Praia Grande (SP) firma acordo com Caixa para estudar implantação de ônibus elétricos no transporte municipal

Consultoria terá duração prevista de quatro meses e vai avaliar frota, infraestrutura de recarga e condições para transição energética; prefeitura cita possibilidade de adquirir primeiros veículos até o fim de 2027

ADAMO BAZANI

A Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, firmou um termo de intenções com a Caixa Econômica Federal para a realização de estudos destinados à possível implantação de ônibus elétricos no sistema municipal de transporte coletivo.

O acordo foi assinado na segunda-feira, 17 de agosto de 2026, pelo prefeito Alberto Pereira Mourão, pelo secretário municipal de Transportes, Leandro Avelino, e por representantes da Caixa.

Segundo a administração municipal, a instituição financeira vai viabilizar uma consultoria para estruturar uma eventual substituição gradual dos ônibus a diesel por modelos elétricos. O trabalho não terá custos para a prefeitura.

A previsão é de que os estudos tenham duração de quatro meses.

De acordo com o secretário de Transportes, a análise vai abranger o sistema de mobilidade existente, as necessidades de infraestrutura para recarga dos veículos e a relação da operação com as concessionárias de energia elétrica.

Também deverão ser avaliadas as intervenções necessárias para que a cidade possa receber uma frota elétrica.

Segundo a prefeitura, este será o primeiro estudo realizado pela Caixa Econômica Federal com esta finalidade.

A iniciativa ocorre após Praia Grande iniciar testes de ônibus elétricos em operação regular no transporte municipal.

Como mostrou o Diário do Transporte em junho de 2026, a prefeitura programou uma experiência de 90 dias com três modelos de diferentes dimensões, que seriam colocados em circulação nas linhas municipais por cerca de 30 dias cada.

O primeiro veículo testado tinha 10,5 metros de comprimento. O programa previa ainda avaliações com ônibus de 8,7 metros e 12 metros. Entre os aspectos analisados estavam capacidade de passageiros, desempenho operacional, eficiência energética, custos e adequação dos diferentes modelos às características das linhas da cidade.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/06/06/praia-grande-sp-testa-onibus-eletricos-em-operacao-regular-e-avalia-futuro-da-frota-municipal/

FINANCIAMENTO E CRÉDITOS DE CARBONO

Outro ponto que deverá ser analisado é a estrutura financeira necessária para a substituição da frota.

Segundo Leandro Avelino, a prefeitura estuda a possibilidade de utilizar a redução de emissões proporcionada pelos ônibus elétricos para geração de créditos de carbono.

A administração avalia se esses créditos poderão integrar futuramente uma estrutura de financiamento para aquisição dos veículos e implantação da infraestrutura de recarga.

O secretário afirmou que existe a possibilidade de aquisição de alguns ônibus elétricos até o final de 2027, mas o número de veículos, valores, modelos e eventual fonte de financiamento ainda não foram definidos.

O prefeito Alberto Mourão afirmou que os estudos também deverão analisar os efeitos financeiros da mudança de matriz energética para o sistema de transporte, incluindo custos operacionais e possíveis impactos tarifários.

Também assinou o termo de intenções o superintendente de Rede da Baixada Santista da Caixa Econômica Federal, João Vitor Mathias Siqueira.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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