BNDES abre formalmente o MOVE 2 de R$ 21,2 bilhões para financiar compra de ônibus e caminhões nesta sexta (29)

Como já havia mostrado o Diário do Transporte, CMN ampliou de 60 meses para 120 meses financiamento de ônibus

ADAMO BAZANI

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que abriu nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, o protocolo para recebimento dos pedidos de financiamento do BNDES Mais Mobilidade.

A linha de crédito é de R$ 21,2 bilhões para a compra de ônibus, caminhões, implementos rodoviários e tratores.

Somente para os coletivos, serão R$ 2 bilhões.

Como já havia mostra do Diário do Transporte, na última terça-feira, 26 de maio de 2026, o CMN (Conselho Monetário Nacional), amplia para de 60 meses, como previsto pelo texto inicial da MP, para até 120 meses o prazo máximo de reembolso das operações destinadas a empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros, mantendo até seis meses de carência de principal.

Segundo o CMN, por meio de nota, a mudança equipara o prazo aplicável ao setor de transporte coletivo de passageiros às condições já disponíveis para transportadores autônomos de cargas e cooperativas de transporte rodoviário de cargas.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/05/26/cmn-amplia-prazo-de-financiamento-do-programa-move-brasil-para-onibus-de-60-meses-para-120-meses/

Os financiamentos serão realizados por meio da rede de agentes financeiros parceiros do BNDES.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa Move Brasil amplia o apoio às iniciativas de renovação de frota no país, com financiamento para aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários. Do total autorizado, R$ 14,5 bilhões são recursos da União, via Tesouro Nacional, e até R$ 6,7 bilhões correspondem a recursos do BNDES.

Por meio de nota, o Banco detalha as operações.

A iniciativa prevê ainda reserva de R$ 2 bilhões para aquisição de ônibus e micro-ônibus, além de R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associados a cooperativas, reforçando o atendimento a transportadores autônomos e ao transporte urbano de passageiros.

O novo programa é dirigido a transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. A compra de caminhões e caminhões-tratores seminovos será permitida apenas para transportadores autônomos e cooperados.

“O programa vai modernizar a frota brasileira, reduzir o custo logístico, melhorar o transporte de cargas e passageiros, aumentar a segurança nas estradas e estimular a indústria nacional. Estamos combinando eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, com atenção especial aos transportadores autônomos e cooperados”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Essa nova fase do Move Brasil incorpora ônibus e implementos rodoviários, além de caminhões, incentivando a renovação de frota, a sustentabilidade e os investimentos. É fruto do acerto das recentes medidas definidas pelo presidente Lula”, diz Márcio Elias Rosa, ministro do MDIC. “É um programa extremamente exitoso, com muitos efeitos positivos não só para o beneficiário final, mas ao longo de toda a cadeia automotiva, aumentando a produção da indústria, as vendas nas concessionárias e, com isso, fortalecendo também os empregos nesse setor”.

Para veículos novos, o programa exige fabricação nacional, credenciamento no CFI do BNDES e atendimento ao padrão Proconve P-8 (Programa de Controle de Emissões Veiculares), conforme os limites de emissão da Resolução Conama nº 490/2018. No caso de caminhões e caminhões-tratores seminovos, os veículos devem ter fabricação a partir de 2012, atender à fase P-7 do Proconve e observar critérios de rastreabilidade fiscal.

As condições de financiamento variam conforme o perfil do beneficiário. Para transportadores autônomos, o prazo total poderá chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas, o prazo poderá chegar a 60 meses, com até 6 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros, o prazo poderá chegar a 120 meses, com até 6 meses de carência.

As taxas de juros podem alcançar patamares competitivos em relação às taxas praticadas no mercado, próximo a 13% ao ano. O programa prevê limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo, admite a utilização de fundos garantidores, conforme disponibilidade, regras específicas de cada fundo e política do agente financeiro.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Lro A C disse:

    Esse Millennium 4 ex-Transwolff não opera mais?

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