Governo do RS contrata por R$ 44,29 milhões duplicação do Caminho do Meio em Alvorada; projeto prevê infraestrutura para ônibus
Publicado em: 1 de outubro de 2026
Contrato com o Consórcio TB-ETEL integra empreendimento metropolitano de aproximadamente 23 quilômetros que também abrange Porto Alegre e Viamão; veja características técnicas, investimentos e prazos de cada trecho
ADAMO BAZANI
O Governo do Rio Grande do Sul formalizou a contratação das obras de duplicação do Caminho do Meio no município de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por R$ 44.295.570. O contrato, publicado no Diário Oficial desta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, foi firmado com o Consórcio TB-ETEL e contempla a elaboração do projeto executivo e a execução das intervenções viárias. O trecho possui aproximadamente 4,38 quilômetros e faz parte de um empreendimento metropolitano que prevê melhorias para o transporte coletivo, incluindo infraestrutura para ônibus, além de intervenções destinadas a pedestres e ciclistas.
A contratação representa uma nova etapa de um projeto que pretende estabelecer uma ligação viária entre Porto Alegre, Alvorada e Viamão, com aproximadamente 23 quilômetros de extensão. O trecho de Viamão, com 11,4 quilômetros, já teve contrato e ordem de início assinados em janeiro de 2026. A parte localizada em Porto Alegre possui aproximadamente 7,3 quilômetros. O novo contrato de Alvorada terá vigência de 600 dias, contados a partir da autorização de início dos serviços, e prevê que a empresa contratada seja responsável tanto pelo desenvolvimento do projeto executivo quanto pela execução das obras.
Contrato de Alvorada estabelece empresa responsável, investimento e prazo
A publicação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano identifica o Consórcio TB-ETEL como responsável pela execução do trecho de Alvorada.
O contrato é resultado da concorrência eletrônica realizada pelo Governo do Estado para a contratação das obras.
A modalidade utilizada é a contratação semi-integrada, prevista na legislação federal de licitações.
Nesse modelo, a administração pública estabelece as condições e os projetos necessários à contratação, enquanto a empresa vencedora assume a elaboração do projeto executivo e a execução das obras.
O contrato vincula a execução aos projetos, memoriais, especificações técnicas, detalhes construtivos, catálogo de componentes e planilha orçamentária que integram o procedimento licitatório.
O valor contratado é de R$ 44.295.570.
A vigência será de 600 dias, contados a partir do recebimento da autorização para início dos serviços.
Existe uma diferença importante entre a vigência contratual e o prazo efetivo de execução.
A vigência corresponde ao período durante o qual o instrumento permanece válido, abrangendo as obrigações estabelecidas entre as partes.
Já a execução corresponde ao período destinado à realização das atividades contratadas.
O planejamento apresentado anteriormente pelo Governo do Estado previa aproximadamente 15 meses para a execução do trecho de Alvorada.
A publicação desta segunda-feira formaliza o contrato, mas a contagem de sua vigência depende da autorização de início dos serviços.
Portanto, a data de conclusão efetiva deverá ser acompanhada a partir dessa autorização e do cronograma estabelecido para a execução.
Projeto completo integra Porto Alegre, Alvorada e Viamão
O Caminho do Meio foi concebido para ampliar as alternativas de circulação entre três municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre.
O empreendimento prevê a duplicação de vias que formam um eixo de ligação entre a capital, Alvorada e Viamão.
Além da circulação dos automóveis e dos veículos de carga, o projeto contempla melhorias para o transporte coletivo, pedestres e ciclistas.
Entre os objetivos apresentados pelo Estado estão o aumento da capacidade viária, a melhoria das condições de segurança e a criação de uma alternativa de deslocamento em relação às ligações existentes.
A infraestrutura projetada inclui canteiros centrais, instalações destinadas aos ônibus, passeios, ciclovias, iluminação, drenagem e intervenções de acessibilidade.
Esses elementos possuem importância porque o empreendimento atravessa regiões utilizadas diariamente por pessoas que se deslocam entre os municípios para trabalhar, estudar e acessar serviços.
A implantação do projeto está dividida em três contratos territoriais, correspondentes aos trechos de Porto Alegre, Alvorada e Viamão.
O planejamento apresentado em janeiro de 2026 estabelecia investimento global estimado em R$ 264,14 milhões.
Os valores deverão ser acompanhados conforme os resultados das contratações e eventuais atualizações orçamentárias.
Confira as características e os investimentos dos três trechos
| Município | Extensão | Investimento de referência |
|---|---|---|
| Porto Alegre | 7,30 km | R$ 78,27 milhões |
| Alvorada | 4,38 km | R$ 47,37 milhões |
| Viamão | 11,40 km | R$ 138,50 milhões |
| Total | 23,08 km | R$ 264,14 milhões |
Os valores apresentados correspondem ao planejamento divulgado pelo Governo do Estado em janeiro de 2026.
A contratação formalizada para Alvorada nesta segunda-feira estabelece o valor efetivo de R$ 44.295.570, inferior à estimativa utilizada naquela apresentação.
Consequentemente, o custo global do empreendimento deverá ser atualizado considerando os contratos efetivamente celebrados e os resultados das demais etapas.
A redução entre o valor de referência e o contrato de Alvorada é de aproximadamente R$ 3,07 milhões.
É importante considerar que as extensões, os custos e os cronogramas foram estabelecidos para diferentes trechos do projeto.
As condições de execução também são distintas, uma vez que as obras atravessam municípios diferentes e precisam ser compatibilizadas com a infraestrutura urbana existente.
Transporte coletivo: projeto prevê estrutura para circulação e atendimento dos ônibus
Um dos componentes previstos para o Caminho do Meio é a qualificação da infraestrutura utilizada pelo transporte coletivo.
O projeto estadual contempla faixa para ônibus e estruturas destinadas ao embarque e desembarque de passageiros.
A melhoria das condições de circulação pode contribuir para reduzir os conflitos entre ônibus e outros veículos e tornar mais regulares os deslocamentos metropolitanos.
Entretanto, a extensão e as características operacionais de cada faixa precisam ser examinadas nos projetos executivos correspondentes.
A existência de infraestrutura destinada aos ônibus também não significa, necessariamente, a implantação de um sistema BRT.
Um BRT envolve um conjunto de características operacionais que podem incluir segregação física, estações específicas, controle operacional e outros mecanismos de prioridade.
O empreendimento Caminho do Meio deve ser compreendido inicialmente como um projeto de duplicação e qualificação viária, com infraestrutura destinada também ao transporte coletivo.
A avaliação dos benefícios efetivos dependerá das características implantadas, da organização dos serviços e da integração com as linhas existentes.
A conclusão das obras também exigirá medidas operacionais para aproveitar a nova infraestrutura.
Isso poderá envolver o planejamento dos itinerários, a localização dos pontos de parada e a compatibilização entre serviços que atendem diferentes municípios, conforme as competências dos órgãos responsáveis.
Viamão: contrato de R$ 138,5 milhões foi assinado em janeiro
A implantação do Caminho do Meio teve uma etapa importante em 15 de janeiro de 2026.
Naquela data, o Governo do Estado assinou o contrato e a ordem para início dos serviços de duplicação do trecho localizado em Viamão.
O investimento anunciado foi de R$ 138,5 milhões.
A extensão prevista é de aproximadamente 11,4 quilômetros.
O contrato foi firmado com o consórcio responsável pelas obras e possui prazo de execução previsto de 27 meses.
A implantação desse trecho é importante para a continuidade do eixo metropolitano.
Uma obra dessa natureza precisa ser planejada considerando não apenas os quilômetros duplicados individualmente, mas também as ligações com os trechos existentes e com as vias que receberão o tráfego.
A infraestrutura também deverá ser compatível com as necessidades dos moradores das regiões atravessadas.
Isso envolve acessos, travessias, iluminação, drenagem e condições de circulação para diferentes usuários.
O planejamento estadual identifica o empreendimento como uma alternativa de ligação à ERS-040.
A duplicação do Caminho do Meio também poderá oferecer outra possibilidade de deslocamento em direção a Porto Alegre, embora os resultados efetivos dependam da conclusão das intervenções e das condições de circulação de toda a rede.
Porto Alegre: terceiro trecho deverá completar a ligação metropolitana
O trecho previsto para Porto Alegre possui aproximadamente 7,3 quilômetros.
Na apresentação estadual de janeiro, o investimento de referência era de R$ 78,27 milhões.
O prazo previsto naquela ocasião era de 20 meses.
A intervenção integra o conjunto de obras necessárias à formação do eixo metropolitano.
Diferentemente de uma duplicação isolada, o empreendimento envolve a continuidade das características viárias e a integração entre os trechos.
O planejamento precisa considerar aspectos como geometria das vias, drenagem, sinalização, travessias e condições de circulação do transporte coletivo.
Também é importante observar a articulação entre os projetos executados dentro dos três municípios.
A conclusão de um único trecho poderá produzir melhorias localizadas, mas a implantação de todo o corredor permitirá estabelecer a ligação metropolitana projetada.
Os efeitos sobre os deslocamentos deverão ser avaliados posteriormente, considerando os tempos de viagem, os volumes de tráfego e as condições de utilização dos ônibus.
Pedestres, ciclistas e acessibilidade também integram o empreendimento
Embora a duplicação seja a intervenção de maior destaque, o Caminho do Meio possui outros componentes de mobilidade.
O planejamento estadual inclui passeios, ciclovias, iluminação pública, drenagem e recursos de acessibilidade.
Essas intervenções são relevantes porque os deslocamentos realizados em transporte coletivo começam e terminam, normalmente, com percursos a pé.
A existência de uma faixa destinada aos ônibus, por exemplo, precisa ser acompanhada de condições adequadas de acesso aos pontos de parada.
Também é necessário garantir travessias e espaços de circulação compatíveis com as características das vias.
O projeto prevê infraestrutura destinada a diferentes formas de deslocamento, mas os detalhes de cada intervenção deverão ser observados nos projetos executivos.
No caso de Alvorada, a contratação semi-integrada estabelece que o consórcio vencedor será responsável pela elaboração dessa etapa do projeto e pela execução das obras.
Os próximos passos após a publicação do contrato
A formalização do contrato de Alvorada estabelece as condições administrativas para o desenvolvimento da nova etapa.
O instrumento vincula o consórcio contratado ao valor de R$ 44,29 milhões e às obrigações estabelecidas no processo licitatório.
A contagem da vigência dependerá da autorização de início dos serviços.
Posteriormente, será possível acompanhar a elaboração do projeto executivo, as etapas de implantação e o cumprimento do cronograma.
A integração entre os trechos de Alvorada, Porto Alegre e Viamão será um dos aspectos necessários para compreender o andamento do empreendimento.
Para os passageiros do transporte metropolitano, as características efetivamente implantadas para os ônibus e a organização operacional dos serviços serão determinantes para transformar os investimentos viários em melhorias nos deslocamentos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



