TST amplia para 80% a frota mínima de ônibus em circulação durante greve no Rio de Janeiro

Foto: Transportes da Zona Oeste - T.Z.O

Nova decisão atende pedido da Prefeitura do Rio e passa a valer à 0h desta quarta-feira (1º); como o Diário do Transporte mostrou, liminar anterior previa operação de 50% da frota

YURI SENA

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, determinou que as empresas de ônibus do município do Rio de Janeiro mantenham em circulação, no mínimo, 80% da frota operacional ativa durante a greve dos rodoviários.

A medida foi assinada na noite desta terça-feira (30), após solicitação apresentada pela Prefeitura do Rio. A nova determinação passa a vigorar à 0h desta quarta-feira, 1º de julho de 2026, e estabelece que o percentual deverá ser cumprido em cada linha e itinerário do sistema municipal de transporte.

Como o Diário do Transporte noticiou, a decisão anterior, proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), obrigava a manutenção de pelo menos 50% da frota durante a paralisação.

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Ao analisar o pedido, o presidente do TST entendeu que o percentual inicialmente fixado poderia comprometer a continuidade de um serviço considerado essencial, afetando o deslocamento da população e a ordem pública. Com isso, elevou a exigência para 80% dos veículos em operação até o julgamento definitivo do dissídio coletivo.

Em comunicado divulgado pelo Centro de Operações e Resiliência (COR), a Prefeitura do Rio informou que o sistema municipal de ônibus e o BRT deverão operar com, no mínimo, 80% da frota, seguindo a programação prevista para dias úteis. O município também ressaltou que os sistemas de trens, metrô e barcas permanecem funcionando normalmente e podem ser utilizados como alternativas de deslocamento pelos passageiros durante o período da greve.

Como noticiado anteriormente, o Rio Ônibus informou que, desde a 0h desta quarta-feira (1º), todas as garagens das empresas permaneceram abertas e prontas para a saída dos veículos, com o objetivo de cumprir a decisão judicial e garantir o transporte da população. A entidade afirmou que, devido ao jogo da Seleção Brasileira, já havia uma programação especial com redução da frota definida pela Prefeitura do Rio. Segundo o sindicato patronal, cerca de 860 ônibus estavam em circulação nas primeiras horas do dia. O Rio Ônibus também informou que aproximadamente 50 veículos foram vandalizados durante a paralisação e fez um apelo para que motoristas e demais rodoviários compareçam às garagens para restabelecer a operação o mais rapidamente possível.

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Também conforme publicado pelo Diário do Transporte, após uma nova reunião realizada na tarde desta terça-feira (30), os rodoviários decidiram manter a greve no Rio de Janeiro. A paralisação, que entrou no segundo dia, continuou após as negociações terminarem sem acordo. Durante a audiência, as empresas solicitaram o encerramento do movimento e informaram que não descontariam os dias parados dos trabalhadores. Diante da falta de consenso, a audiência de conciliação foi remarcada para a próxima segunda-feira (6), às 11h. Segundo o sindicato da categoria, permanece em vigor a pauta do dissídio coletivo aprovada em assembleia e encaminhada ao Rio Ônibus.

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Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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