Florianópolis (SC) inicia testes de pagamento por Pix nos ônibus municipais

Tecnologia desenvolvida pela Empresa 1 integra o processo de modernização do transporte coletivo da capital catarinense

ALEXANDRE PELEGI

Florianópolis começou a testar o pagamento da tarifa do transporte coletivo por meio do Pix diretamente nos validadores instalados nos ônibus. A iniciativa amplia as opções de pagamento para os passageiros e faz parte de um processo de modernização do sistema municipal conduzido nos últimos anos.

A ferramenta foi desenvolvida pela Empresa 1, que também é responsável por outras tecnologias em uso na capital catarinense, como o SI.GO, o sistema de Telemetria Sigom e o Console do Motorista. A nova forma de pagamento está em fase de testes no Terminal de Integração do Centro.

Com o Pix, o passageiro pode embarcar sem precisar portar cartão ou dinheiro em espécie. A mudança também traz mais segurança para os motoristas, ao reduzir o volume de numerário nos veículos, e deve facilitar o uso do transporte público por turistas e usuários ocasionais, que antes precisavam adquirir cartões específicos.

Recadastramento de cartões e serviços digitais

A novidade se soma a outras medidas recentes voltadas à digitalização dos serviços. Um exemplo é o recadastramento online de estudantes beneficiários de descontos, que substituiu as filas em pontos de atendimento por um processo remoto, via aplicativo Floripa no Ponto, integrado ao sistema SI.GO.

Segundo Aloísio Formento, gerente financeiro da Passe Rápido, responsável pela bilhetagem, o novo formato teve rápida adesão: “Nos primeiros meses, cerca de 30% dos estudantes já haviam feito o recadastramento online. Hoje, esse número chega a 80%.”

Telemetria aprimora segurança e manutenção da frota

Outra frente de modernização é o sistema de Telemetria, que monitora o comportamento dos veículos e condutores em tempo real. A ferramenta permite identificar falhas de operação, apoiar a manutenção preventiva e orientar motoristas para uma direção mais segura.

“Se o motorista adota uma condução defensiva, a economia de combustível e a redução de custos vêm como consequência”, explica Marcos Lopes, do Grupo Gestor. O coordenador de manutenção do Consórcio Fênix, Enoque Ademir da Silva, relata que a tecnologia ajudou a identificar hábitos incorretos de direção e evitou danos em componentes dos veículos.

O sistema também diferencia dados de desempenho por linha de operação, o que facilita o acompanhamento em redes complexas como a de Florianópolis.

Console centraliza funções e reduz paradas

Nos ônibus, os motoristas agora utilizam o Console do Motorista, painel instalado ao lado do volante que centraliza funções antes dispersas, como abertura de viagens, configuração de linhas e comunicação com a central.

“Antes era preciso ir até a catraca para ajustar a viagem. Agora, tudo é feito do posto de trabalho”, explica o motorista Adilson Spíndola. Segundo Juliana Arantes, do Grupo Gestor, a adaptação foi rápida devido à simplicidade do sistema.

Contexto da transformação digital

O conjunto dessas mudanças integra uma agenda de modernização do transporte coletivo da capital, voltada a reduzir etapas presenciais, ampliar o controle operacional e facilitar a vida do usuário.

A Empresa 1, que atua há mais de duas décadas no desenvolvimento de sistemas de bilhetagem e gestão de transporte, é parceira do Consórcio Fênix nesse processo de digitalização do serviço.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em Transportes

 

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