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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  </item>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Uruguai mostra alternativas para superar entraves da eletrificação de ônibus no Brasil; estudo destaca financiamento, uso compartilhado de carregadores e participação da Higer</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/uruguai-mostra-alternativas-para-superar-entraves-da-eletrificacao-de-onibus-no-brasil-estudo-destaca-financiamento-uso-compartilhado-de-carregadores-e-participacao-da-higer/</link>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 22:01:21 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Pesquisa sobre a operação da CUTCSA, em Montevidéu, revela como a empresa chegou a 280 ônibus elétricos, equivalentes a 25% da frota, com investimentos de US$ 100 milhões, financiamento internacional, subsídios associados à eletricidade e planejamento das recargas; experiência oferece referências para São Paulo e outras cidades brasileiras ADAMO BAZANI Um estudo divulgado pelo Centro [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="767" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CUTCSA-Buses-ABR-2026-24.webp?fit=1024%2C767&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CUTCSA-Buses-ABR-2026-24.webp?w=1176&amp;ssl=1 1176w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CUTCSA-Buses-ABR-2026-24.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CUTCSA-Buses-ABR-2026-24.webp?resize=1024%2C767&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CUTCSA-Buses-ABR-2026-24.webp?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CUTCSA-Buses-ABR-2026-24.webp?resize=768%2C575&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CUTCSA-Buses-ABR-2026-24.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Pesquisa sobre a operação da CUTCSA, em Montevidéu, revela como a empresa chegou a 280 ônibus elétricos, equivalentes a 25% da frota, com investimentos de US$ 100 milhões, financiamento internacional, subsídios associados à eletricidade e planejamento das recargas; experiência oferece referências para São Paulo e outras cidades brasileiras</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Um estudo divulgado pelo Centro de Mobilidade Sustentável (CMS), sediado em Santiago, no Chile, apresenta alternativas financeiras, operacionais e de infraestrutura que podem contribuir para superar dificuldades enfrentadas pelas cidades brasileiras na eletrificação de ônibus. A pesquisa analisa a experiência da Companhia Uruguaia de Transportes Coletivos (CUTCSA), principal operadora de Montevidéu, que alcançou 280 ônibus elétricos, equivalentes a aproximadamente 25% de sua frota, mediante uma combinação de recursos próprios, subsídios públicos, financiamento internacional, planejamento das garagens e compartilhamento dos carregadores com outros serviços de transporte. A operação reúne veículos de fabricantes como BYD e Higer, esta última também presente no mercado brasileiro.</p>
<p>A experiência ganha importância para o Brasil em um momento no qual a Prefeitura de São Paulo reconhece dificuldades de infraestrutura elétrica que provocaram uma redução temporária no ritmo de incorporação de ônibus a bateria, conforme noticiado pelo Diário do Transporte nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026. Enquanto a capital paulista chegou a 2.009 veículos elétricos, incluindo 189 trólebus, e busca ampliar a frota, Montevidéu apresenta soluções que envolvem a distribuição da recarga entre diferentes garagens, utilização de horários com tarifas menores, garantia pública para financiamentos e formação de fundos permanentes para renovação dos veículos. As medidas dependem de adaptações às realidades econômicas e regulatórias brasileiras, mas oferecem caminhos concretos para reduzir custos e ampliar a participação dos ônibus elétricos.</p>
<p>O estudo, intitulado O caso da CUTCSA em Montevidéu: implementação de ônibus elétricos sob um modelo de múltiplos proprietários, foi elaborado pela especialista em políticas de transporte público Melanie Andersen, com revisão de Ignacio Rivas, Marcela Castillo e Sebastián Galarza.</p>
<p>O levantamento reúne informações da CUTCSA, do governo uruguaio, da Prefeitura de Montevidéu e de organismos internacionais de financiamento.</p>
<p>Entre os resultados apresentados estão uma economia estimada de sete milhões de litros de diesel por ano, consumo anual de 24 GWh de eletricidade e redução de aproximadamente 20 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂).</p>
<p>A companhia opera 1.154 ônibus e responde por cerca de 65% da frota urbana de Montevidéu, transportando diariamente centenas de milhares de passageiros.</p>
<p>O processo de eletrificação começou em 2016, com testes utilizando um BYD K9 usado, e foi ampliado gradualmente, com a incorporação de veículos de diferentes fabricantes e a estruturação de mecanismos financeiros específicos.</p>
<p>A meta estabelecida pela operadora é atingir 50% de ônibus elétricos em 2030, 75% em 2035 e 100% em 2040.</p>
<h2>Modelo financeiro combina recursos dos operadores, subsídios e garantias públicas</h2>
<p>Um dos diferenciais da experiência uruguaia está na forma de financiar a troca dos ônibus.</p>
<p>A CUTCSA possui uma organização particular, que reúne características de empresa privada e de estrutura cooperativa. São 3.338 acionistas, com participações associadas aos veículos.</p>
<p>Cada ônibus representa uma unidade de negócio, e os resultados da operação são distribuídos segundo regras que incluem a participação dos proprietários e a alternância das linhas atendidas.</p>
<p>Esse modelo poderia representar uma dificuldade para a eletrificação porque os ônibus pertencem a diferentes acionistas, com capacidades financeiras distintas.</p>
<p>A solução adotada aproveitou um mecanismo de renovação de frota que já existia na companhia.</p>
<p>Parte da receita obtida com cada veículo é destinada a uma reserva financeira para sua substituição futura.</p>
<p>No caso dos ônibus a diesel, o estudo relata que as retenções eram progressivamente reduzidas ao longo dos anos de operação, passando por percentuais de 5%, 3% e 1% em diferentes momentos da vida útil.</p>
<p>Para os ônibus elétricos, o modelo foi adaptado. Segundo a CUTCSA, 10% da receita da unidade são retidos enquanto ocorre a amortização do investimento inicial. Depois de quitado o veículo, o percentual passa a 2%, destinado à formação de recursos para a próxima renovação.</p>
<p>A lógica permite distribuir o custo da substituição ao longo da operação, criando uma reserva financeira antes que o veículo precise ser retirado de circulação.</p>
<p>Outro elemento importante é a legislação de Montevidéu, que estabelece um limite de 15 anos de idade para os ônibus. Isso permite programar a substituição da frota considerando o ciclo de utilização dos veículos.</p>
<p>No Brasil, a experiência pode servir de referência para a discussão sobre a estrutura financeira dos contratos de concessão, a remuneração dos operadores e os mecanismos de reposição de frota.</p>
<p>O custo inicial dos ônibus elétricos é um dos principais obstáculos para as empresas brasileiras, especialmente aquelas de menor porte ou que operam em municípios com menor capacidade de subsídio.</p>
<p>Um fundo de renovação vinculado à receita operacional poderia ajudar a formar recursos destinados às futuras substituições, desde que acompanhado de regras claras de administração, fiscalização e proteção dos valores acumulados.</p>
<p>A aplicação brasileira também precisaria considerar as diferenças entre sistemas que remuneram os operadores por passageiro transportado, quilômetro percorrido ou disponibilidade da frota.</p>
<h2>Uruguai modificou os subsídios: incentivo passou do diesel para a eletricidade</h2>
<p>A pesquisa destaca outra mudança com reflexos diretos sobre o custo do transporte público.</p>
<p>Historicamente, o Uruguai mantinha mecanismos de subsídio ao diesel destinado aos ônibus, com o objetivo de reduzir o impacto do combustível sobre as tarifas pagas pelos passageiros.</p>
<p>A partir de 2018, o governo criou um programa nacional de apoio à compra de ônibus elétricos, destinado inicialmente a compensar parte da diferença de investimento em relação aos modelos convencionais.</p>
<p>A iniciativa previa apoio para até 140 ônibus elétricos, correspondentes a aproximadamente 4% da frota nacional.</p>
<p>Em 2024, entrou em vigor o Fundo para a Mobilidade Sustentável, conhecido pela sigla FiMS.</p>
<p>O mecanismo iniciou uma substituição gradual dos incentivos associados ao diesel por benefícios vinculados ao uso de eletricidade.</p>
<p>A medida procurou melhorar as condições econômicas da operação elétrica, permitindo que o transporte coletivo aproveitasse a mudança da matriz energética nacional.</p>
<p>Outro instrumento foi criado pela Prefeitura de Montevidéu, também em 2024.</p>
<p>Por meio de um fundo de financiamento, o município passou a atuar como garantidor de empréstimos utilizados na compra de ônibus elétricos.</p>
<p>O sistema utiliza recursos associados à arrecadação do transporte metropolitano para respaldar operações de crédito, reduzindo o risco para as instituições financeiras.</p>
<p>A participação municipal contribui para a obtenção de empréstimos com condições mais favoráveis, inclusive para operadores que teriam maiores dificuldades em conseguir financiamento diretamente no mercado.</p>
<p>O terceiro componente veio dos organismos internacionais.</p>
<p>Em 2025, a CUTCSA obteve financiamento de US$ 20 milhões por meio do programa e-Motion, do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), com participação do Fundo Verde para o Clima.</p>
<p>Os recursos foram destinados à aquisição de 60 ônibus elétricos e à infraestrutura de recarga correspondente.</p>
<p>O financiamento incluiu condições concessionais, com taxas preferenciais, prazos maiores e períodos de carência.</p>
<p>O estudo distingue três funções complementares dessas fontes de recursos: o governo nacional contribui para a sustentabilidade dos custos operacionais, o município reduz o risco de crédito e o financiamento internacional diminui as dificuldades relacionadas ao investimento inicial.</p>
<p>Para o Brasil, essa combinação pode ser considerada em projetos que envolvam programas como o Refrota, o Pró-Transporte, o Fundo Clima e as linhas de financiamento do BNDES.</p>
<p>A experiência também permite discutir mecanismos municipais de garantia e modelos nos quais a infraestrutura elétrica seja financiada separadamente da aquisição dos ônibus.</p>
<p>A divisão dos investimentos pode ter importância especial para cidades médias, que precisam modernizar os transportes, mas possuem menor capacidade fiscal do que capitais como São Paulo.</p>
<h2>Distribuição dos carregadores entre cinco garagens ajuda a controlar os custos</h2>
<p>A infraestrutura é outro ponto central da experiência uruguaia.</p>
<p>A CUTCSA estruturou uma rede com 246 pontos de recarga distribuídos por cinco instalações, com potência total informada de 17,4 megawatts.</p>
<p>O desenvolvimento dessa estrutura envolveu obras civis, adequações elétricas, contratação de potência e planejamento da operação diária.</p>
<p>Inicialmente, a concentração dos carregamentos representava uma solução operacional, mas o crescimento da frota exigiu uma reorganização.</p>
<p>A empresa passou a distribuir a infraestrutura entre diferentes garagens, reduzindo a concentração de demanda elétrica em um único local.</p>
<p>A estratégia permite relacionar a localização dos ônibus, os horários de recolhimento e a necessidade de recarga com a capacidade disponível em cada instalação.</p>
<p>Segundo o estudo, concentrar toda a demanda em um único ponto exigiria uma contratação de potência mais elevada e investimentos adicionais na rede.</p>
<p>A distribuição entre garagens também melhora a capacidade de reorganização da operação diante de problemas em uma instalação.</p>
<p>A infraestrutura apresentada na pesquisa possui a seguinte configuração:</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Instalação da CUTCSA</th>
<th>Pontos de recarga</th>
<th>Potência informada</th>
</tr>
<tr>
<td>José Añón</td>
<td>152</td>
<td>12 MW</td>
</tr>
<tr>
<td>Gronardo</td>
<td>32</td>
<td>1,6 MW</td>
</tr>
<tr>
<td>Veracierto</td>
<td>30</td>
<td>1,5 MW</td>
</tr>
<tr>
<td>Islas Canarias</td>
<td>26</td>
<td>1,3 MW</td>
</tr>
<tr>
<td>Juan A. Salgado</td>
<td>6</td>
<td>1 MW</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>246</td>
<td>17,4 MW</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>A distribuição mostra que a companhia combina uma central principal, José Añón, com instalações de menor porte espalhadas pela operação.</p>
<p>O projeto permite estudar alternativas semelhantes para sistemas brasileiros que utilizam diversas garagens e terminais.</p>
<p>Em São Paulo, por exemplo, a distribuição dos pontos de recarga poderia ser considerada no planejamento das concessionárias em conjunto com a capacidade das redes locais, a disponibilidade de terrenos, os horários operacionais e os investimentos exigidos das distribuidoras de energia.</p>
<p>A estratégia também oferece referências para projetos de corredores de ônibus e sistemas metropolitanos, nos quais a concentração de veículos de maior capacidade pode exigir investimentos elevados em uma única instalação.</p>
<h2>Recarga programada e tarifas noturnas reduzem a despesa com eletricidade</h2>
<p>Além da localização dos carregadores, a pesquisa destaca a administração da demanda elétrica.</p>
<p>O Uruguai possui uma matriz de geração predominantemente renovável, com forte participação da energia eólica. Segundo os dados apresentados pelo estudo, aproximadamente 99% da eletricidade consumida no país tem origem renovável.</p>
<p>Essa característica contribui para a existência de excedentes de geração em determinados períodos, especialmente durante a noite.</p>
<p>A CUTCSA concentra parte importante das recargas na madrugada, aproveitando uma tarifa elétrica próxima de US$ 0,12 por kWh.</p>
<p>O estudo considera um consumo médio de aproximadamente 1 kWh por quilômetro percorrido.</p>
<p>Nessas condições, o custo direto da energia elétrica corresponde a cerca de US$ 0,12 por quilômetro, antes de outros componentes tarifários e custos operacionais.</p>
<p>A empresa também utiliza sistemas para controlar a potência disponibilizada aos veículos, considerando o horário da próxima saída, a quantidade de energia armazenada nas baterias e o percurso previsto para o dia seguinte.</p>
<p>O objetivo é evitar que todos os ônibus iniciem o carregamento simultaneamente e provoquem picos de demanda, que podem resultar em cobranças adicionais pela distribuidora de energia.</p>
<p>A gestão inclui a programação escalonada das recargas, a escolha da garagem mais adequada e a distribuição dinâmica da potência entre os carregadores.</p>
<p>Para os sistemas brasileiros, esse tipo de planejamento pode permitir um aproveitamento melhor da capacidade elétrica contratada e reduzir despesas associadas à demanda máxima.</p>
<p>Entretanto, a aplicação depende das estruturas tarifárias de cada distribuidora e das regras brasileiras de contratação e uso da energia elétrica.</p>
<p>A experiência de Montevidéu também reforça a importância de estabelecer uma programação de recargas integrada à escala dos motoristas, à manutenção dos ônibus e às tabelas horárias das linhas.</p>
<h2>Garagens atendem também táxis elétricos e ampliam utilização dos equipamentos</h2>
<p>Uma das soluções mais interessantes apresentadas pelo estudo é o compartilhamento da infraestrutura instalada para o transporte coletivo.</p>
<p>A CUTCSA identificou que parte dos carregadores utilizados pelos ônibus durante a noite permanecia disponível ao longo do dia, quando a frota estava em circulação.</p>
<p>A empresa estabeleceu um acordo com a distribuidora pública de eletricidade UTE e com a associação de taxistas CPATU para permitir que táxis elétricos utilizassem parte dessa infraestrutura.</p>
<p>Assim, os carregadores das garagens passaram a atender outros segmentos da mobilidade urbana.</p>
<p>O modelo melhora a utilização dos equipamentos e da potência contratada, além de criar uma possibilidade de receita adicional para a operadora de ônibus.</p>
<p>Segundo o estudo, a CUTCSA cobra pelo serviço de recarga, enquanto o fornecimento da eletricidade permanece sob responsabilidade da UTE.</p>
<p>O sistema também contempla iniciativas para facilitar a transição de taxistas para veículos elétricos, incluindo períodos iniciais de recarga gratuita em determinadas condições.</p>
<p>A compatibilidade técnica dos equipamentos permite ajustar a potência conforme o tipo de veículo conectado.</p>
<p>Para o Brasil, a experiência pode contribuir para estudos de compartilhamento dos centros de recarga entre ônibus, táxis, veículos de transporte por aplicativos e frotas públicas.</p>
<p>Em cidades com garagens próximas a grandes áreas comerciais ou terminais, por exemplo, parte da infraestrutura poderia atender diferentes categorias em horários complementares.</p>
<p>A implantação exigiria critérios de segurança, regras de acesso, compatibilidade entre conectores, medição individualizada do consumo e definição de responsabilidades entre operadores, proprietários dos equipamentos e distribuidoras.</p>
<p>Também seria necessário preservar a disponibilidade dos carregadores para os ônibus, evitando que a utilização por terceiros interferisse na programação das linhas.</p>
<p>O compartilhamento representa uma possibilidade de melhorar o aproveitamento dos investimentos, especialmente diante dos custos de implantação de instalações elétricas de maior potência.</p>
<h2>Higer participa da eletrificação uruguaia e também busca ampliar presença no Brasil</h2>
<p>A participação da fabricante chinesa Higer é outro aspecto relevante da experiência uruguaia.</p>
<p>A marca iniciou testes com a CUTCSA em 2023, quando um ônibus elétrico foi colocado em diferentes serviços urbanos e suburbanos para avaliação de autonomia, capacidade, desempenho e adaptação às características da operação.</p>
<p>Em fevereiro de 2024, a CUTCSA anunciou a primeira negociação de maior escala com a fabricante.</p>
<p>A operação contemplava inicialmente 94 ônibus urbanos e suburbanos e seis veículos elétricos de dois andares destinados ao serviço turístico de Montevidéu.</p>
<p>A fabricante e os técnicos da companhia trabalharam na adaptação das unidades às características das linhas locais.</p>
<p>Entre os veículos incorporados estão ônibus Higer Azure A12, utilizados em serviços suburbanos.</p>
<p>Em junho de 2025, a frota elétrica da CUTCSA reunia 220 veículos, dos quais 101 eram Higer, conforme levantamento publicado pela imprensa especializada uruguaia.</p>
<p>Desse total, 87 unidades da marca atendiam serviços suburbanos, demonstrando a utilização da tecnologia elétrica também em ligações que exigem características operacionais distintas das linhas urbanas convencionais.</p>
<p>Os ônibus Higer Azure A12 empregados nessas operações possuem 12,2 metros de comprimento, 35 assentos, baterias de 385 kWh, piso baixo integral, ar-condicionado, tomadas USB e recursos de informação aos passageiros, segundo especificações divulgadas pela administração de Canelones.</p>
<p>Em abril de 2026, a CUTCSA recebeu mais 30 ônibus elétricos Higer destinados à frota urbana. A própria fabricante confirmou que a remessa envolvia unidades Azure A12.</p>
<p>A diversidade de aplicações é importante para a realidade brasileira, na qual parte dos projetos de eletrificação concentra as primeiras aquisições em ônibus urbanos convencionais de cerca de 12 metros.</p>
<p>Os sistemas metropolitanos brasileiros também possuem serviços de maior percurso, linhas suburbanas, corredores estruturais e operações com diferentes padrões de ocupação.</p>
<p>Essas características exigem avaliações específicas de autonomia, capacidade das baterias, número de passageiros transportados, disponibilidade de carregadores e tempo de permanência dos veículos em operação.</p>
<p>No Brasil, a Higer atua comercialmente com a família Azure e desenvolve projetos para ampliar sua participação no mercado de ônibus elétricos.</p>
<p>Entre as iniciativas acompanhadas pelo Diário do Transporte estão as avaliações de veículos da marca pela Rápido D&#8217;Oeste, em Ribeirão Preto (SP), incluindo o Azure A13 BR Plus, de aproximadamente 13 metros, configurado para atender às exigências brasileiras de transporte urbano.</p>
<p>O modelo apresentado para avaliação possui piso baixo e foi desenvolvido considerando características de acessibilidade e operação do mercado nacional.</p>
<p>A presença da Higer nas operações uruguaias oferece referências comerciais e técnicas sobre o comportamento dos ônibus da fabricante em serviços urbanos e suburbanos da América do Sul.</p>
<p>A operação da CUTCSA também mostra a participação simultânea de diferentes fornecedores. A empresa utiliza ônibus BYD, além dos Higer, enquanto outras operadoras de Montevidéu incorporaram veículos elétricos Yutong.</p>
<p>Essa variedade permite avaliar tecnologias e configurações conforme a aplicação de cada linha.</p>
<p>Para o mercado brasileiro, a experiência reforça a importância de considerar diferentes portes e capacidades de ônibus, além das alternativas oferecidas pelos fabricantes nacionais e internacionais.</p>
<p>O setor conta com soluções de empresas como Eletra, Mercedes-Benz, Volkswagen, BYD, Volvo, Marcopolo, Caio, Mascarello, Higer e outras fabricantes que desenvolvem ou fornecem plataformas e carrocerias para veículos elétricos.</p>
<p>A definição dos modelos adequados para cada sistema depende das características operacionais, dos requisitos técnicos e das condições econômicas dos contratos.</p>
<h2>São Paulo ultrapassou dois mil elétricos, mas enfrenta dificuldades com a infraestrutura</h2>
<p>A comparação com a capital paulista mostra tanto o potencial brasileiro quanto os desafios para manter o ritmo de substituição da frota.</p>
<p>Em 30 de setembro de 2026, a Prefeitura de São Paulo apresentou 250 novos ônibus elétricos.</p>
<p>Com a entrega, a cidade chegou a 2.009 veículos de tração elétrica, incluindo 1.820 ônibus a bateria e 189 trólebus.</p>
<p>A frota corresponde a aproximadamente 14,7% do total contratado no sistema municipal.</p>
<p>Entre os veículos apresentados estavam 94 unidades com tecnologia da brasileira Eletra, incluindo ônibus básicos, modelos de três eixos e superarticulados de aproximadamente 22 metros.</p>
<p>A variedade dos veículos reflete as necessidades de um sistema com corredores movimentados, linhas de bairros, diferentes condições viárias e grande diversidade de demanda.</p>
<p>Entretanto, o município ainda enfrenta dificuldades para ampliar a infraestrutura necessária à incorporação de novos ônibus elétricos.</p>
<p>Em reunião sobre políticas climáticas registrada no Diário Oficial desta quarta-feira, 14 de outubro, a Prefeitura reconheceu uma redução temporária do ritmo de eletrificação em razão de problemas associados à capacidade da rede elétrica e às instalações de recarga.</p>
<p>A situação ocorre depois de a cidade ultrapassar a marca de dois mil veículos elétricos, mas ainda abaixo da meta anterior de 2.600 unidades, que deveria ter sido alcançada em dezembro de 2024.</p>
<p>O governo municipal trabalha atualmente com a meta de 3.300 ônibus elétricos até o encerramento da gestão.</p>
<p>O exemplo uruguaio permite avaliar alternativas para a continuidade desse programa, principalmente na contratação de potência elétrica, no aproveitamento das garagens e na organização dos financiamentos.</p>
<p>Além disso, São Paulo possui uma experiência histórica com veículos elétricos, iniciada com os trólebus em 1949 e ampliada ao longo das décadas com diferentes tecnologias de propulsão.</p>
<p>Os trólebus representam uma alternativa técnica distinta dos ônibus exclusivamente a bateria, pois utilizam principalmente a rede aérea para alimentação elétrica.</p>
<p>Em corredores com infraestrutura apropriada, essa tecnologia também pode integrar os estudos de renovação de frota, assim como os ônibus a bateria com diferentes capacidades de armazenamento e modalidades de recarga.</p>
<p>A discussão brasileira envolve ainda a necessidade de infraestrutura adequada para ônibus de maior porte, como articulados e superarticulados, que exigem planejamento compatível com a demanda transportada e a intensidade da operação.</p>
<p>No ABC Paulista, por exemplo, o BRT-ABC foi concebido para operar com veículos elétricos de maior capacidade. O projeto enfrenta atrasos nas obras, com procedimento administrativo de caducidade aberto pela Artesp em outubro de 2026.</p>
<p>A concessionária Next Mobilidade informou possuir 20 ônibus elétricos e defende a possibilidade de iniciar a operação de parte do corredor, enquanto o governo estadual analisa a situação do contrato.</p>
<p>Esses exemplos mostram que a eletrificação envolve investimentos em veículos, infraestrutura, operação e organização institucional.</p>
<h2>Formação dos motoristas também influencia a autonomia e os custos</h2>
<p>O estudo uruguaio apresenta ainda resultados relacionados ao treinamento de profissionais.</p>
<p>Segundo a CUTCSA, diferenças nos estilos de condução podem provocar variações de aproximadamente 20% a 30% no consumo energético dos ônibus elétricos.</p>
<p>A aceleração, a utilização do sistema de frenagem regenerativa, a velocidade e os hábitos de direção influenciam diretamente a quantidade de energia necessária para cumprir os percursos.</p>
<p>Para reduzir essas diferenças, a empresa desenvolveu programas de formação específicos, utilizando simuladores e treinamentos práticos.</p>
<p>A capacitação também envolve equipes de manutenção, que passaram a trabalhar com sistemas de alta tensão, eletrônica de potência, gerenciamento de baterias e novos procedimentos de segurança.</p>
<p>A adaptação inclui ferramentas especializadas, mudanças nas oficinas e preparação dos profissionais responsáveis pela conservação dos veículos.</p>
<p>Para o mercado brasileiro, o tema possui importância econômica e operacional.</p>
<p>O consumo de energia interfere na autonomia disponível ao longo do dia, no planejamento da recarga e no número de ônibus necessários para atender à programação das linhas.</p>
<p>A formação dos condutores pode contribuir para melhorar o aproveitamento das baterias e reduzir variações de consumo entre veículos que realizam serviços semelhantes.</p>
<p>A qualificação das equipes de manutenção também influencia a disponibilidade da frota e o tempo necessário para executar reparos.</p>
<p>A CUTCSA considera esses investimentos parte integrante da eletrificação, juntamente com a compra dos veículos e a construção das instalações de recarga.</p>
<h2>Experiência uruguaia apresenta possibilidades para diferentes cidades brasileiras</h2>
<p>As condições que favoreceram a CUTCSA incluem uma matriz elétrica predominantemente renovável, um sistema de renovação programada de frota e mecanismos de financiamento criados em diferentes níveis de governo.</p>
<p>Esses fatores possuem características próprias do Uruguai, mas as soluções desenvolvidas podem orientar estudos no Brasil, respeitando as diferenças regulatórias, econômicas e operacionais.</p>
<p>Entre as possibilidades estão a criação de fundos permanentes de renovação, o uso de garantias públicas para financiamentos, a contratação coordenada de energia, a distribuição da recarga entre diferentes instalações e o compartilhamento dos equipamentos com outros serviços de transporte.</p>
<p>Também se destacam a programação de investimentos de longo prazo e a escolha dos veículos conforme as características das linhas.</p>
<p>Em cidades menores, a prioridade pode estar na aquisição de ônibus urbanos convencionais e no desenvolvimento inicial da infraestrutura elétrica.</p>
<p>Nas regiões metropolitanas, a transição pode exigir veículos com maior autonomia, capacidade elevada de passageiros e sistemas de recarga associados a garagens e corredores estruturais.</p>
<p>Nos projetos que envolvem recursos públicos, os resultados dependem igualmente da capacidade de coordenar os investimentos entre municípios, governos estaduais, União, distribuidoras de energia e empresas operadoras.</p>
<p>A experiência da CUTCSA mostra como instrumentos de financiamento e planejamento já utilizados na renovação convencional de ônibus podem ser adaptados à incorporação de veículos elétricos.</p>
<p>A companhia estruturou sua transformação em etapas, utilizando testes operacionais, financiamento de longo prazo e mecanismos de formação de recursos para a renovação futura.</p>
<p>O estudo também destaca que a eletrificação pode ser implementada em diferentes modelos empresariais, inclusive em sistemas com vários proprietários e diferentes formas de participação no investimento.</p>
<p>Para o Brasil, essa característica tem importância diante da diversidade de contratos de concessão e das diferenças financeiras entre operadores.</p>
<p>A experiência de Montevidéu oferece, assim, referências para gestores públicos, empresas de ônibus, fabricantes e instituições financeiras que participam da transformação das frotas brasileiras.</p>
<p>Para os passageiros, a aplicação dessas soluções pode representar ônibus mais silenciosos, com acessibilidade e condições de conforto adequadas, além de contribuir para a redução das emissões nas cidades.</p>
<p>A continuidade desses resultados depende de investimentos que permitam manter a regularidade das viagens, a disponibilidade dos veículos e a sustentabilidade financeira do transporte coletivo.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Linha 9-Esmeralda operou com velocidade reduzida após falha de sinalização em Pinheiros</title>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 21:30:24 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Problema afetou a circulação dos trens na noite desta quinta-feira (15), com aumento no tempo de parada nas estações YURI SENA A Linha 9-Esmeralda, operada pela ViaMobilidade, circulou com velocidade reduzida na noite desta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, devido a uma falha no sistema de sinalização na região da estação Pinheiros, na Zona [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="533" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/unnamed-1-1-e1765475773248.jpg?fit=800%2C533&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em><span style="font-weight: 400;">Problema afetou a circulação dos trens na noite desta quinta-feira (15), com aumento no tempo de parada nas estações</span></em></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Linha 9-Esmeralda, operada pela ViaMobilidade, circulou com velocidade reduzida na noite desta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, devido a uma falha no sistema de sinalização na região da estação Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em razão da ocorrência, os trens operaram com velocidade reduzida e maior tempo de parada nas estações.</span></p>
<p>Confira a nota da ViaMobilidade :</p>
<p><em><strong>A ViaMobilidade informa que a operação da Linha 9-Esmeralda está regularizada. Mais cedo, uma falha pontual no sistema de sinalização na região da estação Pinheiros provocou circulação de trens com velocidade reduzida.</strong></em></p>
<p><em><strong>Embora a operação já esteja normalizada, ainda podem ocorrer reflexos nas estações de maior fluxo. Agentes de Atendimento e Segurança (AASs) estão posicionados para orientar e auxiliar os clientes no que for necessário.</strong></em></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Em vídeo, Lula confirma que enviará PEC da Tarifa Zero no transporte coletivo; proposta pode garantir ônibus gratuitos aos fins de semana em todo o Brasil</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 21:23:49 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Presidente anunciou nesta quinta-feira (15), pelas redes sociais, que encaminhará ao Congresso uma proposta de mudança constitucional sobre a gratuidade; medida surge a dez dias do segundo turno e levanta questões sobre financiamento federal, custos das empresas, reforço da frota e responsabilidades dos municípios ADAMO BAZANI Colaborou Yuri Sena O presidente Luiz Inácio Lula da [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/b55c398fa8db7ee7470f9cab6c1b97fb03c8ec40.webp?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/b55c398fa8db7ee7470f9cab6c1b97fb03c8ec40.webp?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/b55c398fa8db7ee7470f9cab6c1b97fb03c8ec40.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/b55c398fa8db7ee7470f9cab6c1b97fb03c8ec40.webp?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/b55c398fa8db7ee7470f9cab6c1b97fb03c8ec40.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/b55c398fa8db7ee7470f9cab6c1b97fb03c8ec40.webp?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/b55c398fa8db7ee7470f9cab6c1b97fb03c8ec40.webp?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div>
<p><em>Presidente anunciou nesta quinta-feira (15), pelas redes sociais, que encaminhará ao Congresso uma proposta de mudança constitucional sobre a gratuidade; medida surge a dez dias do segundo turno e levanta questões sobre financiamento federal, custos das empresas, reforço da frota e responsabilidades dos municípios</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaborou Yuri Sena</em></strong></p>
</div>
<div>
<p><div style="width: 576px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-539437-2" width="576" height="1040" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-15-at-18.14.29.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-15-at-18.14.29.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-15-at-18.14.29.mp4</a></video></div></p>
<div>
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<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, confirmou nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, que enviará ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada à tarifa zero no transporte coletivo. O anúncio ocorre a dez dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, e coloca em discussão a possibilidade de estabelecer uma política nacional de gratuidade nos ônibus urbanos, especialmente aos sábados, domingos e feriados. A implantação dependerá da tramitação da proposta, da definição de fontes permanentes de financiamento e da organização dos serviços, que atualmente são administrados principalmente pelos municípios e, nas ligações metropolitanas, pelos governos estaduais.</p>
<p>A medida poderá representar uma redução nas despesas das famílias com deslocamentos para o trabalho, compras, lazer e outras atividades, mas também exigirá recursos para custear salários de motoristas, manutenção, combustível, energia elétrica e operação da frota. Entre os principais pontos estão a eventual participação financeira da União, os critérios para repasses aos municípios, a compensação às empresas de ônibus e o reforço das viagens nos horários em que a gratuidade ampliar a procura pelo transporte. A experiência de São Paulo, que oferece ônibus municipais gratuitos aos domingos desde dezembro de 2023, é uma das referências brasileiras para avaliar os efeitos econômicos e operacionais da proposta.</p>
<p>O anúncio de Lula representa uma mudança em relação às discussões realizadas até então por integrantes do governo e da campanha eleitoral. A gratuidade passa a integrar um compromisso público do presidente de encaminhar uma proposta constitucional.</p>
<p>O próximo passo será a apresentação do texto da PEC, que permitirá conhecer o alcance da política, as fontes de recursos e as responsabilidades atribuídas aos diferentes níveis de governo.</p>
<p>O debate ocorre na mesma semana em que a PEC destinada a extinguir a escala de trabalho 6&#215;1 foi aprovada no Senado, depois de passar pela Câmara dos Deputados. O governo também vem articulando a tramitação da PEC da Segurança Pública.</p>
<p>No caso do transporte coletivo, o impacto financeiro e operacional dependerá das regras que forem estabelecidas para o benefício, especialmente dos dias abrangidos, dos sistemas participantes e da forma de compensação das viagens gratuitas.</p>
<h2>O que muda com o envio de uma PEC e como será a votação</h2>
<p>A escolha de uma Proposta de Emenda à Constituição coloca a discussão em um nível diferente do utilizado em programas municipais de tarifa zero.</p>
<p>A Constituição Federal já estabelece o transporte como direito social e atribui aos municípios a organização e prestação dos serviços públicos de transporte coletivo de interesse local, diretamente ou por meio de concessões e permissões.</p>
<p>A PEC poderá criar fundamentos constitucionais para uma política nacional de gratuidade, conforme a redação que for encaminhada pelo presidente.</p>
<p>Pelas regras constitucionais, o presidente da República pode apresentar uma PEC diretamente ao Congresso Nacional.</p>
<p>A proposta precisa ser votada em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, com aprovação de três quintos dos integrantes de cada Casa. Isso corresponde a pelo menos 308 deputados e 49 senadores em cada votação.</p>
<p>A aprovação de uma emenda constitucional também pode ser acompanhada de regulamentação posterior para estabelecer procedimentos de financiamento, fiscalização e execução da política.</p>
<p>No caso da tarifa zero, esses procedimentos poderão envolver transferências federais, convênios com estados e municípios e regras para remuneração dos serviços.</p>
<h2>Quem pagaria pelas passagens e quanto custaria o programa?</h2>
<p>A discussão sobre uma tarifa zero nacional envolve a definição de quem assumirá os custos atualmente cobertos pelas passagens.</p>
<p>Mesmo com viagens gratuitas para os passageiros, as empresas continuam tendo despesas com salários, combustível, energia elétrica, manutenção, limpeza, seguros, peças e renovação da frota.</p>
<p>A operação também envolve custos administrativos, tecnologia de bilhetagem, fiscalização e infraestrutura.</p>
<p>Um modelo com participação da União poderia utilizar transferências federais destinadas a compensar os custos do transporte, preservando a gestão dos serviços pelos municípios e estados.</p>
<p>Existem diferentes alternativas técnicas de remuneração.</p>
<p>Uma delas é o pagamento por quilômetro efetivamente realizado, conforme o tipo de veículo, as características da linha e o padrão de operação contratado.</p>
<p>Outra possibilidade é a compensação baseada no número de passageiros transportados, com registros produzidos pelos sistemas de bilhetagem eletrônica.</p>
<p>A escolha do modelo deve considerar a regularidade das viagens, o controle de custos, os indicadores de qualidade e os incentivos oferecidos às operadoras.</p>
<p>A despesa nacional também dependerá dos dias contemplados pela gratuidade.</p>
<p>Um programa exclusivo para domingos e feriados terá características financeiras diferentes de outro que inclua todos os sábados. Já a tarifa zero durante toda a semana exigiria uma estrutura de custeio significativamente maior.</p>
<p>O cálculo precisa considerar tanto a receita tarifária que deixará de ser arrecadada quanto a eventual ampliação dos custos operacionais decorrente do aumento da demanda.</p>
<p>A existência de subsídios municipais também interfere nessa avaliação.</p>
<p>Nas cidades em que as prefeituras já cobrem uma parcela expressiva dos custos do transporte, a participação federal poderá modificar a distribuição das despesas entre os governos.</p>
<p>Também será importante estabelecer critérios para municípios que já oferecem gratuidade com recursos próprios.</p>
<h2>Tabela: vantagens, desafios e impactos da tarifa zero nacional</h2>
<p>A implantação de um programa nacional de gratuidade poderá produzir diferentes efeitos para passageiros, trabalhadores, empresas e governos.</p>
<p>O quadro reúne benefícios potenciais e os principais fatores que deverão ser considerados no desenho da política.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Aspecto</th>
<th>Possíveis vantagens</th>
<th>Desafios e impactos</th>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros</td>
<td>Redução das despesas familiares e ampliação do acesso a atividades urbanas</td>
<td>Garantir oferta suficiente de ônibus e regularidade das viagens</td>
</tr>
<tr>
<td>Trabalhadores</td>
<td>Economia para quem trabalha aos fins de semana e feriados</td>
<td>Ajustar a oferta aos horários de comércio, hospitais e serviços</td>
</tr>
<tr>
<td>Comércio</td>
<td>Possibilidade de ampliar a circulação de consumidores</td>
<td>Reforçar linhas que atendem centros comerciais e regiões movimentadas</td>
</tr>
<tr>
<td>Lazer e turismo</td>
<td>Maior acesso a parques, praias, eventos e atividades culturais</td>
<td>Reorganizar o atendimento a locais com aumento da demanda</td>
</tr>
<tr>
<td>Empresas de ônibus</td>
<td>Maior previsibilidade de receita com contratos de remuneração pelo serviço</td>
<td>Garantir compensações financeiras regulares e compatíveis com os custos</td>
</tr>
<tr>
<td>Motoristas</td>
<td>Possibilidade de ampliação de postos de trabalho em caso de reforço da frota</td>
<td>Adequar escalas, jornadas e períodos de descanso</td>
</tr>
<tr>
<td>Municípios</td>
<td>Possibilidade de receber participação federal no custeio</td>
<td>Planejamento orçamentário, fiscalização e prestação de contas</td>
</tr>
<tr>
<td>Regiões metropolitanas</td>
<td>Ampliação das possibilidades de integração entre municípios</td>
<td>Coordenação entre sistemas municipais e intermunicipais</td>
</tr>
<tr>
<td>Financiamento</td>
<td>Distribuição dos custos entre diferentes esferas de governo</td>
<td>Definição de recursos permanentes e critérios de repartição</td>
</tr>
<tr>
<td>Frota</td>
<td>Possibilidade de ampliar viagens e melhorar o atendimento</td>
<td>Disponibilidade de veículos, manutenção e renovação</td>
</tr>
<tr>
<td>Bilhetagem</td>
<td>Dados para monitorar a utilização do transporte</td>
<td>Manter registros confiáveis mesmo sem cobrança de passagem</td>
</tr>
<tr>
<td>Trânsito</td>
<td>Potencial de atrair usuários de automóveis e motocicletas</td>
<td>Benefícios dependem da frequência, da cobertura e da qualidade das linhas</td>
</tr>
<tr>
<td>Meio ambiente</td>
<td>Possibilidade de reduzir emissões com a substituição de viagens individuais motorizadas</td>
<td>Resultados dependem da ocupação e da tecnologia dos veículos</td>
</tr>
<tr>
<td>Qualidade do serviço</td>
<td>Possibilidade de vincular recursos públicos a metas operacionais</td>
<td>Fiscalização da pontualidade, frequência e atendimento</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<h2>São Paulo já tem tarifa zero aos domingos desde 2023</h2>
<p>A capital paulista é uma das principais referências para avaliar uma política nacional de gratuidade.</p>
<p>O programa Domingão Tarifa Zero foi implantado pela Prefeitura de São Paulo em 17 de dezembro de 2023, permitindo viagens gratuitas nos ônibus municipais aos domingos e em datas específicas previstas na regulamentação.</p>
<p>A medida abrange o sistema gerenciado pela SPTrans, incluindo ônibus convencionais e serviços municipais contemplados pelo programa.</p>
<p>A operação continua utilizando a bilhetagem eletrônica para registrar a quantidade de passageiros e acompanhar a utilização das linhas.</p>
<p>Esses registros permitem identificar mudanças no movimento de usuários e orientar a programação dos ônibus.</p>
<p>Em períodos de maior procura, a prefeitura pode determinar reforços de frota e alterações na oferta, considerando as características de cada região.</p>
<p>O modelo também demonstra a importância dos subsídios.</p>
<p>São Paulo já mantém uma estrutura permanente de compensação financeira às empresas de ônibus, destinada a cobrir a diferença entre o custo de operação e a arrecadação tarifária.</p>
<p>Na proposta orçamentária para 2027, a Prefeitura de São Paulo reservou R$ 7,35 bilhões para subsídios ao transporte coletivo por ônibus.</p>
<p>Esse montante contempla o financiamento do sistema municipal e suas diferentes compensações tarifárias, incluindo gratuidades e integrações, além da diferença entre os custos dos serviços e o valor pago pelos passageiros.</p>
<p>O programa Domingão Tarifa Zero integra essa estrutura financeira.</p>
<p>Para uma eventual política nacional, a experiência paulistana permite avaliar a necessidade de manter controles de demanda e de custos mesmo quando os passageiros deixam de pagar diretamente pelas viagens.</p>
<p>Outro aspecto é a divisão de competências.</p>
<p>Na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, os ônibus intermunicipais administrados pelo Governo do Estado possuem contratos e estruturas tarifárias diferentes dos serviços municipais da capital.</p>
<p>A eventual inclusão desses deslocamentos na gratuidade nacional dependerá das regras do programa.</p>
<p>O mesmo vale para as integrações com metrô e trens, serviços que possuem características operacionais e financeiras próprias.</p>
<h2>Gratuidade poderá ampliar necessidade de ônibus e motoristas, em meio às mudanças na escala 6&#215;1</h2>
<p>A possibilidade de aumentar a procura pelo transporte coletivo aos fins de semana terá reflexos diretos no planejamento das empresas.</p>
<p>A gratuidade pode estimular deslocamentos que atualmente são realizados por outros meios de transporte e ampliar o número de viagens destinadas a lazer, compras, visitas familiares e atividades culturais.</p>
<p>Também beneficia trabalhadores que utilizam ônibus aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>A resposta operacional dependerá das características de cada cidade.</p>
<p>Em regiões comerciais, os sábados podem apresentar demanda elevada. Já aos domingos, o movimento costuma se concentrar em determinados horários e destinos.</p>
<p>Os operadores precisarão ajustar as tabelas de horários, a disponibilidade de veículos e as escalas de trabalho conforme a procura.</p>
<p>O tema ganha importância adicional em razão da aprovação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6&#215;1.</p>
<p>A proposta estabelece mudanças na jornada semanal e amplia os períodos de descanso, com efeitos sobre a organização das atividades que precisam funcionar continuamente.</p>
<p>No transporte coletivo, a reorganização das escalas exige atenção porque as linhas operam em horários variados, inclusive durante madrugadas, fins de semana e feriados.</p>
<p>A combinação de eventuais mudanças na jornada de trabalho com uma ampliação da oferta aos fins de semana poderá exigir contratações, adequações operacionais e atualização dos cálculos de custos.</p>
<p>Além dos motoristas, essas mudanças abrangem equipes de manutenção, fiscalização, limpeza, administração das garagens e profissionais responsáveis pela programação das viagens.</p>
<p>A qualidade do atendimento dependerá da capacidade de compatibilizar a disponibilidade de trabalhadores e veículos com as necessidades dos passageiros.</p>
<h2>Tarifa zero e financiamento do transporte coletivo no Brasil</h2>
<p>O debate sobre a gratuidade também está associado à discussão do financiamento do transporte coletivo urbano.</p>
<p>Tradicionalmente, grande parte dos sistemas brasileiros depende da arrecadação tarifária, embora municípios de maior porte utilizem subsídios para complementar os recursos necessários à operação.</p>
<p>Esse modelo enfrenta dificuldades quando a demanda diminui, os custos aumentam ou as tarifas pagas pelos usuários deixam de acompanhar as despesas.</p>
<p>A ampliação do financiamento público é uma das alternativas em discussão para reduzir a dependência das passagens.</p>
<p>Nesse contexto, uma política nacional de tarifa zero poderia ser estruturada a partir de contratos que definam a quantidade de quilômetros a serem percorridos, a frota necessária e os indicadores de qualidade.</p>
<p>O financiamento também poderia considerar as diferenças regionais.</p>
<p>Cidades pequenas, com sistemas reduzidos ou operação direta pelo poder público, possuem estruturas de custos distintas daquelas encontradas em grandes metrópoles.</p>
<p>Municípios com poucos ônibus podem ter maior facilidade operacional para implementar determinados modelos de gratuidade, mas também apresentam menor capacidade de arrecadação.</p>
<p>Já os sistemas metropolitanos precisam lidar com integração tarifária, múltiplos operadores, corredores estruturais e diferentes níveis de demanda.</p>
<p>A definição dos repasses federais poderá considerar fatores como número de habitantes, extensão das linhas, quilometragem percorrida, passageiros transportados e custos de operação.</p>
<p>A combinação desses indicadores pode contribuir para distribuir recursos de acordo com as características dos serviços.</p>
<h2>Próximas etapas dependem do Congresso e da definição de recursos</h2>
<p>Com o anúncio do presidente Lula, a tarifa zero passa a integrar uma proposta de mudança constitucional que deverá ser submetida ao Congresso Nacional.</p>
<p>A tramitação abrirá espaço para a discussão do alcance da gratuidade e das responsabilidades da União, dos estados e dos municípios.</p>
<p>O texto também poderá estabelecer diretrizes gerais para o financiamento e deixar aspectos operacionais para legislação e regulamentação posteriores.</p>
<p>Para as empresas de ônibus, a principal questão será a definição de um mecanismo de pagamento capaz de sustentar os serviços e permitir investimentos em frota, manutenção e infraestrutura.</p>
<p>Para as prefeituras, será necessário conhecer os critérios de adesão, as obrigações financeiras e as regras de fiscalização.</p>
<p>Para os passageiros, a gratuidade poderá ampliar o acesso ao transporte, desde que seja acompanhada de uma oferta compatível com a demanda e de condições adequadas de conforto, segurança e regularidade.</p>
<p>O anúncio ocorre em meio à disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), com votação marcada para 25 de outubro.</p>
<p>A apresentação da PEC permitirá avaliar os instrumentos previstos para transformar a proposta em uma política pública de transporte, com regras de financiamento, responsabilidades administrativas e critérios de atendimento à população.</p>
<h2><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></h2>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/em-video-lula-confirma-que-enviara-pec-da-tarifa-zero-no-transporte-coletivo-proposta-pode-garantir-onibus-gratuitos-aos-fins-de-semana-em-todo-o-brasil/feed/</wfw:commentRss>
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  </item>
  <item>
    <title>VÍDEO: Mascarello prepara lançamento do ônibus Horizon na Argentina com a possibilidade de chassi Volkswagen com motor traseiro e distribuição pela Buswagen</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/video-mascarello-prepara-lancamento-do-onibus-horizon-na-argentina-com-a-possibilidade-de-chassi-volkswagen-com-motor-traseiro-e-distribuicao-pela-buswagen/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 20:31:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Fabricante brasileira antecipa chegada da nova geração de ônibus urbanos ao país uma semana após obter registro oficial, noticiado pelo Diário do Transporte em 8 de outubro; modelo foi apresentado em primeira mão pelo portal em fevereiro de 2026 ADAMO BAZANI Colaborou Yuri Sena A fabricante brasileira de carrocerias de ônibus Mascarello prepara a chegada [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="566" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/0ee1133c-ab82-42bf-b72f-6ecd83f6fe4b-e1792094692112.jpg?fit=800%2C566&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <div><em>Fabricante brasileira antecipa chegada da nova geração de ônibus urbanos ao país uma semana após obter registro oficial, noticiado pelo <strong>Diário do Transporte</strong> em 8 de outubro; modelo foi apresentado em primeira mão pelo portal em fevereiro de 2026</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaborou Yuri Sena</em></strong></p>
<p><div style="width: 576px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-539424-3" width="576" height="1024" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-15-at-17.03.00.mp4?_=3" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-15-at-17.03.00.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-15-at-17.03.00.mp4</a></video></div></p>
<p>A fabricante brasileira de carrocerias de ônibus Mascarello prepara a chegada do modelo urbano Horizon ao mercado argentino, com a possibilidade de utilização de chassis Volkswagen, entre outras plataformas. Neste caso, seria uma versão diesel com motor traseiro. A novidade ocorre uma semana depois de a empresa de Cascavel (PR) obter o registro oficial para atuar no país vizinho, conforme noticiado pelo <em><strong>Diário do Transporte </strong></em>em 8 de outubro de 2026. A distribuição exclusiva da marca na Argentina será feita pela Buswagen S.A., concessionária oficial Volkswagen Caminhões e Ônibus, que possui estrutura comercial e de atendimento aos transportadores locais.</p>
<p>A preparação do lançamento foi divulgada nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026.</p>
<p>O Horizon foi lançado no Brasil em 26 de fevereiro de 2026, em evento acompanhado em primeira mão pelo Diário do Transporte, inicialmente sobre chassi elétrico BYD BC12, com baterias Blade. O projeto também contempla aplicações sobre plataformas Volkswagen, Mercedes-Benz, Volvo, Scania e soluções de eletrificação da Eletra, permitindo diferentes configurações conforme as necessidades das empresas operadoras.</p>
<p>A Mascarello Argentina publicou em seu perfil oficial no Instagram uma mensagem antecipando a novidade: <strong>“Uma nova era para o transporte urbano está prestes a chegar à Argentina”</strong></p>
<p>A apresentação deverá marcar a introdução da nova família de carrocerias urbanas da empresa no mercado argentino. A versão específica que será oferecida no país, incluindo modelo de chassi, motorização, capacidade de passageiros e equipamentos, ainda será definida comercialmente.</p>
<p>A possibilidade de utilização de chassis Volkswagen ganha importância pela participação da Buswagen na operação. A empresa argentina já comercializa veículos da marca alemã e poderá oferecer aos transportadores uma combinação entre carrocerias produzidas pela indústria brasileira e plataformas mecânicas conhecidas pelas empresas locais.</p>
<h2>Registro da Mascarello na Argentina já havia sido noticiado pelo Diário do Transporte</h2>
<p>O anúncio do Horizon ocorre exatamente uma semana após a publicação  Comissão Nacional de Regulação do Transporte (CNRT) da Argentina, que inscreveu a Mascarello Carrocerias e Ônibus Ltda. no Registro Nacional de Fabricantes de Carrocerias e Oficinas.</p>
<p>A decisão foi publicada no Boletim Oficial da República Argentina em 8 de outubro de 2026 e noticiada no mesmo dia pelo Diário do Transporte, que conferiu diretamente o documento oficial e destacou a participação da Buswagen como distribuidora exclusiva da fabricante brasileira.</p>
<p>Na ocasião, a reportagem explicou que a inscrição permite à Mascarello desenvolver atividades de fabricação de carrocerias, modificação de carrocerias e modificação de chassis destinados ao transporte de passageiros de jurisdição nacional, dentro das competências da CNRT.</p>
<p>O ato foi assinado em 5 de outubro pelo diretor executivo do órgão regulador, Maximiliano Patti, e entrou em vigor na data de sua publicação.</p>
<p>O pedido de inscrição foi apresentado por intermédio da Buswagen, que comprovou perante a CNRT a existência de um contrato de distribuição exclusiva com a Mascarello.</p>
<p>A Gerência de Fiscalização Técnica Automotiva analisou a documentação e verificou o atendimento dos requisitos previstos na regulamentação argentina. A área jurídica do órgão também examinou o processo.</p>
<p>Com a publicação da decisão, a Mascarello passou a integrar o cadastro nacional exigido das empresas que realizam atividades de fabricação e modificações de carrocerias e chassis.</p>
<p>O registro corresponde à etapa regulatória de competência da CNRT. A importação, a comercialização e a circulação das diferentes configurações de ônibus continuam sujeitas às demais certificações e autorizações previstas na legislação argentina.</p>
<p>Na reportagem de 8 de outubro, o Diário do Transporte também destacou que a decisão criava condições para a ampliação das alternativas de carrocerias disponíveis aos transportadores argentinos.</p>
<p>Agora, com a preparação da chegada do Horizon, começa a ser apresentada uma das possibilidades comerciais abertas por essa autorização.</p>
<p>Relembre a reportagem:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/08/mascarello-obtem-registro-na-argentina-e-tera-buswagen-como-distribuidora-exclusiva/">Mascarello obtém registro na Argentina e terá Buswagen como distribuidora exclusiva – Diário do Transporte, 8 de outubro de 2026</a></p>
<h2>Quem é a Buswagen e qual será seu papel na chegada do Horizon</h2>
<p>A Buswagen S.A. é uma concessionária oficial Volkswagen Caminhões e Ônibus na Argentina, com atuação na comercialização de veículos, peças, assistência técnica e serviços de pós-venda.</p>
<p>A companhia será responsável pela distribuição exclusiva das carrocerias Mascarello no país, conforme o contrato apresentado à CNRT durante o processo de registro da fabricante brasileira.</p>
<p>A relação entre as duas empresas pode facilitar a oferta de carrocerias Horizon montadas sobre chassis Volkswagen, aproveitando a presença da marca no mercado argentino e a estrutura de atendimento já utilizada pelos operadores.</p>
<p>Para as empresas de ônibus, essa combinação envolve fatores importantes na decisão de compra, como disponibilidade de componentes, treinamento de mecânicos, manutenção preventiva, reparações e suporte técnico durante a vida útil dos veículos.</p>
<p>A utilização de uma carroceria nova sobre chassis já conhecidos também pode permitir aos transportadores avaliar alternativas de renovação de frota sem necessariamente modificar toda a estrutura de manutenção das garagens.</p>
<p>Entretanto, as características operacionais dependerão da configuração efetivamente escolhida para o mercado argentino.</p>
<p>Entre os pontos técnicos estão a motorização, a disposição de portas, a altura do piso, a acessibilidade, a capacidade de passageiros e o comprimento da carroceria.</p>
<p>A documentação técnica da Mascarello inclui a Volkswagen entre os fabricantes de plataformas compatíveis com a família Horizon.</p>
<h2>Horizon foi apresentado em primeira mão pelo Diário do Transporte em fevereiro</h2>
<p>O Horizon teve sua apresentação oficial em São Paulo em 26 de fevereiro de 2026, em lançamento acompanhado presencialmente pelo criador e editor-chefe do<strong><em> Diário do Transporte,</em></strong> Adamo Bazani.</p>
<p>Na ocasião, a Mascarello apresentou a nova carroceria em uma configuração totalmente elétrica, equipada com chassi BYD BC12 e baterias Blade.</p>
<p>O ônibus mostrado no lançamento tinha 13 metros de comprimento, piso baixo e capacidade anunciada para 76 passageiros.</p>
<p>O conjunto de baterias possuía capacidade entre 425 kWh e 499 kWh, de acordo com a configuração, e autonomia declarada de até 270 quilômetros, conforme as condições de utilização.</p>
<p>O lançamento também marcou uma mudança no projeto visual e estrutural dos ônibus urbanos da Mascarello.</p>
<p>O Horizon recebeu novos conjuntos ópticos Full LED, linhas horizontais na carroceria e soluções para facilitar a manutenção e a substituição de componentes.</p>
<p>Na entrevista concedida ao Diário do Transporte durante a apresentação, o gerente de Engenharia de Desenvolvimento da Mascarello, Bruno Polak, detalhou características técnicas do veículo e explicou que o projeto havia sido desenvolvido para permitir diferentes aplicações.</p>
<p>Entre os elementos apresentados estavam o emprego de alumínio na estrutura superior, com redução aproximada de 130 quilos nessa parte da carroceria, e os conjuntos ópticos modulares, concebidos para permitir a substituição individual dos componentes em caso de danos.</p>
<p>Na parte interna, a fabricante apresentou soluções como bancos com apoio de cabeça, tomadas USB para os passageiros, nova disposição de componentes e alternativas de aproveitamento do espaço.</p>
<p>Outro ponto técnico é a possibilidade de utilização de diferentes plataformas, incluindo chassis com motores de combustão e sistemas de propulsão elétrica.</p>
<p>A fabricante trabalha com uma família de produtos que pode atender desde operações urbanas convencionais até sistemas que exigem veículos com piso baixo e configurações específicas de acessibilidade.</p>
<p>Em agosto de 2026, durante a Lat.Bus, realizada em São Paulo, a Mascarello apresentou outra configuração do Horizon, desta vez com tecnologia de eletrificação da Eletra, de São Bernardo do Campo (SP).</p>
<p>O ônibus foi exibido com identidade visual do sistema municipal de transporte coletivo da capital paulista, piso baixo e três portas do lado direito.</p>
<p>A apresentação demonstrou a possibilidade de utilização da mesma família de carrocerias com diferentes fornecedores de tecnologia de propulsão.</p>
<p>Relembre as reportagens:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/26/em-primeira-mao-mascarello-revela-modelo-horizon-o-primeiro-onibus-100-eletrico-da-marca-com-chassi-bc12-e-bateria-byd-blade/">Em primeira mão: Mascarello revela modelo Horizon, o primeiro ônibus 100% elétrico da marca com chassi BC12 e bateria BYD Blade – 26 de fevereiro de 2026</a></p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/27/exclusivo-mascarello-eletrico-horizon-ja-tem-390-unidades-em-encomenda-norte-buss-vai-ficar-com-onibus-numero-1-assista-entrevista/">Exclusivo: Mascarello elétrico Horizon já tem 390 unidades em encomenda; Norte Buss vai ficar com ônibus número 1 – 27 de fevereiro de 2026</a></p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/08/11/mascarello-horizon-ganha-versao-com-tecnologia-eletra-e-marca-amplia-opcoes-do-onibus-eletrico-apresentado-em-primeira-mao-pelo-diario-do-transporte/">Mascarello Horizon ganha versão com tecnologia Eletra e marca amplia opções do ônibus elétrico – 11 de agosto de 2026</a></p>
<h2>Características técnicas da família Mascarello Horizon</h2>
<p>A documentação técnica divulgada pela fabricante contempla carrocerias de diferentes comprimentos e configurações.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Dados divulgados para a família Horizon</th>
</tr>
<tr>
<td>Aplicação</td>
<td>Transporte coletivo urbano</td>
</tr>
<tr>
<td>Comprimento</td>
<td>De aproximadamente 11,07 m a 13,35 m</td>
</tr>
<tr>
<td>Largura</td>
<td>2,60 m</td>
</tr>
<tr>
<td>Altura externa</td>
<td>Aproximadamente 3,70 m</td>
</tr>
<tr>
<td>Configurações de piso</td>
<td>Piso baixo e piso alto</td>
</tr>
<tr>
<td>Plataformas previstas</td>
<td>BYD, Volkswagen, Mercedes-Benz, Volvo, Scania e soluções Eletra</td>
</tr>
<tr>
<td>Conjuntos ópticos</td>
<td>Full LED</td>
</tr>
<tr>
<td>Estrutura superior</td>
<td>Componentes em alumínio e fibra</td>
</tr>
<tr>
<td>Equipamentos</td>
<td>Câmera de ré integrada e possibilidade de câmeras no lugar dos retrovisores</td>
</tr>
<tr>
<td>Configuração inicial brasileira</td>
<td>Elétrica, com chassi BYD BC12</td>
</tr>
<tr>
<td>Baterias da versão BYD apresentada no Brasil</td>
<td>Blade, de 425 kWh a 499 kWh</td>
</tr>
<tr>
<td>Autonomia declarada da versão BYD</td>
<td>Até 270 km, conforme configuração e condições de operação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>As especificações correspondem à família apresentada no Brasil. As versões destinadas à Argentina poderão receber características específicas de acordo com os chassis selecionados e os requisitos técnicos locais.</p>
<h2>Presença brasileira no mercado argentino ganha nova etapa</h2>
<p>A preparação da chegada do Horizon representa mais uma etapa da expansão comercial da Mascarello na Argentina.</p>
<p>Fundada em 2003, em Cascavel, no Paraná, a fabricante produz carrocerias urbanas, rodoviárias, de fretamento, micro-ônibus e veículos de porte intermediário.</p>
<p>A família Horizon integra a renovação do portfólio de ônibus urbanos da empresa, incluindo a ampliação de sua atuação no segmento de veículos elétricos.</p>
<p>No mercado argentino, a fabricante passa a contar com duas condições importantes: o registro regulatório obtido junto à CNRT e o contrato de distribuição exclusiva com a Buswagen.</p>
<p>A eventual oferta de uma configuração com chassi Volkswagen aproxima o novo modelo de uma estrutura comercial já estabelecida no país.</p>
<p>Para os operadores, a entrada de mais uma fabricante de carrocerias pode ampliar as possibilidades de comparação entre produtos, especialmente quanto ao custo de aquisição, às características técnicas e à manutenção.</p>
<p>Para os passageiros, os efeitos dependerão das configurações adquiridas pelas empresas e das características dos veículos, como acessibilidade, distribuição de assentos, circulação interna e conforto durante as viagens.</p>
<p>A próxima etapa da chegada do Horizon à Argentina será a apresentação da versão destinada ao mercado local, com a definição da plataforma mecânica e dos equipamentos oferecidos aos operadores.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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  </item>
  <item>
    <title>Rio Ônibus prorroga parceria de R$ 276,9 mil com UFRJ para estudar impactos das mudanças na oferta de ônibus da capital</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/rio-onibus-prorroga-parceria-de-r-2769-mil-com-ufrj-para-estudar-impactos-das-mudancas-na-oferta-de-onibus-da-capital/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/rio-onibus-prorroga-parceria-de-r-2769-mil-com-ufrj-para-estudar-impactos-das-mudancas-na-oferta-de-onibus-da-capital/#comments</comments>
    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 20:00:58 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contrato, revelado em primeira mão pelo Diário do Transporte em janeiro, prevê metodologia para avaliar consequências da reprogramação dos serviços; estudo ocorre em meio à reformulação das concessões municipais ADAMO BAZANI O Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) prorrogou por mais dois meses o contrato com a Universidade [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="950" height="684" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rioonibuscooper.jpg?fit=950%2C684&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rioonibuscooper.jpg?w=950&amp;ssl=1 950w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rioonibuscooper.jpg?resize=300%2C216&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rioonibuscooper.jpg?resize=150%2C108&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rioonibuscooper.jpg?resize=768%2C553&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rioonibuscooper.jpg?resize=400%2C288&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px" /> <p><em>Contrato, revelado em primeira mão pelo Diário do Transporte em janeiro, prevê metodologia para avaliar consequências da reprogramação dos serviços; estudo ocorre em meio à reformulação das concessões municipais</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) prorrogou por mais dois meses o contrato com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por intermédio da COPPE e com participação da Fundação COPPETEC, para desenvolver uma metodologia de avaliação dos impactos das mudanças na oferta de transporte coletivo da capital fluminense. A prorrogação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 13 de outubro de 2026, e dá continuidade a um estudo contratado originalmente por R$ 276.984,55.</p>
<p>A pesquisa busca estabelecer critérios técnicos para avaliar as consequências das reprogramações dos serviços de ônibus, tema que afeta diretamente passageiros e operadores, especialmente em situações que envolvem mudanças de linhas, horários e quantidade de viagens. O contrato foi revelado em primeira mão pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em 12 de janeiro de 2026 e está inserido no contexto das discussões sobre a reorganização do transporte municipal, incluindo o processo de substituição do atual modelo de concessões pelo Sistema Rio.</p>
<h2>Pesquisa pretende avaliar os impactos da reprogramação dos ônibus</h2>
<p>O projeto contratado pelo Rio Ônibus tem como título oficial &#8220;Desenvolvimento de metodologia para avaliação dos impactos decorrentes de reprogramações de oferta do sistema de transporte público por ônibus&#8221;.</p>
<p>A finalidade é desenvolver uma metodologia técnica que permita analisar as consequências das alterações na programação dos serviços.</p>
<p>A oferta de transporte coletivo envolve aspectos como a quantidade de viagens programadas, a frequência de atendimento e a distribuição dos serviços ao longo do dia.</p>
<p>Esses elementos são importantes tanto para o planejamento operacional quanto para a rotina dos passageiros.</p>
<p>Uma alteração na frequência de determinada linha, por exemplo, pode modificar o tempo de espera nos pontos e as condições de ocupação dos veículos.</p>
<p>A reorganização de horários também pode interferir nas possibilidades de conexão entre diferentes linhas e nas condições de deslocamento de trabalhadores e estudantes.</p>
<p>Para as empresas, a programação dos serviços influencia a utilização dos ônibus, a necessidade de motoristas, a quilometragem percorrida e os custos operacionais.</p>
<p>O desenvolvimento de uma metodologia de avaliação permite organizar tecnicamente a análise dessas variáveis, oferecendo parâmetros para examinar os efeitos das alterações na oferta.</p>
<h2>Contrato foi revelado em primeira mão pelo Diário do Transporte em janeiro</h2>
<p>Em 12 de janeiro de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que o Rio Ônibus havia contratado a COPPE/UFRJ, com interveniência da Fundação COPPETEC, para desenvolver a pesquisa.</p>
<p>O contrato original foi assinado em 6 de janeiro, com prazo de seis meses e valor de R$ 276.984,55, custeado pelas empresas representadas pelo sindicato.</p>
<p>Relembre a reportagem:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/01/12/rio-onibus-assina-contrato-com-ufrj-para-apurar-impactos-da-reprogramacao-da-oferta-de-transportes-na-capital/">Rio Ônibus assina contrato com UFRJ para apurar impactos da reprogramação da oferta de transportes na capital</a></p>
<p>O projeto foi aprovado pelo Conselho Deliberativo da COPPE, conforme registro de reunião realizada em 11 de novembro de 2025.</p>
<p>O professor Glaydston Mattos Ribeiro, do Programa de Engenharia de Transportes, foi identificado como coordenador da pesquisa.</p>
<p>A participação da universidade reúne conhecimento acadêmico e técnicas de engenharia de transportes para o desenvolvimento da metodologia.</p>
<h2>Nova prorrogação foi assinada em outubro</h2>
<p>O Diário Oficial da União de 13 de outubro de 2026 publicou o segundo termo aditivo ao contrato de prestação de serviços PET-27656.</p>
<p>O instrumento foi assinado em 6 de outubro de 2026 e prorrogou a vigência por mais dois meses, contados da mesma data.</p>
<p>Participam do contrato:</p>
<ul data-spread="false">
<li>Contratante: Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus);</li>
<li>Contratada: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);</li>
<li>Interveniente: Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (COPPETEC).</li>
</ul>
<p>O procedimento está identificado pelo processo nº 23079.262363/2025-95.</p>
<p>O fundamento legal mencionado é o artigo 8º da Lei Federal nº 10.973/2004, relacionada à inovação e à prestação de serviços técnicos por instituições científicas e tecnológicas.</p>
<p>A extensão da vigência estabelece a continuidade contratual até dezembro de 2026.</p>
<h2>Estudo ocorre em meio à reformulação do transporte coletivo do Rio de Janeiro</h2>
<p>A contratação original foi formalizada em um período de discussões sobre o modelo de operação e remuneração do transporte coletivo da capital.</p>
<p>Em maio de 2025, a Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou um projeto de reorganização das concessões municipais, com previsão de renovação da frota, mudanças na divisão das áreas operacionais e novos padrões de atendimento.</p>
<p>O modelo apresentado previa a substituição da organização em quatro grandes consórcios por 31 áreas operacionais, sendo 22 estruturais e nove locais, além de investimentos graduais na aquisição de aproximadamente cinco mil ônibus novos.</p>
<p>A proposta também contemplava ampliação da frota, padronização visual e mudanças nas características dos veículos.</p>
<p>O planejamento da oferta é um dos elementos fundamentais de qualquer reorganização desse porte.</p>
<p>A definição da quantidade de ônibus e viagens necessárias em cada região interfere diretamente na capacidade do sistema de atender à demanda.</p>
<p>Nesse contexto, um estudo sobre os impactos das reprogramações pode contribuir para o debate técnico sobre as consequências de alterações operacionais.</p>
<p>A pesquisa contratada pelo sindicato constitui uma iniciativa das empresas de ônibus, enquanto a elaboração e a condução dos processos de concessão cabem ao poder público municipal.</p>
<h2>Empresas alegam desequilíbrio financeiro nos contratos atuais</h2>
<p>Quando o contrato com a universidade foi anunciado, em janeiro de 2026, o setor enfrentava problemas relacionados à continuidade da operação de algumas empresas.</p>
<p>Na ocasião, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou paralisações de serviços associadas à falta de combustível e a atrasos salariais, com episódios envolvendo a Real Auto Ônibus e a Transportes Vila Isabel.</p>
<p>O Rio Ônibus afirmou à época que 11 das 29 empresas de ônibus do município estavam em recuperação judicial.</p>
<p>Em manifestação divulgada naquele período, o sindicato atribuiu as dificuldades do setor à insegurança jurídica e ao que classificou como descumprimento de contratos e acordos firmados com a Prefeitura do Rio de Janeiro.</p>
<p>Segundo a entidade, esses fatores provocariam desequilíbrio econômico-financeiro, com reflexos sobre a qualidade dos serviços.</p>
<p>A administração municipal, por sua vez, desenvolveu o projeto de reorganização das concessões como parte das medidas destinadas à reestruturação do transporte coletivo.</p>
<p>A discussão envolve tanto a sustentabilidade econômica das operações quanto as condições de atendimento à população.</p>
<h2>O que está em jogo para o passageiro</h2>
<p>A importância de uma metodologia para avaliar mudanças na oferta de ônibus está relacionada à necessidade de compreender os efeitos concretos das decisões operacionais.</p>
<p>Para quem utiliza o transporte coletivo diariamente, a quantidade de viagens disponíveis determina as possibilidades de deslocamento em diferentes horários.</p>
<p>A frequência também influencia o tempo de espera, a lotação dos veículos e a confiabilidade do serviço.</p>
<p>Mudanças na programação podem afetar especialmente passageiros que dependem de conexões, trabalhadores com horários fixos e moradores de regiões atendidas por menor quantidade de linhas.</p>
<p>Do ponto de vista da gestão, a avaliação técnica dessas alterações pode auxiliar na comparação entre diferentes configurações operacionais e seus efeitos sobre a prestação dos serviços.</p>
<p>O estudo desenvolvido pela COPPE/UFRJ, contratado pelo Rio Ônibus, concentra-se justamente na criação de uma metodologia destinada à avaliação dos impactos dessas reprogramações.</p>
<p>A prorrogação publicada nesta terça-feira mantém a parceria acadêmica em um momento importante para as discussões sobre a organização e o futuro do transporte coletivo do Rio de Janeiro.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Licitação de trecho do VLT de Salvador que fará ligação com o metrô é adiada para 21 de dezembro</title>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 19:31:16 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Atualização do edital modifica novamente a data de abertura; contratação prevê 3,75 quilômetros entre Santa Luzia, Baixa do Fiscal e a Estação Retiro ADAMO BAZANI A abertura da licitação para construir o trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador que fará ligação com a Estação Retiro do metrô foi adiada para 21 de [&#8230;]]]></description>
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<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A abertura da licitação para construir o trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador que fará ligação com a Estação Retiro do metrô foi adiada para 21 de dezembro de 2026, às 9h. O aviso da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 13 de outubro.</p>
<p>A sessão estava prevista para 8 de outubro. Segundo a companhia, a mudança ocorre em razão da atualização do edital. O objeto é um segmento de 3,75 quilômetros que interliga a Parada Santa Luzia e a Baixa do Fiscal à Estação Retiro do sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.</p>
<p><strong>Contratação inclui projetos, obras e sistemas</strong></p>
<p>A Licitação Presencial nº 26.002 adota o modelo de contratação integrada de uma empresa ou consórcio.</p>
<p>O vencedor deverá elaborar os projetos básico e executivo, executar obras civis e implantar sistemas. Também ficará responsável pelo fornecimento, instalação, testes e comissionamento necessários à implantação e ampliação do trecho.</p>
<p>O comissionamento é a etapa de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas antes de sua utilização.</p>
<p>O aviso de prorrogação não informa uma nova previsão de início das obras ou de operação comercial.</p>
<p><strong>Integração com o metrô é a finalidade do novo segmento</strong></p>
<p>A ligação até Retiro deverá criar uma conexão entre o VLT e a rede metroviária.</p>
<p>Para o passageiro, a finalidade é permitir deslocamentos combinando os dois sistemas. A publicação não detalha tarifa integrada, tempo de viagem ou regras futuras de transferência.</p>
<p>O adiamento desloca a etapa de abertura da licitação para dezembro. Antes de haver operação, o procedimento ainda precisa passar pela seleção e contratação do responsável, execução das intervenções e demais etapas previstas.</p>
<p><strong>Trecho já foi objeto de mudanças no calendário</strong></p>
<p>Em 2 de abril de 2026, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> noticiou o lançamento da concorrência para esse segmento, que então previa recebimento de propostas em 12 de junho.</p>
<p>Em 20 de abril, o veículo também informou a suspensão do procedimento para ajustes no edital.</p>
<p>O aviso publicado agora no DOU identifica 8 de outubro como a data anteriormente designada e estabelece 21 de dezembro como a nova sessão.</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/04/02/governo-da-bahia-lanca-concorrencia-para-novo-segmento-do-vlt-em-salvador-entre-baixa-do-fiscal-e-retiro/?utm_source=chatgpt.com">Relembre a reportagem do Diário do Transporte sobre o lançamento da concorrência</a></p>
<p><strong>Adiamento se refere ao trecho licitado</strong></p>
<p>O documento trata dessa contratação específica de 3,75 quilômetros. Não informa paralisação de todas as frentes do projeto do VLT de Salvador e Região Metropolitana.</p>
<p>O edital e seus anexos estão disponíveis na CTB. A consulta presencial pode ser realizada na sede da companhia, no Largo da Calçada, no prédio anexo da Estação de Trens, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>CPTM retoma licitação de pedra britada para infraestrutura ferroviária em São Paulo após aceitar recurso</title>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 19:00:02 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[CPTM]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Disputa será retomada na fase de habilitação com a Embu S/A Engenharia e Comércio; nova sessão está marcada para 21 de outubro de 2026 ADAMO BAZANI A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciou a retomada de uma licitação destinada ao fornecimento de pedra britada nº 3, material empregado em serviços de infraestrutura ferroviária. A [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6001069-linha-de-ferrovia-linha-indo-a-distancia-ferrovia-trilho-com-pedra-triturada-dois-trilhos-paralelos-foto.jpg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6001069-linha-de-ferrovia-linha-indo-a-distancia-ferrovia-trilho-com-pedra-triturada-dois-trilhos-paralelos-foto.jpg?w=2940&amp;ssl=1 2940w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6001069-linha-de-ferrovia-linha-indo-a-distancia-ferrovia-trilho-com-pedra-triturada-dois-trilhos-paralelos-foto.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6001069-linha-de-ferrovia-linha-indo-a-distancia-ferrovia-trilho-com-pedra-triturada-dois-trilhos-paralelos-foto.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6001069-linha-de-ferrovia-linha-indo-a-distancia-ferrovia-trilho-com-pedra-triturada-dois-trilhos-paralelos-foto.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6001069-linha-de-ferrovia-linha-indo-a-distancia-ferrovia-trilho-com-pedra-triturada-dois-trilhos-paralelos-foto.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6001069-linha-de-ferrovia-linha-indo-a-distancia-ferrovia-trilho-com-pedra-triturada-dois-trilhos-paralelos-foto.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6001069-linha-de-ferrovia-linha-indo-a-distancia-ferrovia-trilho-com-pedra-triturada-dois-trilhos-paralelos-foto.jpg?resize=2048%2C1365&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6001069-linha-de-ferrovia-linha-indo-a-distancia-ferrovia-trilho-com-pedra-triturada-dois-trilhos-paralelos-foto.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Disputa será retomada na fase de habilitação com a Embu S/A Engenharia e Comércio; nova sessão está marcada para 21 de outubro de 2026</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciou a retomada de uma licitação destinada ao fornecimento de pedra britada nº 3, material empregado em serviços de infraestrutura ferroviária. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, depois do provimento de um recurso administrativo apresentado durante o procedimento de contratação.</p>
<p>Com a decisão, o pregão eletrônico será retomado na fase de habilitação com a empresa Embu S/A Engenharia e Comércio. A nova sessão pública está marcada para quarta-feira, 21 de outubro, às 9h, por meio do sistema federal de compras eletrônicas.</p>
<h3>Recurso administrativo levou à retomada da licitação</h3>
<p>O procedimento corresponde ao pregão eletrônico PE03826, destinado ao fornecimento de pedra britada nº 3.</p>
<p>De acordo com o comunicado publicado pela CPTM, o recurso apresentado durante a sessão de processamento da licitação foi provido, levando à retomada do certame.</p>
<p>A nova etapa será realizada na fase de habilitação da Embu S/A Engenharia e Comércio.</p>
<p>Nesta fase, são examinados os requisitos de habilitação aplicáveis à licitante, conforme as exigências do edital e as regras que disciplinam as contratações públicas.</p>
<p>A decisão de retomar o procedimento permite a continuidade da disputa conforme o resultado da análise administrativa.</p>
<h3>Para que serve a pedra britada na infraestrutura ferroviária</h3>
<p>A pedra britada é um dos materiais utilizados na formação do lastro ferroviário, camada que fica sob os dormentes e participa da sustentação da superestrutura da via.</p>
<p>O lastro contribui para distribuir os esforços produzidos pela passagem dos trens, auxiliar a drenagem da água e manter a estabilidade geométrica da via.</p>
<p>A manutenção da infraestrutura ferroviária envolve atividades como correção de nivelamento, alinhamento dos trilhos, substituição de componentes e recomposição de materiais.</p>
<p>Esses serviços são importantes para preservar as condições de segurança e circulação dos trens, especialmente em sistemas urbanos de elevada frequência de viagens.</p>
<h3>Contratação integra as atividades de manutenção da companhia</h3>
<p>A CPTM é responsável por atividades de operação, manutenção e gestão da infraestrutura ferroviária sob sua administração na Região Metropolitana de São Paulo.</p>
<p>O fornecimento de materiais de via permanente integra a cadeia de suprimentos necessária às atividades ferroviárias, que inclui trilhos, dormentes, fixações, aparelhos de mudança de via e outros componentes.</p>
<p>A retomada da licitação está marcada para 21 de outubro de 2026, às 9h, com processamento eletrônico.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Prefeitura de Salvador revoga licitação de R$ 166,5 milhões para compra de 180 ônibus do transporte complementar</title>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 18:31:09 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Decisão da Secretaria Municipal de Mobilidade foi publicada nesta quarta-feira (14) e aponta necessidade de alterações no edital; veículos com ar-condicionado e tecnologia Euro 6 seriam destinados à renovação da frota dos “amarelinhos” ADAMO BAZANI A Prefeitura de Salvador (BA), por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), revogou a licitação para a aquisição de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="781" height="525" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/baridlgas.jpg?fit=781%2C525&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/baridlgas.jpg?w=781&amp;ssl=1 781w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/baridlgas.jpg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/baridlgas.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/baridlgas.jpg?resize=768%2C516&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/baridlgas.jpg?resize=400%2C269&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 781px) 100vw, 781px" /> <div><em>Decisão da Secretaria Municipal de Mobilidade foi publicada nesta quarta-feira (14) e aponta necessidade de alterações no edital; veículos com ar-condicionado e tecnologia Euro 6 seriam destinados à renovação da frota dos “amarelinhos”</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de Salvador (BA), por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), revogou a licitação para a aquisição de 180 ônibus destinados à renovação da frota do Subsistema de Transporte Especial Complementar (STEC), conhecido como sistema dos “amarelinhos”. O procedimento tinha valor estimado de R$ 166,5 milhões e previa veículos com ar-condicionado e motores que atendem às normas de emissões Euro 6. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, e teve como justificativa a necessidade de alterações no edital.</p>
<p>A revogação atinge o Pregão Eletrônico nº 002/2026, cujo prazo para apresentação de propostas terminou em 23 de setembro. A contratação fazia parte do programa de renovação do transporte coletivo da capital baiana, anunciado pela administração do prefeito Bruno Reis, que havia estabelecido a expectativa de colocar novos veículos do sistema complementar em circulação até o fim de 2026. Com o encerramento do procedimento, a Prefeitura terá de realizar os ajustes administrativos necessários para uma nova licitação, o que poderá afetar o cronograma de renovação da frota.</p>
<p>O edital foi publicado originalmente em 22 de julho de 2026, na modalidade pregão eletrônico, com julgamento pelo sistema aberto e fechado e previsão de registro de preços.</p>
<p>O objeto era a eventual aquisição dos 180 veículos, conforme a conveniência e a necessidade da administração municipal, para substituição de parte da frota utilizada pelos operadores do transporte complementar.</p>
<p>O valor estimado por ônibus era de R$ 925 mil.</p>
<h3>Edital já havia sido relançado em setembro</h3>
<p>A licitação passou por mudanças no calendário antes da revogação.</p>
<p>Em 9 de setembro de 2026, a Semob publicou um aviso de relançamento do Pregão Eletrônico nº 002/2026.</p>
<p>Na ocasião, a secretaria estabeleceu o recebimento de propostas a partir de 21 de setembro e a abertura da sessão pública para 23 de setembro, às 10h.</p>
<p>O aviso descrevia a contratação de ônibus básicos, de piso alto e padrão Euro 6, destinados ao STEC.</p>
<p>A aquisição estava organizada em três itens, cada um com 60 veículos, ao valor estimado de R$ 55,5 milhões.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Item da licitação</th>
<th>Quantidade</th>
<th>Valor estimado</th>
</tr>
<tr>
<td>10001</td>
<td>60 ônibus</td>
<td>R$ 55,5 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>20001</td>
<td>60 ônibus</td>
<td>R$ 55,5 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>30001</td>
<td>60 ônibus</td>
<td>R$ 55,5 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>180 ônibus</td>
<td>R$ 166,5 milhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>O procedimento seguia as regras da Lei Federal nº 14.133/2021, a Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos.</p>
<p>A adoção do registro de preços permitiria à administração realizar aquisições conforme a necessidade e a disponibilidade de recursos, observadas as condições estabelecidas no edital e nas futuras contratações.</p>
<h3>Prefeitura havia anunciado novos ônibus até o fim de 2026</h3>
<p>A renovação da frota dos “amarelinhos” faz parte dos planos da Prefeitura de Salvador para ampliar a disponibilidade de veículos com ar-condicionado e substituir ônibus mais antigos utilizados no atendimento complementar.</p>
<p>Em setembro, o prefeito Bruno Reis mencionou a previsão de chegada de 190 veículos até o fim deste ano.</p>
<p>Na ocasião, o prefeito afirmou que a administração esperava concluir a contratação em aproximadamente 30 dias, após dificuldades registradas no procedimento licitatório.</p>
<p>A licitação agora revogada previa 180 ônibus, dez a menos que a quantidade mencionada pelo prefeito naquele anúncio.</p>
<p>O transporte complementar desempenha papel de atendimento em diferentes regiões da capital, conectando bairros e complementando a oferta das linhas convencionais.</p>
<p>Para os passageiros, a renovação representaria a incorporação de ônibus com ar-condicionado e motores enquadrados nas exigências atuais de controle de emissões.</p>
<p>Os veículos Euro 6 utilizam tecnologias destinadas a reduzir a emissão de poluentes locais, especialmente óxidos de nitrogênio e material particulado, em comparação com gerações anteriores de motores a diesel.</p>
<p>O procedimento de compra integra um planejamento mais amplo de renovação dos ônibus de Salvador, que contempla a previsão de incorporação de até 700 novos veículos ao transporte público da cidade.</p>
<h3>Revogação exige reorganização do processo de compra</h3>
<p>A revogação encerra o procedimento licitatório iniciado pela Semob, diferentemente de uma suspensão temporária, em que a licitação pode ser retomada dentro do mesmo processo após a resolução das questões identificadas.</p>
<p>A administração municipal poderá preparar um novo edital com as alterações consideradas necessárias, observando as exigências legais para a contratação.</p>
<p>O novo procedimento deverá definir as condições de participação dos fornecedores, as especificações dos veículos e o calendário das etapas de seleção.</p>
<p>A mudança também repercute sobre o planejamento das fabricantes de ônibus e dos operadores do STEC, considerando os prazos industriais necessários para produção, preparação e entrega dos veículos.</p>
<p>Para os passageiros, a principal consequência está na possibilidade de adiamento da renovação da frota do sistema complementar, especialmente em relação à previsão anunciada pela Prefeitura de disponibilizar os novos ônibus ainda em 2026.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>ANTT acolhe parte de contestação da Arteris e dá cinco dias úteis à EPR para ajustar garantia na disputa pela Régis Bittencourt</title>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 18:00:01 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Processo envolve a transferência de 100% das ações da concessionária da BR-116 entre São Paulo e Paraná; comissão exige adequação do seguro-garantia apresentado pela EPR e mantém calendário da disputa ADAMO BAZANI A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acolheu parcialmente uma contestação apresentada pela Arteris S.A. contra a garantia oferecida pela EPR Participações S.A. [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="764" height="401" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-12-1.jpg?fit=764%2C401&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-12-1.jpg?w=764&amp;ssl=1 764w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-12-1.jpg?resize=300%2C157&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-12-1.jpg?resize=150%2C79&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-12-1.jpg?resize=400%2C210&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 764px) 100vw, 764px" /> <p><em>Processo envolve a transferência de 100% das ações da concessionária da BR-116 entre São Paulo e Paraná; comissão exige adequação do seguro-garantia apresentado pela EPR e mantém calendário da disputa</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acolheu parcialmente uma contestação apresentada pela Arteris S.A. contra a garantia oferecida pela EPR Participações S.A. no processo competitivo que envolve a transferência de 100% das ações da Autopista Régis Bittencourt, concessionária responsável pelo trecho da BR-116 entre São Paulo e Paraná. A decisão foi comunicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, e concede à EPR prazo de cinco dias úteis para apresentar uma apólice de seguro-garantia ajustada às exigências do procedimento.</p>
<p>A decisão mantém o andamento do processo competitivo e os prazos previstos no edital. A adequação da garantia é uma das condições para a assinatura do contrato de compra e venda das ações da concessionária. A Régis Bittencourt é uma das principais rodovias utilizadas pelo transporte rodoviário de cargas e passageiros entre as regiões Sudeste e Sul do Brasil, e a disputa envolve o controle da concessionária responsável pela administração desse corredor.</p>
<h3>Arteris questionou seguro-garantia apresentado pela EPR</h3>
<p>O Comunicado Relevante nº 10, de 13 de outubro de 2026, foi emitido pela Comissão do Processo Competitivo constituída pela Portaria nº 82, de 13 de abril de 2026.</p>
<p>A comissão conduz os procedimentos previstos no Edital de Processo Competitivo nº 01/2026, destinado à alienação de 100% das ações da Autopista Régis Bittencourt S.A.</p>
<p>A Arteris apresentou impugnação à apólice de seguro-garantia do Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças, conhecido pela sigla CCVA, apresentada pela EPR Participações.</p>
<p>A comissão analisou os argumentos da Arteris e as contrarrazões apresentadas no procedimento, decidindo acolher parcialmente a impugnação.</p>
<p>A fundamentação consta da Nota Informativa SEI nº 1473/2026/COEPC1.2026/SUCON/DIR, de 13 de outubro.</p>
<p>O documento estabelece as adequações exigidas da garantia apresentada pela EPR.</p>
<h3>EPR terá cinco dias úteis para apresentar nova documentação</h3>
<p>A comissão determinou que a EPR Participações apresente, no prazo de cinco dias úteis contados do recebimento da comunicação, um endosso à apólice original ou uma nova apólice de seguro-garantia.</p>
<p>A documentação deverá contemplar as adequações indicadas na nota informativa.</p>
<p>A garantia é uma exigência vinculada à formalização do contrato de compra e venda das ações.</p>
<p>O comunicado estabelece ainda que o prazo concedido para a regularização não altera, suspende ou prorroga os prazos do edital.</p>
<p>A regularidade da garantia deverá estar definitivamente reconhecida antes do encerramento do prazo previsto no item 20.3 do instrumento convocatório.</p>
<p>O cumprimento dessa condição integra os requisitos para a celebração do contrato entre as partes.</p>
<p>O comunicado foi assinado pelo presidente da comissão, Thiago Martorelly Quirino de Aragão.</p>
<h3>Régis Bittencourt é ligação estratégica para ônibus e caminhões</h3>
<p>A BR-116, no trecho conhecido como Régis Bittencourt, conecta a Região Metropolitana de São Paulo à capital paranaense e aos demais corredores rodoviários que levam ao Sul do país.</p>
<p>A rodovia é utilizada por ônibus interestaduais, serviços de fretamento, caminhões de diferentes segmentos e veículos particulares.</p>
<p>A infraestrutura e a operação da concessão repercutem no transporte de passageiros e mercadorias, especialmente em questões como manutenção do pavimento, segurança viária, atendimento a incidentes, circulação de veículos pesados e condições das praças de pedágio.</p>
<p>A transferência do controle de uma concessionária rodoviária também envolve a continuidade das obrigações contratuais, dos investimentos e dos padrões de atendimento previstos na regulação.</p>
<p>A ANTT exerce a fiscalização federal sobre essas obrigações e sobre os procedimentos relacionados à concessão.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Ônibus elétrico da Iveco Bus é eleito o melhor da Polônia na categoria intermunicipal</title>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 17:30:53 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[CROSSWAY Low Entry ELEC venceu a premiação “Ônibus Polonês 2026”, organizada pelo veículo especializado TransInfo, e se destaca no segmento de transporte intermunicipal de emissão zero YURI SENA O ônibus elétrico CROSSWAY Low Entry ELEC, da Iveco Bus, foi eleito o “Ônibus Polonês 2026” na categoria intermunicipal (intercity). O resultado foi anunciado em uma competição [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/041343fc-d29b-458f-8a18-bec3892c8c83-e1792084495608.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">CROSSWAY Low Entry ELEC venceu a premiação “Ônibus Polonês 2026”, organizada pelo veículo especializado TransInfo, e se destaca no segmento de transporte intermunicipal de emissão zero</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ônibus elétrico CROSSWAY Low Entry ELEC, da Iveco Bus, foi eleito o “Ônibus Polonês 2026” na categoria intermunicipal (intercity). O resultado foi anunciado em uma competição organizada pelo veículo de comunicação especializado TransInfo, que reconhece modelos com destaque no mercado de transporte público da Polônia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua terceira edição, a premiação reuniu representantes do setor e passageiros para escolher os ônibus que mais se destacaram no último ano, considerando aspectos como operação, desempenho comercial e inovação tecnológica. Na categoria intermunicipal, quatro veículos chegaram à fase final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O modelo elétrico da Iveco Bus, com 12 metros de comprimento, conquistou o primeiro lugar com quase um terço dos votos. O veículo opera na região polonesa da Voivodia da Cujávia-Pomerânia, com identidade visual associada à localidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A entrega do troféu ocorreu durante a TRANSEXPO 2026, feira do setor de transporte realizada em Kielce, na Polônia, entre 14 e 16 de outubro.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Linha CROSSWAY completa 20 anos</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prêmio coincide com o 20º aniversário da linha CROSSWAY, que reúne veículos voltados ao transporte intermunicipal. Segundo a Iveco Bus, a versão Low Entry ELEC representa a aposta da fabricante na eletrificação desse segmento, com foco em atender às necessidades de operadores e autoridades de transporte durante a transição energética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comunicado, Giorgio Zino, responsável pelas operações comerciais da Iveco Bus na Europa, afirmou que a premiação representa o reconhecimento do mercado polonês à linha e à versão elétrica do veículo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fabricante destacou ainda que o resultado reforça a confiança dos operadores locais em soluções elétricas para o transporte intermunicipal.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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