UM NOVO SÓCIO PARA A BUSSCAR

Busscar revela que negocia a entrada de um novo sócio
Encarroçadora culpa a crise financeira internacional em 2008 pela atual situação da empresa que há um ano não paga salários e direitos a funcionários e prestadores de serviço

ADAMO BAZANI – CBN

"The Bus"

Ônibus da Busscar no Paraná. Qualidade dos produtos fez com que empresas chegassem até a padronizar frotas com carrocerias Busscar. Mas crise financeira atrapalhou produção. Consultoria abre c aminho para a entrada de um novo sócio. Foto: Adamo Bazani.

A Busscar, encarroçadora de ônibus que atua desde os anos de 1940 e amarga sua maior crise financeira da história, vai ter um novo sócio para tentar sair da atual situação.
É o que revela documento entregue pela própria empresa ao promotor do Ministério Público do Trabalho em Joinville, Guilherme Kirtsching.
De acordo com a carta explicando os motivos da crise, na versão da empresa que há um não deve salários e depósito trabalhistas, uma empresa de consultoria foi contratada para a admissão de um ou mais sócios.
A Virtus BR Partners foi contratada depois que em fevereiro de 2009, a Busscar tentou um empréstimo de R$ 93 milhões. Agentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social estiveram na sede da empresa em julho de 2009 também, mas os recursos foram negados. Também foram negados R$ 50 milhões pelo Banco Regional de Desenvolvimento e pela Caixa Econômica Federal.
O processo para a entrada deste novo sócio deveria ser concluído em março de 2011, mas acabou atrasando.
BUSSCAR COLOCA A CULPA NA CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL:
A situação delicada da Busscar vem desde 2003. Neste ano, a empresa encarroçadora também apresentou problemas financeiros, alegando a influência das alterações da cotação do dólar frente ao real.
Nesta época, a encarroçadora recebeu empréstimos do BNDES e refinanciou débitos cm credores particulares.
Agora, no relatório entregue ao promotor Guilherme Kirtsching, a empresa responsabiliza sua situação à crise financeira internacional, que teve origem nos Estados Unidos em 2008 pelo excesso de crédito e risco de inadimplência envolvendo bancos e o setor imobiliário.
A crise se espalhou por todo sistema financeiro mundial e, no Brasil, apesar de Lula ter dito que não se passava de uma “marolinha” também houve reflexos.
A empresa diz que os financiamentos dos bancos foram cortados para o setor pelo temor das instituições financeiras em relação a crise.
A Busscar alega que em setembro de 2008, as linhas de créditos à sua disposição giravam em torno de R$ 140 milhões. Mas em três meses, esses créditos, nos quais, segundo a empresa foram baseados planos de investimento e compra de material para a produção, foram reduzidos em R$ 75 milhões.
Por não ter mais dinheiro para comprar, a Busscar não adquiriu mais matéria prima o que gerou menos produção e menores lucros, aprofundando os débitos e diminuindo a condição da empresa de pagá-los.
Em novembro de 2008, a Busscar conseguiu com os credores carência de dois meses da dívida total e depois quatro meses de 50% de desconto de parcelas das dívidas.
Mesmo assim, a empresa não se reestruturou.
A Busscar, no documento, afirma que desde de 2003, a crise anterior a atual, não obteve lucro expressivo e que seus ganhos eram apenas para pagar credores
A informação é refutada pelo Sindicato dos Mecânicos de Joinville, que representa os 3,5 mil trabalhadores que estão há um ano sem salário e se depósitos de direitos trabalhistas. Muitos destes funcionários já saíram da empresa, mas não receberam ao período correspondente e a acordo enquanto estavam na Busscar.
Segundo o Sindicato, entre 2003 e 2008, a Busscar apresentou lucros superiores da R$ 2,5 bilhões.
Atualmente a Busscar possui 1,4 mil funcionários, sendo apenas 200 na linha de produção.
A empresa, no documento, não enfatizou os R$ 610 milhões que dizia ter direito a Créditos do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), em tese não pagos pelo Governo Federal.
Por vários meses, a Busscar apresentava essa como a principal justificativa de sua crise.
A empresa alegava que investiu contando com os depósitos e pelo fato de eles não terem sido realizados acabou acumulando dívidas.
Hoje o discurso é outro.
Os débitos da Busscar giram em torno dos R$ 600 milhões, sendo que:
DÍVIDAS TRABALHISTAS: R$ 220 milhões
BANCOS PRIVADOS (11 NO TOTAL): R$ 270 milhões
BNDES: R$ 30 milhões.
O restante é com fornecedores e outros encargos.
Adamo Bazani, repórter da CBN, jornalista especializado em transportes.

15 comentários em UM NOVO SÓCIO PARA A BUSSCAR

  1. “Encarroçadora culta a crise financeira internacional”

    Um jornalista não pode assassinar a lingua portuguesa. Apenas um exemplo

  2. Confesso que quando soube da crise na Busscar custei acreditar, pois para mim não dava para entender como que uma empresa que vende tantas carrocerias dentro e fora do Brasil tinha quebrado de uma hora para outra, depois lendo nos blogs e sites percebi que a situação da encarroçadora era grave e infelizmente seus diretores acreditaram no inacreditável, ou seja, o discurso oficial dizia que o país estava crescendo e que a crise de 2008 era “uma marolinha”,bom seja uma marolinha ou um tsunami deixaram um rastro de destruição economica e social em alguns lugares do mundo e sobretudo no Brasil que muitas vezes não aparece na midia, a situação da Busscar segundo o que li decorreu por causa do não pagamento da parcela IPI reduzido pelo governo federal, assim como a cotação do dolar barateou seus produtos no exterior e a mesma não teve ressarcimento e também uma encomenda de troleibus feita por uma certa prefeitura, essa encomenda não foi para frente e a empresa amrgou o prejuizo. Mas existe uma coisa que sempre me chamou atenção é o fato de que quando o presidente viaja em missão economica á vários paises leva com ele uma comitiva de empresários, nessa comitiva estão representants de vários setores inclusive encarroçadoras. Não lembro de haver nenhum representante da Busscar numa dessas comitivas, além disso se o BNDS tinha uma linha de crédito para empresas porque não para a Busscar? Posso até estar falando besteira, se alguém quiser me corrija a vontade, torço para que de fato a Busscar saia dessa situação e que volte ao mercado com mais força ainda, pois há espaço para todos. Forte abraço

  3. Obrigado Fake EU pelo aviso. Vou corrigir.

    Agora, só peço o favor:

    NÃO CONFUNDA ERRO NA LÍNGUA PORTUGUESA COM ERRO DE DIGITAÇÃO.
    Apenas outro exemplo

  4. Amigos, boa noite

    Ai está uma ótima oportunidade para o Banco Central intervir, afinal se esta operação
    é efetuada quando alguma instituição financeira “quebra”, por que não ajudar
    uma INDÚSTRIA NACIONAL de renome e importante para o Brasil, um país rodoviário.

    Fica ai a sugestão, de um novo nicho de mercado para atuação do Banco Central.

    OBS.: Pelo menos os créditos dos trabalhadores poderiam ser quitados.

    Muito obrigado

    Paulo Gil

  5. Bom dia,

    Tenho a esperança que algum empresário do ramo de transporte desperte o interesse em assumir a BUSSCAR para tirá-la desta situação e voltar a produzir e criar novas e suas belíssimas carrocerias no nosso mercado, pois tenham certeza a Busscar faz uma falta enorme no mercado.

  6. Em um sistema capitalista de verdade as coisas funcionam de uma forma diferente:

    1º – Os serviços prestados pelas encarroçadoras de ônibus são muito necessários, logo, há grande demanda no mercado.

    2º – Se uma empresa não tem uma boa administração e se envolve com pepinos com bancos e com o governo tem mais é que falir mesmo. Não obstante o caso da Busscar em si, que faz ótimos ônibus.

    3° – Por conseguinte, se há demanda e uma empresa que está no mercado não mais pode suprir logo outro surge e põe termo a demanda que sobrou pela falência da primeira empresa.

    O que não é correto se fazer é o que ocorre com muita frequência no Brasil e em outras partes do mundo, onde empresas que tem péssima administração vive de pegar empréstimos do governo. O estado não tem que salvar empresas. Se elas são mal administradas o povo não deve pagar por isso.

  7. Se a empresa está nessa situação, deve-se a péssima adminstração. Se a culpa fosse da “crise”, todas as outras encarroçadoras estariam na mesma situação. O primeiro passo é profissionalizar a diretoria e depois pedir dinheiro do governo (ou melhor, do contribuinte). Pergunto: a situação pessoal da diretoria é penosa também ou trata-se de uma adminstração fraudulenta?

  8. Espero sinceramente que a Busscar se recupere o mais breve possivel, é inadmissivel ela ficar nesta situação que se encontra, agora a FAMILIA NIELSON deveria era deixar a empresa na mão de profissionais, para que possam trabalhar decentemente e manter a tradição o nome do Sr. Nielson.

    A familia Nielson tem mais é que viajar para beeeeeem longe mas beeeeeem longe de preferencia para a CHINA. A BUSSCAR NÃO MERECE ESTE DESRRESPEITO.

  9. Quanto à encomenda dos trolebus, não foi culpa da PMSP, e sim foi culpa da própria Busscar pois tanto a HIMALAIA E A PMSP iniciaram os pagamentos e a BUSSCAR queria PAGAMENTO ANTECIPADO em suas encomendas e pergunto aos amigos quem é louco para pagar ADIANTADO para uma empresa MAL DAS PERNAS?????

  10. volte rapido dusscar, porque ninguem aguenta somente marcopolo no mercado de rodoviaraios

  11. A busscar só chegou a esta situação pela incopetência da diretoria.

  12. Falou tudoooo fabio; concordo plenamente com vc…;pelo q ja deu p perceber, e eu nao tenho duvida q ainda mais, p BUSSCAR chegar asse ponto, foi pura falta de compentençia dos seus admistradores….nao tem logica q por meio dessa crisce so Ela fica nessa situaçao….; e lamentavel uma impresar desse porte, conhecida no mundo todo e adimirada pelo seus belos onibus; q alias sao os mais LINDOS DO MUNDO; chegar a esse ponto. Entao vai ae um conselho de coraçao p BUSSCAR, e seus adminstradores, se vcs quer ver essa grande impressa de volto ao lugar q nunca deveria ter saido; e muito simples, e so vcs colocar DEUS EM PRIMEIRO LUGAAAR…

  13. falta justiça no nosso pais porque eu devo as minhas contas e pago.

  14. espero que justiça manda prender este empresario safado.

  15. Eu, até posso acreditar em uma pessima administração, tudo bem porem estamos falando de uma empresa tradicional no ramos de encarroçados BRASILEIRA, dando milhares de empregos diretos e indiretos. Eu gostaria realmente que o governo BRASILEIRO interviesse de forma energica até porque essa mesma empresa ja contribuiu para os cofres municipais, estaduais e federais acredito que não foi pouco ao longo de sua existencia. O desvio de dinheiro em nosso pais e tanto sem que se cobre responsabilidade de quem quer que seja, não vejo problema algum orgãos com BNDS criar uma linha de credito desta forma ajudando na recuperação da EMPRESA não na forma de instituição de caridade mas como fomentadora e geradora de empregos. Aqui vai meu desejo de uma forte recuperação desta empresa BRASILEIRA…

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