Nunes autoriza mais R$ 22,9 milhões para eletrificação da frota de ônibus da Norte Buss e Alfa Rodobus. Total chega a R$ 424 milhões neste mês de julho
Publicado em: 30 de julho de 2026
Prefeitura libera recursos para os lotes D1 e D13; Diário do Transporte vem acompanhando série de autorizações para aquisição de ônibus elétricos em 2026
ADAMO BAZANI
A Prefeitura de São Paulo autorizou mais duas liberações de recursos para o programa de eletrificação da frota de ônibus da capital paulista. Somados, os novos empenhos chegam a R$ 22,9 milhões (R$ 22.937.893,72 e beneficiam a Norte Buss Transportes S.A., do Lote D1, e a Alfa Rodobus S.A. – Transporte, Administração e Participação, responsável pelo Lote D13.
Com as novas autorizações publicadas nesta quinta-feira, 30 de julho de 2026, a gestão do prefeito Ricardo Nunes já autorizou aproximadamente R$ 424,4 milhões (R$ 424.402.761,32) em empenhos destinados à eletrificação da frota de ônibus do sistema municipal apenas nas liberações acompanhadas pelo Diário do Transporte ao longo deste mês de julho. Relembre as transferências anteriores neste link: https://diariodotransporte.com.br/2026/07/21/metropole-paulista-mobibrasil-spencer-gatusa-gato-preto-e-sambaiba-recebem-r-3115-milhoes-para-onibus-eletricos/
Os despachos foram assinados pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e publicados nesta quinta-feira (30). Os recursos serão utilizados na eletrificação da frota prevista para 2026.
Norte Buss recebe R$ 19,1 milhões
No primeiro despacho, a SMT autorizou o empenho de R$ 19.100.907,60 em favor da Norte Buss Transportes S.A., representante do Consórcio Transnoroeste, concessionário do Contrato nº 039/2019, correspondente ao Lote D1.
A empresa atua na região noroeste da cidade e utilizará os recursos para dar continuidade ao processo de eletrificação de sua frota.
Alfa Rodobus recebe R$ 3,8 milhões
Em outro despacho, a Prefeitura autorizou o empenho de R$ 3.836.986,12 para a Alfa Rodobus S.A. – Transporte, Administração e Participação, concessionária responsável pelo Contrato nº 051/2019, referente ao Lote D13.
Assim como ocorre nos demais casos, os recursos destinam-se exclusivamente à eletrificação da frota de ônibus prevista para 2026.
Mais de R$ 22,9 milhões
Com as duas autorizações, o Município libera mais R$ 22.937.893,72 para apoiar a renovação da frota.
Os recursos serão empenhados por meio do orçamento da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), conforme as respectivas notas de reserva constantes dos processos administrativos.
Biometano também pode ser opção:
Apesar dos recursos financeiros, a frota de ônibus elétricos não avança como previa a prefeitura em especial por infraestrutura insuficiente para recarga de baterias e distribuição de energia e pela pouca oferta de alguns modelos, como mídis e articulados de 18 metros.
Na nova meta parra 2028, a prefeitura não estipulou apenas modelos elétricos, mas outras alternativas ao diesel, como os modelos a biometano, combustível obtido na decomposição de resíduos.
Nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, o criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, esteve na fábrica da Scania em São Bernardo do Campo (SP), que anunciou o lançamento de um modelo de ônibus deste tipo já no padrão SPTrans.
Segundo o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Scania, Marcelo Gallão, grande grupo empresarial de transportes da capital paulista já demonstrou interesse na compra de uma quantidade considerada “relativamente grande” do novo ônibus urbano a biometano da marca, desenvolvido em parceria com a Caio para atender às especificações operacionais da SPTrans (São Paulo Transporte).
Relembre:
Base legal
As autorizações têm como fundamento:
- a Lei Federal nº 12.587/2012, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana;
- a Lei Municipal nº 14.933/2009, que criou a Política Municipal de Mudança do Clima;
- a Lei Municipal nº 16.802/2018, que determina a utilização progressiva de fontes motrizes menos poluentes no transporte coletivo;
- a Portaria Conjunta SMT/SETRAM/SF nº 2, de 30 de novembro de 2023, que regulamenta os procedimentos para a liberação dos recursos destinados à eletrificação da frota.
Tem dinheiro, mas avanço é abaixo da meta:
A cidade de São Paulo tem 1759 coletivos a eletricidade, contando com 189 trólebus. É a maior frota do País. Mesmo assim, o número é pequeno, representando apenas 13,07% da frota total de 13.460 coletivos e ainda é abaixo da meta de 2,6 mil elétricos que deveria ter sido alcançada em dezembro de 2024. Como há dificuldades de renovação de frota, a prefeitura permite ônibus a diesel mais velhos, de até 14 anos.
A prefeitura atribui este atraso principalmente a falta de infraestrutura para dar conta da tensão de energia na rede da ENEL.
Desde 17 de outubro de 2022, as viações estão proibidas de comprar ônibus a diesel. Como a elétrica não avança no ritmo necessário, a frota circulante envelhece. A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos de modelo e, no caso dos mídis (micrões), este limite passou para 14 anos de modelo e 15 anos de fabricação.
Agora, a meta é nova, mais modesta: mais 2,2 mil ônibus menos poluentes até 2028, considerando a possibilidade de ônibus a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos).
Na 1ª Reunião da Câmara Temática do Transporte Público do CMTT (Conselho Municipal de Trânsito e Transporte), da capital paulista, realizada em 17 de junho de 2026, a SPTrans (São Paulo Transporte) admitiu que a idade dos ônibus está avançada, mais que o habitual na cidade: a média é de 6 anos e 11 meses.
O editor chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, esteve no dia 21 de junho de 2026, cobrindo a apresentação de 500 ônibus elétricos para a cidade.
Na ocasião, Nunes disse que espera alcançar a nova meta antes do prazo previsto.
Relembre:
O Diário do Transporte vem acompanhando desde o início a estratégia adotada pela Prefeitura de São Paulo para acelerar a eletrificação da frota por meio de sucessivas autorizações de empenho às concessionárias.
Em reportagens anteriores, o portal mostrou que a administração municipal passou a utilizar recursos orçamentários para complementar o modelo de financiamento dos veículos elétricos, reduzindo o impacto do elevado custo inicial dessa tecnologia para as operadoras.
A medida integra o conjunto de ações destinadas ao cumprimento das metas estabelecidas pela Lei Municipal nº 16.802/2018, que prevê a substituição gradual dos ônibus movidos a combustíveis fósseis por veículos menos poluentes, além da Lei Municipal nº 14.933/2009, que instituiu a Política Municipal de Mudança do Clima.
Cidade contratou cerca de R$ 6,5 bilhões em financiamentos
Como o Diário do Transporte mostrou em reportagens anteriores, o Município contratou aproximadamente R$ 6,5 bilhões em operações de crédito junto a diferentes instituições financeiras para sustentar os investimentos em ônibus elétricos e na modernização do transporte coletivo.
Esses financiamentos envolvem bancos públicos, bancos de desenvolvimento e organismos nacionais e internacionais, permitindo que a cidade distribua os investimentos ao longo dos próximos anos e acelere a incorporação de veículos de emissão zero sem concentrar o desembolso em um único exercício orçamentário.
Objetivo é acelerar a transição energética
Os recursos autorizados nesta nova rodada serão utilizados na eletrificação da frota das concessionárias e fazem parte da política municipal de descarbonização do transporte coletivo.
Além da redução das emissões de poluentes e dos gases de efeito estufa, a expectativa é que a renovação da frota proporcione menor nível de ruído, melhoria da qualidade ambiental e maior eficiência operacional do sistema, embora a expansão da frota elétrica ainda dependa da disponibilidade de infraestrutura de recarga, fornecimento de energia e da continuidade dos financiamentos públicos.
Com as novas autorizações, a Prefeitura mantém o ritmo de liberações financeiras para que as concessionárias possam prosseguir com a aquisição de ônibus elétricos ao longo de 2026.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



O melhor elétrico padron é esse VW com bancos traseiros.
Engraçado que ninguém fala que na zona sul onde operam os ônibus da Transwolf principalmente do lote D10, a Prefeitura e SPTRANS tem feito uma péssima administração, sucateando boa parte da frota, não dialoga com os Cooperados da Cooperpam, não dá direção para que os trabalhadores que, também são eleitores ter tranquilidade e saber que num futuro não vão perder o emprego. Já está faltando ônibus nas linhas.