Emplacamentos de ônibus crescem 9,22% em novembro e setor supera 26,3 mil unidades no ano
Publicado em: 3 de dezembro de 2025
Alta também é de 14,37% sobre novembro de 2024, indicando recuperação mais consistente do segmento; no acumulado de janeiro a novembro, segmento soma 667 ônibus elétricos, crescimento de 128,42% frente ao mesmo período de 2024
ALEXANDRE PELEGI
Os emplacamentos de ônibus registraram alta de 9,22% em novembro de 2025, segundo dados divulgados pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, entidade que representa todas as concessionárias de veículos do Brasil — incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários..
Foram 2.642 veículos, acima dos 2.419 licenciados em outubro. Em relação ao mesmo mês de 2024, quando haviam sido emplacados 2.310 ônibus, o crescimento foi ainda mais expressivo: 14,37%.
No acumulado de janeiro a novembro, o mercado soma 26.301 unidades, superando em 4,87% o volume do mesmo período do ano anterior.
Ritmo de recuperação após oscilações em 2024 e início de 2025
O desempenho de novembro consolida uma trajetória de recuperação do segmento após um período de forte irregularidade. Em 2024, o setor havia fechado o ano com 27.675 ônibus emplacados, crescendo 12,5% sobre 2023 — impulsionado por renovações de frota e compras públicas. No entanto, 2025 iniciou em ritmo mais moderado e só voltou a apresentar sinais mais robustos a partir do segundo semestre.
A elevação observada em novembro indica um retorno da demanda reprimida, com impacto de encomendas para sistemas urbanos, rodoviários e compras relacionadas a renovações obrigatórias.
Desempenho anual já supera 2024 no mesmo recorte
Ao alcançar 26.301 unidades até novembro, o setor encosta no total anual de 2024 — faltando apenas pouco mais de 1,3 mil veículos para igualar o desempenho do ano passado. Historicamente, dezembro tende a apresentar volumes elevados, o que sugere que 2025 deve fechar novamente acima dos 27 mil ônibus, mantendo o ciclo de expansão iniciado pós-pandemia.
Comparação histórica recente
- Novembro de 2025: 2.642 ônibus (+9,22% ante outubro 2025; +14,37% ante novembro 2024)
- Acumulado jan–nov 2025: 26.301 ônibus (+4,87% ante jan–nov 2024)
- Ano fechado 2024: 27.675 ônibus (melhor resultado desde 2014)
- Dezembro de 2024: 2.594 unidades — referência de forte demanda no fechamento de ano
Ônibus elétricos e híbridos – Novembro de 2025
De acordo com os dados do painel Mercado de Eletrificados – Ônibus, referentes a novembro de 2025, não houve emplacamentos de ônibus híbridos no mês e 26 ônibus 100% elétricos foram licenciados. Esses 26 elétricos representam uma queda de 70,11% em relação a outubro (87 unidades), mas ainda assim mostram incremento de 23,81% na comparação com novembro de 2024 (21 unidades).
No acumulado de janeiro a novembro, o segmento soma 667 ônibus elétricos, crescimento de 128,42% frente ao mesmo período de 2024 (292 unidades).
Participação por marca em novembro (ônibus elétricos)
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Mercedes-Benz: 16 unidades (61,54%)
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VW Truck & Bus: 9 unidades (34,62%)
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Higer: 1 unidade (3,85%)
Acumulado do ano (elétricos – jan–nov/2025)
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Induscar (Caio/Apaches elétricos via BYD): 224 unidades (33,58%)
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Mercedes-Benz: 215 unidades (32,23%)
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BYD: 142 unidades (21,29%)
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Higer: 29 unidades (4,35%)
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VW Truck & Bus: 14 unidades (2,10%)
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Marcopolo: 10 unidades (1,50%)
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Ankai: 9 unidades (1,35%)
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Scania: 1 unidade (0,15%)
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Volvo: 1 unidade (0,15%)
Resumo
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Ônibus híbridos:
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Novembro 2025: 0 emplacamentos
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Acumulado 2025: 0 (não há registros no ano)
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Ônibus elétricos:
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Novembro 2025: 26 unidades
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Outubro 2025: 87 unidades
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Novembro 2024: 21 unidades
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Acumulado jan–nov 2025: 667 unidades (+128,42%)
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Tendências observadas
A movimentação dos últimos meses revela um setor que retoma fôlego após oscilações recentes. As compras para sistemas urbanos voltam a ganhar ritmo, especialmente onde há renovação de frota contratual prevista.
No segmento rodoviário, observa-se maior presença de modelos de padrão superior, reflexo tanto da recuperação da demanda interestadual quanto da competição intensificada entre empresas.
Programas públicos também seguem impulsionando volumes adicionais, garantindo um fluxo constante de entregas. Ao mesmo tempo, cresce de forma gradual, mas contínua, a participação de ônibus elétricos e híbridos, um movimento que acompanha a agenda de descarbonização e as metas ambientais estabelecidas por governos e operadores.



O dado “Hibridos, zero emplacamentos” é frustrante…
Temos a tecnologia hibrido-elétrica praticamente já desenvolvida, porém hoje adormecida na prancheta.
Bem como já temos tecnologia amadurecida, além de muita “matéria prima” diariamente gerada, para a produção do biometano.
Até quando continuaremos bitolados apenas nos elétricos à bateria???