André Vieira assume diretoria comercial da GOAL em fase de maior maturidade do mercado brasileiro

André Vieira chega à companhia após uma trajetória de 25 anos no setor de transporte público

Executivo com 25 anos de experiência no transporte público chega para reforçar estratégia comercial, planejamento operacional e foco em eficiência baseada em dados

ALEXANDRE PELEGI

A GOAL, empresa internacional especializada em soluções de planejamento, programação e otimização da operação de transporte público, inicia um novo ciclo no mercado brasileiro com a chegada de André Vieira como Diretor Comercial Brasil. O movimento ocorre em um momento em que operadores e gestores públicos enfrentam maior pressão por eficiência operacional, sustentabilidade econômica e decisões orientadas por dados, em um cenário cada vez mais exigente e menos tolerante a soluções genéricas.

Com presença consolidada em diversos países, a GOAL é reconhecida pela forte base técnica de seus sistemas e pela atuação em projetos de planejamento operacional de alta complexidade. No Brasil, a empresa vem refinando seu posicionamento, priorizando projetos com maior impacto na reestruturação de redes, na governança do planejamento e no uso estratégico de informações operacionais. Esse reposicionamento inclui, inclusive, o lançamento de uma nova geração de soluções mais aderentes à realidade brasileira, integrando programação, escala e monitoramento da operação em tempo real.

André Vieira chega à companhia após uma trajetória de 25 anos no setor de transporte público, com passagens por operadores, consórcios metropolitanos e empresas de tecnologia. Iniciou a carreira no Grupo ABC (Viação ABC e Metra), atuou no Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT), acumulou 15 anos de experiência em bilhetagem eletrônica na Autopass e na Prodata e, nos últimos cinco anos, foi um dos principais responsáveis pela chegada e crescimento da Optibus no Brasil.

Um mercado mais exigente e orientado por dados

Segundo André, sua chegada à GOAL ocorre em um momento muito alinhado às transformações do mercado brasileiro. “A empresa vive uma fase de maturidade tecnológica que conversa diretamente com o que operadores e gestores públicos precisam hoje. O mercado não busca mais apenas digitalização, mas sim eficiência real, mensurável e sustentada por dados”, afirma.

Ao assumir a diretoria comercial, o executivo encontrou uma empresa com reputação técnica consolidada e relações de longo prazo com clientes estratégicos. “Existe um reconhecimento claro da qualidade técnica das soluções da GOAL. O grande desafio — e também a grande oportunidade — está em estruturar ainda mais o posicionamento comercial, deixando a proposta de valor mais clara, comparável e conectada às dores reais da operação”, explica.

Nas primeiras semanas na função, André aponta que ficou evidente o aumento do nível de exigência do mercado. “Hoje as decisões são mais criteriosas, os ciclos de venda mais analíticos e a cobrança por resultados é muito maior. Há espaço para evoluir na forma como traduzimos tecnologia em ganhos operacionais, econômicos e até regulatórios para o cliente”, diz. Ele destaca ainda o contato mais profundo com o novo software da empresa. “Tive a certeza de que a solução está mais moderna e, principalmente, muito mais aderente à realidade brasileira.”

Prioridades da nova gestão comercial

À frente da diretoria comercial, André afirma que a gestão terá três prioridades centrais. “A primeira é fortalecer o discurso de valor da empresa. A segunda é aproximar ainda mais a área comercial da realidade operacional dos clientes. E a terceira é estruturar processos de vendas mais previsíveis, escaláveis e orientados a resultados.”

Para ele, o fato de o mercado brasileiro estar mais exigente é consequência direta de sua maturidade. “Quando o mercado amadurece, ele deixa de comprar promessa. Passa a exigir dados, indicadores, cases e clareza de retorno sobre investimento. Isso muda completamente a forma de vender tecnologia”, avalia.

Dentro desse contexto, a GOAL busca equilibrar atuação consultiva com escala. “O relacionamento consultivo sempre foi um diferencial importante. O que estamos fazendo agora é combinar isso com soluções mais estruturadas e replicáveis, que permitam crescer sem perder qualidade”, afirma.

Foco estratégico no Brasil e perfil dos projetos

Questionado sobre o foco da empresa no Brasil, André reforça que não se trata de uma mudança brusca, mas de um refinamento estratégico. “O Brasil continua sendo um mercado prioritário. A minha chegada, junto com a de outros profissionais, mostra que a GOAL está reforçando sua presença aqui, entendendo que o país reúne desafios complexos que exigem soluções mais profundas e estruturadas.”

Esse refinamento também se reflete no perfil dos projetos priorizados. “Haverá um foco maior em clientes que buscam planejamento, eficiência e governança operacional. Vamos oferecer um sistema integrado, que vai da programação e do planejamento até o monitoramento da operação em tempo real”, detalha.

Entre os segmentos que devem ganhar mais atenção estão operadores urbanos, autoridades gestoras e projetos de reestruturação operacional. “A GOAL tem capacidade de atender clientes de diferentes portes, sempre ajustando nível de complexidade, escopo e investimento à realidade de cada operação”, ressalta.

Tecnologia, eficiência e diferencial competitivo

Na avaliação de André, o principal diferencial competitivo da empresa está na combinação entre conhecimento operacional profundo e tecnologia aplicada ao planejamento real. “A GOAL não entrega apenas um sistema. Ela entrega poder de decisão. Estamos lançando uma nova solução que consolida aprendizados recentes e responde às demandas por eficiência, previsibilidade e melhor uso dos dados.”

André complementa: “Um grande diferencial da GOAL é que o novo software conta com um aplicativo dedicado aos motoristas, que facilita a comunicação operacional, o acesso às escalas e a execução do serviço no dia a dia”.

O discurso comercial, segundo ele, passa por uma evolução natural. “O foco é impacto mensurável: eficiência operacional, sustentabilidade econômica e qualidade do serviço ao usuário final. Tecnologia, hoje, é vista principalmente como ferramenta de eficiência.”

Sobre inovação, André é direto: “Ela é muito bem-vinda, desde que gere ganhos concretos. O cliente brasileiro quer resultado.”

Inteligência artificial, novos produtos e Lat.Bus

A inteligência artificial já faz parte desse contexto, mas sempre com viés prático. “A IA entra como meio para ampliar a capacidade analítica, simular cenários e apoiar a tomada de decisão. Não é um fim em si mesma”, explica. Ele antecipa que, nas próximas semanas, a empresa deve detalhar o chamado “Novo GoalBus”, com foco em aplicação prática e benefícios ao setor.

A GOAL também estará presente na Lat.Bus. “Quem visitar o estande pode esperar demonstrações práticas, foco em planejamento operacional e conversas objetivas sobre desafios reais do setor”, afirma.

Resultados como objetivo final

Ao olhar para o futuro, André resume o objetivo da nova fase da empresa no Brasil. “Quero ver a GOAL reconhecida como referência em planejamento e eficiência operacional, não apenas pela tecnologia, mas pelos resultados que entrega aos clientes.”

E conclui: “Na prática, o que muda é uma atuação comercial mais estruturada, transparente e alinhada às transformações do setor, conectando tecnologia, operação e estratégia.”

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