ViaMobilidade avança em construções e modernizações de subestações que ampliam em quase 50% capacidade energética nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda

Investimentos na casa dos R$ 190 milhões visam ampliar o potencial de distribuição de energia aos trens das duas linhas

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Duas novas subestações estão prestes a ficar totalmente operacionais para ampliar a confiabilidade e a segurança da Linha 9-Esmeralda, operada pela ViaMobilidade, integrante da Plataforma de Trilhos da Motiva. Localizadas nas regiões de Socorro e Cidade Jardim, as unidades chegam para aumentar a capacidade de energia do ramal. Cada uma terá carga instalada de 8 megawatts (MW), o que vai contribuir, junto com as modernizações em outras sete subestações, para elevar em quase 50% o potencial energético das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

A subestação de Socorro já teve as obras concluídas e entrou em fase de testes integrados. Nesta etapa, todo o sistema eletromecânico é colocado à prova em condições reais de circulação dos trens. As equipes realizam testes de interoperabilidade, simulações de carga e calibrações finais antes de a unidade ser conectada de vez à rede de distribuição. A expectativa é que essa integração termine até o primeiro trimestre de 2027.

A unidade de Cidade Jardim, por sua vez, está na fase final das obras estruturais. O próximo passo é instalar o maquinário elétrico e de automação, o que inclui transformadores, painéis de proteção e infraestrutura. Depois dessa montagem, começa o comissionamento – exatamente a etapa em que Socorro se encontra agora. A previsão é entregar a estrutura e integrá-la por completo ao sistema no segundo semestre de 2027.

Subestações modernizadas

Como parte do pacote de R$ 190 milhões investidos, outras sete subestações passam por modernização simultânea: Imperatriz Leopoldina, Santa Rita, Osasco, Santa Terezinha, Villa Lobos-Jaguaré, Morumbi-Claro e Cidade Dutra.

Com as obras, a unidade de Santa Rita vai dobrar de capacidade, saltando de 4 MW para 8 MW. Já a de Imperatriz Leopoldina passará de 8 MW para 12 MW. As demais unidades operarão dentro do novo padrão de 8 MW, equipadas com sistemas atualizados de proteção, controle e automação.

“A energia é a infraestrutura invisível que faz todo o sistema funcionar. Quando construímos novas subestações e modernizamos as antigas, prevenimos falhas e adicionamos as condições técnicas necessárias para que, após a implementação do novo sistema de sinalização, o ETCS – Nível 2, seja possível que mais trens circulem de forma simultânea. É um investimento pesado em tecnologia que se traduz em viagens mais previsíveis e tranquilas para os nossos clientes”, explica Everton Trindade, diretor da ViaMobilidade – Linhas 8 e 9.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo