Prefeitura de São Paulo autoriza R$ 3,65 milhões para obter áreas da ligação Hélio Pellegrino–Bandeirantes
Publicado em: 30 de setembro de 2026
Dois depósitos em ações de desapropriação integram a preparação de um novo eixo viário no Itaim Bibi, previsto na Operação Urbana Faria Lima
ADAMO BAZANI
A Prefeitura de São Paulo autorizou dois depósitos, que somam R$ 3.654.639,70, em ações de desapropriação de imóveis necessários à futura ligação entre a Avenida Hélio Pellegrino e a Avenida dos Bandeirantes. Os despachos publicados nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026, tratam da obtenção da posse das áreas para que o projeto viário possa ser implantado.
Uma das ofertas é de R$ 1.617.493,23 e a outra, de R$ 2.037.146,47. São valores referentes a dois processos distintos, e não ao custo total da intervenção. A publicação não determina o início da construção nem anuncia alteração imediata na circulação de ônibus ou veículos.
Ligação busca criar um percurso direto entre dois eixos da zona sudoeste
A intervenção está prevista para conectar a Avenida Hélio Pellegrino à Avenida dos Bandeirantes na região do Itaim Bibi e da Vila Olímpia. Sua implantação exige definir o traçado, obter os imóveis atingidos, concluir os projetos de engenharia e executar as obras.
O planejamento desse eixo é anterior aos depósitos anunciados agora. A Prefeitura discutiu novos alinhamentos viários para a ligação, e a SPObras abriu um processo para contratar estudos de alternativas, projetos básicos e executivos e serviços ambientais. O empreendimento integra o conjunto de intervenções da Operação Urbana Consorciada Faria Lima.
A escolha do traçado e o custo das desapropriações foram debatidos no grupo de gestão da operação urbana. Uma apresentação municipal comparou configurações anteriores e posteriores do projeto e indicou que a obtenção dos terrenos constitui parcela relevante do investimento. Esse histórico ajuda a entender por que autorizações para imóveis individuais aparecem antes de qualquer notícia sobre a execução física da via.
O que significa o depósito para imissão na posse
Nas duas ações mencionadas no Diário Oficial, a Procuradoria Geral do Município autorizou a emissão de empenhos para depositar as ofertas relativas aos imóveis. O objetivo declarado é a imissão na posse, etapa pela qual o município busca assumir a posse das áreas necessárias ao melhoramento público, sob controle judicial.
O depósito não significa, isoladamente, que todas as áreas do projeto já foram obtidas. Tampouco informa qual será o valor final pago em cada desapropriação, pois a discussão judicial pode prosseguir. Após os empenhos, os casos seguem ao Departamento de Desapropriações para as providências cabíveis.
Para moradores, comerciantes e quem circula na região, os atos mostram que a preparação territorial do projeto continua. As consequências para itinerários de ônibus, desvios, calçadas e trânsito dependerão do projeto executivo, da contratação e de futuras comunicações sobre frentes de obra.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



