ENTREVISTA: Marcopolo ultrapassa mil ônibus elétricos no mundo e oferecer duas opções, integral e encarroçamento, tem dado bons resultados na capital paulista
Publicado em: 25 de setembro de 2025
Segundo o gerente de Engenharia de Planejamento e Desenvolvimento, Renato Florence, estratégia deve continuar com mais vendas previstas no sistema SPTrans
ADAMO BAZANI
A Marcopolo acredita que fez uma “jogada certa” ao fazer duas apostas concomitantes em relação a ônibus elétricos: oferecer sua versão integral própria de modelo básico ou padron de dois eixos sem descontinuar a possibilidade de encarroçar com o mesmo tipo de veículo sobre chassis de outros fabricantes.
Em todo o mundo, a Marcopolo diz que está com sua marca presente em mais de mil ônibus elétricos, dos quais, quase 250 de modelo integral. Dos aproximadamente 250 ônibus elétricos com a marca Marcopolo que rodam pelas ruas brasileiras cerca de 75 já são Attivi Integral.
Os demais ônibus elétricos Marcopolo, em torno de 200, operam na Austrália.
Segundo o gerente de Engenharia de Planejamento e Desenvolvimento, Renato Florence, ao Diário do Transporte, na cidade de São Paulo, essa flexibilidade amplia as opções para as empresas de transportes, o que tem dividido a preferência das viações – algo considerado positivo pela marca e pelos frotistas já que representa mais possibilidades de escolha.
A declaração foi dada em um seminário realizado o nesta terça-feira, 23 de setembro de 2025, pela Seclima (Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas), da prefeitura da capital paulista, Aliança ZEBRA, coliderada pela C40 Cities, o Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) e a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), com cobertura do Diário do Transporte.
“A Marcopolo esteve presente no seminário Caminhos para a Mobilidade Urbana da Cidade de São Paulo, que contou com a participação do prefeito Ricardo Nunes.A Marcopolo teve a oportunidade de apresentar a linha de produtos do Attivi, tanto o Attivi elétrico integral, com chassi Marcopolo, quanto os trabalhos desenvolvidos em parceria com montadoras parceiras. Acho que é um grande ponto da Marcopolo na contribuição de um portfólio completo de produtos para a cidade de São Paulo e para todo o Brasil” – disse o executivo.
O Diário do Transporte tem acompanhado as compras de ônibus elétricos para a cidade de São Paulo, que apesar de ser a maior frota deste tipo de veículos do País, derrapou nas metas estipuladas pela primeira gestão do prefeito Ricardo Nunes. Até dezembro de 2024, a prefeitura estimava uma frota de 2,6 mil ônibus elétricos, dos quais, 2,4 mil com baterias, como é o modelo Attivi, além dos 201 trólebus que já operam.
Com a mais recente apresentação de 120 coletivos que ocorreu na última segunda-feira (22), que teve cobertura do Diário do Transporte, dez meses depois do fim da meta da gestão 2021-2024, estão registrados no sistema da capital paulista, 961 coletivos movidos à eletricidade, sendo 760 com baterias e 201 trólebus.
Entre o principal motivo alegado pelo prefeito Ricardo Nunes para o descumprimento da meta é que a ENEL não faz as adequações necessárias nas redes de distribuição, elevando a tensão dos bairros, e não realiza as ligações destas redes para as garagens. A ENEL se defende e diz que cumpre os prazos e que segue os pedidos de alteração de infraestrutura conforme as viações forem entregando.
O Diário do Transporte mostrou que dos 120 ônibus apresentados em 22 de setembro de 2025, cinco são Attivi Integral e 23 sobre o chassi elétrico da Mercedes-Benz, eO500 U, predominantemente da operadora Sambaíba, da zona Norte, que adquiriu um lote de 95 unidades ao todo nesta configuração encarroçada.
Relembre:
Segundo levantamento da ABVE, que reúne fabricantes de ônibus elétricos no Brasil, rodam pela cidade de São Paulo, 11 Marcopolo Atttivi Integral. Sobre chassis Mercedes-Benz são quase 80.
Já existem negociações em curso com diferentes operadoras da cidade de São Paulo que podem fazer com que esta frota Marcopolo, ainda tímida, aumente, tanto nas versões integral ou sobre chassis, mas ainda longe de alcançar as líderes na capital paulista, as dobradinhas entre Caio e Eletra, Caio e BYD e Caio e Mercedes-Benz.

ModeloAttivi Integral exposto no Seminário
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Nossa, depois de quase 30 anos (desde 1996, quando o Mercedes O-400 saiu de linha e foi pouco expressivo na cidade, após a privatização da saudosa CMTC – ser o único modelo dos monoblocos da Mercedes, que a CMTC não chegou a te-lo na sua frota e não passava de um O-371 aperfeiçoado), que voltaram a fábricar um ônibus monobloco !!! Meus parabéns, Marcopolo !!!
Ainda prefiro o Attivi porque não nerfam os bancos traseiros.
Bom Dia, Bazani.
Trabalho na MOBI RIO
Na linha 28 faço o último Bacural
Minha Matricula é 4921
Gostaria de fazer o Curso da Eletromobilidade Urbana quero ser uns dos 1° a fazer esse Curso aqui no RJ
Caso saiba de algum curso p/dirigir o Ônibus Elétrico não esqieça de mim ok.
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