Governo do RS contrata por R$ 44,29 milhões duplicação do Caminho do Meio em Alvorada; projeto prevê infraestrutura para ônibus

Contrato com o Consórcio TB-ETEL integra empreendimento metropolitano de aproximadamente 23 quilômetros que também abrange Porto Alegre e Viamão; veja características técnicas, investimentos e prazos de cada trecho

ADAMO BAZANI

O Governo do Rio Grande do Sul formalizou a contratação das obras de duplicação do Caminho do Meio no município de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por R$ 44.295.570. O contrato, publicado no Diário Oficial desta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, foi firmado com o Consórcio TB-ETEL e contempla a elaboração do projeto executivo e a execução das intervenções viárias. O trecho possui aproximadamente 4,38 quilômetros e faz parte de um empreendimento metropolitano que prevê melhorias para o transporte coletivo, incluindo infraestrutura para ônibus, além de intervenções destinadas a pedestres e ciclistas.

A contratação representa uma nova etapa de um projeto que pretende estabelecer uma ligação viária entre Porto Alegre, Alvorada e Viamão, com aproximadamente 23 quilômetros de extensão. O trecho de Viamão, com 11,4 quilômetros, já teve contrato e ordem de início assinados em janeiro de 2026. A parte localizada em Porto Alegre possui aproximadamente 7,3 quilômetros. O novo contrato de Alvorada terá vigência de 600 dias, contados a partir da autorização de início dos serviços, e prevê que a empresa contratada seja responsável tanto pelo desenvolvimento do projeto executivo quanto pela execução das obras.

Contrato de Alvorada estabelece empresa responsável, investimento e prazo

A publicação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano identifica o Consórcio TB-ETEL como responsável pela execução do trecho de Alvorada.

O contrato é resultado da concorrência eletrônica realizada pelo Governo do Estado para a contratação das obras.

A modalidade utilizada é a contratação semi-integrada, prevista na legislação federal de licitações.

Nesse modelo, a administração pública estabelece as condições e os projetos necessários à contratação, enquanto a empresa vencedora assume a elaboração do projeto executivo e a execução das obras.

O contrato vincula a execução aos projetos, memoriais, especificações técnicas, detalhes construtivos, catálogo de componentes e planilha orçamentária que integram o procedimento licitatório.

O valor contratado é de R$ 44.295.570.

A vigência será de 600 dias, contados a partir do recebimento da autorização para início dos serviços.

Existe uma diferença importante entre a vigência contratual e o prazo efetivo de execução.

A vigência corresponde ao período durante o qual o instrumento permanece válido, abrangendo as obrigações estabelecidas entre as partes.

Já a execução corresponde ao período destinado à realização das atividades contratadas.

O planejamento apresentado anteriormente pelo Governo do Estado previa aproximadamente 15 meses para a execução do trecho de Alvorada.

A publicação desta segunda-feira formaliza o contrato, mas a contagem de sua vigência depende da autorização de início dos serviços.

Portanto, a data de conclusão efetiva deverá ser acompanhada a partir dessa autorização e do cronograma estabelecido para a execução.

Projeto completo integra Porto Alegre, Alvorada e Viamão

O Caminho do Meio foi concebido para ampliar as alternativas de circulação entre três municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre.

O empreendimento prevê a duplicação de vias que formam um eixo de ligação entre a capital, Alvorada e Viamão.

Além da circulação dos automóveis e dos veículos de carga, o projeto contempla melhorias para o transporte coletivo, pedestres e ciclistas.

Entre os objetivos apresentados pelo Estado estão o aumento da capacidade viária, a melhoria das condições de segurança e a criação de uma alternativa de deslocamento em relação às ligações existentes.

A infraestrutura projetada inclui canteiros centrais, instalações destinadas aos ônibus, passeios, ciclovias, iluminação, drenagem e intervenções de acessibilidade.

Esses elementos possuem importância porque o empreendimento atravessa regiões utilizadas diariamente por pessoas que se deslocam entre os municípios para trabalhar, estudar e acessar serviços.

A implantação do projeto está dividida em três contratos territoriais, correspondentes aos trechos de Porto Alegre, Alvorada e Viamão.

O planejamento apresentado em janeiro de 2026 estabelecia investimento global estimado em R$ 264,14 milhões.

Os valores deverão ser acompanhados conforme os resultados das contratações e eventuais atualizações orçamentárias.

Confira as características e os investimentos dos três trechos

Município Extensão Investimento de referência
Porto Alegre 7,30 km R$ 78,27 milhões
Alvorada 4,38 km R$ 47,37 milhões
Viamão 11,40 km R$ 138,50 milhões
Total 23,08 km R$ 264,14 milhões

Os valores apresentados correspondem ao planejamento divulgado pelo Governo do Estado em janeiro de 2026.

A contratação formalizada para Alvorada nesta segunda-feira estabelece o valor efetivo de R$ 44.295.570, inferior à estimativa utilizada naquela apresentação.

Consequentemente, o custo global do empreendimento deverá ser atualizado considerando os contratos efetivamente celebrados e os resultados das demais etapas.

A redução entre o valor de referência e o contrato de Alvorada é de aproximadamente R$ 3,07 milhões.

É importante considerar que as extensões, os custos e os cronogramas foram estabelecidos para diferentes trechos do projeto.

As condições de execução também são distintas, uma vez que as obras atravessam municípios diferentes e precisam ser compatibilizadas com a infraestrutura urbana existente.

Transporte coletivo: projeto prevê estrutura para circulação e atendimento dos ônibus

Um dos componentes previstos para o Caminho do Meio é a qualificação da infraestrutura utilizada pelo transporte coletivo.

O projeto estadual contempla faixa para ônibus e estruturas destinadas ao embarque e desembarque de passageiros.

A melhoria das condições de circulação pode contribuir para reduzir os conflitos entre ônibus e outros veículos e tornar mais regulares os deslocamentos metropolitanos.

Entretanto, a extensão e as características operacionais de cada faixa precisam ser examinadas nos projetos executivos correspondentes.

A existência de infraestrutura destinada aos ônibus também não significa, necessariamente, a implantação de um sistema BRT.

Um BRT envolve um conjunto de características operacionais que podem incluir segregação física, estações específicas, controle operacional e outros mecanismos de prioridade.

O empreendimento Caminho do Meio deve ser compreendido inicialmente como um projeto de duplicação e qualificação viária, com infraestrutura destinada também ao transporte coletivo.

A avaliação dos benefícios efetivos dependerá das características implantadas, da organização dos serviços e da integração com as linhas existentes.

A conclusão das obras também exigirá medidas operacionais para aproveitar a nova infraestrutura.

Isso poderá envolver o planejamento dos itinerários, a localização dos pontos de parada e a compatibilização entre serviços que atendem diferentes municípios, conforme as competências dos órgãos responsáveis.

Viamão: contrato de R$ 138,5 milhões foi assinado em janeiro

A implantação do Caminho do Meio teve uma etapa importante em 15 de janeiro de 2026.

Naquela data, o Governo do Estado assinou o contrato e a ordem para início dos serviços de duplicação do trecho localizado em Viamão.

O investimento anunciado foi de R$ 138,5 milhões.

A extensão prevista é de aproximadamente 11,4 quilômetros.

O contrato foi firmado com o consórcio responsável pelas obras e possui prazo de execução previsto de 27 meses.

A implantação desse trecho é importante para a continuidade do eixo metropolitano.

Uma obra dessa natureza precisa ser planejada considerando não apenas os quilômetros duplicados individualmente, mas também as ligações com os trechos existentes e com as vias que receberão o tráfego.

A infraestrutura também deverá ser compatível com as necessidades dos moradores das regiões atravessadas.

Isso envolve acessos, travessias, iluminação, drenagem e condições de circulação para diferentes usuários.

O planejamento estadual identifica o empreendimento como uma alternativa de ligação à ERS-040.

A duplicação do Caminho do Meio também poderá oferecer outra possibilidade de deslocamento em direção a Porto Alegre, embora os resultados efetivos dependam da conclusão das intervenções e das condições de circulação de toda a rede.

Porto Alegre: terceiro trecho deverá completar a ligação metropolitana

O trecho previsto para Porto Alegre possui aproximadamente 7,3 quilômetros.

Na apresentação estadual de janeiro, o investimento de referência era de R$ 78,27 milhões.

O prazo previsto naquela ocasião era de 20 meses.

A intervenção integra o conjunto de obras necessárias à formação do eixo metropolitano.

Diferentemente de uma duplicação isolada, o empreendimento envolve a continuidade das características viárias e a integração entre os trechos.

O planejamento precisa considerar aspectos como geometria das vias, drenagem, sinalização, travessias e condições de circulação do transporte coletivo.

Também é importante observar a articulação entre os projetos executados dentro dos três municípios.

A conclusão de um único trecho poderá produzir melhorias localizadas, mas a implantação de todo o corredor permitirá estabelecer a ligação metropolitana projetada.

Os efeitos sobre os deslocamentos deverão ser avaliados posteriormente, considerando os tempos de viagem, os volumes de tráfego e as condições de utilização dos ônibus.

Pedestres, ciclistas e acessibilidade também integram o empreendimento

Embora a duplicação seja a intervenção de maior destaque, o Caminho do Meio possui outros componentes de mobilidade.

O planejamento estadual inclui passeios, ciclovias, iluminação pública, drenagem e recursos de acessibilidade.

Essas intervenções são relevantes porque os deslocamentos realizados em transporte coletivo começam e terminam, normalmente, com percursos a pé.

A existência de uma faixa destinada aos ônibus, por exemplo, precisa ser acompanhada de condições adequadas de acesso aos pontos de parada.

Também é necessário garantir travessias e espaços de circulação compatíveis com as características das vias.

O projeto prevê infraestrutura destinada a diferentes formas de deslocamento, mas os detalhes de cada intervenção deverão ser observados nos projetos executivos.

No caso de Alvorada, a contratação semi-integrada estabelece que o consórcio vencedor será responsável pela elaboração dessa etapa do projeto e pela execução das obras.

Os próximos passos após a publicação do contrato

A formalização do contrato de Alvorada estabelece as condições administrativas para o desenvolvimento da nova etapa.

O instrumento vincula o consórcio contratado ao valor de R$ 44,29 milhões e às obrigações estabelecidas no processo licitatório.

A contagem da vigência dependerá da autorização de início dos serviços.

Posteriormente, será possível acompanhar a elaboração do projeto executivo, as etapas de implantação e o cumprimento do cronograma.

A integração entre os trechos de Alvorada, Porto Alegre e Viamão será um dos aspectos necessários para compreender o andamento do empreendimento.

Para os passageiros do transporte metropolitano, as características efetivamente implantadas para os ônibus e a organização operacional dos serviços serão determinantes para transformar os investimentos viários em melhorias nos deslocamentos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Assine

Assine para receber as notícias do Diário do Transporte direto em seu e-mail.

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Informe Publicitário
Comentários

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo