população entre ambas o faz atractivo, se a distância for maior já não o seria tanto pois o transporte aéreo ganharia em tempo. Naturalmente que estar longe os problemas são de analisais diferente eu simplesmente e opino de maneira empírica pois não tenho outra experiência que a já explicada.

  8. Muito estranho que o valor inicial tenha pulado de 10 para 18 e agora para 34 Bilhões de Reais, sendo que agora por último o BNDES vai financiar 20 Bilhões da obra e a posibilidade de mais 5 Biliões a Fundo perdido. Comparando com os custos iniciais do projeto, concluí-se que estão armando para que o Banco banque mascaradamente o financiamento total do projeto, mais a taxa dos famosos 10% das obras públicas do nosso país. Assim as empreiteiras vão receber o valor do banco, fazer os gastos iniciais, reembolsar o dineiro e colocá-lo para dentro de novo como se fosse a parte deles, integralizando o mesmo valor, assim não gastando nada do prórpio bolso. Então o bndes coloca 20 Bi aos poucos, as empreiteiras, vão gastando superfaturadamente no decorrer da obra. Desses 20 Bi que vão entrando, recolocam de volta gradualmente os 14 Bi faltantes, como se fosse a parte deles, mas na verdade são parte dos próprios 20 bi que estão voltando para dentro. Então esses 20 Biliões do banco cobrem os gastos todos. Obras bilionárias, que são um ou dois ou três Biliões a mais no projeto? E depois tem os adendos do contrato, barbada!! E continuam querendo trem com rodas na era do trem de levitação?!

  9. Amigos, bom dia

    Materia publicada em 09.10.11 na Folha de São Paulo:

    Caderno Mercado

    Pg B1 – “Trem da RFFSA era vendido como sucata”

    “A PF diz que vagões chegaram a ser vendidos a R$ 80, inferior ao preço do papelão”…

    Pg B3 – “Dnit desconhece patrimônio que herdou da rede”

    …” um comprador adquiriu 109 vagões com preços que oscilaram entre R$ 5.000 e R$ 10 mil.
    Os mesmos equipamentos foram posteriormente vendidos ao valor de R$ 13 milhões”…

    Assim o nosso transporte não vai “decolar” nunca

    Leiam vale a pena.

    Muito obrigado
    Paulo Gil

  10. Eu creio que o povo brasileiro deveria ter uma mentalidade mais desenvolvimentista. O trem bala tem um custo muito elevado? Claro que tem, mas a construção do primeiro dará ao Brasil a capacidade de entender nos mínimos detalhes a tecnologia e permitirá ao Brasil fazer outros tomando por modelo o que foi construindo. Isso é uma revolução sem precedentes no transporte brasileiro e o benefício desse projeto vale o investimento. O povo brasileiro vive reclamando do dinheiro que sai do bolso do contribuinte, mas tudo sai do bolso do contribuinte, até mesmo os bilhões gastos para manter a vida dos deputados semi analfabetos que foram eleitos… Aqueles que são contrários a esse empreendimento tem a mesma mentalidade dos que foram contrários a Getúlio Vargas, Jucelino, as obras faraônicas do regime militar e garanto, sem essas obras ainda estariamos vivendo no feudalismo e no sistema de oligarquias!

    Vocês precisam é rever seus conceitos e entender que o Brasil é de todos nós e eu que vivo no Acre talvez nunca viage nesse trem, mas isso não significa que eu tenha a mentalidade atrasada e anti-progressista, muito pelo contrário… O Brasil tem que ter a cara e a imagem do gigante que ele é. A Sexta economia do mundo não pode viver viajando em carroças, tem que ter a imagem do que ele é e não de uma nação de bárbaros e miseráveis…

    Que venha o trem bala e não apenas um, mas o primeiro de muitos outros!

  11. Amigo Kellyton

    O dinheiro que vão gastar neste trem bala daria para construir 300 linhas de metrô. Sou a favor do desenvolvimento desde que primeiro as grandes cidades estejam estruturados com suas linhas eficientes de metrô e trem,(inclui se os trens regionais com velocidade de até 200 km/h) aí sim, vamos ver a questão do desenvolvimento do trem bala.

  12. Kellyton e Galesi
    Me permitam discordar dos dois!
    No bom sentido, por favor.
    A questão é ótima e muito importante (merece MUITO um artigo só prá ela!).

    Kellyton,
    As grandes obras necessárias para um grande país como o nosso ir pra frente precisam de gestão compatível. Certamente falhamos várias vezes neste ponto, mas não sempre. E gastar muito $ sempre exige muito cuidado, dedicação e competência.

    Galesi
    Me perdôe, mas “…”x” milhões poderiam acabar com a miséria no Brasil…” é demagogia. Normalmente usada por quem quer puxar a brasa pra própria sardinha. Pessoalmente, hoje e no Brasilo eu gostaria que se gastasse vários bilhões a mais em transmissão de energia (e trabalho com telecom!) e educação de 1o. Grau (+ para aumentar MUITO a qualidade). Particularmente – porque moro lá – gastaria uns 5 a 8 bilhões em trilhos de passageiros em Cotia/Raposo Tavares.

    Não é eficiente – talvez nem mesmo possível – fazer-primeiro-um-depois-o-outro. Transporte multimodal complexo e de alta demanda precisa ser planejado e executado em rede. Seja de petróleo, seja de pessoas.

    Um Abraço e Feliz 2012!

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