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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Acciona abre inscrições para programa de trainees em infraestrutura com formação pela USP e universidade espanhola</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/acciona-abre-inscricoes-para-programa-de-trainees-em-infraestrutura-com-formacao-pela-usp-e-universidade-espanhola/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 22:30:47 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Iniciativa oferece pós-graduação em Gestão de Projetos com dupla titulação e vagas em diferentes estados; inscrições vão até 18 de janeiro de 2027 YURI SENA A Acciona abriu inscrições para a edição de 2027 do programa global de trainees iXPA, voltado a profissionais formados em áreas de engenharia, arquitetura e outros cursos relacionados a STEM. [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/0b472548-8007-49ae-b603-452af1ffe550-e1793217261651.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Iniciativa oferece pós-graduação em Gestão de Projetos com dupla titulação e vagas em diferentes estados; inscrições vão até 18 de janeiro de 2027</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Acciona abriu inscrições para a edição de 2027 do programa global de trainees iXPA, voltado a profissionais formados em áreas de engenharia, arquitetura e outros cursos relacionados a STEM. As oportunidades estão vinculadas a projetos de infraestrutura, água e saneamento em diferentes regiões do Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podem participar candidatos que concluíram a graduação entre dezembro de 2022 e dezembro de 2026, com inglês avançado. As vagas contemplam projetos nos estados de São Paulo, Pernambuco, Paraná e Espírito Santo, entre outras localidades, conforme a necessidade da companhia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta é a quinta edição do programa no Brasil. Segundo a Acciona, mais de 160 trainees já passaram pela iniciativa, que combina experiência profissional em projetos da empresa com formação acadêmica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de nove meses, os selecionados terão acesso a uma pós-graduação em Gestão de Projetos com dupla titulação pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidad Politécnica de Madrid (UPM), na Espanha. A especialização prevê mais de 300 horas de aulas, com conteúdos em português e inglês, e atividades voltadas à aplicação prática dos conhecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O programa também inclui uma trilha personalizada para o desenvolvimento de habilidades comportamentais, de acordo com as necessidades profissionais e interpessoais de cada participante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo María Castroviejo, diretora de Organização, Talento e Saúde da Acciona no Brasil, a iniciativa busca preparar profissionais para atuar em projetos de infraestrutura e ampliar suas perspectivas de carreira em um setor com demandas cada vez mais complexas e internacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da formação superior nas áreas elegíveis e do inglês avançado, a empresa considera diferenciais a experiência profissional de até dois anos em funções relacionadas à graduação, a flexibilidade e o interesse em conhecer diferentes áreas de atuação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O início do programa está previsto para abril de 2027. A contratação será em regime CLT, com benefícios como assistência médica e odontológica, seguro de vida, participação nos lucros ou resultados (PLR), vale-alimentação, vale-refeição, vale-transporte e programas de treinamento e desenvolvimento. A disponibilidade de alguns benefícios pode variar conforme o projeto ou a unidade de alocação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As inscrições estão previstas para terminar em 18 de janeiro de 2027. Os interessados devem consultar os requisitos e realizar a candidatura pelo link divulgado pela Acciona.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>EM PRIMEIRA-MÃO: Senado aprova R$ 14,5 bilhões para financiamento de ônibus, micro-ônibus e caminhões; projeto permite compra separada de chassis e carrocerias</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 22:07:27 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Proposta aprovada nesta quarta-feira (28) segue para sanção presidencial e recupera regras de medida provisória que perdeu validade em agosto; crédito poderá beneficiar empresas de transporte urbano e rodoviário de passageiros, mas dependerá de regulamentação e disponibilidade de recursos ADAMO BAZANI O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, um projeto de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260930_0835072.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260930_0835072.jpg?w=4096&amp;ssl=1 4096w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260930_0835072.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260930_0835072.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260930_0835072.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260930_0835072.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260930_0835072.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260930_0835072.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260930_0835072.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260930_0835072.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Proposta aprovada nesta quarta-feira (28) segue para sanção presidencial e recupera regras de medida provisória que perdeu validade em agosto; crédito poderá beneficiar empresas de transporte urbano e rodoviário de passageiros, mas dependerá de regulamentação e disponibilidade de recursos</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, um projeto de lei que autoriza a destinação de até R$ 14,5 bilhões para financiamentos destinados à renovação de frotas de transporte rodoviário de passageiros e cargas em todo o Brasil. A medida contempla a aquisição de ônibus e micro-ônibus novos por empresas que atuam no transporte urbano e rodoviário, além de caminhões e outros veículos de carga. Um dos dispositivos permite que chassis e carrocerias de ônibus sejam financiados separadamente, desde que sejam fabricados no Brasil e estejam credenciados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O texto segue para sanção presidencial.</p>
<p>A autorização consta do Projeto de Lei nº 5.649/2026, de autoria do deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), aprovado pela Câmara dos Deputados na terça-feira (27) e pelo Senado nesta quarta-feira (28), em regime de urgência. O texto recupera mecanismos de financiamento previstos na Medida Provisória nº 1.353/2026, que perdeu eficácia em 27 de agosto. A proposta também contém dispositivos de apoio à agricultura, financiamento de infraestrutura e operações de crédito para a aviação civil. Para o setor de ônibus, o principal ponto é a possibilidade de utilização de recursos federais em linhas de crédito reembolsáveis para renovação de frota, com participação do BNDES, sujeitas à disponibilidade orçamentária e financeira e às condições regulamentares.</p>
<p>Os R$ 14,5 bilhões representam o limite global autorizado para o conjunto das operações de financiamento de veículos. O valor não é reservado exclusivamente à aquisição de ônibus, sendo compartilhado com caminhões, caminhões-tratores, micro-ônibus e implementos rodoviários.</p>
<p>Também não se trata de dinheiro destinado à distribuição gratuita de veículos. As empresas beneficiadas precisarão contratar operações de crédito e cumprir as condições de pagamento.</p>
<p>A regulamentação das taxas de juros, dos encargos, dos prazos e das demais condições caberá ao Conselho Monetário Nacional (CMN), enquanto o Ministério da Fazenda será responsável pela gestão dos recursos e o BNDES atuará como agente financeiro.</p>
<h3>Financiamento poderá atender empresas de ônibus urbanos, rodoviários e microempreendedores</h3>
<p>O artigo 9º do projeto estabelece as regras para utilização dos recursos.</p>
<p>Poderão ser beneficiados os transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas vinculadas a cooperativas de transporte rodoviário de cargas, microempreendedores individuais, empresários individuais e pessoas jurídicas que atuem nos setores de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros.</p>
<p>A inclusão expressa das atividades de transporte urbano e rodoviário de passageiros permite que empresas de ônibus desses segmentos sejam consideradas nas linhas de financiamento, desde que atendam aos critérios estabelecidos.</p>
<p>A medida poderá alcançar, por exemplo, transportadoras que operam serviços municipais, metropolitanos, intermunicipais e interestaduais, conforme o enquadramento de cada empresa e as condições que forem estabelecidas para contratação.</p>
<p>O projeto não estabelece uma reserva específica de recursos para cada modalidade, nem define antecipadamente quantos ônibus poderão ser financiados.</p>
<p>Também não determina uma divisão entre ônibus urbanos convencionais, articulados, superarticulados, rodoviários ou micro-ônibus.</p>
<p>Essa distribuição dependerá da procura pelas linhas de financiamento, das condições de habilitação e das regras operacionais aplicáveis.</p>
<h3>Ônibus e micro-ônibus precisarão ser novos; seminovos são previstos para caminhões</h3>
<p>Um detalhe importante da redação aprovada é a diferença de tratamento entre os veículos de passageiros e de cargas.</p>
<p>Para os ônibus e micro-ônibus, o projeto estabelece expressamente a aquisição de veículos novos.</p>
<p>Já no caso de caminhões e caminhões-tratores, admite unidades novas ou seminovas, com condições específicas para os beneficiários da compra de usados.</p>
<p>Essa distinção consta do artigo 9º e evita uma interpretação mais ampla da proposta, como se a nova linha de crédito permitisse financiar ônibus usados.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Categoria</th>
<th>Condição prevista</th>
</tr>
<tr>
<td>Ônibus</td>
<td>Novos</td>
</tr>
<tr>
<td>Micro-ônibus</td>
<td>Novos</td>
</tr>
<tr>
<td>Caminhões</td>
<td>Novos ou seminovos</td>
</tr>
<tr>
<td>Caminhões-tratores</td>
<td>Novos ou seminovos</td>
</tr>
<tr>
<td>Implementos rodoviários</td>
<td>Novos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Fonte: redação final do PL nº 5.649/2026, artigo 9º, aprovada pela Câmara dos Deputados e encaminhada ao Senado.</p>
<p>Além disso, os veículos novos financiados deverão ser de fabricação nacional e estar inscritos no Credenciamento de Fornecedores Informatizado (CFI) do BNDES.</p>
<p>A exigência poderá beneficiar a cadeia produtiva brasileira de ônibus, composta por fabricantes de chassis, carrocerias, sistemas de propulsão e outros fornecedores, na medida em que os produtos atendam aos requisitos de credenciamento.</p>
<p>A presença de uma fábrica no Brasil, entretanto, não significa automaticamente que todos os seus modelos estejam habilitados à linha. Será necessário observar o credenciamento específico dos bens.</p>
<h3>Projeto permite financiar chassis e carrocerias de ônibus separadamente</h3>
<p>Uma das disposições de maior interesse para a indústria brasileira de ônibus está no parágrafo 6º do artigo 9º.</p>
<p>O dispositivo permite financiar individualmente o chassi com motor e a carroceria quando esses componentes forem comercializados de forma separada.</p>
<p>Isso é relevante porque parte significativa dos ônibus produzidos no Brasil utiliza uma estrutura industrial na qual o fabricante do chassi e o encarroçador são empresas diferentes.</p>
<p>Nesse modelo, a empresa operadora pode adquirir um chassi de determinado fabricante e contratar a carroceria de outra indústria.</p>
<p>A redação aprovada contempla essa característica do mercado nacional.</p>
<p>Para que o financiamento individual seja admitido, os componentes deverão cumprir duas condições: fabricação nacional e credenciamento no CFI do BNDES.</p>
<p>Na prática, o dispositivo poderá facilitar a estruturação financeira de aquisições realizadas em etapas ou com contratos separados, conforme as regras da operação de crédito.</p>
<p>O texto, porém, não garante automaticamente a aprovação de qualquer combinação de chassi e carroceria. Além do credenciamento, continuarão aplicáveis as exigências técnicas, financeiras e regulatórias.</p>
<h3>Ônibus elétricos e veículos de menor emissão poderão ser contemplados, sujeitos aos critérios de sustentabilidade</h3>
<p>A proposta determina que os financiamentos observem critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.</p>
<p>Esses critérios serão estabelecidos por ato do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.</p>
<p>O texto aprovado não limita expressamente o financiamento de ônibus a uma única tecnologia de propulsão.</p>
<p>Assim, veículos elétricos, modelos de menor consumo energético ou outras tecnologias poderão ser considerados conforme os requisitos que forem definidos e o enquadramento dos produtos.</p>
<p>O projeto também não fixa um percentual mínimo dos R$ 14,5 bilhões para veículos elétricos.</p>
<p>Isso significa que a aprovação da proposta não representa, por si só, a criação de uma linha exclusiva de eletrificação do transporte coletivo.</p>
<p>A possibilidade de financiar chassis e carrocerias separadamente também merece atenção nesse segmento, em razão das diferentes configurações industriais existentes no mercado de ônibus.</p>
<p>Entretanto, as condições específicas de acesso aos recursos e a elegibilidade de cada tecnologia dependerão da regulamentação.</p>
<p>A medida ocorre em um contexto de ampliação das compras de veículos de baixa emissão por sistemas municipais e metropolitanos, como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ).</p>
<p>Nessas cidades, projetos de renovação e eletrificação de frotas envolvem investimentos em veículos, mas também exigem infraestrutura de abastecimento ou recarga, adequações de garagens e planejamento das operações.</p>
<p>A autorização de crédito para compra de ônibus não significa que esses outros investimentos estejam automaticamente incluídos na mesma linha de financiamento.</p>
<h3>BNDES poderá operar diretamente ou por meio de instituições financeiras habilitadas</h3>
<p>O projeto estabelece que os recursos sejam repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES.</p>
<p>O banco poderá combinar esses valores com recursos próprios para viabilizar as operações.</p>
<p>A concessão dos financiamentos poderá ocorrer diretamente pelo BNDES ou por instituições financeiras habilitadas.</p>
<p>Esses agentes financeiros assumirão os riscos das operações, incluindo o risco de crédito.</p>
<p>Portanto, a existência de recursos autorizados não elimina a necessidade de avaliação das condições financeiras dos interessados.</p>
<p>A aprovação dos empréstimos continuará sujeita às regras de concessão de crédito, à capacidade de pagamento e aos critérios de habilitação aplicáveis.</p>
<p>O projeto também admite o financiamento do seguro do bem e do seguro prestamista, quando contratados em conjunto com o veículo, além de eventuais tributos federais incidentes sobre as operações, observadas as normas regulamentares.</p>
<p>Outro dispositivo determina que o BNDES apresente anualmente um relatório circunstanciado sobre as operações financiadas com os recursos previstos.</p>
<p>Esse relatório poderá permitir o acompanhamento da utilização do dinheiro e da distribuição dos financiamentos entre os beneficiários.</p>
<h3>Medida recupera financiamento previsto desde abril, mas que perdeu eficácia em agosto</h3>
<p>A autorização de recursos para renovação de frota tem origem na Medida Provisória nº 1.353, publicada em 30 de abril de 2026.</p>
<p>A MP já previa até R$ 14,5 bilhões para financiamento de veículos de transporte rodoviário de passageiros e cargas, além de alterações relacionadas ao Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).</p>
<p>Posteriormente, a Medida Provisória nº 1.374, de junho, modificou dispositivos relacionados aos beneficiários das operações.</p>
<p>Entretanto, a MP nº 1.353 perdeu eficácia em 27 de agosto, sem ter sido convertida em lei.</p>
<p>O PL nº 5.649/2026 recupera o mecanismo de financiamento para renovação de frota, agora em uma proposta que também reúne medidas voltadas à agricultura, ao setor aéreo e a projetos de infraestrutura.</p>
<p>Há, contudo, uma distinção importante: a redação final do projeto não reproduz integralmente todos os dispositivos da MP nº 1.353.</p>
<p>A medida provisória original, por exemplo, também previa disposições específicas para reforço do FGI. Essa autorização de aporte não aparece da mesma forma no texto final do PL aprovado.</p>
<p>Também é necessário distinguir o novo limite legal de informações sobre recursos já contratados em programas anteriores.</p>
<p>Durante a discussão no Senado, a líder do governo na Casa, senadora Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que recursos destinados à renovação de frotas já haviam sido integralmente utilizados, mencionando mais de 19 mil contratos em 1.966 municípios, com cerca de R$ 19 bilhões para empresas do setor de transportes e quase R$ 1 bilhão para transportadores autônomos.</p>
<p>Esses valores foram apresentados pela parlamentar em referência à execução de iniciativas de financiamento. Não devem ser confundidos com uma comprovação de que os R$ 14,5 bilhões autorizados pelo novo projeto já tenham sido especificamente contratados para ônibus.</p>
<p>O projeto também dependerá de sanção presidencial para se converter em lei.</p>
<h3>Financiamento poderá contribuir para renovação, mas resultado para passageiros dependerá das compras</h3>
<p>A renovação de ônibus pode trazer consequências para o transporte coletivo, especialmente em sistemas que operam veículos com maior idade média ou enfrentam dificuldades para financiar novas aquisições.</p>
<p>A disponibilidade de crédito de longo prazo pode permitir que empresas distribuam o custo de aquisição ao longo do período de pagamento, em vez de dependerem integralmente de recursos próprios.</p>
<p>Entretanto, a possibilidade de financiamento não significa que a renovação ocorrerá automaticamente.</p>
<p>Os investimentos dependem de contratos, da capacidade de endividamento das transportadoras e, em muitos casos, da estrutura de remuneração dos serviços definida pelos poderes concedentes.</p>
<p>No transporte urbano, a substituição de veículos também precisa considerar as condições dos contratos de concessão, as exigências de acessibilidade, o planejamento das frotas e a remuneração dos investimentos.</p>
<p>Já no transporte rodoviário intermunicipal e interestadual, os financiamentos podem ser utilizados pelas empresas para adequar ou renovar a frota, desde que atendam aos requisitos da linha e às normas específicas de cada serviço.</p>
<p>A efetiva contribuição da medida para a população será verificada posteriormente, por meio das contratações realizadas, da entrada de novos ônibus em operação e das condições de atendimento.</p>
<h3>Projeto também prevê seguro de crédito para aviação civil</h3>
<p>Além do financiamento de ônibus e caminhões, o PL nº 5.649/2026 modifica as regras do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para contemplar operações de seguro de crédito interno vinculadas à aviação civil.</p>
<p>A mudança ocorre por meio de alteração na Lei nº 9.818, de 1999.</p>
<p>Pela redação aprovada, poderão ser incluídas operações relacionadas a financiamentos para aquisição de combustível de aviação, além de outros insumos e serviços necessários ao funcionamento das companhias do setor.</p>
<p>O mecanismo não significa pagamento direto do governo pelas despesas operacionais das empresas aéreas.</p>
<p>A proposta amplia a possibilidade de cobertura de riscos de crédito em operações financeiras, conforme as condições aplicáveis ao fundo.</p>
<p>O dispositivo poderá facilitar o acesso a determinadas modalidades de financiamento para despesas necessárias à operação do transporte aéreo.</p>
<p>A medida, entretanto, não estabelece redução automática no preço das passagens nem determina diminuição de tarifas aeroportuárias.</p>
<h3>Capital de giro para infraestrutura também está previsto</h3>
<p>Outra alteração aprovada permite o financiamento de capital de giro associado a investimentos em infraestrutura.</p>
<p>O dispositivo modifica a Lei nº 14.947, de agosto de 2024.</p>
<p>Na prática, a medida autoriza que determinadas operações financeiras relacionadas a projetos de infraestrutura contemplem também recursos necessários à sua execução, além dos investimentos principais.</p>
<p>Essa autorização pode ter relevância para diferentes setores de infraestrutura, conforme as linhas de financiamento e os projetos elegíveis.</p>
<p>O projeto não reserva, entretanto, um valor específico para corredores de ônibus, terminais, sistemas BRT ou outras obras de mobilidade urbana nesse dispositivo.</p>
<p>A inclusão dessas estruturas dependerá do enquadramento de cada projeto nas regras aplicáveis.</p>
<h3>Agricultura recebe outras duas medidas de apoio financeiro</h3>
<p>O PL também autoriza a concessão de subvenção econômica a produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste afetados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos ou por eventos climáticos extremos.</p>
<p>O auxílio previsto é de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar produzida e comprovadamente entregue a usinas, destilarias ou cooperativas durante a safra 2025/2026, observados os critérios definidos.</p>
<p>A proposta ainda permite utilizar até R$ 10 bilhões do superávit financeiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) em linhas de financiamento reembolsável para projetos de inovação tecnológica na produção agrícola.</p>
<p>Esses recursos são distintos do limite de R$ 14,5 bilhões previsto para renovação de veículos.</p>
<p>O projeto foi relatado no Senado pelo senador Fernando Dueire (PSD-PE).</p>
<p>A aprovação ocorreu em regime de urgência, após a Câmara dos Deputados ter concluído a votação no dia anterior.</p>
<p>Com a aprovação nas duas Casas, a proposta será encaminhada à Presidência da República para sanção ou veto.</p>
<p>No caso específico dos ônibus, o próximo passo será verificar a manutenção dos dispositivos de financiamento na lei sancionada e as condições estabelecidas para efetiva contratação dos créditos.</p>
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<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Taubaté (SP) muda horários de 19 linhas de ônibus a partir de domingo e terá atendimento ao Mirante do Pôr do Sol</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/taubate-sp-muda-horarios-de-19-linhas-de-onibus-a-partir-de-domingo-e-tera-atendimento-ao-mirante-do-por-do-sol/</link>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 21:30:40 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Linha 22 fará ligação circular com a ECO Cecap diariamente; linha 25 terá itinerário ampliado para atender o Residencial Mirante ADAMO BAZANI O transporte coletivo de Taubaté (SP) terá alterações nos horários de 19 linhas a partir deste domingo, 1º de novembro de 2026. A programação também inclui atendimento ao Mirante do Pôr do Sol, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="679" height="459" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/abc.jpg?fit=679%2C459&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/abc.jpg?w=679&amp;ssl=1 679w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/abc.jpg?resize=300%2C203&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/abc.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/abc.jpg?resize=400%2C270&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px" /> <p><em>Linha 22 fará ligação circular com a ECO Cecap diariamente; linha 25 terá itinerário ampliado para atender o Residencial Mirante</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O transporte coletivo de Taubaté (SP) terá alterações nos horários de 19 linhas a partir deste domingo, 1º de novembro de 2026. A programação também inclui atendimento ao Mirante do Pôr do Sol, em Quiririm, pela linha 22, e ampliação do trajeto da linha 25 para alcançar o Residencial Mirante.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, os horários de pico serão mantidos, assim como a programação das demais linhas do sistema. A Secretaria de Mobilidade Urbana afirma que definiu os ajustes após levantamento dos períodos de menor utilização dos ônibus, com o objetivo de adequar a oferta de viagens à demanda.</p>
<h3>Linha 22 atenderá o mirante todos os dias</h3>
<p>A linha 22 fará o itinerário Estação de Conexão ECO Cecap/Mirante do Pôr do Sol/Circular.</p>
<p>O atendimento será diário, incluindo os finais de semana, oferecendo uma alternativa de transporte coletivo para moradores e visitantes que pretendem chegar ao ponto turístico de Quiririm.</p>
<p>O mirante é conhecido pela vista panorâmica e recebe visitantes especialmente no fim da tarde.</p>
<h3>Linha 25 passará pela Avenida Hilário José Signorini</h3>
<p>Outra mudança será a extensão do percurso da linha 25, que atende o Parque Três Marias e a Chácara São Silvestre.</p>
<p>Os ônibus passarão pela Avenida Hilário José Signorini, permitindo o atendimento aos passageiros do Residencial Mirante.</p>
<p>A alteração de itinerário integra o conjunto de mudanças previsto para começar em 1º de novembro.</p>
<h3>Confira os serviços com programação divulgada</h3>
<p>A Prefeitura anuncia ajustes em 19 linhas e o atendimento ao mirante pela linha 22. A página municipal com as tabelas de horários reúne os 20 serviços abaixo, incluindo a 22.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Linha</th>
<th>Ligação</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>01</td>
<td>Rodoviária Velha/Estoril</td>
</tr>
<tr>
<td>02</td>
<td>Rodoviária Velha/Continental</td>
</tr>
<tr>
<td>05</td>
<td>Rodoviária Velha/Cidade de Deus</td>
</tr>
<tr>
<td>06</td>
<td>Rodoviária Velha/Marlene Miranda</td>
</tr>
<tr>
<td>07</td>
<td>Rodoviária Velha/Vila Aparecida via Parque Sabará</td>
</tr>
<tr>
<td>08</td>
<td>Rodoviária Velha/Parque Aeroporto</td>
</tr>
<tr>
<td>10</td>
<td>Rodoviária Velha/Parque Ipanema/Circular</td>
</tr>
<tr>
<td>11</td>
<td>Rodoviária Velha/Vila São Geraldo</td>
</tr>
<tr>
<td>13</td>
<td>ECO Cecap–Rodoviária Velha via Gurilândia</td>
</tr>
<tr>
<td>15</td>
<td>Rodoviária Velha/Jardim América</td>
</tr>
<tr>
<td>16</td>
<td>ECO Cecap–Rodoviária Velha via Residencial Independência</td>
</tr>
<tr>
<td>18</td>
<td>Rodoviária Velha/Distrito Industrial</td>
</tr>
<tr>
<td>19</td>
<td>Rodoviária Velha/São Gonçalo</td>
</tr>
<tr>
<td>21</td>
<td>Rodoviária Velha/Parque Urupês/Circular</td>
</tr>
<tr>
<td>22</td>
<td>ECO Cecap/Mirante do Pôr do Sol/Circular</td>
</tr>
<tr>
<td>23</td>
<td>ECO Cecap–Quiririm</td>
</tr>
<tr>
<td>24</td>
<td>ECO Cecap–Circular</td>
</tr>
<tr>
<td>25</td>
<td>Rodoviária Velha/Chácara Silvestre/Parque Três Marias</td>
</tr>
<tr>
<td>27</td>
<td>ECO Cecap–Santa Tereza/Circular</td>
</tr>
<tr>
<td>28</td>
<td>ECO Cecap/Rodoviária Velha via Bonfim</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h3>Passageiros terão orientação antes das mudanças</h3>
<p>A Secretaria de Mobilidade Urbana informou que realizará ações nos ônibus das linhas afetadas para esclarecer dúvidas e distribuir materiais informativos antes da entrada em vigor da programação.</p>
<p>Também está prevista a instalação de cartazes nos veículos.</p>
<p>As tabelas foram disponibilizadas no portal da Prefeitura, na página “Alterações no horário do transporte público — 01/11/2026”. Após a implantação, a programação atualizada também poderá ser consultada na seção de horários do site da concessionária Vou de Tau.</p>
<p>Para quem utiliza as linhas relacionadas, a orientação é conferir a tabela correspondente ao dia da viagem antes do deslocamento.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>BRT-ABC: Pedido para ouvir secretário de Tarcísio e presidente da Next Mobilidade tem decisão adiada na Assembleia após deputado pedir vista</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/brt-abc-pedido-para-ouvir-secretario-de-tarcisio-e-presidente-da-next-mobilidade-tem-decisao-adiada-na-assembleia-apos-deputado-pedir-vista/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/brt-abc-pedido-para-ouvir-secretario-de-tarcisio-e-presidente-da-next-mobilidade-tem-decisao-adiada-na-assembleia-apos-deputado-pedir-vista/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 21:04:43 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Edson Giriboni terá três dias para analisar requerimento de Ana Carolina Serra sobre atrasos nas obras e eventual rompimento do contrato; Artesp aponta descumprimento de prazos, enquanto concessionária apresenta histórico de dificuldades com redes elétricas, licenciamento ambiental, desapropriações e alterações de projeto ADAMO BAZANI A Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais da Assembleia Legislativa de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="648" height="454" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abc-vistas-giriboinei.jpg?fit=648%2C454&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abc-vistas-giriboinei.jpg?w=648&amp;ssl=1 648w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abc-vistas-giriboinei.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abc-vistas-giriboinei.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abc-vistas-giriboinei.jpg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 648px) 100vw, 648px" /> <p><em>Edson Giriboni terá três dias para analisar requerimento de Ana Carolina Serra sobre atrasos nas obras e eventual rompimento do contrato; Artesp aponta descumprimento de prazos, enquanto concessionária apresenta histórico de dificuldades com redes elétricas, licenciamento ambiental, desapropriações e alterações de projeto</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) adiou a decisão sobre o requerimento que pretende ouvir o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, e a diretora-presidente da Next Mobilidade, Milena Braga Romano, para esclarecer os atrasos nas obras do BRT-ABC e as medidas que o Governo do Estado poderá adotar caso decida romper o contrato da concessionária. Na reunião de terça-feira, 27 de outubro de 2026, o deputado estadual Edson Giriboni recebeu vista do pedido por três dias, conforme documento oficial da Assembleia obtido pelo Diário do Transporte.</p>
<p>O requerimento, apresentado pela deputada estadual Ana Carolina Serra, busca esclarecimentos sobre o futuro do corredor de ônibus elétricos de 17,8 quilômetros projetado para ligar o ABC Paulista à capital. A discussão ocorre em meio ao processo de caducidade aberto pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) contra a Next Mobilidade, que poderá resultar no encerramento de uma concessão que não envolve apenas a construção do BRT, mas também a operação de ônibus e trólebus já utilizados diariamente por passageiros da região. O governo estadual aponta descumprimento contratual, enquanto a concessionária sustenta que dificuldades externas à sua atuação afetaram o andamento do empreendimento e precisam ser consideradas na definição das responsabilidades.</p>
<p>O documento da Alesp, datado de 27 de outubro, registra expressamente:</p>
<p>“Concedida vista ao Deputado Edson Giriboni pelo prazo de 03 dias em 27/10/2026.”</p>
<p>A movimentação foi formalizada às 19h39 pelo analista legislativo Marcelo Salviano da Costa, da Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais.</p>
<p>O pedido de vista significa que o parlamentar poderá examinar o requerimento antes da continuidade de sua apreciação. A medida não representa rejeição da proposta, tampouco demonstra que Giriboni seja contrário à realização da audiência.</p>
<p>Também não significa que os representantes do governo estadual e da concessionária tenham sido dispensados de prestar esclarecimentos. O convite ainda depende de deliberação da comissão, que poderá retomar a análise posteriormente.</p>
<p>A documentação consultada não estabelece uma nova data para a votação.</p>
<p>A movimentação representa o primeiro desdobramento formal da reunião de 27 de outubro identificado na tramitação do requerimento.</p>
<p>Como mostrou o Diário do Transporte em 19 e 26 de outubro, a discussão foi levada à Assembleia diante da possibilidade de encerramento antecipado do contrato da Next Mobilidade e das consequências que essa decisão pode provocar para as obras e para o transporte metropolitano do ABC.</p>
<h3>Artesp abriu processo que pode encerrar concessão, mas decisão ainda depende de análise da defesa</h3>
<p>O Conselho Diretor da Artesp aprovou, em 5 de outubro de 2026, a conversão de um procedimento administrativo de apuração de irregularidades contratuais em processo de caducidade da concessão da Next Mobilidade.</p>
<p>A caducidade é uma modalidade de extinção de concessão pública motivada por descumprimento de obrigações contratuais, mediante procedimento administrativo que assegure o direito de defesa da empresa.</p>
<p>Segundo a agência reguladora, o prazo contratual para conclusão das obras do BRT-ABC terminou em 30 de novembro de 2024.</p>
<p>Posteriormente, a concessionária apresentou um plano de ação com previsão de conclusão até 31 de outubro de 2026.</p>
<p>Na avaliação da Artesp, a evolução física do empreendimento demonstrou que a empresa não conseguiria cumprir o cronograma apresentado.</p>
<p>A agência também considerou o histórico de atrasos e as obrigações assumidas pela operadora.</p>
<p>Entretanto, a abertura do processo não significa que o contrato já tenha sido encerrado.</p>
<p>A concessionária tem direito ao contraditório e à ampla defesa. Depois da apresentação e análise das manifestações, o procedimento deverá passar pela avaliação técnica da Artesp e pela Consultoria Jurídica.</p>
<p>A decisão sobre uma eventual caducidade caberá à Secretaria de Parcerias em Investimentos, comandada por Rafael Benini, um dos representantes que a deputada Ana Carolina Serra pretende ouvir na Assembleia.</p>
<p>Essa divisão de responsabilidades é relevante porque a agência reguladora conduz a apuração administrativa, enquanto a decisão final sobre o eventual encerramento da concessão depende do poder concedente.</p>
<p>A Next Mobilidade, por sua vez, afirma que mantém tratativas com a Artesp e defende a análise individualizada das causas dos atrasos antes de uma decisão definitiva.</p>
<h3>Next Mobilidade aponta interferências de concessionárias, licenciamento e mudanças de engenharia</h3>
<p>A Next Mobilidade contesta a interpretação de que os atrasos possam ser atribuídos exclusivamente à sua atuação.</p>
<p>Em documento obtido pelo Diário do Transporte e divulgado em 8 de outubro, a concessionária apresentou um histórico de obstáculos enfrentados desde o início da implantação do corredor.</p>
<p>A empresa sustenta que o BRT-ABC é um empreendimento de elevada complexidade, desenvolvido em áreas urbanas consolidadas, com grande quantidade de redes de infraestrutura subterrâneas e aéreas, vias movimentadas, imóveis, instalações industriais e áreas sujeitas a intervenções ambientais.</p>
<p>Segundo a Next, parte dessas dificuldades exigiu providências de concessionárias de serviços públicos, órgãos ambientais, administrações municipais e outras instituições, o que teria comprometido diferentes etapas do cronograma.</p>
<p>Entre os exemplos apresentados pela companhia estão dez intervenções em redes de distribuição de energia elétrica atribuídas à Enel.</p>
<p>Na Rua Abrahão Braga, segundo o levantamento da empresa, um dos remanejamentos levou 455 dias para ser concluído.</p>
<p>Na Praça dos Andarilhos, o prazo informado foi de 428 dias.</p>
<p>Na Rua do Grito, a concessionária aponta 421 dias.</p>
<p>Na região do Viaduto Delamare, o documento menciona uma intervenção concluída em 304 dias, além de uma pendência envolvendo infraestrutura de alta tensão.</p>
<p>Também são relacionadas interferências em locais como as avenidas Guido Aliberti, Afonsina e Lauro Gomes, além de trechos da Winston Churchill e da Estrada das Lágrimas.</p>
<p>A Next argumenta que essas intervenções tiveram reflexos sobre a sequência das obras porque determinados serviços não poderiam ser executados antes da retirada ou adequação das redes existentes.</p>
<p>A empresa considera necessário examinar, para cada situação, quando a interferência foi identificada, quais órgãos eram responsáveis pelas providências, quanto tempo foi necessário para a liberação das áreas e de que forma houve repercussão sobre as etapas seguintes.</p>
<p>Por outro lado, a existência de interferências não significa automaticamente que a concessionária esteja isenta de responsabilidade.</p>
<p>A avaliação contratual precisa considerar quais riscos foram assumidos pela empresa, quais obrigações pertenciam ao poder público e se os problemas encontrados efetivamente impediram a execução das atividades previstas.</p>
<p>É justamente essa distribuição de responsabilidades que está entre os pontos de divergência entre a concessionária e a agência reguladora.</p>
<h3>Empresa relata quase três anos para obter autorização ambiental da segunda etapa</h3>
<p>Outro ponto destacado pela Next Mobilidade envolve o licenciamento ambiental.</p>
<p>O histórico apresentado pela companhia começa em março de 2021, quando foi firmado o termo aditivo que estabeleceu a implantação do BRT-ABC.</p>
<p>Naquele momento, segundo a concessionária, ainda não estavam concluídos os estudos e as autorizações ambientais necessários à execução integral do empreendimento.</p>
<p>Em maio de 2021, a empresa protocolou a documentação para consulta prévia junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).</p>
<p>A licença ambiental prévia foi emitida em junho de 2022.</p>
<p>Em outubro daquele ano, foi concedida a licença de instalação da primeira etapa, correspondente a aproximadamente 3,5 quilômetros.</p>
<p>Já a licença de instalação da segunda fase foi emitida em 31 de janeiro de 2024.</p>
<p>Segundo a Next, transcorreram aproximadamente dois anos e nove meses entre o início das providências ambientais e a autorização para executar a segunda etapa.</p>
<p>A companhia sustenta que a implantação exigiu atendimento a mais de 20 exigências técnicas e anuências de diferentes órgãos municipais.</p>
<p>Também foram necessárias intervenções de drenagem, compensações ambientais, adequações de projetos e providências relacionadas à vegetação existente no percurso.</p>
<p>O intervalo entre o início dos procedimentos e a obtenção das licenças, entretanto, não pode ser atribuído integralmente à atuação do órgão ambiental sem a análise das datas de apresentação dos estudos, solicitações de complementação e respostas da concessionária.</p>
<p>A Next defende que essas circunstâncias sejam consideradas na avaliação do cumprimento das obrigações contratuais.</p>
<h3>Mudança de traçado na Avenida Presidente Wilson exigiu negociações com CPTM, União e Transpetro</h3>
<p>A concessionária também aponta dificuldades na implantação do trecho previsto para a Avenida Presidente Wilson, na capital paulista.</p>
<p>De acordo com a empresa, os projetos executivos demonstraram limitações para a construção do corredor na configuração originalmente prevista.</p>
<p>Entre os obstáculos relacionados estavam o movimento de caminhões, a presença de galpões industriais e logísticos, limitações físicas da via e a necessidade de compatibilizar a obra com outras intervenções urbanas.</p>
<p>A solução estudada foi deslocar parte do traçado para uma área próxima à infraestrutura ferroviária.</p>
<p>Essa alteração exigiu negociações envolvendo terrenos e instalações relacionados à CPTM e à União.</p>
<p>A empresa também informou a identificação de interferências com gasodutos e caixas de válvulas da Transpetro.</p>
<p>A mudança não se limitou ao deslocamento do corredor no desenho do projeto. Ela trouxe necessidade de novos estudos de engenharia, soluções de drenagem e adequações das estruturas previstas.</p>
<p>Em agosto de 2024, o diretor da Next Mobilidade Fabrízio Braga já havia explicado ao Diário do Transporte as dificuldades relacionadas ao trecho da Presidente Wilson e a alternativa de implantação próxima aos trilhos.</p>
<p>A concessionária considera esse conjunto de alterações um dos exemplos de situações que exigiram revisão do planejamento inicial.</p>
<h3>BRT-ABC tem 17,8 quilômetros e projeto prevê 92 ônibus elétricos</h3>
<p>O BRT-ABC foi concebido como um corredor de transporte de média capacidade para melhorar os deslocamentos entre municípios do ABC Paulista e a cidade de São Paulo.</p>
<p>O empreendimento prevê infraestrutura específica para ônibus elétricos, estações de embarque e desembarque e operação integrada ao sistema metropolitano.</p>
<p>O projeto foi estruturado para atender deslocamentos entre São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e a capital, com conexão à rede de transporte sobre trilhos.</p>
<p>A implantação também deve proporcionar uma nova alternativa de circulação entre áreas de grande concentração residencial, comercial e de empregos.</p>
<p>Os dados técnicos apresentados ao longo da implantação são os seguintes:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Projeto BRT-ABC</th>
</tr>
<tr>
<td>Extensão total</td>
<td>17,8 quilômetros</td>
</tr>
<tr>
<td>Estações previstas</td>
<td>16</td>
</tr>
<tr>
<td>Frota prevista</td>
<td>92 ônibus elétricos</td>
</tr>
<tr>
<td>Tecnologia</td>
<td>Ônibus movidos a baterias</td>
</tr>
<tr>
<td>Tipo de infraestrutura</td>
<td>Corredor de ônibus com estações específicas</td>
</tr>
<tr>
<td>Integração prevista</td>
<td>Sistemas metropolitanos e transporte sobre trilhos</td>
</tr>
<tr>
<td>Municípios envolvidos no atendimento</td>
<td>São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A construção ocorre em diferentes etapas, com características de engenharia que variam ao longo do percurso.</p>
<p>O empreendimento foi estruturado como alternativa ao projeto da Linha 18-Bronze de monotrilho, que previa uma ligação sobre trilhos entre a região do ABC e a capital.</p>
<p>A substituição da solução ferroviária por um corredor de ônibus alterou o modelo de implantação da infraestrutura e as características operacionais do futuro serviço.</p>
<p>No caso do BRT, os veículos podem circular sobre vias especialmente preparadas e atender estações distribuídas pelo trajeto, com instalações de recarga e sistemas próprios de operação.</p>
<p>A eficácia do empreendimento dependerá não apenas da aquisição dos ônibus, mas também da conclusão dos corredores, estações, sistemas de energia, instalações operacionais e integração com a rede existente.</p>
<h3>Next afirma ter dez quilômetros preparados, nove estações e 20 ônibus elétricos para operação inicial</h3>
<p>Apesar dos atrasos apontados pela Artesp, a Next Mobilidade afirma que parte do BRT-ABC já reúne condições de receber passageiros.</p>
<p>Segundo informações apresentadas pela empresa ao Diário do Transporte, aproximadamente dez quilômetros do corredor estão preparados para uma primeira etapa de operação.</p>
<p>O segmento fica entre a Parada Metrópole, em São Bernardo do Campo, e a Vila Império, em São Caetano do Sul.</p>
<p>A concessionária informa que essa primeira etapa dispõe de nove estações e licença ambiental de operação concedida pela Cetesb.</p>
<p>Também afirma ter disponibilizado 20 ônibus elétricos articulados, com 21,5 metros de comprimento, destinados ao atendimento inicial.</p>
<p>Os veículos utilizam baterias para armazenamento de energia e têm recarga prevista em instalações da empresa.</p>
<p>De acordo com a Next, a garagem de São Bernardo do Campo conta com estrutura para recarregar até 14 veículos simultaneamente.</p>
<p>A empresa apresentou pedido para realizar uma operação assistida, experimental e gratuita no trecho preparado.</p>
<p>A proposta divulgada anteriormente previa funcionamento inicial das 9h às 15h, permitindo avaliar o desempenho dos veículos, das estações e das demais instalações antes da operação comercial definitiva.</p>
<p>Na alternativa apresentada pela concessionária, os passageiros que precisassem prosseguir até Tamanduateí utilizariam outro ônibus da Next Mobilidade, com transbordo e passagem pelo Sacomã, sem pagamento de uma segunda tarifa.</p>
<p>Essa configuração seria provisória, enquanto as obras do trecho restante fossem executadas.</p>
<p>A disponibilidade de ônibus e a existência de licença ambiental são elementos relevantes, mas não representam, isoladamente, autorização para início da operação.</p>
<p>O atendimento depende das autorizações operacionais exigidas e das condições de segurança e funcionamento determinadas pelos órgãos responsáveis.</p>
<p>A proposta de operação experimental também não significa que o corredor completo esteja concluído.</p>
<p>A diferença entre os dez quilômetros informados pela empresa e os 17,8 quilômetros do projeto permanece entre os principais pontos da discussão contratual.</p>
<h3>Artesp manteve negativa de revisão de remuneração e separou outras análises contratuais</h3>
<p>A divergência entre a agência reguladora e a Next Mobilidade não se limita ao cronograma das obras.</p>
<p>A concessionária apresentou pedidos relacionados ao reequilíbrio econômico-financeiro, à remuneração pela operação dos serviços metropolitanos, à revisão dos prazos e a alterações no projeto do BRT-ABC.</p>
<p>Em deliberação divulgada em outubro, a Artesp manteve o indeferimento do pedido de aumento da tarifa de remuneração.</p>
<p>Quanto à postergação do cronograma e às modificações no projeto e no traçado, a agência decidiu não reabrir a discussão naquele procedimento, sob o entendimento de que os assuntos já haviam sido analisados em outra tramitação.</p>
<p>A decisão também separou questões remanescentes da revisão ordinária para exame em processo próprio.</p>
<p>Essa diferenciação é importante porque uma negativa de aumento de remuneração não equivale, necessariamente, à rejeição de todos os pedidos administrativos apresentados pela concessionária.</p>
<p>A Next sustenta que os diferentes temas precisam ser examinados de acordo com as disposições contratuais e os fatos que motivaram as solicitações.</p>
<p>Enquanto isso, a Artesp mantém sua avaliação sobre o descumprimento dos prazos de implantação do BRT.</p>
<h3>Possível rompimento também envolve ônibus e trólebus que já transportam passageiros</h3>
<p>A eventual caducidade tem consequências que vão além da conclusão das obras do BRT-ABC.</p>
<p>A concessão da Next Mobilidade, operada pela ABC Sistema de Transporte SPE S.A., CNPJ 40.181.203/0001-46, abrange serviços metropolitanos já existentes no ABC Paulista.</p>
<p>Entre eles estão o Corredor Metropolitano ABD e linhas convencionais que atendem municípios da região.</p>
<p>O Corredor ABD possui uma infraestrutura consolidada e opera com ônibus convencionais e trólebus, conectando cidades como São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul, Diadema e São Paulo, além de atender deslocamentos metropolitanos que se relacionam com outras localidades do ABC.</p>
<p>Já as linhas comuns alcançam bairros e corredores viários que não são atendidos diretamente pela infraestrutura exclusiva do ABD.</p>
<p>Esses serviços transportam passageiros independentemente do estágio de execução do novo BRT.</p>
<p>Por isso, uma eventual decisão de encerramento contratual exigiria providências específicas para preservar a continuidade da operação.</p>
<p>Seria necessário definir quem assumiria as linhas, como seriam mantidos os veículos, garagens, equipamentos e sistemas operacionais, além da responsabilidade sobre trabalhadores e contratos necessários à prestação do serviço.</p>
<p>O governo estadual também precisaria estabelecer as condições de transição, evitando que uma disputa relacionada às obras comprometa o atendimento diário.</p>
<p>Outro ponto envolve os investimentos já realizados na implantação do BRT-ABC.</p>
<p>Uma eventual extinção contratual exige apuração sobre os bens vinculados à concessão, as obras executadas e possíveis indenizações, conforme as regras contratuais e a legislação.</p>
<p>Isso não significa que a Next tenha direito automático ao ressarcimento de todos os valores que declarar ter investido. Também não significa que os investimentos possam ser desconsiderados sem a devida apuração.</p>
<p>A avaliação precisa levar em conta as obrigações assumidas, eventuais descumprimentos e os critérios de reconhecimento dos bens reversíveis.</p>
<h3>CPTM já realizou vistorias e pode participar de alternativa para conclusão das obras</h3>
<p>O governo estadual também passou a estudar possíveis alternativas para o BRT-ABC caso decida encerrar a concessão atual.</p>
<p>Como noticiou o Diário do Transporte em 6 e 7 de outubro, a CPTM realizou vistorias nas obras, em um movimento relacionado à avaliação da infraestrutura existente e à possibilidade de participação da companhia ferroviária em uma futura solução.</p>
<p>Uma das alternativas consideradas envolve a CPTM assumir a gestão ou a continuidade das obras do corredor.</p>
<p>Nesse cenário, os serviços metropolitanos de ônibus que fazem parte da concessão da Next poderiam ser reorganizados e incluídos em futuras licitações juntamente com outras áreas do transporte intermunicipal.</p>
<p>Entretanto, essas possibilidades não representam uma decisão definitiva de transferência das obras à CPTM nem demonstram que a companhia assumirá a operação dos ônibus.</p>
<p>A definição depende de atos administrativos específicos, avaliações técnicas, condições jurídicas e financeiras.</p>
<p>Uma eventual nova contratação também precisaria considerar as características das estruturas já construídas, os projetos pendentes, os equipamentos disponíveis e a integração com os serviços existentes.</p>
<p>Para os passageiros, o principal risco seria a ampliação do período de espera pela conclusão do BRT ou dificuldades durante a reorganização dos serviços metropolitanos.</p>
<p>A eventual troca de responsável pelo empreendimento, por si só, não garante aceleração das obras nem redução de custos.</p>
<h3>Registro da ABC Sistema foi renovado por um ano mesmo com processo de caducidade</h3>
<p>Em 23 de outubro, a Artesp autorizou a renovação do Certificado de Registro Cadastral da ABC Sistema de Transporte SPE S.A., empresa responsável pela operação com a marca Next Mobilidade.</p>
<p>A renovação tem validade de 12 meses e se refere ao cadastro para prestação de serviços metropolitanos regulares de transporte coletivo de passageiros.</p>
<p>A decisão ocorreu depois da abertura do processo de caducidade.</p>
<p>Entretanto, os dois atos têm finalidades diferentes.</p>
<p>O registro cadastral é um instrumento de regularidade administrativa da empresa perante a agência reguladora.</p>
<p>Já o processo de caducidade examina o possível descumprimento de obrigações da concessão.</p>
<p>Assim, a renovação cadastral não equivale a uma prorrogação do prazo das obras nem antecipa a decisão final sobre o contrato.</p>
<h3>Pedido da Assembleia pretende esclarecer futuro do contrato e consequências para a população</h3>
<p>É nesse cenário que o requerimento da deputada Ana Carolina Serra entrou em análise na Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais.</p>
<p>O pedido pretende ouvir Rafael Benini, responsável pela secretaria que terá participação decisiva na definição do futuro da concessão, e Milena Braga Romano, diretora-presidente da Next Mobilidade.</p>
<p>A iniciativa busca esclarecer as causas dos atrasos do BRT-ABC e quais medidas poderão ser adotadas pelo governo estadual caso o contrato seja rompido.</p>
<p>A audiência também poderá permitir o confronto entre as conclusões técnicas da Artesp e os argumentos apresentados pela concessionária, além de esclarecer as alternativas consideradas para finalizar o corredor.</p>
<p>Entre os pontos que permanecem sem definição pública conclusiva estão a responsabilidade por cada atraso, a possibilidade de colocar em operação o trecho preparado, as condições de continuidade dos serviços existentes e o destino dos investimentos já realizados.</p>
<p>A análise parlamentar não substitui as atribuições da agência reguladora nem a competência do poder concedente para decidir sobre o contrato.</p>
<p>Entretanto, poderá contribuir para esclarecer consequências administrativas e operacionais de uma eventual ruptura.</p>
<p>Com a concessão de vista ao deputado Edson Giriboni, por três dias, a votação do requerimento permanece pendente.</p>
<p>O documento da Assembleia de 27 de outubro não informa quando a proposta voltará a ser analisada.</p>
<p>Enquanto isso, a Artesp prossegue com o procedimento administrativo relacionado aos atrasos, e a Next Mobilidade mantém sua posição de que as dificuldades encontradas durante a implantação precisam ser avaliadas individualmente antes de uma decisão sobre o encerramento contratual.</p>
<p>Para os passageiros do ABC Paulista, a indefinição envolve tanto a entrega de uma nova infraestrutura de transporte quanto a preservação dos ônibus e trólebus que já fazem parte da rotina de deslocamento entre as cidades da região e a capital.</p>
<h2><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></h2>
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  </item>
  <item>
    <title>STF  adia de novo conclusão do julgamento &#8220;Lei da Buser&#8221; em Minas Gerais após pedido de vistas de Toffoli</title>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 20:17:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Fretamento]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ministros debatem se Estado pode legislar sobre fretamento. Alexandre de Moraes fez comparação com &#8220;perueiros clandestinos de São Paulo&#8221; e Flávio Dina com lógica dos mototáxis na capital paulista  ADAMO BAZANI Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou novamente nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, a consculão do [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="866" height="586" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ciritt.jpg?fit=866%2C586&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ciritt.jpg?w=866&amp;ssl=1 866w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ciritt.jpg?resize=300%2C203&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ciritt.jpg?resize=150%2C102&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ciritt.jpg?resize=768%2C520&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ciritt.jpg?resize=400%2C271&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 866px) 100vw, 866px" /> <p><em>Ministros debatem se Estado pode legislar sobre fretamento. Alexandre de Moraes fez comparação com &#8220;perueiros clandestinos de São Paulo&#8221; e Flávio Dina com lógica dos mototáxis na capital paulista </em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p><em><strong>Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena</strong></em></p>
<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou novamente nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, a consculão do julgamento do Recurso Extraordinário nº 1.506.410/MG, conhecido como Caso Buser, e decretou a <strong>(incontitucionalidade ou constitucionalidade)</strong> de dispositivos da Lei nº 23.941/2021, de Minas Gerais. O adiamento ocorreu depois de pedido de vistas (maior tempo para analisar do minsitro Dias Toffolli</p>
<p>Assim, não se chegou a um consenso, por exemplo, exigência do circuito fechado para fretamento que, em resumo, exige que nesta modalidade tanto na ida como na volta da viagem seja o mesmo grupo de passageiros, com a proibição de vendas individuais de bilhetes. O mérito na verdade foi se Estados podem ou não legislar sobre este tipo de tema.</p>
<p>Votaram em favor da lei a relatora Carmen Lúcia, sendo acompanhada pelo presidente da corte, Edson Fachin, e o ministro  Cristiano Zanin.</p>
<p>Alexandre de Moraes não vorou oficialmente, mas adiantou ser favorável ao circuito fechado.</p>
<p>Moraes chegou a fazer uma comparação com os perueiros clandestinos na época em que foi secretário municipal de transportes da capital paulista, na gestão do prefeito Gilberto Kassab.</p>
<p>O ministro Cristiano Zanin, que já tinha votado em favor da lei inicialmente, mesmo após as explanações de Dino e Mendonça, manteve o voto em favor da lei.</p>
<p>O ministro Flávio Dino, por sua vez, disse que não se trata de julgar o fretamento e o circuito fechado em si, mas o fato de Estados não poderem legislar sobre este assunto. Para isso, inclusive, citou a lógica dos mototáxis da cidade de São Paulo.</p>
<p>André Mendonça disse que o circuito fechado contraria a lei a livre iniciativa e disse que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deveria ser mais inovadora na reguladora e não preservar um modelo engessado.</p>
<p>A discussão central é se Minas Gerais poderia impor essas condições ao fretamento ou se algumas delas representam restrições inconstitucionais à livre iniciativa, à livre concorrência e à utilização de plataformas digitais para contratar viagens.</p>
<p>O recurso foi apresentado pelo diretório mineiro do Partido Novo, e a Buser participa do processo como interessada.</p>
<h3>O que é a “Lei da Buser” e quais restrições foram impostas em Minas Gerais</h3>
<p>A Lei Estadual nº 23.941, de 24 de setembro de 2021, estabelece condições para a prestação de serviços de fretamento contínuo ou eventual em viagens intermunicipais e metropolitanas.</p>
<p>A legislação prevê que a prestação do serviço depende de autorização do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG).</p>
<p>Essa autorização tem caráter precário, personalíssimo, intransferível e temporário. O pedido pode ser apresentado por empresas de diferentes portes ou cooperativas, com cadastramento dos veículos, dos condutores e dos responsáveis pelo serviço.</p>
<p>Entre as principais exigências estabelecidas pela legislação estão:</p>
<p><strong>1. Circuito fechado:</strong> transporte de grupo previamente definido, com motivação comum, que parte de uma origem, segue até o destino e retorna no mesmo veículo utilizado na ida.</p>
<p><strong>2. Lista nominal de passageiros:</strong> obrigação de encaminhar ao DER-MG a identificação das pessoas que serão transportadas.</p>
<p><strong>3. Antecedência de seis horas:</strong> solicitação da autorização e envio da lista de passageiros até seis horas antes do início do primeiro trecho da viagem.</p>
<p><strong>4. Limitação das alterações na lista:</strong> possibilidade de substituição de até dois passageiros ou 20% da capacidade do veículo, prevalecendo o maior desses limites, com comunicação até o início da viagem.</p>
<p><strong>5. Proibição de venda individualizada por intermediários:</strong> restrição ao fretamento intermediado por terceiros que comercializem lugares de maneira fracionada ou individualizada.</p>
<p><strong>6. Proibição de características de transporte regular</strong>: restrição a viagens habituais com regularidade de dias, horários ou itinerários, além da comercialização individual de passagens.</p>
<p><strong>7. Restrições aos locais de embarque e desembarque:</strong> vedação, nas condições previstas na lei, ao embarque e desembarque ao longo do itinerário e em terminais rodoviários utilizados pelo transporte coletivo público.</p>
<p><strong>8. Documentação durante a viagem:</strong> obrigação de o motorista portar a autorização, o documento fiscal do contrato de fretamento e a relação dos passageiros transportados.</p>
<p>A legislação também estabelece mecanismos de fiscalização e remete às penalidades previstas na legislação estadual e no Código de Trânsito Brasileiro.</p>
<p>No caso do transporte clandestino ou irregular, a Lei nº 19.445/2011, com as alterações promovidas pela Lei nº 23.941/2021, prevê multa de 1.000 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs), remoção do veículo e outras sanções, conforme a infração.</p>
<p>A multa pode ser duplicada em caso de reincidência e a legislação também alcança quem promove ou intermedeia serviços irregulares.</p>
<p>Há ainda tratamento específico para o fretamento destinado ao transporte intermunicipal de trabalhadores rurais, com dispensa de determinadas exigências cadastrais e de envio de listas, sem afastar as obrigações relacionadas à segurança.</p>
<h3>Circuito fechado e circuito aberto: entenda as diferenças para passageiros e empresas</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-539053" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="819" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=120%2C150&amp;ssl=1 120w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=400%2C500&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=150%2C187&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?w=1122&amp;ssl=1 1122w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></p>
<p>A expressão circuito fechado é um dos pontos centrais da disputa porque determina como a viagem fretada deve ser organizada e contratada.</p>
<p>No modelo tradicional de circuito fechado, um grupo contrata um ônibus para realizar um deslocamento com ida e volta, com passageiros previamente identificados.</p>
<p>Já no chamado circuito aberto, a contratação pode envolver viagens somente de ida ou deslocamentos nos quais não exista obrigação de retorno com o mesmo grupo e veículo.</p>
<p>O circuito aberto, por si só, não significa necessariamente venda individual de passagens. Essa é uma questão jurídica distinta, embora as duas práticas estejam relacionadas na discussão sobre os modelos de fretamento intermediados por aplicativos.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Circuito fechado</th>
<th>Circuito aberto</th>
</tr>
<tr>
<td>Formação do grupo</td>
<td>Grupo previamente definido</td>
<td>Pode haver formação de grupos distintos por viagem</td>
</tr>
<tr>
<td>Viagem de ida</td>
<td>Realizada pelo grupo contratado</td>
<td>Pode ser contratada separadamente</td>
</tr>
<tr>
<td>Viagem de volta</td>
<td>Mesmo grupo retorna no mesmo veículo, segundo a lei mineira</td>
<td>Não exige retorno dos mesmos passageiros no mesmo veículo</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros</td>
<td>Identificados previamente</td>
<td>Podem variar conforme a modalidade e a regulamentação</td>
</tr>
<tr>
<td>Contratação</td>
<td>Fretamento para grupo determinado</td>
<td>Pode envolver viagens independentes de ida e volta</td>
</tr>
<tr>
<td>Comercialização</td>
<td>A lei mineira proíbe a venda individualizada por intermediadores</td>
<td>A venda individual depende do enquadramento jurídico e das regras aplicáveis</td>
</tr>
<tr>
<td>Utilização do veículo</td>
<td>Vinculada ao itinerário e ao grupo contratado</td>
<td>Pode permitir utilização em diferentes viagens</td>
</tr>
<tr>
<td>Questão jurídica</td>
<td>Constitucionalidade da exigência estadual</td>
<td>Possibilidade de operação sem a obrigação de circuito fechado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>A diferença tem consequências operacionais e comerciais.</p>
<p>No circuito fechado, uma empresa que transporta determinado grupo precisa organizar o retorno conforme as condições do contrato e da regulamentação aplicável.</p>
<p>Em um modelo aberto, a transportadora pode, em tese, utilizar o veículo em outra viagem contratada de maneira independente, sem necessariamente transportar de volta os mesmos passageiros da primeira viagem.</p>
<p>Essa possibilidade pode modificar o aproveitamento dos ônibus, o planejamento dos deslocamentos e a composição dos custos operacionais.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o debate envolve os limites entre a contratação de um serviço de fretamento e a oferta de viagens regulares com venda individual de passagens.</p>
<p>No transporte regular, as empresas operam serviços submetidos a regras específicas de autorização ou concessão, com obrigações relacionadas a itinerários, horários, atendimento aos passageiros e continuidade da prestação do serviço.</p>
<p>O STF deverá examinar a validade das restrições contestadas, levando em consideração essas diferenças e as competências constitucionais dos entes federativos.</p>
<div>
<div>
<div>Imagem ilustrativa de ônibus rodoviário. A comparação entre circuito fechado e circuito aberto está detalhada na tabela acima.</div>
</div>
</div>
<h3>Histórico completo: da aprovação da lei em 2021 aos adiamentos do julgamento no STF em 2026</h3>
<p>A disputa sobre a chamada “Lei da Buser” envolve decisões legislativas, ações judiciais, medidas provisórias e votações no Supremo Tribunal Federal. A seguir, os principais acontecimentos em ordem cronológica.</p>
<p><strong>1. Projeto de lei começa a tramitar na Assembleia de Minas Gerais — 2015</strong></p>
<p>A legislação tem origem no Projeto de Lei nº 1.155/2015, apresentado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.</p>
<p>A proposta tratava da regulamentação do fretamento de veículos de transporte coletivo para viagens intermunicipais e metropolitanas.</p>
<p>Durante a tramitação, a discussão passou a envolver também as condições para a contratação das viagens e a diferença entre fretamento e transporte regular.</p>
<p><strong>2. Assembleia aprova restrições e governador veta parte das regras — setembro de 2021</strong></p>
<p>Em setembro de 2021, a Assembleia aprovou a proposição que deu origem à Lei nº 23.941.</p>
<p>O governador Romeu Zema sancionou a legislação em 24 de setembro, mas vetou dispositivos que considerou inadequados, incluindo a exigência de circuito fechado, a apresentação antecipada da lista de passageiros e a restrição à comercialização individualizada de lugares.</p>
<p>Na justificativa dos vetos, o Executivo questionou os efeitos dessas restrições sobre a prestação do serviço e o mercado de transporte fretado.</p>
<p><strong>3. Assembleia derruba vetos de Romeu Zema — 17 de novembro de 2021</strong></p>
<p>Os deputados estaduais rejeitaram os vetos do governador, restabelecendo os artigos 3º, 4º e 5º e dispositivos do artigo 6º da legislação.</p>
<p>A decisão colocou em vigor regras que haviam sido excluídas do texto sancionado, como a obrigatoriedade do circuito fechado e a proibição de intermediação de viagens com venda individualizada de lugares.</p>
<p>Foi esse conjunto de restrições que passou a ser contestado judicialmente.</p>
<p><strong>4. Lei é questionada na Justiça mineira — 2022</strong></p>
<p>O diretório estadual do Partido Novo apresentou uma ação de controle de constitucionalidade no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.</p>
<p>A discussão envolvia artigos da Lei nº 23.941/2021 e as competências legislativas do Estado, além de questionamentos sobre a livre iniciativa e a separação dos Poderes.</p>
<p>O Tribunal de Justiça rejeitou a pretensão de declaração de inconstitucionalidade, o que levou o partido a recorrer ao STF.</p>
<p><strong>5. Dispositivos são suspensos durante a tramitação do recurso — 2024</strong></p>
<p>No andamento da controvérsia, foi concedido efeito suspensivo ao recurso extraordinário apresentado pelo Partido Novo.</p>
<p>Com isso, ficaram temporariamente suspensos os efeitos de dispositivos que tratavam do circuito fechado, das listas de passageiros, da antecedência da autorização e das restrições à comercialização e ao embarque.</p>
<p>Essa suspensão foi posteriormente revista pelo Supremo.</p>
<p><strong>6. Cármen Lúcia restabelece a eficácia das restrições — dezembro de 2024</strong></p>
<p>Em decisão monocrática publicada em 13 de dezembro de 2024, Cármen Lúcia cassou o efeito suspensivo que havia sido atribuído ao recurso extraordinário.</p>
<p>A medida restabeleceu a eficácia dos artigos 3º, 4º e 5º e dos dispositivos contestados do artigo 6º da Lei nº 23.941/2021.</p>
<p>A decisão teve consequência prática para a fiscalização e para as empresas de fretamento, uma vez que as restrições voltaram a produzir efeitos.</p>
<p><strong>7. Cármen Lúcia rejeita o recurso extraordinário — 13 de outubro de 2025</strong></p>
<p>A relatora negou provimento ao recurso do Partido Novo.</p>
<p>No entendimento apresentado, a legislação mineira encontrava amparo na competência residual dos Estados para disciplinar o transporte intermunicipal e metropolitano.</p>
<p>Cármen Lúcia também afastou as alegações de violação à separação dos Poderes e à reserva de administração.</p>
<p>A ministra considerou admissível a iniciativa parlamentar da legislação e apontou limites à revisão, pelo STF, de questões relacionadas à interpretação de normas locais.</p>
<p><strong>8. Partido Novo apresenta embargos de declaração — 21 de outubro de 2025</strong></p>
<p>Após a decisão, o Partido Novo apresentou embargos de declaração, alegando omissões que deveriam ser examinadas pelo Supremo.</p>
<p>O partido também pediu a alteração do resultado do julgamento, buscando afastar a decisão desfavorável e permitir nova análise da constitucionalidade dos dispositivos.</p>
<p>Os embargos passaram a concentrar a discussão subsequente.</p>
<p>9. Três ministros se manifestam pela manutenção da decisão — outubro e novembro de 2025</p>
<p>Na sessão virtual realizada de 31 de outubro a 10 de novembro de 2025, Cármen Lúcia votou por receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar provimento ao pedido.</p>
<p>O entendimento foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.</p>
<p>Na sequência, André Mendonça pediu vista, suspendendo a análise para examinar o processo.</p>
<p><strong>10. André Mendonça apresenta voto divergente — abril de 2026</strong></p>
<p>O julgamento foi retomado no plenário virtual iniciado em 17 de abril de 2026.</p>
<p>André Mendonça apresentou voto divergente, defendendo o provimento parcial do recurso e a declaração de inconstitucionalidade dos seguintes dispositivos da legislação mineira:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Artigo 3º, que estabelece a obrigatoriedade do circuito fechado e da relação nominal dos passageiros.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Artigo 4º, que exige autorização e apresentação da lista com antecedência de seis horas.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Artigo 5º, que limita as alterações na relação dos passageiros.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Inciso I do artigo 6º, que proíbe o fretamento intermediado por terceiros com comercialização fracionada ou individualizada de lugares.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Inciso III do parágrafo único do artigo 6º, que trata da restrição ao embarque e desembarque ao longo do itinerário e em terminais rodoviários utilizados pelo transporte público.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>A divergência alcançava os pontos de maior repercussão para os modelos de fretamento intermediados por plataformas digitais.</p>
<p><strong>11. Edson Fachin pede destaque para julgamento presencial — abril de 2026</strong></p>
<p>Após a apresentação do voto de André Mendonça, o ministro Edson Fachin solicitou destaque do processo.</p>
<p>O pedido levou a discussão do ambiente virtual para o plenário presencial, onde os ministros poderiam debater a matéria.</p>
<p>Dessa maneira, o julgamento dos recursos passou a depender de nova deliberação em sessão presencial.</p>
<p><strong>12. Processo entra na pauta de 26 de agosto de 2026, mas julgamento é adiado</strong></p>
<p>O Supremo incluiu o caso na pauta de 26 de agosto de 2026.</p>
<p>No dia anterior, Cármen Lúcia apresentou despacho indicando a necessidade de garantir às partes a oportunidade de manifestação diante da retomada do julgamento presencial.</p>
<p>A relatora propôs que os embargados fossem intimados para apresentar contrarrazões, com posterior reinclusão do processo em pauta.</p>
<p>Em 26 de agosto, o plenário adiou a apreciação por indicação da ministra. A sessão foi presidida por Edson Fachin.</p>
<p><strong>13. STF anuncia nova previsão de julgamento para 14 e 15 de outubro de 2026</strong></p>
<p>Na programação oficial de outubro, o Supremo voltou a destacar o Caso Buser entre os assuntos previstos para as sessões dos dias 14 e 15.</p>
<p>O recurso foi colocado na relação de matérias destinadas ao plenário presencial, novamente sob a relatoria de Cármen Lúcia.</p>
<p><strong>14. STF realiza sessão, mas não julga o Caso Buser — 14 de outubro de 2026</strong></p>
<p>Na sessão desta quarta-feira, os ministros examinaram outros processos, e o RE 1.506.410/MG não chegou a ser chamado para votação.</p>
<p>Ao apresentar os julgamentos previstos para quinta-feira, Edson Fachin não mencionou a ação que discute a legislação mineira de fretamento.</p>
<p>O episódio representa mais uma oportunidade em que a controvérsia não chega a uma conclusão no plenário presencial.</p>
<h3>Quem participa da disputa judicial</h3>
<p>O recurso foi apresentado pelo diretório estadual do Partido Novo em Minas Gerais.</p>
<p>Entre os participantes e interessados no processo estão o Estado de Minas Gerais, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a Confederação Nacional de Serviços (CNS), a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Buser Brasil Tecnologia Ltda., a Associação Brasileira dos Fretadores Colaborativos (Abrafrec), a Federação de Serviços de Minas Gerais e o Sindicato das Empresas de Transporte Turístico e de Fretamento do Estado de Minas Gerais.</p>
<p>A presença dessas entidades demonstra que a discussão envolve segmentos distintos da atividade econômica e da representação empresarial, com interesses relacionados à contratação, fiscalização e execução dos serviços de transporte de passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Ônibus municipal da Viação Metrópole Paulista é destruído após ser consumido por incêndio no Jardim São Luis, na Zona Sul de São Paulo (SP)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/onibus-municipal-da-viacao-metropole-paulista-e-destruido-apos-ser-consumido-por-incendio-no-jardim-sao-luis-na-zona-sul-de-sao-paulo-sp/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/onibus-municipal-da-viacao-metropole-paulista-e-destruido-apos-ser-consumido-por-incendio-no-jardim-sao-luis-na-zona-sul-de-sao-paulo-sp/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 19:48:49 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Corpo de Bombeiros informa que não houve registro de vítimas VINÍCIUS DE OLIVEIRA Na tarde desta quarta-feira, 28 de outubro, por volta das 14h06, um ônibus municipal pegou fogo e foi destruído na Avenida Luiz Gushiken, na altura do número 1328, no Jardim São Luis, na Zona Sul de São Paulo (SP). Duas viaturas do [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="627" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1166.jpg?fit=960%2C627&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1166.jpg?w=960&amp;ssl=1 960w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1166.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1166.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1166.jpg?resize=768%2C502&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1166.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Corpo de Bombeiros informa que não houve registro de vítimas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tarde desta quarta-feira, 28 de outubro, por volta das 14h06, um ônibus municipal pegou fogo e foi destruído na Avenida Luiz Gushiken, na altura do número 1328, no Jardim São Luis, na Zona Sul de São Paulo (SP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Duas viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência; as chamas foram controladas e extintas pelos agentes de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o órgão, não houve registro de vítimas no local.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><p>Em nota ao <strong>Diário do Transporte, </strong>a SPTrans (São Paulo Transporte) informou que o coletivo envolvido atendia a linha 677A/10 Terminal Jardim Ângela – Itaim Bibi.</p>
<p><em>&#8220;A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informam que foi registrado princípio de incêndio, em razão de pane elétrica, em um ônibus da Viação Metrópole, por volta das 14h desta quarta-feira (28). O coletivo trafegava pela Av. Luiz Gushiken, na Zona Sul, e estava reservado, portanto sem passageiros. As chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros e não há registro de vítimas. Em razão da ocorrência, a linha 677A/10 Term. Jd. Ângela – Itaim Bibi está com a operação prejudicada . O guincho da concessionária também foi acionado.&#8221;</em></p>
<div style="width: 720px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-542101-2" width="720" height="1280" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/202610281713.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/202610281713.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/202610281713.mp4</a></video></div></p>



<figure class="wp-block-video"><video height="1280" style="aspect-ratio: 714 / 1280;" width="714" controls src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/copy_2f0bdde5-a997-4fa7-91fc-19072d2edf39.mp4"></video></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
]]></content:encoded>

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    <title>Marcopolo avança no ranking 500 Maiores do Sul</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/marcopolo-avanca-no-ranking-500-maiores-do-sul/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 18:40:16 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Cristiano Hilgert, diretor da Marcopeças, representante Marcopolo no Rio Grande do Sul, recebe a premiação VINÍCIUS DE OLIVEIRA A Marcopolo e suas controladas avançaram da 11ª para a 10ª posição em Patrimônio Líquido no Rio Grande do Sul, na edição 2026 do ranking 500 Maiores do Sul, elaborado pelo Grupo AMANHÃ em parceria técnica com [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/28102026-Marcopolo_500-Maiores-do-Sul-e1793213848529.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Cristiano Hilgert, diretor da Marcopeças, representante Marcopolo no Rio Grande do Sul, recebe a premiação</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A Marcopolo e suas controladas avançaram da 11ª para a 10ª posição em Patrimônio Líquido no Rio Grande do Sul, na edição 2026 do ranking 500 Maiores do Sul, elaborado pelo Grupo AMANHÃ em parceria técnica com a PwC Brasil. O patrimônio líquido consolidado da companhia chegou a R$ 4.026,6 milhões em 31 de dezembro de 2025, ante R$ 3.832,4 milhões no encerramento de 2024, crescimento de cerca de 5%.</p>
<p>No ranking geral, a Marcopolo e suas controladas ocupam a 36ª colocação entre as 500 Maiores empresas da Região Sul. No recorte estadual, estão na 13ª posição entre as 100 Maiores do Rio Grande do Sul e na 12ª colocação em Receita Líquida no estado.</p>
<p>O ranking considera balanços financeiros oficiais e utiliza o Valor Ponderado de Grandeza (VPG), cálculo que atribui peso de 50% ao patrimônio líquido, 40% à receita líquida e 10% ao resultado líquido do exercício. O estudo abrange empresas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.</p>
<p>“Estudos como o 500 Maiores do Sul ajudam a compor um panorama do ambiente empresarial da região. O ranking considera diferentes indicadores financeiros, e a posição da Marcopolo em Patrimônio Líquido no Rio Grande do Sul é parte desse retrato”, afirma Ricardo Portolan, Diretor de Vendas e Marketing da Marcopolo.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>TCE suspende novamente licitação dos ônibus de Curitiba por dúvidas sobre regras de disputa, remuneração e riscos dos contratos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/tce-suspende-novamente-licitacao-dos-onibus-de-curitiba-por-duvidas-sobre-regras-de-disputa-remuneracao-e-riscos-dos-contratos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/tce-suspende-novamente-licitacao-dos-onibus-de-curitiba-por-duvidas-sobre-regras-de-disputa-remuneracao-e-riscos-dos-contratos/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 17:30:19 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão desta quarta-feira (28) alcança os cinco lotes e impede propostas e leilão; conselheiro afirma que os fundamentos são diferentes dos examinados pela Justiça, que havia liberado a concorrência no dia 23 ADAMO BAZANI O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, uma nova suspensão integral [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00311668.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00311668.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00311668.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00311668.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00311668.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00311668.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00311668.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00311668.jpg?resize=2048%2C1152&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00311668.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Decisão desta quarta-feira (28) alcança os cinco lotes e impede propostas e leilão; conselheiro afirma que os fundamentos são diferentes dos examinados pela Justiça, que havia liberado a concorrência no dia 23</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, uma nova suspensão integral da licitação dos ônibus municipais de Curitiba (PR). A medida alcança os cinco lotes da concorrência e impede o recebimento e a abertura de propostas, o julgamento, a aprovação do resultado e a assinatura dos contratos, diante de dúvidas sobre regras de habilitação, distribuição de riscos e condições de remuneração das futuras concessionárias.</p>
<p>A decisão do conselheiro Fabio de Souza Camargo ocorre cinco dias depois de a Justiça autorizar a retomada da concorrência, anteriormente paralisada pelo próprio TCE por possíveis incompatibilidades com a concessão metropolitana. Agora, o relator afirma que examina fundamentos autônomos, não apreciados naquela ocasião. O calendário previa entrega dos envelopes em 17 de novembro e leilão em 26 de novembro, na B3, em São Paulo (SP), etapas que ficam impedidas de prosseguir enquanto vigorar a nova cautelar.</p>
<p>O despacho determina que a Urbs (Urbanização de Curitiba) comprove, em 48 horas, as providências adotadas para cumprir a suspensão. Também estabelece prazo de 15 dias para apresentação de defesa.</p>
<p>A medida é preventiva, ainda será submetida ao Tribunal Pleno e não representa julgamento definitivo sobre as irregularidades. O conselheiro ressalta expressamente que a paralisação da licitação não interrompe o transporte público atualmente prestado.</p>
<h3>Empresa questiona diferenças entre estudos fiscalizados e edital publicado</h3>
<p>A nova decisão atende a uma representação da Auto Viação São José dos Pinhais Ltda. contra a Concorrência Pública FUC nº 001/2026.</p>
<p>A empresa sustenta que a versão final do edital não corresponde integralmente à modelagem examinada anteriormente pelo Tribunal de Contas e que recomendações da fiscalização não teriam sido suficientemente incorporadas.</p>
<p>Também questiona mudanças realizadas por boletins de esclarecimento e comunicados sem republicação do edital e reabertura dos prazos.</p>
<p>O processo é o de nº 618290/26, e a decisão consta do Despacho nº 1742/26. Os autos serão reunidos à representação nº 605694/26, que permanecerá como processo principal para a análise conjunta.</p>
<h3>TCE afirma que nova cautelar tem fundamentos diferentes da suspensão derrubada pela Justiça</h3>
<p>A distinção entre as duas decisões é central para entender a situação da concorrência.</p>
<p>Em 19 de outubro, Fabio Camargo havia determinado a suspensão dos cinco lotes por possíveis incompatibilidades entre as modelagens dos sistemas municipal e metropolitano, envolvendo linhas compartilhadas, terminais, estações-tubo e responsabilidades financeiras.</p>
<p>Em 23 de outubro, o desembargador Leonel Cunha, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), suspendeu os efeitos daquela determinação e permitiu o prosseguimento da licitação.</p>
<p>No despacho desta quarta-feira, o conselheiro reconhece a decisão judicial, mas afirma que os questionamentos agora examinados dizem respeito à estrutura da licitação, às condições de participação e às premissas econômico-financeiras.</p>
<p>“Nesse contexto, a análise ora realizada não busca restabelecer a medida suspensa judicialmente, mas examinar novos fundamentos cautelares, não apreciados naquela oportunidade, observados os limites da decisão judicial”, registra o conselheiro Fabio de Souza Camargo.</p>
<p>A nova cautelar, portanto, não é apresentada como simples repetição da decisão de 19 de outubro.</p>
<h3>Quem assume a perda de passageiros é uma das principais dúvidas</h3>
<p>Um dos pontos considerados relevantes é a distribuição do chamado risco de demanda: quem suporta as consequências financeiras se o número de passageiros ficar abaixo do esperado.</p>
<p>Segundo a representação, a Urbs informou durante a fiscalização prévia que esse risco seria integralmente assumido pelo poder concedente. A empresa questiona, porém, se a cláusula 31.1 e a matriz de riscos do edital publicado estabelecem expressamente essa responsabilidade.</p>
<p>O relator explica que a definição interfere diretamente nas propostas.</p>
<p>Se as futuras concessionárias precisarem suportar perdas relacionadas à redução de passageiros, poderão incorporar esse risco aos valores apresentados. Se a responsabilidade ficar com o município, as condições econômicas serão diferentes.</p>
<p>A falta de clareza, segundo o despacho, pode comprometer a elaboração das ofertas e gerar conflitos na execução dos contratos.</p>
<p>O Tribunal ainda não concluiu que o edital transfere irregularmente o risco às empresas. A decisão reconhece a necessidade de esclarecer a distribuição dessa responsabilidade antes do prosseguimento.</p>
<h3>Mudanças por esclarecimentos podem afetar participação e preço das propostas</h3>
<p>Outra frente envolve alterações que, segundo a representante, foram realizadas por boletins de esclarecimento sem republicação do edital.</p>
<p>O despacho destaca três pontos:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Tema</th>
<th>Mudança questionada</th>
<th>Relevância para a disputa</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Qualificação técnica</td>
<td>Redução da quantidade de veículos cuja operação anterior precisa ser comprovada</td>
<td>Pode alterar o conjunto de empresas aptas a participar</td>
</tr>
<tr>
<td>Indicador IQ7</td>
<td>Modificação da fórmula de avaliação do desempenho</td>
<td>Pode produzir reflexos na remuneração das concessionárias</td>
</tr>
<tr>
<td>Fator Gross-up</td>
<td>Alterações em fórmula de cálculo de componentes da remuneração</td>
<td>Pode influenciar os valores considerados nas propostas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O conselheiro considera necessário verificar se essas modificações interferem nas condições de participação e na elaboração das ofertas.</p>
<p>O despacho cita a regra da Lei nº 14.133/2021 segundo a qual alterações do edital exigem nova divulgação e cumprimento dos prazos originais, exceto quando não comprometerem a formulação das propostas.</p>
<p>A conclusão ainda é provisória: caso seja confirmado que houve mudanças relevantes sem a correspondente republicação e reabertura dos prazos, poderá estar caracterizada irregularidade capaz de comprometer a competitividade e o tratamento igual entre os participantes.</p>
<h3>Fiscalização anterior não equivale à aprovação definitiva do edital</h3>
<p>A Auto Viação São José dos Pinhais também questiona a correspondência entre os documentos fiscalizados e aqueles efetivamente levados à concorrência.</p>
<p>Segundo a sequência apresentada na representação e reproduzida no despacho, a fiscalização foi encerrada em 3 de junho de 2026; os estudos foram aprovados em 18 de junho; e o edital foi publicado em 19 de agosto.</p>
<p>O relator considera necessário esclarecer se as alterações posteriores mantiveram as condições examinadas pela equipe técnica.</p>
<p>“A questão merece atenção porque o acompanhamento prévio realizado por este Tribunal não representa aprovação definitiva do Edital, especialmente quanto a disposições que tenham sido alteradas posteriormente”, afirma o conselheiro Fabio de Souza Camargo.</p>
<p>Esse ponto responde a uma discussão recorrente no histórico da concorrência: o acompanhamento do projeto pelo TCE não impede a análise posterior de cláusulas, mudanças e documentos finais.</p>
<h3>Ganhos de eficiência precisam ser examinados, mas não sustentaram sozinhos a suspensão</h3>
<p>A representação questiona ainda o atendimento à Recomendação 9.1, homologada pelo Acórdão nº 2437/26 do Tribunal Pleno.</p>
<p>A orientação é para que a Urbs explicite os critérios de transferência aos usuários de parte dos ganhos de eficiência e produtividade das concessionárias nas revisões ordinárias, com publicação integral dos documentos.</p>
<p>Em termos práticos, trata-se de estabelecer como benefícios econômicos obtidos com redução de custos ou aumento de produtividade serão compartilhados com os passageiros.</p>
<p>O despacho, entretanto, registra que a Urbs informou ter alterado a cláusula 30.4 das minutas contratuais para contemplar ganhos de produtividade nas revisões trienais.</p>
<p>Por isso, o relator afirma que não é possível concluir, neste momento, que a recomendação tenha sido desconsiderada. Será necessário verificar se as mudanças estabeleceram critérios claros e asseguraram a publicidade exigida.</p>
<p>A questão, segundo ele, demanda aprofundamento técnico e não constitui, isoladamente, fundamento suficiente para suspender a licitação.</p>
<h3>R$ 18,84 bilhões de remuneração referencial são diferentes dos R$ 3,9 bilhões de investimentos</h3>
<p>A decisão destaca a dimensão econômica da concessão: as remunerações referenciais dos cinco lotes somam R$ 18.843.399.724 ao longo de 15 anos, conforme os dados da petição inicial reproduzidos no despacho.</p>
<p>Esse montante não deve ser confundido com os R$ 3,9 bilhões de investimentos estimados no projeto e divulgados pela Prefeitura.</p>
<p>A remuneração referencial corresponde à dimensão econômica do atendimento contratado ao longo da concessão. Os investimentos dizem respeito a aplicações previstas em frota e infraestrutura, dentro do modelo.</p>
<p>O despacho calcula uma média estimativa de aproximadamente R$ 3,44 milhões por dia ao dividir o valor global por 15 anos de 365 dias, sem reajustes.</p>
<p>O próprio relator ressalva que essa média não corresponde necessariamente ao desembolso diário do município, pois a remuneração observará os contratos e a arrecadação tarifária.</p>
<p>O valor elevado reforça a necessidade de exame, mas não foi considerado, por si só, razão suficiente para conceder a cautelar.</p>
<h3>Todos os lotes ficam suspensos</h3>
<p>A determinação alcança BRT1, BRT2, Norte, Oeste e Sul.</p>
<p>O conselheiro justifica a abrangência porque os questionamentos envolvem regras comuns de habilitação, remuneração e distribuição de riscos.</p>
<p>Enquanto a cautelar estiver em vigor, ficam impedidos:</p>
<ul>
<li>Recebimento e abertura das propostas;</li>
<li>Julgamento das ofertas;</li>
<li>Adjudicação, que atribui o objeto ao vencedor;</li>
<li>Homologação, que aprova o resultado;</li>
<li>Celebração dos contratos.</li>
</ul>
<p>A decisão não fixa uma nova data para a disputa. O prosseguimento dependerá de nova deliberação.</p>
<h3>Nova suspensão sucede liberação judicial noticiada pelo Diário do Transporte</h3>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> revelou em primeira mão, em 23 de outubro, a decisão judicial que permitiu retomar a concorrência, destacando que ela não encerrava as controvérsias e que novas providências do Tribunal de Contas poderiam alterar o cenário.</p>
<p>Naquele julgamento preliminar, o desembargador Leonel Cunha considerou desproporcional interromper toda a licitação municipal pelos questionamentos apresentados sobre quatro linhas compartilhadas e o uso de estruturas dos dois sistemas.</p>
<p>A decisão preservou as atribuições fiscalizatórias do TCE.</p>
<p>Agora, o novo despacho desloca o centro da discussão para regras comuns aos cinco lotes, como habilitação, remuneração e risco de demanda.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/23/em-primeira-mao-justica-derruba-suspensao-do-tce-e-libera-retomada-da-licitacao-bilionaria-dos-onibus-de-curitiba-mas-processo-ainda-pode-ser-novamente-paralisado/">Justiça derruba suspensão do TCE e libera retomada da licitação dos ônibus de Curitiba, mas processo ainda pode ser novamente paralisado</a></p>
<h3>Primeira suspensão discutia integração com os ônibus metropolitanos</h3>
<p>A cautelar de 19 de outubro tratava da compatibilidade da concessão municipal com a modelagem da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep).</p>
<p>O TCE apontava a necessidade de examinar eventual sobreposição de serviços e duplicidade de despesas com infraestrutura compartilhada.</p>
<p>Entre as linhas municipais mencionadas estavam 206 – Barreirinha/São José, 304 – Pinhais/Campo Comprido, 607 – Colombo/CIC e 702 – Caiuá/Cachoeira.</p>
<p>Em manifestação de 21 de outubro, a Prefeitura contestou os fundamentos. O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, negou duplicidade de cobrança e afirmou que as operações eram compartilhadas por convênio com o Estado, vigente até março de 2027.</p>
<p>A administração sustentou que o edital preservava a integração e informou ter encaminhado sua defesa.</p>
<p>Essas manifestações referem-se à controvérsia anterior. Não constituem resposta específica aos novos fundamentos examinados em 28 de outubro.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/20/tce-suspende-licitacao-dos-onibus-de-curitiba-por-risco-de-sobreposicao-de-linhas-e-duplicidade-de-custos-com-sistema-metropolitano/">TCE suspende licitação por risco de sobreposição de linhas e duplicidade de custos com sistema metropolitano</a></p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/prefeitura-de-curitiba-rebate-tce-pr-e-nega-duplicidade-de-custos-com-onibus-metropolitanos-em-licitacao-dos-transportes/?utm_source=chatgpt.com">Prefeitura rebate TCE e nega duplicidade de custos com ônibus metropolitanos</a></p>
<h3>Disputa com atuais operadoras começou antes da publicação do edital</h3>
<p>Outra frente judicial envolve os contratos existentes e os estudos da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).</p>
<p>As concessionárias e o Setransp questionaram a continuidade da nova licitação sem a conclusão de análises sobre os contratos atuais e sobre uma eventual alternativa de prorrogação.</p>
<p>Em março de 2026, a primeira etapa dos estudos apontou valor potencial máximo de aproximadamente R$ 584,5 milhões relacionado ao alegado passivo regulatório. O significado desse resultado e a continuidade dos trabalhos passaram a integrar o conflito.</p>
<p>Em junho, após negativa em primeira instância, o TJ-PR determinou a retomada dos estudos e impediu temporariamente a publicação do edital.</p>
<p>Em julho, o ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afastou a proibição fixa de 180 dias, mas manteve a determinação de retomada dos estudos, cabendo ao tribunal estadual compatibilizá-los com o processo licitatório.</p>
<p>A decisão não representou reconhecimento de uma dívida definitiva de R$ 584,5 milhões nem determinação de prorrogação dos contratos.</p>
<h3>Edital saiu em agosto; Justiça manteve concorrência em setembro</h3>
<p>Após nova apreciação no TJ-PR, a Prefeitura publicou o edital em 19 de agosto.</p>
<p>Em 1º de setembro, o Tribunal de Justiça voltou a examinar recurso das operadoras e manteve o andamento da concorrência em paralelo aos estudos.</p>
<p>Também foi ajuizada uma ação popular questionando o avanço do edital antes da conclusão das análises comparativas.</p>
<p>São discussões distintas da nova representação no TCE. A existência de decisões anteriores favoráveis ao prosseguimento não significa julgamento definitivo de todos os questionamentos apresentados posteriormente.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/14/stj-encontra-solucao-intermediaria-para-licitacao-de-onibus-de-curitiba-e-mantem-ordem-de-conclusao-de-estudos-mas-suspende-proibicao-de-180-dias-para-edital/?utm_source=chatgpt.com">STJ mantém ordem de conclusão de estudos, mas suspende proibição fixa de 180 dias para o edital</a></p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/09/01/licitacao-dos-onibus-de-curitiba-em-nova-decisao-justica-do-parana-mantem-concorrencia-mas-nova-acao-questiona-seguranca-para-investimentos/?utm_source=chatgpt.com">Justiça do Paraná mantém concorrência em setembro, enquanto nova ação questiona segurança para investimentos</a></p>
<h3>TCE já havia recomendado transparência e compartilhamento de ganhos</h3>
<p>Antes das suspensões de outubro, o Tribunal Pleno homologou quatro recomendações à Urbs no Acórdão nº 2437/26.</p>
<p>A sessão terminou em 24 de setembro, e a decisão foi publicada em 5 de outubro.</p>
<p>As orientações envolviam divulgação dos indicadores de qualidade, transparência ativa, organização dos relatórios de desempenho e critérios de repasse aos usuários de ganhos de eficiência e produtividade.</p>
<p>A auditoria havia examinado a futura concessão entre maio de 2025 e junho de 2026.</p>
<p>A nova cautelar retoma parte desse histórico, mas distingue pontos que ainda exigem análise técnica daqueles considerados suficientes, em conjunto, para justificar a paralisação preventiva.</p>
<h3>Calendário já passou por adiamentos e bloqueios</h3>
<p>O planejamento da nova concessão começou com a estruturação apoiada pelo BNDES e atravessou diferentes previsões de publicação do edital e realização da disputa.</p>
<p>Em setembro de 2025, a Prefeitura apresentou calendário com edital previsto para novembro daquele ano e leilão em janeiro de 2026.</p>
<p>Posteriormente, anunciou publicação em 27 de abril de 2026 e disputa até julho. Em 24 de abril, porém, adiou o lançamento, informando necessidade de ajustes na modelagem.</p>
<p>Em junho, o município chegou a anunciar publicação para o dia 30, antes da decisão judicial que bloqueou temporariamente o procedimento.</p>
<p>O edital foi efetivamente publicado em 19 de agosto, com propostas em 17 de novembro e leilão em 26 de novembro. Agora, essas etapas voltam a depender da solução das controvérsias.</p>
<h3>Linha do tempo da concessão e das decisões</h3>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Data ou período</th>
<th>Marco</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>2009</td>
<td>Licitação que originou os contratos atuais</td>
</tr>
<tr>
<td>Setembro de 2010</td>
<td>Início das concessões, com prazo original de 15 anos</td>
</tr>
<tr>
<td>27 de outubro de 2023</td>
<td>Contratação do BNDES para estruturar o novo modelo</td>
</tr>
<tr>
<td>Maio de 2025 a junho de 2026</td>
<td>Fiscalização prévia do TCE sobre a futura concessão</td>
</tr>
<tr>
<td>28 de agosto de 2025</td>
<td>Prorrogação dos contratos atuais até 31 de dezembro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>19 de setembro de 2025</td>
<td>Apresentação da modelagem e abertura da consulta pública</td>
</tr>
<tr>
<td>1º e 15 de outubro de 2025</td>
<td>Audiências públicas municipais</td>
</tr>
<tr>
<td>17 de novembro de 2025</td>
<td>Encerramento da consulta pública prorrogada</td>
</tr>
<tr>
<td>Novembro de 2025 e janeiro de 2026</td>
<td>Previsões de edital e leilão que não se concretizaram</td>
</tr>
<tr>
<td>Março de 2026</td>
<td>Primeira etapa dos estudos da Fipecafi aponta valor potencial máximo de R$ 584,5 milhões relativo ao alegado passivo regulatório</td>
</tr>
<tr>
<td>6 de abril de 2026</td>
<td>Prefeitura anuncia edital para 27 de abril e leilão até julho</td>
</tr>
<tr>
<td>13 de abril de 2026</td>
<td>Setransp e concessionárias ajuízam ação sobre conclusão dos estudos e avanço da concorrência</td>
</tr>
<tr>
<td>24 de abril de 2026</td>
<td>Prefeitura adia a publicação prevista para o dia 27</td>
</tr>
<tr>
<td>3 de junho de 2026</td>
<td>Encerramento da fiscalização prévia, conforme sequência reproduzida na nova decisão</td>
</tr>
<tr>
<td>18 de junho de 2026</td>
<td>Aprovação dos estudos, segundo a representação examinada pelo TCE</td>
</tr>
<tr>
<td>23 de junho de 2026</td>
<td>Primeira instância nega pedido das empresas para paralisar a concorrência</td>
</tr>
<tr>
<td>25 de junho de 2026</td>
<td>TJ-PR determina retomada dos estudos e bloqueia temporariamente o edital</td>
</tr>
<tr>
<td>11 de julho de 2026</td>
<td>STJ afasta proibição fixa de 180 dias, mantendo a retomada dos estudos</td>
</tr>
<tr>
<td>19 de agosto de 2026</td>
<td>Publicação do edital FUC nº 001/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>26 de agosto de 2026</td>
<td>Publicação do primeiro boletim de esclarecimentos</td>
</tr>
<tr>
<td>31 de agosto de 2026</td>
<td>Ajuizamento de ação popular contra o avanço do edital</td>
</tr>
<tr>
<td>1º de setembro de 2026</td>
<td>TJ-PR mantém concorrência e estudos em andamento</td>
</tr>
<tr>
<td>24 de setembro de 2026</td>
<td>Encerramento da sessão do TCE que homologou recomendações</td>
</tr>
<tr>
<td>2 de outubro de 2026</td>
<td>Publicação dos boletins de esclarecimento nº 4 a 7</td>
</tr>
<tr>
<td>5 de outubro de 2026</td>
<td>Publicação do Acórdão nº 2437/26</td>
</tr>
<tr>
<td>19 de outubro de 2026</td>
<td>TCE suspende cinco lotes por possíveis incompatibilidades com a concessão metropolitana</td>
</tr>
<tr>
<td>20 de outubro de 2026</td>
<td>Diário do Transporte detalha a suspensão</td>
</tr>
<tr>
<td>21 de outubro de 2026</td>
<td>Urbs apresenta contraponto; análise da cautelar no Pleno é interrompida por pedido de vista</td>
</tr>
<tr>
<td>22 de outubro de 2026</td>
<td>Urbs e Prefeitura apresentam mandado de segurança</td>
</tr>
<tr>
<td>23 de outubro de 2026</td>
<td>TJ-PR suspende os efeitos da primeira cautelar e permite retomada</td>
</tr>
<tr>
<td>28 de outubro de 2026</td>
<td>Nova cautelar suspende os cinco lotes por fundamentos ligados à habilitação, remuneração e riscos</td>
</tr>
<tr>
<td>17 de novembro de 2026</td>
<td>Data prevista para entrega das propostas, impedida enquanto vigorar a suspensão</td>
</tr>
<tr>
<td>26 de novembro de 2026</td>
<td>Data prevista para o leilão, também alcançado pela cautelar</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h3>Nova concessão prevê eletrificação e integração fora dos terminais</h3>
<p>A concorrência prevê contratos de 15 anos e cinco lotes: BRT1, BRT2, Norte, Oeste e Sul.</p>
<p>O projeto divulgado pela Prefeitura inclui investimentos estimados em R$ 3,9 bilhões, incorporação de 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031 e implantação de integração temporal que permita trocar de ônibus fora dos terminais, mediante as regras do sistema.</p>
<p>Também estão previstos novos serviços, infraestrutura de recarga e obrigações de manutenção.</p>
<p>Essas medidas dependem da contratação e da preparação operacional. A realização do leilão, quando autorizada, não significará entrada imediata das novas concessionárias.</p>
<p>Os contratos atuais foram estendidos até 31 de dezembro de 2026. Os documentos da transição também contemplam possibilidade de extensão até 28 de agosto de 2027, mediante autorização do poder concedente.</p>
<h3>Urbs terá de cumprir suspensão e apresentar defesa</h3>
<p>O despacho determina intimação eletrônica e por telefone para cumprimento imediato e comprovação das providências em 48 horas.</p>
<p>Serão chamados a se manifestar a Urbs, seu presidente e o Fundo de Urbanização de Curitiba, com prazo de 15 dias para defesa e apresentação de documentos.</p>
<p>Após apreciação da cautelar pelo Pleno e decurso do prazo de defesa, a análise seguirá de forma conjunta no processo principal, com manifestações da área técnica e do Ministério Público de Contas.</p>
<p>O cenário estabelecido pelo despacho desta quarta-feira é de nova paralisação da escolha das futuras concessionárias, sem interrupção dos ônibus em circulação e sem conclusão definitiva sobre as irregularidades apontadas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/tce-suspende-novamente-licitacao-dos-onibus-de-curitiba-por-duvidas-sobre-regras-de-disputa-remuneracao-e-riscos-dos-contratos/feed/</wfw:commentRss>
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  </item>
  <item>
    <title>Ankai supera 320 mil km em testes no Brasil e aposta em maior disponibilidade e suporte técnico aos operadores</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/ankai-supera-320-mil-km-em-testes-no-brasil-e-aposta-em-maior-disponibilidade-e-suporte-tecnico-aos-operadores/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 17:15:24 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Meio ambiente]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Foram mais de 75 operadores, em cidades do Sul ao Nordeste do Brasil. Mais de 2.000 dias de rodagem. Com um índice de disponibilidade de mais 98% nas operações ALEXANDRE PELEGI Para quem opera transporte coletivo, não basta que um ônibus tenha boa autonomia, tecnologia avançada ou baixo consumo de energia. É preciso que ele [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ankai_bus.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ankai_bus.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ankai_bus.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ankai_bus.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ankai_bus.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ankai_bus.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ankai_bus.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ankai_bus.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Foram mais de 75 operadores, em cidades do Sul ao Nordeste do Brasil. Mais de 2.000 dias de rodagem. Com um índice de disponibilidade de mais 98% nas operações</em></p>
<p><strong><em>ALEXANDRE PELEGI</em></strong></p>
<p>Para quem opera transporte coletivo, não basta que um ônibus tenha boa autonomia, tecnologia avançada ou baixo consumo de energia. É preciso que ele esteja disponível todos os dias, com menos manutenção e o menor tempo possível parado na garagem. É justamente nesse ponto que a Ankai procura demonstrar a eficiência de seus ônibus elétricos no Brasil. Nove veículos da marca já percorreram mais de 320 mil quilômetros em testes com operadores brasileiros, sem registro de grandes intercorrências, segundo a fabricante. Uma experiência que também coloca em evidência outro fator decisivo para o transportador: a estrutura de assistência técnica e pós-venda.</p>
<p>A experiência em diferentes condições de uso é acompanhada pela estruturação do pós-venda no Brasil, conduzido pelo Grupo SHC, representante oficial da Ankai no país. A operação reúne assistência técnica especializada, planejamento de peças, capacitação das equipes e suporte das engenharias brasileira e chinesa.</p>
<p><strong>Atendimento técnico próximo das garagens</strong></p>
<p>O modelo de assistência prevê um coordenador técnico dedicado a cada garagem, responsável por acompanhar as ocorrências desde o diagnóstico até a validação do reparo.</p>
<p>Quando necessária uma intervenção presencial, entram em ação os chamados <em>Flying Doctors</em>, técnicos especializados do Grupo SHC que se deslocam até as instalações dos operadores para atuar nos sistemas elétricos, eletrônicos, baterias, propulsão e demais componentes dos veículos.</p>
<p>Nos casos de maior complexidade, o atendimento conta com o apoio da engenharia brasileira e da equipe técnica da Ankai na China.</p>
<p>A estrutura aproveita a experiência do Grupo SHC no atendimento de aproximadamente 3 mil veículos comerciais elétricos de grandes frotas.</p>
<p><strong>Peças: índice de atendimento chega a 92%</strong></p>
<p>A disponibilidade de componentes é outro ponto da estratégia de pós-venda. Segundo a operação brasileira, o índice de atendimento de peças alcança <strong>92%</strong>, indicador que contribui para dar maior previsibilidade às intervenções e reduzir o período em que os veículos permanecem fora de circulação.</p>
<p>O Grupo SHC também trabalha no desenvolvimento e na homologação de fornecedores nacionais, buscando ampliar a oferta local de componentes e diminuir a dependência de importações.</p>
<p>Para peças provenientes do exterior, a operação mantém contato direto com a Ankai na China, utilizando transporte aéreo ou marítimo conforme a urgência e as características dos componentes.</p>
<p><strong>Mais disponibilidade, menos tempo parado</strong></p>
<p>Uma das vantagens operacionais dos ônibus elétricos está na menor quantidade de componentes mecânicos sujeitos a desgaste, em comparação com veículos convencionais a diesel. Essa característica pode reduzir a necessidade de determinadas intervenções preventivas e corretivas.</p>
<p>No caso da Ankai, a combinação entre tecnologia elétrica, acompanhamento técnico e disponibilidade de peças busca traduzir essa vantagem em resultados para os operadores: maior qualidade operacional, menos manutenção e mais tempo dos ônibus em circulação.</p>
<p>A disponibilidade dos veículos é especialmente importante no transporte coletivo, em que a imobilização de uma unidade pode comprometer a programação das linhas, exigir veículos de reserva e elevar os custos operacionais.</p>
<p><strong>Garantia e capacitação das equipes</strong></p>
<p>As condições de garantia informadas para os ônibus elétricos Ankai no Brasil incluem oito anos para o sistema de bateria de tração, com referência de 80% de capacidade; três anos ou 200 mil quilômetros, o que ocorrer primeiro, para conjuntos especificados de tração, controle, carroceria e chassi; e dois anos, sem limite de quilometragem, para o ar-condicionado.</p>
<p>O suporte também contempla um programa de capacitação de 40 horas para profissionais das garagens, com módulos teóricos e práticos sobre segurança elétrica, baterias, recarga, sistemas de alta tensão, diagnóstico de falhas e manutenção preventiva.</p>
<p>O objetivo é ampliar a autonomia das equipes locais e agilizar os procedimentos de manutenção, respeitando os requisitos de segurança das intervenções.</p>
<p><strong>Testes brasileiros e experiência internacional</strong></p>
<p>Os nove ônibus de demonstração da Ankai foram avaliados em diferentes condições de topografia, temperatura, demanda de passageiros e infraestrutura de recarga. Os mais de 320 mil quilômetros acumulados, sem grandes intercorrências relatadas, oferecem à fabricante uma referência sobre o comportamento dos veículos nas condições brasileiras.</p>
<p>A experiência internacional também contribui para esse histórico. No Uruguai, a Ankai possui uma frota de 65 ônibus totalmente elétricos, com média aproximada de 240 mil quilômetros por veículo, segundo informações do operador local.</p>
<p>Uma das unidades, em circulação desde 2019, já alcançou cerca de 700 mil quilômetros e permanece em operação.</p>
<p>Os resultados brasileiros e uruguaios ajudam a demonstrar o potencial de durabilidade da tecnologia, embora a disponibilidade efetiva de cada frota dependa também das condições de operação, manutenção e infraestrutura.</p>
<p><strong>Confiança construída depois da venda</strong></p>
<p>Para os operadores, a decisão de investir em ônibus elétricos envolve não apenas autonomia, consumo energético e preço de aquisição, mas também a capacidade de manter os veículos disponíveis ao longo de sua vida útil.</p>
<p>É nesse aspecto que a Ankai procura consolidar sua presença no Brasil. Com suporte técnico do Grupo SHC, atendimento de peças informado em 92%, capacitação das equipes e acompanhamento direto das garagens, a marca busca oferecer previsibilidade à operação e reduzir os períodos de imobilização.</p>
<p>Mais do que colocar ônibus elétricos nas ruas, o desafio é garantir que permaneçam nelas, com segurança, eficiência e confiabilidade.</p>
<p><strong><em>Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>1</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/ankai-supera-320-mil-km-em-testes-no-brasil-e-aposta-em-maior-disponibilidade-e-suporte-tecnico-aos-operadores/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=542042</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Prefeitura de SP autoriza uso dos R$ 335,3 milhões para pagar empresas de ônibus; total de subsídios somente em outubro ultrapassa R$ 1 bilhão e há mais de 10 anos supera inflação</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/prefeitura-de-sp-autoriza-uso-dos-r-3353-milhoes-para-pagar-empresas-de-onibus-total-de-subsidios-somente-em-outubro-ultrapassa-r-1-bilhao-e-ha-mais-de-10-anos-supera-inflacao/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/prefeitura-de-sp-autoriza-uso-dos-r-3353-milhoes-para-pagar-empresas-de-onibus-total-de-subsidios-somente-em-outubro-ultrapassa-r-1-bilhao-e-ha-mais-de-10-anos-supera-inflacao/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 17:00:40 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Depois de ampliar o orçamento das compensações tarifárias, administração municipal libera emissão de empenhos pela SPTrans; três reforços de outubro permanecem em R$ 1 bilhão, sem duplicação dos recursos ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo autorizou nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, a realização de despesas e a emissão de notas de empenho [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260412_130258.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260412_130258.jpg?w=4000&amp;ssl=1 4000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260412_130258.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260412_130258.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260412_130258.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260412_130258.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260412_130258.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260412_130258.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260412_130258.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260412_130258.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Depois de ampliar o orçamento das compensações tarifárias, administração municipal libera emissão de empenhos pela SPTrans; três reforços de outubro permanecem em R$ 1 bilhão, sem duplicação dos recursos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo autorizou nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, a realização de despesas e a emissão de notas de empenho no valor de R$ 335.344.680 para a remuneração das empresas concessionárias do sistema municipal de ônibus. A medida permite à SPTrans dar continuidade aos procedimentos financeiros relacionados às compensações tarifárias, que são os recursos públicos utilizados para complementar o financiamento do transporte coletivo.</p>
<p>O dinheiro corresponde ao mesmo reforço orçamentário de R$ 335,3 milhões anunciado na terça-feira (27) e divulgado em reportagem do Diário do Transporte. A diferença está na etapa administrativa: primeiro, a Prefeitura ampliou a verba disponível no orçamento; agora, autorizou a despesa e a emissão dos empenhos. Por isso, o montante não deve ser novamente acrescentado à conta dos subsídios. O levantamento de outubro continua apontando três reforços que somam R$ 1.000.959.162,92.</p>
<p>A autorização foi assinada pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e publicada no Diário Oficial da Cidade.</p>
<p>A SPTrans, responsável pela gestão dos recursos do sistema municipal de transporte coletivo, poderá utilizar o valor autorizado para os procedimentos de remuneração das concessionárias durante o exercício de 2026.</p>
<h3>O que mudou entre as publicações de terça e quarta-feira</h3>
<p>A reportagem publicada pelo Diário do Transporte em 27 de outubro mostrou que o prefeito Ricardo Nunes havia autorizado, por decreto assinado no dia anterior, uma suplementação de R$ 335.344.680 para as compensações tarifárias.</p>
<p>Essa decisão acrescentou recursos à previsão orçamentária do sistema municipal de ônibus.</p>
<p>A publicação desta quarta-feira representa uma etapa posterior. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte autorizou a realização da despesa e a emissão de notas de empenho, utilizando as dotações correspondentes.</p>
<p>O empenho é o procedimento pelo qual a administração pública reserva recursos para uma despesa específica, dentro dos limites autorizados pelo orçamento.</p>
<p>Depois dessa fase, a despesa ainda passa pelos procedimentos de liquidação, nos quais são verificadas as condições para pagamento, e pela transferência efetiva dos recursos.</p>
<p>A autorização publicada nesta quarta-feira menciona expressamente essas etapas posteriores.</p>
<p>Dessa forma, o documento não comprova que os R$ 335,3 milhões já tenham sido integralmente pagos às empresas.</p>
<p>A diferença entre as duas publicações pode ser resumida da seguinte maneira:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Publicação</th>
<th>Medida</th>
<th>Valor</th>
</tr>
<tr>
<td>27 de outubro</td>
<td>Abertura de crédito suplementar para compensações tarifárias</td>
<td>R$ 335.344.680,00</td>
</tr>
<tr>
<td>28 de outubro</td>
<td>Autorização da despesa e emissão de empenhos correspondentes</td>
<td>R$ 335.344.680,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Dinheiro adicional criado em 28 de outubro</td>
<td>Nenhum novo acréscimo identificado nessa autorização</td>
<td>R$ 0,00</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A distinção é necessária porque o orçamento público envolve diferentes fases. Uma mesma quantia pode aparecer em decretos de suplementação, autorizações de despesas, empenhos e pagamentos.</p>
<p>Somar todas essas publicações como se fossem recursos diferentes produziria uma contagem incorreta.</p>
<h3>Outubro registra mais de R$ 1 bilhão em reforços, mas não R$ 1,33 bilhão</h3>
<p>O levantamento realizado pelo Diário do Transporte identificou três créditos para compensações tarifárias do sistema municipal de ônibus durante outubro de 2026.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Data da publicação</th>
<th>Valor acrescentado</th>
</tr>
<tr>
<td>5 de outubro</td>
<td>R$ 271.757.425,72</td>
</tr>
<tr>
<td>16 de outubro</td>
<td>R$ 393.857.057,20</td>
</tr>
<tr>
<td>27 de outubro</td>
<td>R$ 335.344.680,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>R$ 1.000.959.162,92</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O total corresponde a pouco mais de R$ 1 bilhão em reforços orçamentários.</p>
<p>A publicação desta quarta-feira movimenta administrativamente a terceira parcela da tabela, sem modificar o resultado.</p>
<p>O valor também não deve ser confundido com a arrecadação obtida nas catracas dos ônibus. Trata-se de financiamento público destinado ao sistema de transporte.</p>
<h3>Recursos para despesas correntes e de capital</h3>
<p>Os R$ 335,34 milhões estão distribuídos em duas classificações de despesas.</p>
<p>A maior parcela, de R$ 284.644.680, corresponde a contribuições correntes.</p>
<p>Outros R$ 50,7 milhões estão classificados como contribuições de capital.</p>
<p>A classificação orçamentária permite distinguir modalidades de despesa, mas não significa, isoladamente, que a segunda parcela será destinada à compra de ônibus elétricos ou a qualquer investimento específico.</p>
<p>Para identificar a aplicação final de cada valor, é necessário acompanhar a execução financeira e os instrumentos correspondentes.</p>
<h3>Subsídios crescem e discussão envolve qualidade do transporte</h3>
<p>A reportagem publicada na terça-feira também mostrou que os reforços identificados em outubro representam 16,08% da dotação originalmente prevista para compensações tarifárias em 2026, de aproximadamente R$ 6,225 bilhões.</p>
<p>Com os três acréscimos, a soma dessa dotação inicial com os reforços chega a R$ 7,226 bilhões.</p>
<p>Para 2027, a proposta orçamentária municipal prevê aproximadamente R$ 7,347 bilhões em compensações tarifárias.</p>
<p>A diferença entre essas duas referências é de cerca de R$ 121,18 milhões, ou 1,68%.</p>
<p>Os valores são orçamentários e não representam, necessariamente, o montante efetivamente desembolsado em cada exercício.</p>
<p>O levantamento histórico do Diário do Transporte também mostrou que, entre 2017 e 2025, os subsídios informados passaram de aproximadamente R$ 2,9 bilhões para R$ 7,12 bilhões, crescimento nominal de 145,5%, acima da inflação acumulada no período.</p>
<p>O financiamento público é importante para permitir a manutenção de gratuidades, integrações e serviços que não seriam sustentados exclusivamente pela arrecadação tarifária.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o crescimento dos recursos coloca em discussão a eficiência dos contratos, a regularidade das viagens, o cumprimento dos intervalos, a lotação e as condições dos veículos.</p>
<p>Um ônibus que fica preso no trânsito, por exemplo, demora mais para completar sua viagem e pode exigir maior quantidade de veículos e motoristas para atender à mesma demanda.</p>
<p>Por isso, investimentos em corredores, faixas exclusivas e melhorias na circulação também influenciam o custo da operação.</p>
<p>A questão para a população não é apenas quanto dinheiro a Prefeitura destina ao transporte, mas como esse financiamento se transforma em oferta de ônibus, redução do tempo de espera, conforto, segurança e confiabilidade.</p>
<p>A nova autorização representa mais uma etapa na execução dos recursos já anunciados. O acompanhamento seguinte deve verificar os empenhos efetivamente emitidos, os valores liquidados e os pagamentos realizados.</p>
<h2>Outubro passa de R$ 665,6 milhões para pouco mais de R$ 1 bilhão em reforços aos ônibus</h2>
<p>O primeiro crédito acompanhado neste mês foi publicado em 5 de outubro. O segundo saiu no dia 16. A suplementação desta terça-feira acrescenta uma terceira parcela ao levantamento.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Publicação</th>
<th>Recursos para compensações tarifárias</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>5 de outubro — Decreto nº 65.616</td>
<td>R$ 271.757.425,72</td>
</tr>
<tr>
<td>16 de outubro — Decreto nº 65.627</td>
<td>R$ 393.857.057,20</td>
</tr>
<tr>
<td>27 de outubro — Decreto nº 65.667</td>
<td>R$ 335.344.680,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Total dos três reforços</td>
<td>R$ 1.000.959.162,92</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A autorização de empenhos publicada em 6 de outubro corresponde ao primeiro crédito da tabela e não constitui um quarto aporte. São etapas administrativas relacionadas ao mesmo recurso.</p>
<p>A separação por natureza de despesa também foi atualizada:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Publicação</th>
<th>Contribuições correntes</th>
<th>Contribuições de capital</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>5 de outubro</td>
<td>R$ 230.993.811,86</td>
<td>R$ 40.763.613,86</td>
</tr>
<tr>
<td>16 de outubro</td>
<td>R$ 260.557.057,20</td>
<td>R$ 133.300.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>27 de outubro</td>
<td>R$ 284.644.680,00</td>
<td>R$ 50.700.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>R$ 776.195.549,06</td>
<td>R$ 224.763.613,86</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A classificação de capital não permite atribuir automaticamente os valores à compra de ônibus elétricos. A destinação específica deve ser acompanhada nos atos de execução e nos instrumentos correspondentes.</p>
<h2>Subsídios são necessários; a discussão é qual sistema está sendo financiado e o que ele entrega</h2>
<p>O subsídio permite que parte do custo do transporte seja financiada pelo orçamento público, em vez de recair integralmente sobre quem paga a passagem. Essa participação ajuda a sustentar gratuidades, integrações e a oferta de linhas e horários necessários à população, inclusive onde a arrecadação tarifária é insuficiente para cobrir a operação.</p>
<p>Uma linha de menor movimento pode ser indispensável para quem mora longe dos grandes eixos, trabalha à noite ou precisa chegar a uma unidade de saúde. Avaliar sua importância apenas pela receita da catraca deixaria de considerar a função do transporte como serviço público e instrumento de acesso à cidade.</p>
<p>Por isso, o crescimento dos aportes exige uma discussão sobre o tipo de sistema que está sendo subsidiado. É possível transportar melhor com os recursos disponíveis? Reduzir desperdícios? Melhorar a regularidade? Diminuir custos sem retirar viagens, aumentar a lotação ou deixar bairros desatendidos?</p>
<p>Parte dessa resposta passa pela velocidade dos ônibus. Um veículo preso no congestionamento demora mais para completar o percurso, consome horas de trabalho e combustível e exige maior quantidade de ônibus para manter determinado intervalo. Corredores, faixas exclusivas e tratamento dos cruzamentos podem melhorar a produtividade da operação e reduzir o tempo perdido pelo passageiro.</p>
<p>Outra frente está no planejamento da rede. Sobreposições, percursos pouco eficientes e programação desajustada à demanda precisam ser examinados com dados. Uma reorganização, entretanto, deve considerar o deslocamento completo do usuário: uma economia operacional pode perder sentido para a população se vier acompanhada de mais baldeações, caminhadas maiores ou longas esperas.</p>
<p>Também entram nessa avaliação a fiscalização dos custos reconhecidos nos contratos, a manutenção preventiva, a disponibilidade da frota e o acompanhamento das viagens efetivamente realizadas. O dinheiro autorizado precisa ser relacionado ao serviço entregue.</p>
<p>Enxugar custos, portanto, exige identificar despesas que podem ser reduzidas preservando ou ampliando o atendimento. Cortar ônibus e horários pode diminuir uma conta imediata, mas também piorar o serviço, afastar passageiros e reduzir a arrecadação, ampliando a dificuldade de financiar a rede.</p>
<p>O subsídio tem uma função necessária. A contrapartida para a sociedade é transparência sobre sua aplicação e acompanhamento de resultados: quanto se paga, quais custos são reconhecidos, quantas viagens são cumpridas e como evoluem os intervalos, a lotação, as falhas e o tempo de deslocamento.</p>
<h2>Dotação inicial e três acréscimos chegam a R$ 7,226 bilhões</h2>
<p>A nova suplementação aproxima a soma das referências de 2026 da proposta apresentada para o exercício seguinte.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Referência</th>
<th>Valor</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Dotação original de 2026</td>
<td>R$ 6.225.023.714,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Três reforços de outubro</td>
<td>R$ 1.000.959.162,92</td>
</tr>
<tr>
<td>Soma da dotação original com os três reforços</td>
<td>R$ 7.225.982.876,92</td>
</tr>
<tr>
<td>Acréscimos em relação à dotação inicial</td>
<td>16,08%</td>
</tr>
<tr>
<td>Proposta de compensações tarifárias para 2027</td>
<td>R$ 7.347.161.964,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Diferença da proposta de 2027 sobre essa soma de 2026</td>
<td>R$ 121.179.087,08 — 1,68%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A comparação reúne previsões orçamentárias. O valor efetivamente utilizado em cada exercício depende da execução das despesas.</p>
<p>A abertura de crédito amplia o limite autorizado no orçamento. Depois, os recursos passam pelas etapas de empenho, reconhecimento da obrigação e pagamento, conforme os serviços e as despesas reconhecidos pela administração.</p>
<p>A soma apresentada também não substitui o orçamento vigente consolidado, que considera as demais suplementações, anulações e remanejamentos realizados durante o ano.</p>
<h2>Série histórica aponta crescimento real de aproximadamente 63% entre 2017 e 2025</h2>
<p>A tabela abaixo mantém a série histórica apresentada pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> e atualiza a referência orçamentária de 2026.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ano</th>
<th>Subsídios informados ou referência orçamentária</th>
<th>R$ 2,9 bilhões de 2017 corrigidos pelo IPCA</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>2017</td>
<td>R$ 2,900 bilhões</td>
<td>R$ 2,900 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2018</td>
<td>R$ 3,017 bilhões</td>
<td>R$ 3,009 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2019</td>
<td>R$ 3,1105 bilhões</td>
<td>R$ 3,138 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2020</td>
<td>R$ 3,3159 bilhões</td>
<td>R$ 3,280 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2021</td>
<td>R$ 3,300 bilhões</td>
<td>R$ 3,610 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2022</td>
<td>R$ 4,8911 bilhões</td>
<td>R$ 3,819 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2023</td>
<td>R$ 5,300 bilhões</td>
<td>R$ 3,996 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2024</td>
<td>R$ 6,700 bilhões</td>
<td>R$ 4,189 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2025</td>
<td>R$ 7,120 bilhões</td>
<td>R$ 4,367 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2026</td>
<td>R$ 6,225 bilhões iniciais; R$ 7,226 bilhões com os três reforços de outubro</td>
<td>R$ 4,540 bilhões até setembro</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Entre 2017 e 2025, o aumento nominal foi de aproximadamente R$ 4,22 bilhões. Se os R$ 2,9 bilhões de 2017 fossem apenas corrigidos pelo IPCA até dezembro de 2025, corresponderiam a cerca de R$ 4,37 bilhões.</p>
<p>Os R$ 7,12 bilhões informados para 2025 ficaram aproximadamente R$ 2,75 bilhões acima dessa referência, equivalentes a um crescimento real próximo de 63%.</p>
<p>Os dados históricos reúnem informações dos relatórios oficiais, com diferenças de critérios entre exercícios, como competência, recursos recebidos e pagamentos. Já 2026 apresenta autorização orçamentária, e não o resultado anual encerrado.</p>
<p>A referência monetária de 2026 considera o IPCA até setembro. Para comparar exercícios completos, o cálculo principal permanece sendo o de 2017 a 2025.</p>
<p>O IPCA mede a variação geral dos preços ao consumidor. A estrutura de custos dos ônibus tem composição própria, influenciada por salários, encargos, combustível, energia, aquisição de veículos, pneus, manutenção e obrigações contratuais.</p>
<p>Assim, crescer acima da inflação não comprova, isoladamente, desperdício ou ineficiência. O dado mostra a expansão do financiamento público e reforça a necessidade de explicar seus fatores e confrontá-los com a evolução do atendimento.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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