Artesp determina retorno da CPTM à operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por mais 90 dias
Publicado em: 23 de julho de 2026
Atendimento por parte da Trivia Trens segue pelo terceiro dia consecutivo com falhas
YURI SENA
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou o retorno da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para atuar em conjunto com a Trivia Trens na operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por um período adicional de 90 dias. A proposta será submetida à votação do Conselho Diretor da agência ainda na tarde desta quinta-feira, 23 de julho de 2026.
A medida foi anunciada pelo diretor-presidente da Artesp, André Isper, após três dias consecutivos de falhas registradas desde o início da operação da concessionária, que assumiu oficialmente as linhas na última terça-feira (21).
Relembre:
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“O que nós vimos nos últimos dois dias, especialmente hoje, é inaceitável. Como fiscalizadores e reguladores do contrato, estamos agindo de modo imediato. A ideia é a volta da CPTM pra operação porque o que nós vimos realmente é muito ruim, muito penoso para o cidadão”, afirmou Isper.
“Vamos trabalhar para assegurar um serviço de excelência ao cidadão, sem permitir que um serviço ruim prejudique quem depende do transporte todos os dias”, reforçou.
O formato da atuação da CPTM será definido pela diretoria da Artesp ao longo desta quinta-feira (23). A companhia possui corpo técnico, estrutura operacional e equipes plenamente preparadas para atuar, contribuindo para a continuidade do serviço e para a redução dos impactos aos passageiros.
A atual gestão estadual estruturou novos contratos de concessão com aprimoramentos que asseguram a qualidade do serviço prestado, além de cláusulas que permitem a rápida atuação da Artesp.
No contrato com a Trivia Trens, a transição operacional está determinada em etapas, com mecanismos de monitoramento e acompanhamento que, ao não serem plenamente atendidos, garantem segurança jurídica para o retorno da operação conjunta.
Nesse contexto, a CPTM permanece à disposição para prestar todo o suporte técnico necessário, em alinhamento com as definições do Poder Concedente.
Esse aperfeiçoamento decorre da análise, por parte da atual gestão, de experiências anteriores de concessões ferroviárias. O objetivo é aperfeiçoar contratos, ampliando os períodos de transição dos serviços para fortalecer a fiscalização e a atuação da Artesp. Desta forma, o Estado tem instrumentos para agir rapidamente, exigir providências, responsabilizar a e garantir a retomada da qualidade da operação.
Segundo André Isper, a retomada da operação assistida tem como objetivo permitir uma apuração detalhada das causas das ocorrências e reavaliar os procedimentos operacionais adotados pela concessionária.
“O objetivo nesse período de 90 dias é apurar detalhadamente o que causou as falhas, especialmente a de hoje, e replanejar a operação para evitar novos transtornos aos passageiros”, afirmou o diretor-presidente.
De acordo com Isper, a aprovação da medida pelo Conselho Diretor é considerada “praticamente certa”. Ele destacou ainda que o contrato de concessão firmado com a Trivia Trens em 2025 prevê a possibilidade de retorno temporário da CPTM em situações como a registrada nesta semana.
O dirigente também afirmou que a experiência das concessões das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda demonstrou a importância de uma fiscalização rigorosa e da cobrança permanente de resultados por parte do poder concedente.
Três dias de problemas
A decisão ocorre após uma sequência de ocorrências envolvendo as três linhas concedidas à iniciativa privada. Nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026, uma falha em um trem, seguida de um incêndio em uma das composições, provocou uma ocorrência elétrica entre as estações Tatuapé e Brás.
Por questões de segurança, a energia da rede aérea foi desligada, afetando a circulação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A interrupção causou paralisações, operação parcial e circulação com velocidade reduzida em diferentes trechos, prejudicando milhares de passageiros durante o horário de pico. Em alguns pontos da via, usuários precisaram desembarcar das composições e caminhar pelos trilhos até locais seguros, sob orientação de funcionários da concessionária e com o auxílio de equipes da Polícia Militar.
Relembre:
Veja como ficou por dentro o trem que pegou fogo e paralisou as linhas 11, 12 e 13 da Trivia Trens
A Trivia Trens acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE), com ônibus para atendimento aos passageiros, e solicitou ao Metrô de São Paulo a integração gratuita nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera.
Em nota oficial, a Artesp informou que acompanha a situação desde o início da manhã e fiscaliza as medidas adotadas pela concessionária para normalizar a operação e prestar assistência aos passageiros.
“A Artesp apura, desde o início da manhã desta quinta-feira (23), a ocorrência que afeta a operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, fiscalizando as medidas adotadas pela concessionária para a normalização do serviço e a assistência aos passageiros. A Agência mantém fiscalização permanente sobre a prestação do serviço e adotará as medidas administrativas e contratuais cabíveis”, informou o órgão.
A expectativa é que a decisão do Conselho Diretor da Artesp e os detalhes sobre a retomada da operação assistida pela CPTM sejam divulgados ainda nesta quinta-feira (23).
Apuração de falhas
A Artesp vai instaurar procedimento de apuração para identificar as causas das ocorrências e apurar a responsabilidade da concessionária pelas falhas registradas na prestação do serviço. A Agência adotará todas as medidas administrativas cabíveis para garantir o cumprimento das obrigações assumidas pela concessionária e a adequada prestação do serviço aos usuários, incluindo a aplicação das penalidades previstas em contrato.
A agência reforça que os contratos de concessão estabelecem mecanismos claros de fiscalização e responsabilização e que atuará com rigor para assegurar o cumprimento das exigências contratuais e a qualidade do serviço prestado à população.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte




90 dias ,até eleição, não precosa falar mais nada
Seria um absurdo eu dizer que, porventura pode estar acontecendo sabotagem interna de descontentes com a privatização?
Ou, seria absurdo eu dizer que a suposta sabotagem poderia ter objetivo político, visto que a maioria massiva dos trabalhadores e servidores de mobilidade urbana sere de esquerda e supostamente estariam interessados em prejudicar o Governador de São Paulo???
Rodrigo absurdo algum, isso está mais claro do que nunca, só os esquerdista, que não querem ver.
Um desrespeito com os ferroviários da CPTM! Usar a mão de obra de quem conhece o serviço por 90 dias por causa das eleições, e depois mandar todos embora sem garantia de emprego. Desrespeito a mão de obra qualificada!
Quem treinou e atestou a capacidade técnica dos funcionários da Trivia foram os ferroviários da CPTM.
Ou os funcionários da Trivia enganaram os ferroviários da CPTM no treinamento e avaliação ou os ferroviários da CPTM são incapazes de realizar um treinamento eficiente.
Não é muita coincidência, justamente 90 dias . Acaba depois da eleição. Coincidência né?
Um absurdo dar os bens públicos para vagabundos da iniciativa privada que não construíram nada, só chegaram e tomaram de assalto o que já estava pronto, dado de mãos beijadas através das mutretas de Tarcísio Gomes de Freitas “O Entreguista”.
O gado que se dane
Pouco Me Importa