Janela da ANTT: Real Maia com 2512 mercados; Realmaia consegue 130 e Expresso Maia 1056 que se somam a 5.801 do grupo ao qual integra. (não são os mesmos) LEIAM ANTES DE COMENTAR

Período de liberação de linhas pela agência tem revelado surpresas de um lado e consolidações sob outro aspecto.

Quais as diferenças de estratégias? – VEJA QUAIS OS GRUPOS

ADAMO BAZANI

Não se confunda: a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), no período conhecido como primeira janela que significa novos trechos de linhas de ônibus interestaduais por todo o Brasil, autorizou 3690 mercados para as principais empresas com “Maia” no nome.

Mas não são as mesmas companhias.

Porém, mostram tendências de diferentes de mercado, que vão desde posturas mais arrojadas e apostas em grandes lotes, mesmo nem todos sendo viáveis economicamente; passando por passos mais realistas e que enquadram os mercados novos a sua estrutura e operação; até outra realidade, a de altíssimas concentrações em um mesmo grupo empresarial.

As “Maias” revelam isso.

A Real Maia azul, que se escreve “separado”, de Tocantins, foi a mais audaciosa em crescimento. Pertencente a Disromar Maia, a companhia obteve a liberação de 2512 mercados, com ligações especialmente entre o Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

A Relamaia laranja, que se escreve tudo junto, de Goiás, obteve a liberação de 130 mercados. A empresa é da mesma origem familiar de Disromar, mas de outro braço, sendo negócios diferentes. O número de mercados é menor, mas alguns nevrálgicos e ligam o País de Nordeste a Sul.

A Expresso Maia, por sua vez, também de Goiânia, conseguiu 1056 mercados liberados, em especial entre Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O número, por si só, é alto. Mas se torna gigantesco se somando aos 5.801 mercados para outras empresas do grupo a que pertencem: as baianas Viação Novo Horizonte (5.540 mercados) e Jotamar (261mercados), como já mostrou o Diário do Transporte.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/05/02/exclusivo-viacao-novo-horizonte-e-jotamar-tem-5-801-mercados-autorizados-em-primeira-janela-pela-antt/

Ou seja, apenas para o grupo liderado pela Novo Horizonte são: 6.857 mercados

(MAIS À FRENTE EXEMPLOS)

O editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, tem atualizado as informações sobre o procedimento que, na aposta da ANTT, deve ampliar o atendimento em todo o País e a concorrência, muito embora, segundo advogados especialistas ouvidos pelo site, na prática, os números de novos serviços aos cidadão serão menores que o anunciado pela agência federal, já que muitas empresas não vão atender a todas exigências para a operação e alguns destes mercados são isolados, não conseguem compor linhas e conexões e não devem ter viabilidade econômica ou técnica. A ANTT aprovou 47.291 mercados. Desse total, 38.379 referem-se a mercados até então não atendidos, chamados pela agência de “mercados desatendidos”.  Outros 8.912 mercados são atualmente operados por apenas uma empresa e foram classificados pela ANTT como “mercados monopolistas”. Além disso, 5.459 mercados (11,5% do total) serão submetidos a processo seletivo público.

Cada janela é uma oportunidade para, de acordo com as atuais regras do setor, que as empresas solicitem autorizações para operar, privilegiando trechos onde não há nenhum tipo de atendimento ainda ou apenas uma companhia atuando.

Vale lembrar, como mostrou o Diário do Transporte, que advogados especializados explicaram a Adamo Bazani que não necessariamente todos os mercados nesta primeira janela vão virar realidade. Isso porque, as empresas devem atender às exigências da ANTT, tendo este mês de maio de 2026 para enviarem todas as certificações, e alguns mercados liberados acabam sendo “isolados” ou sequer compõem a viabilidade para completar uma linha.

Isso sem contar com os riscos jurídicos e operacionais de muitos destes mercados.

Quem explicou foram os advogados especializados em transportes e direito empresarial, Ilo Löbel da Luz; Liana Variani; Rita Januzzi e; Lucas Turquino.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/05/01/primeira-janela-de-onibus-rodoviarios-da-antt-pode-ser-pura-ilusao-grande-parte-dos-mercados-aprovados-nao-vai-virar-realidade-e-vai-ter-muita-briga-na-justica/

TOTAL NO BRASIL

A ANTT aprovou 47.291 mercados. Desse total, 38.379 referem-se a mercados até então não atendidos, chamados pela agência de “mercados desatendidos”.  Outros 8.912 mercados são atualmente operados por apenas uma empresa e foram classificados pela ANTT como “mercados monopolistas”. Com isso, o total de mercados autorizados administrativamente deverá saltar de 33.961 para 72.340 — um crescimento de 113%. Além disso, 5.459 mercados (11,5% do total) serão submetidos a processo seletivo público.

O QUE SÃO ESTES MERCADOS?

Cada mercado corresponde, simplificando a explicação, a um trecho dentro das linhas, que significa o ponto a ponto para embarque ou desembarque desde que entre cidades de estados diferentes para não competir com as linhas intermunicipais. Assim, uma única linha pode ter dezenas de mercados.

Por exemplo, uma linha entre Santo André (SP) e Salvador (BA): se a empresa é autorizada a, dentro desta mesma linha, vender passagens no sentido Bahia entre 1) Santo André (SP) x Campos dos Goytacazes (RJ); 2) Santo André (SP) x Vitória (ES); 3) Santo André (SP) x Teixeira de Freitas (BA), serão quatro mercados nesta linha: as três paradas (Campos dos Goytacazes, Vitória e Teixeira de Freitas) mais o destino (Salvador).

Esta divisão ocorre para ampliar as opções dos passageiros e permitir que as empresas vendam passagens em assentos que forem ir desocupando no meio da viagem.

EXEMPLOS

Real Maia – Azul – 01.945.637/0001-13 Real Maia Transportes Terrestres Ltda

Grafia separada

De Palmas (TO) e Porto Nacional (TO), de propriedade de Dirsomar Maia.

TOTAL: 2512 mercados

Mercados sem nenhum atendimento: 2389

Exemplos:

Abreu e Lima (PE) x São Paulo (SP); Brumado (BA) x Ribeirão das Neves (MG); Uberlândia (MG) x Lins (SP); Sete Lagoas (MG) x Bragança Paulista (SP); Quatro Barras (PR) x Criciúma (SC); Ourinhos (SP) x Palmas (TO); João Pessoa (PB) x Campo Maior (PI); Cascavel (PR) x João Pessoa (PA), Natal (RN) e Recife (PE); Belo Horizonte (MG) x Cristinápolis (SE)

Mercados com uma empresa apenas atendendo: 123

Exemplos:

Anápolis (GO) x Araguari (MG); Aracaju (SE) x Porto Nacional (TO); Araguari (MG) x Curitiba (PR) Trindade (GO) x Sorriso (MT), Araguari (MG) x Erechim (RS); Brasília (DF) x Osório (RS); Entre Rios (BA) x Montes Claros (MG); Goiânia (GO) x São Mateus do Sul (PR); Itapeva (MG) x Guarulhos (SP); João Pessoa (PB) x Floriano (PI); Maceió (AL) x Porto Nacional (TO); Piracanjuba (GO) x Uberlândia

Expresso Maia – 01.526.219/0001-91 – Expresso Maia Ltda

Com sede em Goiânia, mas ligada ao grupo da baiana Novo Horizonte, tendo como sócio Edgar Abreu.

TOTAL: 1056 mercados

Mercados sem atendimento até agora: 874

Exemplos:

Açailândia (MA) x Barcarena (PA); Aparecida de Goiânia (GO) x Benevides (PA); Aparecida de Goiânia (GO) x Rio dos Bois (TO); Brasília (DF) x Santo Antônio da Barra (GO); Goiânia (GO) x Capanema (PA); Redenção (PA) x Tocantinia (TO); Rio Branco (AC) x Montes Claros (MG); Rio Branco (AC) x Trindade (GO); São Bernardo (MA) x Alvorada (TO), São Francisco de Goiás (GO) x Palmas (TO);

Mercado com uma empresa apenas: 182

Exemplos:

Anápolis (GO) x Pinheiro (MA); Carolina (MA) x Pico (PI); Jaraguá (GO) x Paranaíba (PI);

Realmaia Laranja – 10.257.014/0001-49  Realmaia Turismo e Cargas Ltda

Grafia junta

Ligada ao Grupo Montes Belos (Ismael Maia), de Goiânia/GO.

TOTAL: 130 mercados

Mercados sem nenhum atendimento até agora: 108

Exemplos:

Brasília (DF) x Almas (TO); Caetité (BA) x Alvorada do Norte (GO); Campo Alegre de Lourdes (BA) x Goiânia (GO); Igaporã (BA) x Atibaia (SP); Panambi (RS) x Embu das Artes (SP) e São Paulo (SP); São José dos Pinhais (PR) x Chapecó (SC); São Sebastião de Bela Vista (MG) x Sã Paulo (SP); São Paulo (SP) x Cruz Alta (RS);

Mercados com uma empresa só até então: 22

Exemplos:

Bom Jesus da Lapa (BA) x Alexânia (GO); Cruz Alta (RS) X Embu das Artes (SP) e São Paulo (SP); Goiânia (GO) x Chapada da Natividade (TO); Chapada na Natividade (GO) x Chapada da Natividade (TO);

GRUPOS TRADICIONAIS X “START UPS”

A ANTT aprovou 47.291 mercados. Desse total, 38.379 referem-se a mercados até então não atendidos, chamados pela agência de “mercados desatendidos”.  Outros 8.912 mercados são atualmente operados por apenas uma empresa e foram classificados pela ANTT como “mercados monopolistas”. Com isso, o total de mercados autorizados administrativamente deverá saltar de 33.961 para 72.340 — um crescimento de 113%. Além disso, 5.459 mercados (11,5% do total) serão submetidos a processo seletivo público.

Cada “janela da ANTT” é uma oportunidade para, de acordo com as atuais regras do setor, que as empresas solicitem autorizações para operar, privilegiando trechos onde não há nenhum tipo de atendimento ainda ou apenas uma companhia atuando.

Já cada mercado corresponde, simplificando a explicação, a um trecho dentro das linhas, que significa o ponto a ponto para embarque ou desembarque desde que entre cidades de estados diferentes para não competir com as linhas intermunicipais. Assim, uma única linha pode ter dezenas de mercados.

Por exemplo, uma linha entre Santo André (SP) e Salvador (BA): se a empresa é autorizada a, dentro desta mesma linha, vender passagens no sentido Bahia entre 1) Santo André (SP) x Campos dos Goytacazes (RJ); 2) Santo André (SP) x Vitória (ES); 3) Santo André (SP) x Teixeira de Freitas (BA), serão quatro mercados nesta linha: as três paradas (Campos dos Goytacazes, Vitória e Teixeira de Freitas) mais o destino (Salvador).

Esta divisão ocorre para ampliar as opções dos passageiros e permitir que as empresas vendam passagens em assentos que forem ir desocupando no meio da viagem.

Com a marca própria Flixbus, a gigante alemã conseguiu 1158 mercados onde não havia oferta até então e 72 mercados onde já há uma oferta, somando 1230 mercados. A FlixBus está no Brasil desde 2021, mas a atuação na Europa começou em 2011 e hoje se tornou gigante, tendo, inclusive frota própria de ônibus e operando até mesmo ferrovias.

A Buser, criada no Brasil em 2017, obteve 27 mercados autorizados, sendo 26 onde não havia atendimento e um para concorrer onde há uma empresa apenas. Mas as liberações não foram para a Buser em si, mas para duas empresas de linhas regulares que comprou, a Transportes Santa Maria, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista; e Expresso JK, do Distrito Federal. Ambas já atuavam no setor dessas linhas. O aplicativo Buser se caracterizou pelo que chama de “fretamento colaborativo”, modelo que é alvo de um debate jurídico sobre se é legal ou não no Brasil.

Veja os detalhes:

Em 28 de abril de 2026, o criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, mostrou que o aplicativo  Buser vai operar 27 mercados.

As operações se darão por meio da compra recente pelo aplicativo das empresas Transportes Santa Maria, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista; e Expresso JK, do Distrito Federal.

Somente em relação aos chamados mercados “desatendidos”, que são ligações para as quais não havia nenhuma oferta, são 26, sendo 18 pela empresa do ABC e oito pela JK.

Barbacena (MG) x Santo André (SP); Campo Belo (MG) x São Bernardo do Campo (SP); Formiga (MG) x São José do Rio Preto (SP); são alguns exemplos pela Santa Maria e; Morrinhos (MG) x Belo Horizonte (MG); Pinhas (PR) x Registro (SP) e Rio de Janeiro (RJ) x Itaquaquecetuba (SP), pela JK, são casos dos mercados antes sem oferta de ligações.

Já entre os mercados que tinham a atuação de uma só empresa, a Buser vai operar, pela Expresso JK, a ligação Contagem (MG) x Três Rios (RJ).

Relembre:

EXCLUSIVO: Buser ganhou mais 27 mercados de ônibus de linhas regulares interestaduais com janelas da ANTT

No dia 27 de abril de 2026, Adamo Bazani mostrou que a plataforma internacional Flixbus conseguiu autorizações para operar diretamente linhas de ônibus nestas janelas.

Foram 1158 mercados onde não havia oferta até então, que são chamados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), de mercados desatendidos, tendo a Flixbus como contemplada 1.: Alagoinhas (BA) x Jaboatão dos Guararapes (PE); Balneário Camboriú (SC) x Umbaúba (SE); Bayeux (PB) x Santo André (SP); Camapuã (MS) x Cascavel (PR) estão entre os exemplos.

A plataforma também vai atender 72 mercados onde já há uma oferta, como Curitiba (PR) x São Vicente.

Relembre:

EM PRIMEIRA-MÃO: Janelas da ANTT: Flixbus tem 1158 mercados antes sem atendimento e, Gontijo 3024. Sobre “monopolistas”, Águia Branca vai coincidir com rotas da Itapemirim

Os modelos de negócios foram escolhidos de forma diferente.

Enquanto a Flixbus fez as solicitações diretas por sua marca, a Buser foi contemplada por meio das compras de viações de linhas regulares que fez.

O criador e editor-chefe do Diário do Transporte noticiou em primeira mão, de forma oficial, a aquisição.

Relembre:

Holding da Buser adquire CNPJ da Transportes Santa Maria, do ABC Paulista, para operações rodoviárias interestaduais regulares. JK já havia sido adquirida

O Diário do Transporte mostrou também que mesmo com participação da Buser e Flixbus na primeira janela da ANTT, associação que reúne aplicativos vê resultados com cautela.

Segundo Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), não há evidências ainda de que os benefícios para empresas e para os passageiros serão reais e muitos destes mercados não serão possíveis.

Relembre:

Mesmo com participação da Buser e Flixbus na primeira janela da ANTT, associação que reúne aplicativos vê resultados com cautela

O criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, conversou em uma reportagem especial de “pós-divulgação dos resultados dos mercados aprovados” com vários advogados especializados neste setor e em segurança jurídica.

Todos entendem que houve avanços, mas também entendem ser necessária cautela e aliaram riscos jurídicos e operacionais.

“Grande parte dos mercados concedidos não vai ser operada, porque muitos destes mercados não são viáveis ou não conseguem compor uma linha rentável na prática. Resumindo: a janela no final pode ser uma grande ilusão” – explicou o advogado especializado em transportes rodoviários, considerado uma das referências no setor, Ilo Löbel da Luz.

Por este motivo, a advogada especializada em direito empresarial, Liana Variani, aponta também que, além da viabilidade econômica toda nova operação precisa ser avaliada pelo ponto de vista de risco jurídico.

“Toda regulamentação nova requer uma análise aprofundada por equipes de advogados especializados. Esta avaliação deve considerar as novas regras em si, a tal letra fria, mas as realidades próprias da empresa, levando em conta o contexto operacional, organizacional, concorrencial e até mesmo geográfico de determina operação. Vale a pena, então, entender o texto e o contexto de forma ampla e individualizada ao mesmo tempo” – disse.

“Para empresas que nunca operaram no modal rodoviário interestadual — como parece ser o caso de pelo menos parte das contempladas nesta rodada —, a curva de aprendizado regulatório pode ser longa e custosa. Infrações no início da operação, mesmo que involuntárias, geram autuações com penalidades significativas, suspensões e até cassação da autorização”. – detalhou a advogada especializada no setor rodoviário, Rita Januzzi.

Segundo o especialista em direito voltado para a área de transportes, o advogado Lucas Turquino, haverá acirramento concorrencial riscos de litígio.

“Um ponto que merece atenção jurídica é o acirramento competitivo que os resultados desta janela revelam — e em alguns casos, explicitamente agravam. Alguns novos vão aparecer outros vão se ampliar” – disse.

A matéria especial você acessa neste link:

ENTREVISTAS: Primeira janela de ônibus rodoviários da ANTT pode ser “pura ilusão”, grande parte dos mercados aprovados não vai virar realidade e vai ter muita briga na Justiça

O QUE SÃO JANELAS E QUANTAS SÃO:

As chamadas ‘janelas de entrada’ são períodos predefinidos pela agência durante os quais empresas de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros podem apresentar requerimentos para obter novas autorizações de linhas ou para a ampliação de serviços já existentes. Fora dessas janelas, o sistema regulatório é, em regra, fechado para novos pedidos.

Como mostrou o Diário do Transporte, em 24 de abril de 2026, a ANTT aprovou 47.291 mercados. Desse total, 38.379 referem-se a mercados até então não atendidos, chamados pela agência de “mercados desatendidos”.  Outros 8.912 mercados são atualmente operados por apenas uma empresa e foram classificados pela ANTT como “mercados monopolistas”. Com isso, o total de mercados autorizados administrativamente deverá saltar de 33.961 para 72.340 — um crescimento de 113%.

A reportagem completa do editor e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, sobre as janelas, você confere neste link:

ANTT publica resultados de abertura de janelas extraordinárias de mercado de ônibus rodoviários e estima aumento de 52% no número de empresas

TOTAL NO BRASIL

A ANTT aprovou 47.291 mercados. Desse total, 38.379 referem-se a mercados até então não atendidos, chamados pela agência de “mercados desatendidos”.  Outros 8.912 mercados são atualmente operados por apenas uma empresa e foram classificados pela ANTT como “mercados monopolistas”. Com isso, o total de mercados autorizados administrativamente deverá saltar de 33.961 para 72.340 — um crescimento de 113%. Além disso, 5.459 mercados (11,5% do total) serão submetidos a processo seletivo público.

O QUE SÃO ESTES MERCADOS?

Cada mercado corresponde, simplificando a explicação, a um trecho dentro das linhas, que significa o ponto a ponto para embarque ou desembarque desde que entre cidades de estados diferentes para não competir com as linhas intermunicipais. Assim, uma única linha pode ter dezenas de mercados.

Por exemplo, uma linha entre Santo André (SP) e Salvador (BA): se a empresa é autorizada a, dentro desta mesma linha, vender passagens no sentido Bahia entre 1) Santo André (SP) x Campos dos Goytacazes (RJ); 2) Santo André (SP) x Vitória (ES); 3) Santo André (SP) x Teixeira de Freitas (BA), serão quatro mercados nesta linha: as três paradas (Campos dos Goytacazes, Vitória e Teixeira de Freitas) mais o destino (Salvador).

Esta divisão ocorre para ampliar as opções dos passageiros e permitir que as empresas vendam passagens em assentos que forem ir desocupando no meio da viagem.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Diogo disse:

    Grandes notícias, continuem divulgando esse grande avanço no transporte.

    Diogo

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