Volvo exportará 1,2 mil transmissões I-Shift fabricadas no Brasil para a Índia
Publicado em: 13 de outubro de 2026
Contrato prevê remessas entre 2026 e 2027 e amplia participação da unidade de Curitiba (PR) no sistema internacional de produção da fabricante
ARTHUR FERRARI
A Volvo do Brasil exportará 1.200 transmissões automatizadas I-Shift para a fábrica de caminhões do Grupo Volvo em Pithampur, na Índia. O fornecimento será realizado entre 2026 e 2027, ampliando a participação da unidade brasileira no atendimento às demandas industriais da companhia em outros países.
Produzidas na fábrica de Curitiba (PR), as caixas de câmbio integram a lista de componentes de alto valor agregado que a operação brasileira fornece ao exterior. A unidade também realiza exportações de blocos de motor e cabines de caminhões, além de veículos comerciais, como caminhões e chassis de ônibus.
“A caixa I-Shift é um componente de altíssima tecnologia. Temos orgulho de fabricá-la no Brasil e agora exportá-la para fábricas da Volvo em outro continente”, afirma Cleison Barro, head de Powertrain Industrial, a área global de manufatura de motores e transmissões da Volvo.
O novo contrato faz parte do contexto de investimentos de R$ 2,5 bilhões previstos pela fabricante para a operação brasileira no período de 2026 a 2028. O fornecimento ao mercado indiano também permitirá ampliar o aproveitamento da capacidade produtiva instalada na fábrica paranaense.
A I-Shift equipa caminhões e ônibus pesados da Volvo e realiza as trocas de marchas automaticamente, com base em informações como carga transportada, velocidade, relevo e geolocalização. O sistema trabalha integrado à eletrônica embarcada dos veículos.
Quando associada à tecnologia I-See, a transmissão utiliza informações sobre o trajeto à frente para antecipar mudanças de marcha, buscando melhorar o desempenho do veículo, o consumo de combustível e a segurança durante a condução.
Além do Brasil, a produção mundial da I-Shift ocorre em unidades da Volvo na Suécia e nos Estados Unidos. Desde a nacionalização do componente, em 2011, a fábrica de Curitiba já produziu mais de 250 mil unidades.
A participação da unidade brasileira na cadeia internacional da montadora está relacionada à estratégia industrial Geoflex, que permite distribuir a produção entre diferentes regiões de acordo com a demanda e a capacidade disponível em cada fábrica.
“Estamos totalmente integrados ao sistema global de produção do Grupo Volvo e podemos atender aos pedidos dos mercados mais exigentes do mundo em termos de qualidade, volume e precisão de entrega. A fábrica da Volvo no Brasil tem tecnologia e processos de classe mundial”, assegura Cleison.
A integração da operação brasileira ao sistema mundial de fabricação da companhia começou nos anos 1990, quando a subsidiária passou a montar caminhões e ônibus em uma plataforma global de produtos. A partir dessa estrutura, a unidade também passou a fornecer componentes para outras fábricas do grupo.
Além das transmissões, a planta paranaense já enviou cabines de caminhões para a Suécia e a Austrália. Os blocos de motor também são exportados sob demanda para os Estados Unidos e a Europa.
Em 2026, a previsão é de que mais de 4.100 blocos de motor sejam enviados à matriz da Volvo, na Suécia.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte



