Prefeitura de São Paulo destina R$ 120 milhões à Linha 20-Rosa do Metrô, que vai ligar a capital ao ABC e se conectar ao BRT-ABC
Publicado em: 10 de setembro de 2026
Ata publicada nesta quinta-feira (10) detalha aprovação do aporte pelo grupo gestor da Operação Urbana Faria Lima; futura linha terá 24 estações entre São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Santo André (SP), com conexões com linhas atuais e projetadas de metrô e trens, BRT-ABC da NEXT Mobilidade e Corredor ABD
ADAMO BAZANI
A Prefeitura de São Paulo destinou 120 milhões de reais para ajudar na implantação da futura Linha 20-Rosa do Metrô, que vai ligar a capital paulista ao ABC.
O investimento já está formalizado em convênio e o dinheiro, proveniente da Operação Urbana Faria Lima, poderá ser usado em projetos, obras, desapropriações e outros serviços necessários para a nova linha.
Uma ata publicada nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, detalha agora como a medida foi aprovada pelo grupo gestor da Operação Urbana.
Foram dez votos favoráveis, uma abstenção e apenas um voto contrário.
A Linha 20-Rosa terá 24 estações e vai partir da futura Estação Santa Marina, na zona Oeste da cidade de São Paulo, passando por regiões como Lapa, Pinheiros, Faria Lima, Itaim Bibi, Moema e Saúde.
Depois, o metrô vai chegar ao ABC, atendendo São Bernardo do Campo e Santo André.
O projeto é importante não somente pelo tamanho da linha, mas principalmente pelas integrações.
A Linha 20 vai cruzar diferentes linhas de metrô e trens que já funcionam e outras que ainda estão em planejamento.
Estão previstas conexões com as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 4-Amarela, 5-Lilás, 6-Laranja, 7-Rubi, 8-Diamante e 10-Turquesa, além das futuras Linhas 19-Celeste e 22-Marrom.
E há uma integração especialmente importante para o ABC.
A Linha 20 deverá se conectar ao BRT-ABC, que está sendo implantado e será operado pela NEXT Mobilidade.
A conexão está planejada na região de Afonsina.
O BRT-ABC terá cerca de 17 quilômetros, 16 paradas e três terminais. Vai ligar o centro de São Bernardo do Campo ao Terminal Sacomã, na capital, utilizando uma frota prevista de 92 ônibus elétricos articulados.
Assim, ônibus e metrô deverão funcionar de forma complementar.
Quem utilizar o BRT poderá acessar a futura Linha 20 e seguir sobre trilhos para diferentes regiões de São Paulo. E quem estiver no metrô poderá fazer o caminho inverso e acessar o sistema de ônibus de alta capacidade do ABC.
Em Santo André, a Linha 20 também vai se conectar à Linha 10-Turquesa dos trens metropolitanos e ao Corredor ABD, outro importante eixo de ônibus operado pela NEXT Mobilidade.
O Governo do Estado estima que a Linha 20 completa possa atender aproximadamente 1 milhão e 300 mil passageiros por dia útil.
O projeto básico começou em 2025 e também estão em andamento sondagens, levantamentos de interferências e procedimentos relacionados às áreas que serão necessárias para as obras.
A ata publicada agora mostra ainda que, antes da assinatura do convênio definitivo de 120 milhões de reais, durante as discussões chegou a ser mencionada uma estimativa de 140 milhões.
Mas o valor que efetivamente ficou definido e formalizado pela Prefeitura para a Linha 20-Rosa é de 120 milhões de reais.
VEJA OS DETALHES:
A Prefeitura de São Paulo formalizou um investimento de R$ 120 milhões para a implantação da Linha 20-Rosa do Metrô, que vai ligar a zona Oeste da capital ao ABC Paulista. O dinheiro, proveniente da Operação Urbana Consorciada Faria Lima, poderá ser usado pelo Metrô em projetos, obras, desapropriações e outros serviços necessários ao empreendimento. O convênio envolve a SP Urbanismo, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e o Metrô.
Uma ata publicada no Diário Oficial da Cidade nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, detalha agora como o aporte foi aprovado pelo Grupo de Gestão da Operação Urbana Faria Lima: foram dez votos favoráveis, uma abstenção e um voto contrário. A Linha 20-Rosa terá 24 estações e deverá atender São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Santo André (SP), formando um eixo transversal de transporte que fará conexões com linhas de metrô e trens existentes e projetadas, além do BRT-ABC operado pela NEXT Mobilidade e do Corredor Metropolitano ABD.
R$ 120 MILHÕES É O VALOR DEFINIDO NO CONVÊNIO
O valor consolidado do investimento municipal é de R$ 120 milhões.
O convênio foi formalizado em julho de 2026 e determina que os recursos sejam provenientes da Operação Urbana Consorciada Faria Lima. A Prefeitura informou que o dinheiro será empregado na elaboração de projetos, execução de obras e demais serviços relacionados à implantação da Linha 20-Rosa.
Como mostrou o Diário do Transporte na ocasião, o instrumento permite utilização dos recursos também em desapropriações e prevê repasses de acordo com os planos de trabalho e cronogramas de desembolso de cada intervenção. O valor total estimado do convênio é expressamente fixado em R$ 120 milhões.
A Prefeitura informa ainda que o dinheiro virá da comercialização de CEPACs, os Certificados de Potencial Adicional de Construção. Estes títulos permitem ampliar o potencial construtivo dentro de uma operação urbana e direcionar os recursos arrecadados para intervenções públicas na própria região.
No caso da Linha 20, as estações Tabapuã, Jesuíno Cardoso e Vila Nova Conceição ficam na área abrangida pela Operação Urbana Faria Lima, num trecho de aproximadamente 3,5 quilômetros.
ATA PUBLICADA NESTA QUINTA-FEIRA MOSTRA COMO FOI A APROVAÇÃO
A novidade publicada nesta quinta-feira é a ata da 68ª Reunião Ordinária do Grupo de Gestão da Operação Urbana Consorciada Faria Lima, realizada em 30 de junho de 2026.
A reunião ocorreu na SP Urbanismo e teve, entre os assuntos, a aplicação de recursos da Operação Urbana e as intervenções em andamento.
A proposta de convênio com o Metrô foi apresentada aos integrantes do grupo gestor e colocada em votação.
A aprovação ocorreu por dez votos favoráveis, uma abstenção e um voto contrário. Entre os votos favoráveis estavam representantes da SP Urbanismo e das secretarias municipais de Urbanismo e Licenciamento, Planejamento e Eficiência, Mobilidade e Transporte, Verde e Meio Ambiente, Habitação, Infraestrutura e Obras e Governo, além de representantes da sociedade civil.
Durante a reunião, Daniel Quesada, da SP Urbanismo, informou que já havia projeto em andamento para a Linha 20 e prospecção contratada.
Ele explicou aos integrantes que a antecipação de investimentos em infraestrutura pode valorizar os CEPACs que ainda serão comercializados, permitindo à Operação Urbana capturar parte da valorização imobiliária gerada pela própria melhoria do transporte.
R$ 140 MILHÕES ERA UMA ESTIMATIVA ANTERIOR; VALOR FINAL FICOU EM R$ 120 MILHÕES
Somente depois do fato consolidado entra uma diferença registrada pela ata.
Na declaração de voto contrário do Movimento Defenda São Paulo aparece referência a uma proposta estimada de aproximadamente R$ 140 milhões da conta geral da Operação Urbana para a Linha 20-Rosa.
Esse, entretanto, não foi o valor estabelecido no convênio posteriormente formalizado.
O acordo assinado definiu R$ 120 milhões, ou R$ 20 milhões a menos que a estimativa mencionada naquela declaração durante a reunião.
| Etapa | Valor |
|---|---|
| Estimativa citada na reunião | R$ 140 mi |
| Convênio formalizado | R$ 120 mi |
| Diferença | R$ 20 mi |
O Movimento Defenda São Paulo justificou seu voto contrário também com críticas ao traçado adotado para a Linha 20, argumentando que haveria mudança em relação a versões anteriores do projeto. Trata-se da posição da entidade registrada oficialmente na ata, e não de conclusão do grupo gestor ou do poder público.
LINHA 20 VAI LEVAR O METRÔ AO ABC
A Linha 20-Rosa terá uma característica importante para a rede de transportes da Região Metropolitana: não ficará restrita à cidade de São Paulo.
O traçado partirá da futura Estação Santa Marina, na zona Oeste de São Paulo (SP), atravessará áreas como Lapa, Pinheiros, Faria Lima, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Moema, Saúde e Cursino e seguirá para São Bernardo do Campo (SP) e Santo André (SP).
O Relatório Integrado de 2025 do Metrô mostra 24 estações, além de dois pátios. Entre as estações previstas no ABC estão Taboão-Paulicéia, Rudge Ramos, Afonsina, Príncipe de Gales, Portugal e Santo André.
A linha deverá atender cerca de 1,3 milhão de passageiros por dia útil quando estiver plenamente implantada, segundo dados oficiais apresentados pelo Governo do Estado em 2026.
A extensão aparece com pequenas diferenças conforme o estágio e o documento técnico utilizado. O relatório estadual trabalha com aproximadamente 31 quilômetros, enquanto a Prefeitura de São Paulo informa cerca de 32,6 quilômetros. Ambos mantêm a configuração de 24 estações entre Santa Marina e Santo André.
PROJETO CRIA UM NOVO EIXO TRANSVERSAL DA REDE
A importância da Linha 20 não está apenas nos bairros e municípios diretamente atendidos.
O ramal foi planejado como uma linha transversal, cruzando diferentes eixos radiais de transporte. Isso permitirá que passageiros façam deslocamentos entre as regiões Oeste, Sudoeste, Sul e Sudeste da Região Metropolitana sem a necessidade de utilizar sempre as áreas centrais para trocar de linha.
Documento oficial do Governo do Estado de 2026 prevê conexões da Linha 20 com as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 4-Amarela, 5-Lilás, 6-Laranja, 7-Rubi, 8-Diamante e 10-Turquesa, além das futuras Linhas 19-Celeste e 22-Marrom, do BRT-ABC e do Corredor ABD.
O desenho mais recente divulgado pelo Metrô também mostra diretamente as interfaces com Santa Marina, Lapa, Cerro Corá, Fradique Coutinho, Moema, Saúde, o BRT no ABC, a Linha 10-Turquesa e o Corredor São Mateus-Jabaquara.
É justamente essa sucessão de integrações que dá à Linha 20 uma função de distribuição de passageiros entre diferentes partes da rede.
BRT-ABC DA NEXT MOBILIDADE TERÁ CONEXÃO COM A LINHA 20
Uma das principais interfaces para os passageiros do ABC será com o BRT-ABC.
A integração entre os dois sistemas é planejada na região de Afonsina. Documentos técnicos do Metrô já apontam a Estação Afonsina da Linha 20 como ponto de conexão com o BRT.
O BRT-ABC está sendo implantado e será operado pela NEXT Mobilidade. O sistema terá aproximadamente 17,3 quilômetros, 16 paradas e três terminais, ligando o Terminal São Bernardo ao Terminal Sacomã, em São Paulo (SP), com passagem por áreas de Santo André (SP) e São Caetano do Sul (SP).
A previsão é de uma frota de 92 ônibus elétricos articulados, com demanda inicial estimada em aproximadamente 173 mil passageiros por dia.
A própria página do empreendimento informa que os serviços serão divididos em parador, semiexpresso e expresso. O semiexpresso terá Afonsina entre as paradas programadas. As obras, segundo o cronograma divulgado pela concessionária, devem ser concluídas até outubro de 2026.
BRT, CORREDOR ABD E METRÔ TERÃO FUNÇÕES COMPLEMENTARES
A futura conexão também mostra como ônibus e trilhos poderão funcionar de forma complementar no ABC.
O BRT-ABC dará acesso ao Terminal Tamanduateí, com as Linhas 2-Verde e 10-Turquesa, e ao Terminal Sacomã, conectado à Linha 2-Verde e ao Expresso Tiradentes.
A Linha 20 oferecerá outro caminho: permitirá ao passageiro do ABC seguir por metrô em direção às regiões Sul, Sudoeste e Oeste de São Paulo (SP), cruzando sucessivamente outras linhas da malha.
Em Santo André (SP), a estação terminal da Linha 20 terá ainda conexão com a Linha 10-Turquesa e com o Corredor Metropolitano São Mateus-Jabaquara, conhecido como Corredor ABD. Essa interface consta do planejamento oficial do Metrô.
A NEXT Mobilidade também é concessionária do Corredor ABD, o que coloca sob a mesma operadora os dois principais sistemas estruturais de ônibus que terão interface direta ou indireta com a futura Linha 20.
PROJETO BÁSICO COMEÇOU EM 2025
A Linha 20 ainda não está em obras.
Segundo o balanço apresentado pelo Governo do Estado em 2026, foram contratados e iniciados em 2025 o projeto básico, o mapeamento de interferências, levantamentos topográficos, investigações geotécnicas e sondagens e estudos de vocação mercadológica.
Também avançaram procedimentos para desapropriação das áreas necessárias à implantação da linha.
O investimento de R$ 120 milhões da Prefeitura de São Paulo passa, portanto, a integrar essa preparação do empreendimento, com possibilidade de aplicação justamente em projetos, obras, serviços e desapropriações no perímetro abrangido pelo convênio.
A ata publicada nesta quinta-feira acrescenta agora detalhes sobre a decisão que autorizou essa participação financeira da cidade de São Paulo em uma linha que terá alcance metropolitano e deverá criar uma nova ligação de alta capacidade entre a capital e o ABC.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



O Governo pode ver a possibilidade da viabilidade de levar até Mauá, no Capuava, pois haverá já estações em torno de Santo André, e a demanda maior de passageiros é em Mauá, pois em Santo André já a outras estações que abrigam os demais passageiros.
Passar pelo Taboão e Rudge é insuficiente. Quem mora em São Bernardo continuará dependendo de ônibus para ir pra São Paulo. Eu moro no paço e vou continuar perdendo quase quatro horas por dia pegando o Diadema e depois o Brooklin para trabalhar. Já precisei pegar o expresso Tietê, Sacomã, Jabaquara… e com esse metrô continuaria pegando esses mesmos ônibus.
Não muda nada pois está passando de raspão em SBC e consideram Metra como solução. Quem pega em horário de pico percebe que até bicicleta ganha do troleibus que fica 3 minutos embarcando em cada ponto e 1 minuto de semáforo em cada cruzamento. (Uma tartaruga)
Essa merda de projeto não vai mudar em nada a vida do cidadão da cidade, continua sendo mais viável pegar o troleibus até o Jabaquara