Projeto de lei na Alesp propõe renomear Estação Clínicas da Linha 2-Verde do Metrô em homenagem à médica Angelita Habr-Gama
Publicado em: 15 de junho de 2026
Texto apresentado prevê inclusão do nome da pesquisadora e cirurgiã após falecimento ocorrido em maio de 2026
ARTHUR FERRARI
Um projeto de lei protocolado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) propõe alterar a denominação da atual Estação Clínicas, da Linha 2-Verde do Metrô, para “Estação Clínicas – Dra. Angelita Habr-Gama”. A proposta foi publicada na edição de 15 de junho de 2026 do Diário Oficial do Estado, por meio do Projeto de Lei nº 590/2026.
De acordo com o texto, a mudança preserva a identificação histórica da estação com a região das Clínicas, acrescentando o nome da médica Angelita Habr-Gama, falecida em 30 de maio de 2026. A estação está localizada em uma área diretamente ligada ao complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), instituição onde a profissional desenvolveu grande parte de sua trajetória acadêmica e assistencial.
A justificativa do projeto destaca que Angelita Habr-Gama foi uma das principais referências da medicina brasileira, com atuação reconhecida nacional e internacionalmente na área da cirurgia digestiva e da coloproctologia. Formada pela Faculdade de Medicina da USP, ela se tornou a primeira mulher residente em cirurgia do Hospital das Clínicas da instituição e também a primeira a comandar uma disciplina cirúrgica na universidade.
O texto ressalta ainda que a médica teve papel relevante na formação de especialistas, na produção científica e no desenvolvimento de pesquisas voltadas ao tratamento do câncer de reto, contribuindo para avanços que repercutiram além das fronteiras brasileiras.
Entre os reconhecimentos mencionados na justificativa estão a inclusão da pesquisadora em levantamento elaborado pela Universidade de Stanford em parceria com a Elsevier, que reuniu os 2% dos cientistas mais influentes do mundo. Também são citadas condecorações como a Grã-Cruz da Ordem do Ipiranga, o Prêmio Fundação Conrado Wessel de Medicina, a Ordem do Mérito Médico, o Pioneer in Colon and Rectal Surgery Award e a Medalha Bigelow, concedida pela Boston Surgical Society.
Segundo os autores da proposta, a alteração busca estabelecer uma ligação permanente entre a memória da médica e uma das principais estruturas de transporte da capital paulista, situada justamente na região onde estão localizados o Hospital das Clínicas e a Faculdade de Medicina da USP.
Caso o projeto seja aprovado pela Assembleia Legislativa e posteriormente sancionado, a estação passará a adotar oficialmente a denominação “Estação Clínicas – Dra. Angelita Habr-Gama”, mantendo a referência geográfica já conhecida pelos passageiros e incorporando o nome da profissional como homenagem permanente.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


Afora a justeza da homenagem, sabem os deputados o quanto custa mudar o nome de uma estação de metrô? TODA a comunicação visual da rede metro ferroviária (cada estação, contemplando vários painéis e mapas), têm que ser refeita por inteiro. Isso custa caro, muito caro!
E mais caro ainda a conta que pagamos pra sustentar esse tipo de “representante do povo”.
Se eles quisessem mesmo homenagear uma determinada personalidade, eles trabalhariam sério e de verdade pra honrar o legado dessa personalidade.
Falou e disse!
Lembrando que é dinheiro público gasto para mudar o nome.