Projeto de Lei propõe que ao menos 20% da frota de ônibus de Curitiba (PR) atenda somente mulheres

Foto: Pedro Ribas/SECOM

Autora do documento destaca que superlotação nos coletivos agrava a vulnerabilidade das passageiras; se aprovado, projeto prevê operação aos dias úteis, nos horários de pico matutino, das 6h às 9h, e vespertino, entre as 17h e as 20h

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, a Câmara Municipal de Curitiba, no Paraná, informou que um novo Projeto de Lei, referente ao transporte público, está sob análise dos vereadores. O documento proposto pela vereadora Meri Martins estabelece que ao menos 20% da frota de ônibus seja destinada ao atendimento apenas de passageiras mulheres. A mudança no serviço seria válida aos dias úteis, nos horários de pico matutino, das 6h às 9h, e vespertino, entre as 17h e as 20h.

Conforme a proposta, o percentual mínimo deveria ser observado, prioritariamente, nas linhas estruturais do sistema de transporte de Curitiba, incluindo os ônibus biarticulados, os articulados e os ligeirinhos, podendo ser estendido a outras linhas. O uso dos ônibus reservados seria facultativo, isto é, caberia ao público feminino optar pelos veículos exclusivos ou mistos. “É amplamente reconhecido que mulheres estão mais expostas a situações de assédio, importunação sexual e violência no transporte coletivo, sobretudo nos horários de pico, quando a superlotação agrava a vulnerabilidade. A proposta busca oferecer uma alternativa facultativa, respeitando a liberdade de escolha das usuárias, sem excluir ou restringir o acesso aos ônibus de uso misto”, pontuou a vereadora. O projeto de lei assegura que as passageiras possam ingressar nos ônibus exclusivos acompanhadas de filhos de até 14 anos de idade. A iniciativa também prevê a identificação visual interna e externa dos ônibus exclusivos para mulheres, por meio de adesivos, conforme regulamentação do Executivo. “A iniciativa não cria novos custos estruturais significativos, uma vez que não exige a aquisição de novos veículos, prevendo apenas a reorganização de parte da frota existente, o que torna a medida viável do ponto de vista operacional e econômico”, acrescenta Meri Martins. Protocolado no dia 04 de fevereiro, o projeto depende da análise nas comissões permanentes antes de poder ser votado em Plenário. Se a matéria for aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, a lei começa a valer 90 dias após a publicação no Diário Oficial do Município (DOM).

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. junior disse:

    já dizia aquele grande pianista albino:
    – era sol q me faltava!

  2. Israel Augusto personalfit disse:

    JÁ NÃO TEM ÔNIBUS SUFICIENTE PRA ATENDE A POPULAÇÃO AGORA VAI RESTRINGIR CARROS EXCLUSIVOS FORA QUE OS FURACATRACA NO CIRCULAR SUL NOS DOIS SENTIDOS SÓ AUMENTA A CADA DIA CADE A SEGURANÇA NO TRANSPORTE COLETIVO??? ÔNIBUS SUPERLOTADO VAI TIRAR ÔNIBUS PRA EXCLUSIVO PRA MULHERES E AÍ FICA COMO A ESPERA DE OUTRA CARRO JÁ É DEMORADO AI QUANDO VIER EXCUSIVO VC NÃO VAI PODER EMBARCAR POXA AÍ FICA DIFÍCIL

  3. Adriano Nabosny disse:

    É só ter mais presença,de guardas municipais a paisanas nos nossos coletivos e punições mais severas,com quem comete esses crimes.

  4. Samuel Joselito. disse:

    Ai sim ! Quando eu minha esposa sair juntos nesse horario, ela vai num e eu em outro ! É melhor criar um espaço dentro dos onibus ( Melhor articulados ou Biarticulados) !

  5. NILTON CESAR PEREIRA CORREIA disse:

    Menos mau que estou trabalhando para evitar usar transporte público qdo aposentar, segregação de ideologia à vista, homens, cuidado qdo olhar para alguma mulher, vc pode ser acusado de assédio e ir preso, andem munidos de câmeras com áudio, assim será sua defesa contra narrativas …lamentável

  6. Rodrigo Zika! disse:

    Olha a segregação aí, ou seja a frota será menor para direcionar e tratar um gênero como algo excepcional apenas pela militância que só anda de carro particular, é uma piada mesmo.

  7. SIDNEI NOTTO VILLANOVA disse:

    Ao invés de punir severamente o assediador, punem todos os homens, como se todos fossem criminosos. Também deveriam punir severamente as mulheres que fizessem falsa acusação de assédio. O correto seria aumentar a fiscalização dentro dos ônibus, com Guarda Municipal e sistemas de segurança mais eficazes, tais como câmeras de alta resolução e reconhecimento facial.

  8. Anderson disse:

    É a agenda woke fazendo separação das pessoas, ditas minorias. Engraçado que não é visto esta quantidade de assediadores para que tenha está separação, pq se tivesse a RPC estaria noticiando diariamente, pq só noticiam assunto referente a crimes contra a mulher, como se a maioria das vítimas no país fosse do sexo feminino.

    Ai entra outro BO da segregação: e quem se identifica como mulher vai entrar no mesmo ônibus? Os pais e maridos vão deixar?

    Fiscalizar obra parada, propor melhorias em obras, aí estes bastiões do mimimi não fazem, mas fazer projeto burro e abrir para homenagear político de Brasília ou ator peso morto estão a disposição.

    E pensar que pagamos para ter este serviço inútil.

  9. Raphael disse:

    Querem combater um problema usando a segregação como solução? Patético!

  10. Passissa disse:

    Quando já não se tem o que inventar, começam a fzr lei de achismo, vão arrumar uma trouxa de roupas para lavar cambada de vagabundos e fazer leis mais descente para a população. Seus merdas.

  11. Clarizete da Luz Queiroz Morais disse:

    Já ouviram o ditado popular( aliás,bem arcaico e machista): “prenda suas cabras ,que meu bode está solto”? Esse é o caso,em vez de tomar providências com os agressores, nós mulheres ficaremos confinadas e restritas. Não é proteção real, afinal sabendo que só tem mulheres, os predadores ,irão esperar nos pontos de ônibus, portanto a segurança será menor.

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