Comil diz que teve recuperação judicial concluída e já fala em novos investimentos
Publicado em: 1 de outubro de 2025
Processo começou em 2016; crise da empresa foi agravada com abertura de filial de urbanos em Lorena, que teve de ser fechada
ADAMO BAZANI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA
A fabricante de carrocerias Comil, localizada em Erechim, no Rio Grande do Sul, por pouco não engrossou a lista de empresas que faliram ao longo da história dos transportes no país.
Nesta quarta-feira, 1º de outubro de 2025, por meio de comunicado, assinado pelo presidente da companhia, Deoclésio Corradi, a Comil informou que concluiu o processo de recuperação judicial, que se arrastava desde 2016.
O Diário do Transporte mostrou quando a Justiça aceitou o procedimento.
Relembre:
No comunicado, Deoclésio Corradi afirmou que trata-se de um período de reestruturação e consolidação para ampliação no mercado.
A crise da empresa se agravou com a abertura, e posterior fechamento, de uma planta apenas para ônibus urbanos em Lorena, no interior de São Paulo.
As vendas foram abaixo do esperado em um momento econômico complicado do país, o que levou a empresa a ampliar seu endividamento.
A Comil para o segmento de ônibus foi criada em 1985, passando a atuar oficialmente em 1986, a partir da arrematação da massa falida da Incasel – Indústria de Carrocerias Serrana Ltda.
A empresa nasceu como Grupo Comil, unindo as famílias Corradi e Mascarello, que já atuava no segmento de silos. O nome Comil vem de Corradi & Mascarello Indústria Ltda.
Em 23 de maio de 2003, a sociedade entre as famílias Corradi e Mascarello foi desfeita. Pouco tempo depois, a família Mascarello montou sua própria fábrica de carrocerias de ônibus.
A Comil correu o risco de ir à falência.
Em 13 de setembro de 2016 entrou com um pedido de recuperação judicial junto à justiça do Rio Grande do Sul, como noticiou o Diário do Transporte na ocasião.
Relembre:
Um dos motivos (porém não o único) de a Comil ter corrido sério risco foi a aposta numa fábrica de ônibus urbanos em Lorena, no interior de São Paulo, que não deu certo.
O Diário do Transporte noticiou a inauguração da planta em 14 de dezembro de 2013.
Relembre:
Menos de três anos depois, em janeiro de 2026, o Diário do Transporte noticiava o fechamento da planta de Lorena.
Relembre:
A recuperação judicial não foi encerrada, mas aparentemente, o pior da crise foi superado.
Na mensagem deste dia 07 de janeiro de 2025, o presidente da empresa, Deoclécio Corradi, destacou a dedicação de funcionários ao longo da história da marca.
Em 2025, a Comil Ônibus celebra 39 anos de trajetória como uma das principais montadoras de ônibus do Brasil. Reconhecida pela excelência em seus produtos e pela presença marcante em ruas e estradas de mais de 30 países, a Comil se consolida como referência no setor de transporte de passageiros.
Com uma linha completa de veículos, que inclui ônibus rodoviários, urbanos e micros, a empresa destaca-se pela qualidade e inovação constantes. Essa diversificação permite atender às mais diversas necessidades de mobilidade, reforçando seu compromisso com a satisfação dos clientes e a segurança dos passageiros.
Segurança, Inovação, Qualidade e Confiança: A combinação perfeita para um resultado com excelência, conforto e conexão entre as pessoas.
Atualmente, a Comil conta com uma equipe de 1.900 colaboradores. De acordo com o presidente da empresa, Sr. Deoclécio Corradi, “O valor de nossa marca está em nossa equipe. É por meio do talento, dedicação e trabalho de cada colaborador que conseguimos construir essa história de sucesso. Mais do que produtos, entregamos soluções que transformam vidas e conectam pessoas.”
Ao longo dessas quase quatro décadas, a Comil Ônibus reafirma seu compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a construção de relações duradouras com clientes, parceiros e comunidades. E, ao completar 39 anos, celebra não apenas o passado, mas também as perspectivas de um futuro promissor para o transporte coletivo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte


Ótima notícia!
Sucesso à Comil em sua reestruturação e crescimento. Precisamos manter um mercado com variadas opções, garantindo assim uma permanente diversificação com qualidade.
Será que vem nova versão do Svelto mais pra frente, ou só ficarão no rodoviário mesmo?
A comil realmente merece ser a numero 2 em rodoviários , nao deve em nada as outras em conforto tecnologia e inovação . E vale ressaltar que um dos motivos para a sua quase falência foi o calote do governo Dilma….
Espero que a Empresa invista em (Novos Projetos) de Carrocerias de Onibus com Bastante Requinte de Detalhes.