Frenagem de trens nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda gera energia para outras composições e reduz desperdício

Foto: Diário do Transporte

Frenagem eletrodinâmica converte parte do movimento dos trens em energia elétrica para o sistema

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Imagine se cada vez que você freasse sua bicicleta, a energia gerada recarregasse a bateria do seu celular. Nos trens das linhas 8- Diamante e 9-Esmeralda, algo muito parecido acontece, só que em escala gigante.

O segredo está no freio eletrodinâmico: quando o trem desacelera, seus motores deixam de gastar energia para gerar movimento e passam a funcionar como geradores. É a conversão da energia mecânica em elétrica, uma espécie de “reciclagem” de energia, que pode ser enviada para a rede aérea (catenária) e usada por outros trens que estejam circulando.

Quando o sistema não necessita utilizar essa energia, o excedente vai para os bancos de resistência no teto dos carros motores. Esses bancos, formados por resistores elétricos, dissipam a energia em calor e, do lado de fora, é possível ver o ar ‘tremendo’ sobre eles, como acontece sobre o asfalto quente.

O resultado vai além da economia de energia. Essa tecnologia reduz o uso das pastilhas de freio, diminuindo custos e a geração de resíduos. Está presente em todas as linhas de trens metropolitanos e metrô de São Paulo.

Quando um trem freia e ajuda outro a ganhar velocidade, não é só eficiência técnica: é um lembrete de que, na engenharia e na vida, energia boa não se desperdiça.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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