ClickBus premia Diário do Transporte como destaque de imprensa em evento para o setor rodoviário

Alexandre Pelegi, representando Adamo Bazani, editor do Diário do Transporte, recebeu a premiação de Elbert Leonardo, VP da ClickBus

Bus Summit 2025 foi marcado pela entrega de prêmios a diversas empresas e personalidades que se destacaram neste ano. Marcelo Fontana, pela OTM Editora, também foi destaque

ALEXANDRE PELEGI

A ClickBus realizou nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025, em São Paulo, o Bus Summit 2025, um evento que reuniu importantes empresários e entidades do setor rodoviário e de turismo. O evento foi marcado pela entrega de prêmios a diversas empresas e personalidades que se destacaram no último ano.

Pelo segundo ano consecutivo, o Diário do Transporte, juntamente com a OTM Editora, foi premiado na categoria “Destaques de Imprensa e Eventos”.

Marcelo Fontana, da OTM e parceiro do Diário do Transporte no Podcast do Transporte, também recebeu o prêmio no evento

Alexandre Pelegi, representando o site especializado e seu parceiro Adamo Bazani, recebeu o prêmio. Marcelo Fontana, da OTM Editora, e parceiro do Diário do Transporte no Podcast do Transporte, também recebeu a premiação.

O Bus Summit tornou-se rapidamente um dos fóruns mais relevantes para pensar o futuro do transporte rodoviário de passageiros no Brasil. Reunindo CEOs, operadores, gestores públicos, fornecedores e especialistas em tecnologia, o evento se consolida como espaço de troca estratégica para um setor que atravessa uma das maiores transformações de sua história – impulsionado por digitalização, experiência do cliente, novas formas de distribuição e, agora, pela inteligência artificial.

Foco em Inteligência Artificial

Com foco em IA – Inteligência Artificial, a ClickBus apresentou no Bus Summit uma visão clara sobre o desafio central da mobilidade digital: como entregar ao passageiro uma jornada fluida, coesa e confiável, independentemente do canal que ele escolha. A avaliação da empresa é direta: quem entender que o cliente é quem define o canal, e não o contrário, estará melhor posicionado num mercado em rápida transformação.

Segundo o CEO Phillip Klien, o PK, a evolução do comportamento do consumidor — moldada por experiências em plataformas de outros setores — mudou o patamar de expectativa no transporte rodoviário. Se antes o usuário seguia uma lógica rígida de escolha (“data, origem, destino”), agora espera uma conversa natural, quase assistiva: “quero ir pro Rio amanhã…”. “A tecnologia precisa acompanhar essa mudança”, afirmou PK.

Ao lado de Elbert Leonardo, vice-presidente comercial da ClickBus, que apresentou dados robustos do crescimento da empresa no ano, PK explicou que essa adaptação só é possível porque a empresa decidiu “virar a camada de IA do rodoviário”, tanto no B2C quanto no B2B. Após um 2025 considerado muito positivo, a empresa estruturou essa virada em três pilares:

  1. Inteligência artificial com inteligência

Com quase 100 milhões de passagens vendidas e o maior histórico digital do setor, a ClickBus afirma ter “dado, contexto e comportamento” suficientes para alimentar modelos de IA e agentes especializados. Essa inteligência se aplica à jornada inteira: da busca ao discovery, da compra ao pós-viagem, incluindo atendimento durante o deslocamento.

  1. IA para gerar insights acionáveis

A empresa destacou o lançamento do ClickBus Insights, produto que combina dados do marketplace com IA generativa para entregar análises e recomendações de ação aos operadores. A promessa é acelerar decisões — e elevar a eficiência comercial. O conceito, porém, extrapola o produto: os insights devem transformar também a experiência do viajante.

  1. Mais conectividade e infraestrutura digital

A ClickBus refez toda a arquitetura do White Label e avança no GDS 2.0, preparado para integrar agentes de IA e interações humanas. Em agosto, lançou o MCP, protocolo de tradução entre inventário rodoviário e modelos conversacionais. A empresa trabalha em conjunto com Google Transit e Google Travel para disponibilizar inventário diretamente ao Gemini.

A expansão tecnológica, entretanto, traz novos tipos de fraude e riscos, alertou PK. E ressaltou que ingressar nesse ecossistema com parceiros confiáveis será essencial para mitigar ameaças num ambiente de rápida evolução.

Ao mostrar seu ecossistema — OTA, GDS, White Label e agora camada de IA —, os executivos reforçaram que a ClickBus pretende ser a infraestrutura central do digital rodoviário.

Tecnologia para eficiência, não modismo

A fala de PK e Elbert também incluiu uma reflexão direta sobre custos operacionais. “Custo é como unha: tem que cortar todo dia”, citou Elbert, lembrando um empresário do setor. Para a ClickBus, a tecnologia precisa existir para melhorar o negócio, e não como iniciativa isolada. IA, dados e produto só fazem sentido quando se convertem em eficiência — tanto para a indústria quanto para os viajantes.

Os executivos destacaram ainda a agilidade da equipe — “menos de 250 pessoas, mais da metade dedicadas a dados, tecnologia e produto” — e relembraram que a empresa lançou sua interface conversacional antes do iFood, apesar da diferença de escala entre as companhias.

Por fim, reforçaram o convite para que o mercado participe das fases de experimentação e aprendizado. “Tudo isso acumula”, disse o CEO. A previsão para 2026? “O futuro chega mais rápido — e com a confiança ClickBus”, conclui.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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