Ainda sem marcar licitação das linhas da Transwolff, prefeitura de São Paulo abre chamamento para registro de preços de peças de ônibus e vans do Atende

TCM analisa proposta de edital de concessão de linhas: malha de linhas da empresa pode ficar 20% menor e frota deve ser reduzida em 400 ônibus

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

A SPTrans (São Paulo Transporte), por meio da coordenação da caducidade dos contratos de serviços de transporte público lotes D10/D11, referentes às linhas correspondentes às operações da Transwolff, na zona Sul da capital paulista, abriu um processo de registo de preços de peças de ônibus urbanos e vans do Atende.

O procedimento ocorre porque desde 09 de abril de 2024, após deflagração da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga possíveis ligações de parte do transporte público da cidade com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), a Transwolff está sob intervenção da SPTrans, gerenciadora da prefeitura.

De acordo com a publicação oficial desta quarta-feira, 08 de julho de 2026, vão ser classificadas como vencedoras as empresas que oferecerem os menores preços para manutenção destas vans e ônibus.

As peças e componentes devem ser para veículos das marcas Mercedes-Benz ou Volkswagen, que compõem a frota da Transwolff.

A concorrência é necessária porque a licitação que vai definir quais empresas vão operar as linhas não foi marcada ainda.

Como tinha mostrado o Diário do Transporte, a prefeitura enviou uma proposta de edital de concorrência para a concessão das linhas para o TCM (Tribunal de Contas do Município).

O prefeito Ricardo Nunes falou ao editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, que deve haver uma divisão entre os lotes operacionais D10 e D 11.

Ainda de acordo com Nunes, a rede de linhas da Transwolff, hoje em 111 ligações, deve ter redução de 20%, mas não haverá redução de oferta, porque antes da licitação, parte das linhas com sobreposição será repassada para outras empresas de ônibus que já operam a região, como Mobibrasil, Campo Belo, KBPX e Metrópole Paulista.

A frota atual, de cerca de 1,2 mil coletivos deve ser reduzida em 400 ônibus, passando, assim, para 800 veículos.

As linhas da Transwolff chegaram a quase ser transferidas para a empresa Sancetur (San, da família Chedid, do interior de São Paulo, mas diante do quadro de divisão entre sistemas dentro da própria Transwolff (direção central, ex-cooperados que prestam serviços e funcionários CLT), a companhia desistiu.

Relembre:

RESPOSTA AO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Rede de linhas da Transwolff vai ficar 20% menor e frota vai cair de 1,2 mil para 800 ônibus com licitação, diz Nunes

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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