Falhas operacionais nas linhas 8 e 9 levam Ministério Público a ampliar investigação sobre a ViaMobilidade
Publicado em: 13 de maio de 2026
Apuração envolve morte de funcionário durante manutenção, circulação de trem com portas abertas, descarrilamento e relatos de passageiros sobre problemas operacionais recentes
YURI SENA
O Ministério Público de São Paulo iniciou uma nova investigação para apurar episódios registrados nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela ViaMobilidade. A medida ocorre após uma série de ocorrências envolvendo segurança operacional e manutenção do sistema ferroviário.
Entre os fatos incluídos na apuração está a morte de um funcionário durante trabalhos de manutenção realizados na última semana, noticiado pelo Diário do Transporte.
Relembre:
Funcionário morre durante manutenção programada na Linha 9-Esmeralda em São Paulo
O procedimento também considera um episódio em que uma composição circulou com portas abertas, além de outras intercorrências operacionais registradas recentemente. A investigação reúne ainda relatos de passageiros sobre problemas ocorridos na região da Estação João Dias.
Outro caso analisado envolve o descarrilamento de um trem registrado no final de abril na Linha 9-Esmeralda. Informações apresentadas ao Ministério Público apontam que a concessionária identificou uma fissura em um trilho como origem do problema.
Relembre:
Após o incidente, inspeções realizadas na malha ferroviária localizaram outros pontos que precisaram de reparos preventivos ao longo das linhas concedidas. As condições da infraestrutura e os procedimentos de manutenção passaram a fazer parte da apuração conduzida pelos promotores.
Representantes da Motiva, grupo responsável pela ViaMobilidade, participaram recentemente de reuniões com órgãos estaduais, incluindo a Artesp e integrantes da área de parcerias e investimentos do governo paulista, para tratar das condições operacionais das linhas.
Em nota, a concessionária informou que mantém ações permanentes de monitoramento e manutenção preventiva na infraestrutura ferroviária das linhas 8 e 9.
Sobre o episódio envolvendo a composição que apresentou portas abertas, a empresa declarou que o desembarque ocorreu em segurança e que os procedimentos adotados durante a retirada do trem de circulação seguiram protocolos operacionais.
A ViaMobilidade também afirmou que realiza análises técnicas sobre o descarrilamento ocorrido em abril e informou ter promovido inspeções em toda a extensão da via permanente após o acidente.
No caso da morte do trabalhador, a concessionária declarou que as apurações iniciais apontam falha operacional durante a execução da atividade, sem indícios preliminares de defeitos estruturais ou falhas em equipamentos de segurança.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte


