EM PRIMEIRA-MÃO: Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) abre licitação do novo Sistema Rio; contratos somam cerca de R$ 1,39 bilhão
Publicado em: 10 de julho de 2026
Empresa selecionada irá gerenciar a Rede Integrada de Ônibus pelos próximos dez anos
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, a Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) abriu a licitação que selecionará a empresa responsável pela nova Rede Integrada de Ônibus, denominada Sistema Rio.
O contrato com a administração pública da capital será vigente pelos próximos dez anos, com possibilidade de prorrogação por outros dez.
O edital publicado no Diário Oficial do Município prevê cinco lotes operacionais, superando a marca de R$ 1,39 bilhão em contratos.
Conforme o documento, nos lotes deverá estar incluída a implantação de garagens e o fornecimento da frota de ônibus.
O critério de escolha pela prefeitura será a menor tarifa de remuneração por quilômetro apresentada.
A abertura das propostas está marcada para o dia 28 de agosto de 2026, às 11h, na Procuradoria Geral do Município.
LICITAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
Segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, ao longo da concessão devem ser comprados cinco mil ônibus zero quilômetro.
A previsão é de que a frota seja ampliada em 25%; a bilhetagem não voltará para as empresas.
A divisão do sistema passará dos atuais quatro lotes para 31, sendo 22 estruturais e nove locais.
Serão diversas licitações separadas por lotes, segundo a ex-secretária de Transportes e Mobilidade, Maína Celidonio de Campos, começando pelas áreas mais problemáticas, em coletiva quando ainda ocupava o cargo em 2025.
O projeto estabelece a substituição do atual sistema, hoje operado por quatro grandes consórcios (Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz), por 31 áreas com diferentes operadores, em um modelo que pretende aumentar a concorrência, padronizar o serviço e melhorar o atendimento à população.
Campo Grande e Santa Cruz serão as primeiras áreas contempladas. A previsão é de que o lote estrutural de Campo Grande Norte aumente de 95 para 150 ônibus, enquanto o lote local salte de 37 para 200 veículos. Já Santa Cruz terá a frota ampliada de 67 para 330 ônibus. No total, a Zona Oeste receberá um reforço de 481 coletivos.
A seleção das regiões segue critérios técnicos. A frota nova deverá contar com responsabilidade de investimento atribuída às empresas vencedoras das licitações.
A segunda fase do processo deve atingir a Ilha do Governador no início de 2026. Segundo a prefeitura, a Paranapuan, operadora local, tem a pior avaliação no IQT (Índice de Qualidade de Transportes). As demais fases seguirão até 2028, acompanhando o encerramento dos contratos atuais.
Além de melhorias na frota, a proposta prevê maior transparência na operação e fiscalização mais rigorosa. Uma das metas é o combate às chamadas linhas fantasmas e o cumprimento rigoroso de horários, garantindo maior confiabilidade ao sistema.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte


