EM PRIMEIRA-MÃO: Prefeitura de São Paulo atualiza preço de ônibus elétricos e a remuneração às viações pelas compras
Publicado em: 8 de junho de 2026
Prefeito Ricardo Nunes prometeu mais 500 veículos deste tipo a partir deste mês de junho de 2026
ADAMO BAZANI
A prefeitura de São Paulo atualizou os valores de referência para a compra de ônibus elétricos que vão operar no sistema de linhas gerenciado pela SPTrans (São Paulo Transporte).
A atualização foi oficializada nesta segunda-feira, 08 de junho de 2026, e é trazida em primeira-mão pelo Diário do Transporte.
Além de novos valores, a atual tabela, que é retroativa a maio de 2026, mostra variações tanto para mais como para menos em relação a mais recente tabela de março de 2026, como também revelou o Diário do Transporte em primeira-mão.
Relembre:
A prefeitura remunera as empresas pela aquisição de forma indireta bancando a diferença entre os modelos a diesel correspondentes do mesmo porte e os elétricos, que são mais caros.
Não são valores praticados necessariamente no mercado, que costumam ser maiores, mas são calculados com base no contrato.
Os novos preços vão retroagir à subvenção de compras realizadas a partir de maio de 2026.
Pelo modelo contratual da cidade, os empresários pagam os valores referentes a um similar a diesel, que seria em torno de 1/3 do elétrico, e os outros 2/3 quem banca é a prefeitura.
A gestão Ricardo Nunes diz que obteve linhas de crédito de quase R$ 7 bilhões para este financiamento em instituições bancárias e de fomento nacionais e internacionais e que estes valores são subsídios à parte, ou seja, não entram na conta dos subsídios para a tarifa e operações, que recentemente, representam cerca de R$ 7 bilhões (dados consolidados de 2025).
Apesar de haver dinheiro, a frota não avança como planejado pela prefeitura, que havia colocado como meta 2,6 mil elétricos até dezembro de 2024. Atualmente, março de 2026, são em torno de 1,3 mil.
O maior problema está na falta de infraestrutura de recarga, que não dá conta da elevação da demanda de energia elétrica.
Como mostrou o Diário do Transporte, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou em 1º de junho de 2026, que cidade deve contar com mais 500 ônibus elétricos a partir deste mês.
Relembre:
A cidade de São Paulo possui cerca de 80% da frota nacional de ônibus elétricos, com aproximadamente 1,3 mil unidades.
Apesar do número expressivo, é bem abaixo da meta que deveria ser alcançada em dezembro de 2024, com 2,6 mil unidades.
A prefeitura atribui este atraso principalmente a falta de infraestrutura para dar conta da tensão de energia na rede da ENEL.
Desde 17 de outubro de 2022, as viações estão proibidas de comprar ônibus a diesel. Como a elétrica não avança no ritmo necessário, a frota circulante envelhece. A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos de modelo e, no caso dos mídis (micrões), este limite passou para 14 anos de modelo e 15 anos de fabricação.
Agora, a meta é nova, mais modesta: mais 2,2 mil ônibus menos poluentes até 2028, considerando a possibilidade de ônibus a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos).
TABELA DE 08 DE JUNHO DE 2026– RETROATIVA A MAIO DE 2026

TABELA DE MARÇO DE 2026 – RETROATIVA A MAIO DE 2025

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Novamente quem paga a conta são os contribuintes, é fácil ter empresa e o povo pagando a conta.
A Prefeitura deveria gastar parte dessa dinheirama pra consertar as crateras que se multiplicam nas ruas, avenidas e corredores de ônibus paulistanos, e estão mandando pro buraco (literalmente) até os novos e carissimos ônibus eletricos.
A prefeitura deve ter esquema com essas empresas de onibus elétricos, não é possível, pagar quase 3 milhões a mais por ser elétrico, sendo que os ônibus euro5 já poluem menos, e as próximas gerações desses onibus tendem a poluir menos ainda .. é esquema, nao é possível , o subsídio vai triplicar nos próximos anos , pior prefeito da história de SP ..
Realmente essa coisa é muito suspeita.
Primeiro a proibição na canetada aos ônibus diesel (mesmo os atuais Euro-6), e a inexplicável persistência nessa estultice mesmo com a imensa frota diesel envelhecendo e poluindo ainda mais.
Ao mesmo tempo a generosa disposição em enterrar R$ bilhões pra bancar 2/3 do valor de cada ônibus elétrico, com a maior naturalidade do mundo, sem questionar os preços arbitrários desses ônibus, enquanto o restante do sistema de transportes e também outras áreas estão largadas e se deteriorando.
Euro 5 polui menos? Está de sacanagem kkk.