Metrô de São Paulo adia licitação para gestão do Terminal Rodoviário Barra Funda
Publicado em: 6 de agosto de 2025
Sessão pública, inicialmente marcada para 12 de agosto, foi suspensa por tempo indeterminado; Socicam é a gestora atual do espaço
ALEXANDRE PELEGI
A Companhia do Metropolitano de São Paulo – METRÔ comunicou o adiamento da sessão pública da Licitação Eletrônica para a concessão de uso da operação e exploração comercial do Terminal Rodoviário Barra Funda. A sessão, que estava inicialmente agendada para o dia 12 de agosto de 2025, às 10h00, foi adiada “sine-die”, ou seja, por tempo indeterminado. Uma nova data para o processo será comunicada oportunamente pelo Metrô.
Lançada em 10 de junho de 2025, a licitação visa modernizar a operação e exploração comercial de um dos principais hubs intermodais do país. O contrato de concessão incluiria encargos de adequação, reforma, administração e manutenção do terminal, mediante remuneração. O Terminal Rodoviário Barra Funda, que iniciou sua operação em 20 de dezembro de 1989, é atualmente gerido pela Socicam.
Reconhecido como o maior terminal intermodal do sistema de São Paulo, o Terminal Barra Funda interliga o Metrô, trens de subúrbio e de longa distância, ônibus urbanos e o terminal interestadual. Localizado na Rua Mário de Andrade, 664, ao lado da Estação Palmeiras-Barra Funda, ele ocupa uma área de 17.700 m² e recebe aproximadamente 40 mil usuários por dia. Anualmente, cerca de 3,2 milhões de passageiros utilizam o terminal.
A infraestrutura atual conta com 28 plataformas de embarque e 12 de desembarque, atendendo a 34 empresas de ônibus que operam 139 linhas. Essas linhas conectam 573 cidades em seis estados das regiões Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste do Brasil, além de incluir Porto Soares, na Bolívia.
A concessão terá prazo de 15 anos e exigirá que a futura concessionária invista em reformas significativas. As melhorias planejadas incluem a instalação de piso em granito, reforma dos sanitários, troca de coberturas e domos, além da adição de novas escadas rolantes, elevadores e wi-fi gratuito. O governo paulista estima que o processo poderá gerar uma receita acessória de R$ 84,8 milhões para o Metrô ao longo dos 180 meses do contrato. O contrato também permite a implementação de serviços adicionais, como pontos de recarga para veículos elétricos e sistemas eletrônicos de venda de passagens rodoviárias.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


O que será que aconteceu hein???? Supeitissimo