Eleições definem 20 governos no primeiro turno: o que esperar para ônibus, trens, metrôs e mobilidade em cada estado
Publicado em: 5 de outubro de 2026
Expansão dos trilhos, renovação de ônibus, integração de tarifas e novas ligações metropolitanas estão entre os compromissos dos eleitos; sete unidades da Federação ainda têm disputas abertas, com ressalva judicial no Rio de Janeiro
ADAMO BAZANI
As eleições deste domingo, 4 de outubro de 2026, definiram os governadores de 20 estados e deram o primeiro encaminhamento para decisões que vão afetar as viagens de milhões de brasileiros nos próximos quatro anos. Entre os compromissos apresentados estão ampliar metrôs e veículos leves sobre trilhos, renovar ônibus, integrar passagens e construir corredores metropolitanos. Dos vencedores, 11 já ocupam o governo e continuarão no cargo, enquanto nove representam a chegada de novos governadores.
Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins terão uma nova votação em 25 de outubro. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas e Eduardo Paes aparecem como os dois candidatos da disputa seguinte, mas a definição exige uma ressalva: o tratamento judicial dos votos de Anthony Garotinho pode alterar o cálculo e permitir a vitória de Ruas ainda no primeiro turno. Para os passageiros, a expectativa em todo o país envolve tanto concluir obras quanto garantir ônibus e trens frequentes, integrações que funcionem e tarifas compatíveis com a renda das famílias.
O resultado em cada estado e no Distrito Federal
A tabela distingue os governadores reeleitos daqueles que chegam ao cargo. Nos casos de Goiás, Mato Grosso e Paraíba, os vencedores eram vices, assumiram o governo em 2026 e agora conquistaram a eleição como titulares.
| Unidade da Federação | Vencedor ou candidatos que continuam na disputa | Situação eleitoral | Reeleição ou novo governador |
|---|---|---|---|
| Acre | Mailza Assis, do PP, e Alan Rick, do Republicanos | Segundo turno | Mailza busca permanecer no governo; Alan busca assumir |
| Alagoas | João Henrique Caldas, o JHC, do PSDB | Eleito no primeiro turno | Novo governador |
| Amapá | Dr. Furlan, do PSD | Eleito no primeiro turno | Novo governador |
| Amazonas | Omar Aziz, do PSD, e Professora Maria do Carmo, do PL | Segundo turno | Ambos estão fora do governo atual; Omar já governou o estado |
| Bahia | Jerônimo Rodrigues, do PT | Eleito no primeiro turno | Reeleito |
| Ceará | Elmano de Freitas, do PT | Eleito no primeiro turno | Reeleito |
| Distrito Federal | Celina Leão, do PP, e Leandro Grass, do PT | Segundo turno | Celina busca permanecer no governo; Grass busca assumir |
| Espírito Santo | Lorenzo Pazolini, do Republicanos, e Ricardo Ferraço, do MDB | Segundo turno | Ferraço busca permanecer no governo; Pazolini busca assumir |
| Goiás | Daniel Vilela, do MDB | Eleito no primeiro turno | Reeleito; assumiu como vice em 2026 |
| Maranhão | Eduardo Braide, do PSD | Eleito no primeiro turno | Novo governador |
| Mato Grosso | Otaviano Pivetta, do Republicanos | Eleito no primeiro turno | Reeleito; assumiu como vice em 2026 |
| Mato Grosso do Sul | Eduardo Riedel, do PP | Eleito no primeiro turno | Reeleito |
| Minas Gerais | Cleitinho Azevedo, do Republicanos | Eleito no primeiro turno | Novo governador |
| Pará | Daniel Santos, o Dr. Daniel, do Podemos | Eleito no primeiro turno | Novo governador |
| Paraíba | Lucas Ribeiro, do PP | Eleito no primeiro turno | Reeleito; assumiu como vice em 2026 |
| Paraná | Sergio Moro, do PL | Eleito no primeiro turno | Novo governador |
| Pernambuco | Raquel Lyra, do PSD | Eleita no primeiro turno | Reeleita |
| Piauí | Rafael Fonteles, do PT | Eleito no primeiro turno | Reeleito |
| Rio de Janeiro | Douglas Ruas, do PL, e Eduardo Paes, do PSD | Disputa aberta, com possibilidade de alteração judicial do resultado | Ambos buscam assumir o governo |
| Rio Grande do Norte | Allyson Bezerra, do União Brasil, e Cadu de Lula, do PT | Segundo turno | Ambos buscam assumir o governo |
| Rio Grande do Sul | Luciano Zucco, do PL | Eleito no primeiro turno | Novo governador |
| Rondônia | Marcos Rogério, do PL | Eleito no primeiro turno | Novo governador |
| Roraima | Arthur Henrique, do PL | Eleito no primeiro turno | Novo governador no exercício do cargo |
| Santa Catarina | Jorginho Mello, do PL | Eleito no primeiro turno | Reeleito |
| São Paulo | Tarcísio de Freitas, do Republicanos | Eleito no primeiro turno | Reeleito |
| Sergipe | Fábio Mitidieri, do PSD | Eleito no primeiro turno | Reeleito |
O grupo dos oito governadores eleitos originalmente em 2022 e agora reeleitos reúne Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas, Eduardo Riedel, Raquel Lyra, Rafael Fonteles, Jorginho Mello, Tarcísio de Freitas e Fábio Mitidieri. Daniel Vilela, Otaviano Pivetta e Lucas Ribeiro completam os 11 vencedores que já estavam à frente do Executivo.
Os nove novos governadores são JHC, Dr. Furlan, Eduardo Braide, Cleitinho, Dr. Daniel, Sergio Moro, Luciano Zucco, Marcos Rogério e Arthur Henrique. Em Roraima, Arthur também venceu uma eleição suplementar neste ano, mas não chegou a tomar posse; por isso, sua vitória de outubro representa a chegada ao exercício do governo.
Como os governadores podem interferir na viagem diária, mesmo quando o ônibus é municipal
A responsabilidade pelo transporte está distribuída entre diferentes governos. Os municípios administram seus ônibus urbanos; os estados têm papel direto nas linhas intermunicipais e metropolitanas, na infraestrutura estadual e, conforme o sistema, em metrôs, trens e barcas. Há ainda redes ferroviárias operadas por empresas federais.
Essa divisão aparece na vida do passageiro quando ele precisa atravessar uma divisa municipal. Uma mesma viagem pode envolver um ônibus da prefeitura, outro regulado pelo estado e um trem federal, com regras diferentes de integração e cobrança.
O novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, aprovado em 2026, reforça a participação dos estados no planejamento integrado das redes metropolitanas e abre espaço para apoio financeiro aos sistemas. A aplicação dependerá de orçamento, acordos entre governos e contratos capazes de transformar os recursos em serviços melhores.
O levantamento do Diário do Transporte reúne a seguir compromissos apresentados pelos candidatos, projetos existentes e os desafios de execução. As necessidades apontadas são uma análise do que cada proposta precisa resolver para produzir benefício ao passageiro.
Alagoas: JHC propõe levar renovação dos ônibus e integração para além de Maceió
JHC chega ao governo com uma agenda que pretende ampliar para o estado iniciativas associadas à sua passagem pela Prefeitura de Maceió. O programa apresentado inclui o Alagoas se Move, voltado à integração intermunicipal, além do Rapidão Alagoas, da renovação de veículos pela Rede Geladão e de passe livre estudantil estadual.
O ponto central será definir como essas medidas alcançarão viagens entre municípios. A aplicação exige identificar linhas, dimensionar frota, estabelecer regras de integração e determinar quem financiará os benefícios. Para o trabalhador que mora fora da capital, a melhoria precisa aparecer no custo total e no tempo do percurso.
Na infraestrutura ferroviária, o retorno do veículo leve sobre trilhos aos bairros de Mutange e Bebedouro integra a agenda existente. As obras foram anunciadas pela Prefeitura de Maceió com previsão de conclusão em 2027, após a interrupção provocada pelos problemas de instabilidade do solo.
A articulação com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos será necessária para aproximar os trilhos das linhas de ônibus e garantir acessibilidade nos caminhos até as estações.
Amapá: Furlan coloca a ligação Macapá–Santana e o transporte fluvial entre as prioridades
O programa de Dr. Furlan prevê estruturar uma concessão para o transporte coletivo metropolitano entre Macapá e Santana, com integração operacional e tarifária, renovação da frota e introdução gradual de ônibus elétricos. Também contempla prioridade à circulação dos coletivos e melhorias na infraestrutura de atendimento.
O desafio será organizar uma rede que trate os dois municípios como parte da mesma rotina de deslocamento. Horários compatíveis, conexões previsíveis e regras claras de cobrança serão decisivos para quem utiliza o transporte para trabalhar ou estudar.
A agenda inclui ainda terminais hidroviários em Macapá, Laranjal do Jari e Oiapoque, além de intervenções rodoviárias. No Amapá, os deslocamentos por água precisam entrar no planejamento de passageiros com condições de embarque, segurança e acessibilidade.
A eletrificação proposta terá de vir acompanhada de infraestrutura de recarga, capacidade das garagens e financiamento da operação, para que a compra de veículos resulte em serviço regular.
Bahia: Jerônimo terá de concluir o veículo leve sobre trilhos e avançar na expansão do metrô
A reeleição de Jerônimo Rodrigues mantém no centro da agenda o veículo leve sobre trilhos de Salvador e a expansão metroviária. Durante a campanha, o governador propôs ampliar o alcance do transporte ferroviário até Camaçari.
Há frentes em estágios distintos. Em abril de 2026, o governo estadual anunciou uma nova etapa do veículo leve sobre trilhos no eixo Baixa do Fiscal–Retiro e autorizou o avanço do metrô entre a Lapa e o Campo Grande. A extensão para Camaçari exige projetos, recursos e definição de etapas próprias.
Para o passageiro, o resultado dependerá da conexão entre os novos trechos, os ônibus alimentadores e o restante da rede. Acesso às estações, cobrança integrada e frequência serão tão relevantes quanto a extensão inaugurada.
O segundo mandato terá como cobrança principal transformar as intervenções em uma rede utilizável pelos moradores do Subúrbio Ferroviário e dos municípios metropolitanos, com redução efetiva das transferências e do tempo de viagem.
Ceará: Elmano promete transporte gratuito nos fins de semana e mantém a Linha Leste como obra central
Elmano de Freitas apresentou na reta final da campanha o Vai de Graça, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza. A proposta é permitir viagens gratuitas aos sábados e domingos em ônibus, transporte complementar, metrô e veículos leves sobre trilhos.
A medida pode ampliar o acesso ao lazer, ao comércio e aos serviços, mas sua implantação exigirá definir a abrangência, o financiamento e a oferta de viagens. A gratuidade anunciada para Fortaleza não deve ser confundida com um benefício já assegurado a todas as linhas do estado.
Na infraestrutura, a Linha Leste do Metrô de Fortaleza permanece como uma das principais frentes de execução. O planejamento estadual também inclui o ramal ferroviário de acesso ao aeroporto.
A expectativa para o novo mandato combina a conclusão dos projetos com a integração da rede existente. Será necessário garantir conexões entre ônibus e trilhos, horários compatíveis e capacidade para atender a demanda que o programa de gratuidade pretende estimular.
Goiás: Daniel Vilela promete dois eixos de transporte entre o Entorno e o Distrito Federal
Daniel Vilela propôs um corredor de ônibus entre Luziânia e Santa Maria, no Distrito Federal, e um novo sistema de transporte de passageiros entre Águas Lindas de Goiás e Ceilândia.
Os dois eixos procuram atender deslocamentos que atravessam a divisa diariamente. A execução dependerá de acordos com o governo do Distrito Federal e os municípios, além da definição de operação, financiamento e integração de tarifas.
Na Grande Goiânia, o novo mandato também encontrará a continuidade da modernização do transporte coletivo. Em 2026, a Metrobus anunciou o recebimento de 21 ônibus elétricos Volvo, sendo 16 articulados e cinco biarticulados.
Para o usuário, a avaliação deverá considerar a regularidade dos serviços, o funcionamento das integrações e a redução dos tempos de viagem. No Entorno, a tarifa acumulada e as transferências entre sistemas precisam fazer parte do projeto desde o início.
Maranhão: Braide promete novas estradas e intervenções no trânsito, com desafio de integrar a Grande Ilha
Eduardo Braide propõe o Estrada Nova, para reconstruir e ampliar rodovias estaduais, e o Asfalto Novo, voltado à pavimentação nos municípios. Sua agenda também contempla intervenções para melhorar a circulação em parceria com as prefeituras.
A chegada ao governo amplia o alcance e a complexidade das decisões. Na Grande Ilha, viagens entre São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa exigem planejamento conjunto das linhas, dos pontos de transferência e das condições de circulação.
As obras viárias precisam ser acompanhadas de prioridade aos ônibus e de melhorias no acesso aos pontos. O benefício para o passageiro será limitado se os coletivos continuarem sujeitos aos mesmos congestionamentos, com conexões demoradas.
O transporte aquaviário entre a Ponta da Espera e o Cujupe também integra as responsabilidades da próxima gestão. A agenda de acompanhamento deve considerar disponibilidade das embarcações, manutenção, acessibilidade, capacidade dos terminais e atendimento nos períodos de maior procura.
Mato Grosso: Pivetta terá de transformar as obras dos corredores em operação integrada
Otaviano Pivetta assumirá o novo mandato com uma cobrança imediata sobre o sistema de ônibus de trânsito rápido de Cuiabá e Várzea Grande. Em setembro, prometeu concluir os terminais até dezembro de 2026.
O primeiro eixo liga a região da Avenida do CPA ao Aeroporto Marechal Rondon. O corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa constitui outra frente do projeto e terá continuidade a ser acompanhada no próximo ciclo de governo.
A conclusão das estruturas físicas precisa ser vinculada ao início do serviço. Em 2026, o estado ainda trabalhava na atualização de estudos de demanda, dimensionamento da frota e modelagem da operação e manutenção.
O sistema sucede o projeto de veículo leve sobre trilhos associado à Copa de 2014. Depois dos adiamentos e da mudança de solução, os passageiros precisarão conhecer cronogramas verificáveis, tarifas, linhas alimentadoras e condições de transferência entre Cuiabá e Várzea Grande.
Mato Grosso do Sul: Riedel aposta na conexão rodoviária e terá de aproximar infraestrutura e transporte de passageiros
Eduardo Riedel apresentou a meta de alcançar 6.660 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas até 2030. O programa também prevê fortalecer a aviação regional e integrar diferentes meios de transporte.
A continuidade dos investimentos pode melhorar as condições das viagens intermunicipais, inclusive os deslocamentos para serviços de saúde, educação e trabalho. Os resultados precisam ser acompanhados pela manutenção das estradas, pela segurança e pela disponibilidade de transporte para a população.
Nos projetos de aeroportos e aeródromos, a próxima gestão terá de avaliar como a infraestrutura se converte em conectividade efetiva, com serviços de passageiros e condições operacionais.
Na mobilidade urbana, a atuação estadual pode apoiar os municípios no planejamento e no financiamento. Em Campo Grande e nas cidades que recebem novos empreendimentos, será necessário relacionar expansão habitacional, localização dos empregos e oferta de ônibus, evitando que o crescimento aumente as distâncias para quem depende do transporte coletivo.
Minas Gerais: Cleitinho propõe integração metropolitana e fiscalização das obras do metrô
Cleitinho apresentou um novo marco para a mobilidade urbana metropolitana, com integração tarifária, física e operacional e fiscalização baseada no desempenho dos serviços.
Para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, isso significa enfrentar a organização de viagens que combinam ônibus municipais, linhas metropolitanas e metrô. O passageiro deverá conseguir perceber a mudança no custo das conexões, na espera e na informação disponível.
Na infraestrutura ferroviária, o governador eleito encontrará a modernização da Linha 1 e a implantação da Linha 2, em direção ao Barreiro. Seu programa prevê fiscalizar a concessão para cobrar prazos e investimentos. O governo estadual apresentou em 2026 o cronograma das obras e a incorporação de novos trens.
Cleitinho também propôs destravar o Rodoanel de Belo Horizonte e redirecionar os recursos para outras intervenções caso o projeto permaneça impedido. Nas rodovias, defende investimentos orçamentários e captação federal, com reajustes de pedágio vinculados à entrega das obras previstas.
A necessidade de mobilidade envolve combinar essas frentes: melhorar o serviço existente enquanto as expansões são executadas, com proteção aos passageiros que dependem diariamente das linhas metropolitanas.
Pará: Dr. Daniel assume com propostas para taxistas e aplicativos e uma rede metropolitana de ônibus para administrar
Dr. Daniel prometeu zerar o imposto sobre veículos para motoristas e motociclistas de aplicativo e taxistas, além de criar pontos de apoio para esses profissionais. Também apresentou a intenção de acabar com pedágios e melhorar as estradas.
Essas medidas exigirão definição das condições de acesso, avaliação fiscal e tratamento dos contratos existentes. No caso do apoio aos profissionais, a execução precisa estabelecer localização, serviços e manutenção dos espaços.
Na Região Metropolitana de Belém, o governador eleito encontrará o sistema de ônibus de trânsito rápido em operação, com terminais e regras tarifárias próprias. A prioridade será assegurar que os investimentos se sustentem como serviço: viagens cumpridas, veículos disponíveis, conexões e fiscalização.
A articulação com os ônibus municipais de Belém, Ananindeua e dos demais municípios será fundamental. No interior, o planejamento também precisa considerar o transporte fluvial e as condições de embarque das comunidades atendidas por água.
Paraíba: Lucas Ribeiro terá a Ponte do Futuro e a integração da Grande João Pessoa entre as cobranças
Lucas Ribeiro defendeu a continuidade de projetos de mobilidade na capital e em outros municípios. Uma das principais obras é o complexo Ponte do Futuro, que pretende interligar Cabedelo, Santa Rita e Lucena.
O empreendimento reúne pontes, acessos rodoviários e intervenções complementares, com potencial para reorganizar viagens entre Cabedelo e o Litoral Norte. Durante 2026, a gestão manteve a previsão de conclusão até o fim do ano.
A execução também passou a exigir atenção adicional à segurança após o acidente de setembro, quando o desabamento de uma estrutura deixou uma pessoa morta e duas feridas.
Para o transporte público, a abertura de novas ligações deve ser acompanhada do planejamento das linhas e dos pontos de atendimento. A Grande João Pessoa também dispõe de uma rede ferroviária federal, incluída pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos na consulta de 2026 para aquisição de novos veículos leves sobre trilhos.
O próximo mandato terá de articular infraestrutura viária, ônibus e trens para que as novas rotas beneficiem quem viaja sem automóvel.
Paraná: Moro propõe reorganizar linhas, qualificar terminais e fortalecer o planejamento metropolitano
O programa de Sergio Moro prevê reestruturação das linhas de ônibus e dos eixos metropolitanos, além do Terminal Novo, voltado à reforma e à qualificação de terminais de transferência e pontos de atendimento.
As propostas incluem acessibilidade e melhorias nas condições de uso do transporte. Para a Região Metropolitana de Curitiba, a execução exigirá coordenação entre os serviços municipais e a rede administrada pelo estado.
O Paraná já dispõe de uma estrutura de planejamento metropolitano e de trabalhos para o desenvolvimento integrado da região de Curitiba. O novo governo terá de transformar essas ferramentas em decisões sobre trajetos, horários, contratos e investimentos.
Nos municípios de médio porte, o apoio estadual poderá contribuir para qualificar terminais e conexões regionais. As intervenções devem ser avaliadas pelo funcionamento das transferências, pela informação aos passageiros e pela redução dos tempos de espera, além das condições físicas dos equipamentos.
Pernambuco: Raquel promete frota totalmente climatizada e continuidade dos investimentos metropolitanos
Raquel Lyra assumiu o compromisso de garantir ônibus com ar-condicionado em toda a frota da Região Metropolitana do Recife. Sua agenda contempla veículos elétricos, melhorias nos terminais e continuidade da qualificação dos corredores.
Na campanha, a governadora destacou investimentos nos eixos Norte–Sul e Leste–Oeste, nas estações do sistema de ônibus de trânsito rápido e na política de integração tarifária.
O segundo mandato terá de apresentar um cronograma para completar a climatização e manter os veículos em condições de serviço. A renovação precisa ser acompanhada da infraestrutura necessária aos elétricos, do cumprimento das viagens e da adequação da frota à demanda.
Outra frente será a recuperação do Metrô do Recife e sua conexão com os ônibus. Como a rede ferroviária é federal, mudanças de gestão, investimentos e eventual reorganização dependerão de acordos com a União.
Para o passageiro, a cobrança será por uma viagem integrada, com menos espera e maior confiabilidade nos ônibus e nos trilhos.
Piauí: Fonteles promete levar o metrô às zonas Sul e Norte de Teresina
Rafael Fonteles apresentou a intenção de ampliar o sistema ferroviário de Teresina para as zonas Sul e Norte. Na campanha, afirmou que o estado trabalhava nos projetos para expandir a cobertura da rede.
O novo mandato dará continuidade à modernização já iniciada. Em julho de 2026, o governo entregou mais uma estação na zona Sudeste e informou avanço das intervenções no sistema.
A expansão precisa ser acompanhada da organização das conexões com os ônibus municipais. Frequência, localização das estações e acesso a pé serão determinantes para que os novos trechos sejam utilizados nas viagens diárias.
Também será necessário distinguir o cronograma das obras existentes daquele das expansões ainda em projeto. Para cada etapa, a população deverá conhecer traçado, recursos, contratação e previsão de atendimento.
A pavimentação de ruas e avenidas, igualmente presente na agenda do governador, pode melhorar a circulação dos ônibus, desde que venha acompanhada de planejamento de linhas, pontos acessíveis e prioridade ao transporte coletivo.
Rondônia: Marcos Rogério propõe conectar regiões, fiscalizar acessibilidade e proteger profissionais do transporte
Marcos Rogério apresentou o Rotas do Desenvolvimento, voltado à pavimentação e à conexão entre regiões, e o Rondônia Sem Atoleiro, para manutenção planejada de vias em parceria com os municípios.
No transporte de passageiros, o programa prevê fiscalização da acessibilidade dos veículos intermunicipais, incluindo equipamentos funcionando e preparação dos condutores para o atendimento.
Outra proposta é o Rota Protegida, destinado à segurança de taxistas, mototaxistas, motoristas de aplicativos e profissionais de diferentes modalidades de transporte. O plano contempla recursos tecnológicos para comunicação de emergências e localização.
A execução deverá combinar recuperação de acessos com fiscalização dos serviços e condições de viagem. Para os moradores do interior, estradas transitáveis durante o ano são necessárias para chegar às escolas, aos hospitais e aos centros regionais.
Nas áreas atendidas por rios, terminais e segurança das embarcações também precisam integrar o planejamento, com responsabilidades e mecanismos de acompanhamento definidos.
Roraima: Arthur Henrique promete transporte para comunidades do Baixo Rio Branco
Arthur Henrique apresentou a implantação de transporte público de passageiros e cargas para comunidades do Baixo Rio Branco como um compromisso de campanha.
A proposta procura atender moradores que dependem de serviços privados para sair das localidades e acessar estudo, trabalho e atendimento de saúde. Para avançar, precisará definir rotas, frequência, formas de contratação, financiamento e condições de embarque.
O programa também contempla recuperação de pontes e estradas vicinais e melhorias no transporte escolar. No Baixo Rio Branco, os acessos fluviais devem ser planejados considerando as condições de navegação e a continuidade do atendimento.
O próximo governo encontrará ainda iniciativas de infraestrutura, como a contratação de um aeródromo em Santa Maria do Boiaçu. A articulação entre transporte aéreo, terrestre e fluvial deve considerar as necessidades concretas dos moradores.
A principal cobrança será transformar os anúncios em serviços previsíveis, para que deslocamentos essenciais possam ser programados com segurança.
Rio Grande do Sul: Zucco promete integrar ônibus e trem, com bilhetagem e fiscalização compartilhadas
Luciano Zucco apresentou uma agenda específica para reorganizar a mobilidade metropolitana. Entre as propostas estão integração entre ônibus municipais, metropolitanos e Trensurb, bilhetagem interoperável, descontos nas conexões e uma estrutura de gestão compartilhada entre governos.
O plano também prevê contratos vinculados à qualidade, fiscalização em tempo real, renovação da frota e prioridade aos ônibus nos corredores, em acordo com os municípios.
Para o usuário, a proposta pode representar menos cobranças acumuladas, transferências mais rápidas e informação unificada. A execução exigirá definir a compensação financeira entre os operadores e as responsabilidades de cada ente.
A recuperação e a proteção da infraestrutura ferroviária e rodoviária diante de eventos climáticos constituem outra frente. As enchentes de 2024 demonstraram a necessidade de rotas alternativas e continuidade operacional.
O compromisso do novo governo inclui articular com a União e a Trensurb a integração e a recuperação resiliente do sistema. Expansões ferroviárias dependerão de demanda, projeto e financiamento próprios.
Santa Catarina: Jorginho promete continuidade das rodovias e encontrará o projeto aquaviário da Grande Florianópolis
Jorginho Mello apresentou a continuidade do Estrada Boa e a aceleração da Viamar, corredor rodoviário planejado paralelamente à rodovia federal que atravessa o litoral catarinense.
A execução deverá distinguir as etapas de projeto, licenciamento, contratação e obra. Para a mobilidade, será necessário avaliar como os novos acessos se relacionarão com os serviços de ônibus e com a circulação entre municípios.
Na Grande Florianópolis, o transporte aquaviário permanece como outra frente de planejamento. Em janeiro de 2026, a InvestSC apresentou uma oportunidade de concessão com estudos de viabilidade para ligações entre São José e o Centro de Florianópolis.
O projeto considera embarcações, terminais e integração com outros meios de transporte. Sua transformação em serviço depende da viabilidade, das condições operacionais e da tarifa.
A próxima gestão terá de combinar as intervenções rodoviárias com o fortalecimento do transporte coletivo, especialmente nas viagens entre a Ilha e o Continente e nas conexões metropolitanas.
São Paulo: Tarcísio terá de entregar expansões, fiscalizar concessões e resolver os atrasos do corredor de ônibus do ABC
Tarcísio de Freitas apresentou a continuidade da expansão de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos e corredores de ônibus, com maior integração entre os sistemas.
O segundo mandato encontrará uma extensa carteira de projetos, entre eles a Linha 6–Laranja, a expansão da Linha 2–Verde e o Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas. As etapas precisam ser acompanhadas separadamente, considerando obras civis, sistemas, trens, testes e início do atendimento.
No Grande ABC, a execução do corredor de ônibus entre a região e a capital permanece como uma cobrança. Em setembro, Tarcísio afirmou que o contrato poderia ser encerrado por descumprimento caso o empreendimento não fosse entregue ainda em 2026.
A agenda de concessões exigirá fiscalização dos investimentos e da operação. Pontualidade, cumprimento de viagens, conservação, acessibilidade e resposta às falhas serão critérios para avaliar os resultados.
A integração tarifária e operacional também deverá avançar para que a expansão física da rede se traduza em trajetos mais simples. Uma nova estação precisa contar com acessos e conexões adequados aos bairros que pretende atender.
Nos ônibus metropolitanos, o estado terá de coordenar a renovação de frota e a transição energética com a infraestrutura e o financiamento. Nas cidades, inclusive na capital, os serviços municipais continuarão sob responsabilidade das prefeituras, exigindo cooperação para corredores e integrações.
Sergipe: Mitidieri promete veículo leve sobre trilhos e terá de definir a operação regional
Fábio Mitidieri reafirmou o compromisso de implantar um veículo leve sobre trilhos para conectar Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Laranjeiras, com aproveitamento de parte da malha ferroviária existente.
Em julho de 2026, foi assinado um acordo de cooperação para iniciar os procedimentos de viabilização. A etapa deve ser acompanhada pela apresentação dos projetos, pela definição do financiamento e pela contratação das intervenções necessárias.
O governador também apresentou o Arco Metropolitano e a nova ponte entre Aracaju e Barra dos Coqueiros em sua agenda de infraestrutura.
O novo mandato terá de explicar como essas iniciativas funcionarão com as linhas de ônibus da região. No caso dos trilhos, será necessário definir operador, manutenção, frequência e política tarifária.
A integração com terminais e linhas alimentadoras será decisiva para o alcance do serviço. O planejamento deve considerar os deslocamentos entre os quatro municípios e a continuidade das viagens até os bairros.
Acre: segundo turno confronta propostas para rodovias, acessos e integração do território
Mailza Assis e Alan Rick levam ao segundo turno propostas de melhoria das conexões do Acre. A agenda de Mailza contempla rodovias, ramais, pontes, aeródromos e acessos fluviais. Alan apresenta o Acre Interligado, com intervenções rodoviárias e propostas de contornos urbanos.
Entre as frentes citadas por Alan estão um arco metropolitano em Rio Branco e ligações para melhorar a circulação na região de Brasileia e Epitaciolândia. Os candidatos também tratam das rodovias federais que conectam o estado, cuja execução exige participação da União.
A necessidade principal é assegurar viagens confiáveis durante o ano, com manutenção adequada às condições locais. A dificuldade de acesso afeta transporte escolar, deslocamentos intermunicipais e atendimento de saúde.
No segundo turno, os programas precisarão detalhar prioridades, fontes de recursos e o atendimento por transporte público. Nas áreas mais afastadas, a avaliação deverá considerar também embarcações, terminais e serviços aéreos, conforme as necessidades de cada região.
Amazonas: Omar prioriza a conclusão do Anel Leste; Maria do Carmo propõe o Expresso Oeste
Omar Aziz inclui a conclusão do Anel Leste entre as intervenções para melhorar a mobilidade de Manaus e estruturar conexões entre áreas residenciais e de emprego.
Professora Maria do Carmo propõe o Expresso Oeste, uma ligação viária suspensa a partir da região da Ponta Negra, com primeira etapa em direção à área central. A candidata apresentou estimativa de R$ 3,8 bilhões e mencionou recursos estaduais e financiamento internacional.
Os dois compromissos exigem detalhamento sobre execução e benefício ao transporte público. Será necessário explicar como os corredores atenderão ônibus, reduzirão tempos de viagem e se conectarão ao sistema municipal.
Fora de Manaus, a mobilidade estadual envolve sobretudo os rios. A próxima gestão deverá considerar embarcações, terminais, segurança, acessibilidade e condições de atendimento durante mudanças no nível das águas.
O segundo turno abre espaço para esclarecer como as grandes propostas da capital se combinam com a circulação de passageiros no interior.
Distrito Federal: Celina e Grass disputam o modelo de gratuidade e a expansão do metrô
Celina Leão propõe ampliar a gratuidade para a população de baixa renda, expandir a Linha 1 do metrô e avançar em uma Linha 2 em direção ao Gama.
Leandro Grass defende implantação progressiva de tarifa zero com alcance mais amplo, bilhete único com o Entorno e investimento no sistema público de transporte.
A diferença envolve o público atendido e a forma de expansão do benefício. O segundo turno deverá esclarecer quem terá direito à gratuidade, em que prazo, com qual financiamento e com qual oferta de ônibus e metrô.
A expansão ferroviária exige separar intervenções em desenvolvimento de novos trechos que dependem de estudos e contratação. A integração com os municípios goianos será igualmente relevante.
Como Daniel Vilela já foi eleito em Goiás, a próxima gestão do Distrito Federal terá de negociar desde o início os projetos de Luziânia–Santa Maria e Águas Lindas–Ceilândia, com regras conjuntas para operação e tarifas.
Espírito Santo: Pazolini propõe modernizar o Transcol; Ferraço aposta em novas conexões e expansão aquaviária
Lorenzo Pazolini apresentou propostas de modernização do Transcol, qualificação dos terminais e integração com os sistemas municipais.
Ricardo Ferraço propõe uma nova ponte paralela à Florentino Avidos, expansão do transporte aquaviário, novas embarcações e melhorias nas conexões com os ônibus. Sua agenda também contempla infraestrutura cicloviária e acesso aos terminais.
O governo estadual colocou em operação, em maio de 2026, a estação aquaviária da Rodoviária de Vitória. Com isso, o sistema passou a contar com quatro pontos de embarque e desembarque na Grande Vitória.
A disputa deverá esclarecer como as propostas ampliarão frequência, cobertura e velocidade do transporte coletivo. A expansão aquaviária precisa considerar horários compatíveis com o Transcol e acesso adequado às estações.
Nas obras viárias, a avaliação para o passageiro deverá incluir prioridade aos ônibus e conexões com os terminais, além da circulação de veículos em geral.
Rio de Janeiro: integração tarifária e recuperação dos trens estão no centro da disputa, com resultado sujeito a decisão judicial
O Rio de Janeiro exige acompanhamento eleitoral adicional. Douglas Ruas e Eduardo Paes aparecem na disputa seguinte, mas o cálculo dos votos válidos poderá mudar conforme a decisão sobre os votos de Anthony Garotinho. A eventual confirmação da vitória de Ruas no primeiro turno alteraria o quadro nacional.
Na mobilidade, Ruas apresenta propostas de integração entre trens, metrô, barcas, ônibus e corredores de trânsito rápido. Seu programa contempla estudos e captação para a Linha 3 e um corredor metropolitano na Baixada Fluminense, além de acompanhamento dos indicadores de qualidade.
Paes promete recuperar a rede ferroviária, implantar bilhetagem eletrônica estadual, subsidiar o transporte intermunicipal e expandir o metrô. Durante a campanha, citou a extensão da Linha 2, a ligação em direção a São Gonçalo e atendimento a Belford Roxo e São João de Meriti.
A necessidade imediata é garantir confiabilidade ao serviço de trens e reduzir o peso das conexões no orçamento dos passageiros. A integração precisa abranger a Baixada, o Leste Fluminense e as viagens por barcas, com horários e regras de cobrança compreensíveis.
A Linha 3 permanece como uma proposta de grande porte. Sua execução exige definição de traçado, projeto, licenciamento, financiamento e contrato. Esses passos deverão ser apresentados ao público para permitir a cobrança de marcos concretos.
O próximo governo terá de atuar simultaneamente sobre as expansões e sobre a qualidade das viagens que já existem.
Rio Grande do Norte: Allyson e Cadu propõem uma terceira ponte em Natal, mas terão de explicar o atendimento por transporte coletivo
Allyson Bezerra e Cadu de Lula apresentaram a terceira ponte sobre o Rio Potengi como uma alternativa de mobilidade para Natal.
Allyson também propõe integrar as avenidas Itapetinga e das Fronteiras às pontes de Igapó e Newton Navarro. Em Mossoró, defendeu articulação com a União e a bancada federal para duplicar a Avenida Francisco Mota.
O segundo turno deverá esclarecer traçados, recursos, etapas e o papel do transporte coletivo nesses projetos. Para os moradores da Zona Norte e dos municípios metropolitanos, o resultado depende também de linhas, frequência e conexões.
A rede ferroviária federal de Natal constitui outra frente de articulação. Em 2026, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos incluiu o sistema em sua consulta para aquisição de novos veículos leves sobre trilhos.
O próximo governador precisará coordenar estado, prefeituras e União para aproximar os investimentos da rotina dos passageiros de Natal, da região metropolitana, de Mossoró e do interior.
Tocantins: Dorinha e Vicentinho prometem extinguir a cobrança do fundo de transporte e terão de definir o financiamento das obras
Professora Dorinha e Vicentinho Júnior assumiram o compromisso de extinguir a cobrança associada ao Fundo Estadual de Transporte.
Como o mecanismo foi criado para financiar infraestrutura, a disputa exige explicar quais receitas substituirão os recursos e como serão mantidos os investimentos e a manutenção das vias.
Vicentinho também apresentou propostas de ampliação da pavimentação e conexão entre diferentes meios de transporte. O detalhamento das prioridades e do financiamento será necessário para avaliar as etapas possíveis no próximo mandato.
Para os passageiros, a agenda envolve condições das estradas, segurança das viagens, transporte escolar e oferta intermunicipal. A regulação precisa acompanhar horários, acessibilidade e condições dos veículos.
Nos centros urbanos, a cooperação com as prefeituras deverá relacionar crescimento dos bairros, terminais e acesso ao transporte. O segundo turno será a oportunidade de esclarecer como a infraestrutura anunciada chegará ao atendimento cotidiano da população.
A cobrança depois das urnas: recursos, prazos e resultados que o passageiro consiga perceber
Os governos eleitos encontrarão projetos em situações distintas: obras em execução, serviços que precisam de recuperação e propostas que ainda dependem de estudos. O orçamento de 2027 e o planejamento dos quatro anos deverão mostrar quais compromissos terão recursos e prioridade.
Nas reeleições, a continuidade permite cobrar os cronogramas já anunciados. Nos estados com novos governadores, a transição precisará identificar contratos, obrigações e projetos existentes para definir a execução sem interromper o atendimento.
A renovação dos ônibus e a mudança da matriz energética exigirão planejamento de operação, manutenção e infraestrutura. A expansão da gratuidade dependerá de financiamento e oferta suficientes. Nos trilhos, o benefício das novas linhas estará ligado às conexões com os bairros e com os ônibus.
Para acompanhar os próximos quatro anos, os indicadores mais próximos da população serão viagens cumpridas, tempo de espera, custo das integrações, acessibilidade, segurança e tempo total de deslocamento. É nesses resultados que as promessas de mobilidade precisarão aparecer.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


