EXCLUSIVO: Cidade de São Paulo terá diversificação maior de marcas com ônibus elétricos. Transcap confirma Marcopolo (Veja as fabricantes)
Publicado em: 5 de maio de 2025
Como havia mostrado o Diário do Transporte, encarroçadora gaúcha espera expandir participação no mercado paulistano com eletrificação. Outras fabricantes também vão fornecer mais opções
ADAMO BAZANI
A empresa Transcap, que atende a zona Sul da cidade de São Paulo confirmou ao Diário do Transporte nesta segunda-feira, 05 de maio de 2025, que está entre as companhias que vão diversificar as carrocerias da frota de ônibus elétricos e adquiriu o modelo Attivi, da Marcopolo.
São duas unidades iniciais sobre chassi BYD, conforme revelou a empresa para o Diário do Transporte.
Como havia mostrado o Diário do Transporte com exclusividade; em seu balanço a investidores, a Marcopolo destacou a entrega de 32 unidades de um lote total de 97 para a empresa Sambaíba, que atua na zona Norte. O Diário do Transporte então se aprofundou na pauta e verificou que há mais viações que compraram o Attivi. As quantidades e os nomes das empresas terão divulgação gradual.
Relembre:
CAIO DEVE CONTINUAR LIDERANDO, MAS DIVIDINDO COM MAIS MARCAS:
O mercado paulistano que é dominado pela Caio deve continuar com a encarroçadora da família Ruas, uma das principais operadoras do sistema também, ainda com predominância.
Entretanto, com a eletrificação, a tendência é que haja mais marcas de carrocerias (e também chassis) pelas ruas da cidade do que tem ocorrido com os modelos a diesel atualmente.
ANKAI E HIGER. YUNTONG, FOTON, SINOMACH (CHINA NATIONAL MACHINERY INDUSTRY CORPORATION), CHERY E BEIJING PEAK AUTOMOTIVE DE OLHO
Além de Marcopolo, com o Attivi; e da Caio, com o e-Millennium; já figuram como opções a Ankai e a Higer, fabricantes chinesas que oferecem no mercado modelos tipo monobloco, cujos chassis e carrocerias se integram e formam um bloco único.
O fato de a Eletra, a maior fornecedora de tecnologia de ônibus elétricos de São Paulo, passar a disponibilizar chassis de marca própria também vai no processo dessa diversificação.
Atualmente, a fabricante de São Bernardo do Campo possui uma parceria com a Caio.
Tanto é que os veículos são faturados na nota pela encarroçadora.
Com a Eletra chassis de marca própria, a parceria com a Caio continuará, mas a empresa transportaodra que for adquirir ônibus elétricos com esta tecnologia, poderá ter mais opções de carrocerias.
Outras fabricantes nacionais de carrocerias de ônibus, que hoje não atualizaram suas linhas, também estudam este mercado. É o caso da Mascarello, do Paraná, que inclusive já trabalhou com a Eletra em um projeto de ônibus híbrido elétrico com etanol. Em breve deve haver lançamentos.
Entre as fabricantes chinesas, além da Ankai e Higer (levando em conta a diversidade de carrocerias), São Paulo pode ter outras “caras”.
Isso porque, como mostrou o Diário do Transporte, o prefeito Ricardo Nunes obteve do Governo da China uma linha de financiamento de US$ 100 milhões para a compra de ônibus de marcas exclusivamente chinesas, instaladas ou não no Brasil. Os ônibus chineses, portanto, poderão ser importados.
Relembre:
Marcas como Foton e Yutong também já demonstraram interesse no mercado brasileiro e o da capital paulista é o maior.
O Diário do Transporte mostrou também que, formalmente, as fabricantes chinesas que também atuam com ônibus, Sinomach (China National Machinery Industry Corporation), Chery e Beijing Peak Automotive, assinaram em julho de 2023, um termo junto ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC de interesse para implantar representações e posteriormente plantas em cidades como Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul ou Diadema.
Relembre:
Estas fabricantes, como é comum na Ásia e em outros mercados onde atuam
CHASSIS:
Se a diversidade de carrocerias promete ser maior no processo de eletrificação da capital paulista, com relação a chassis também há uma gama interessante.
Entre as marcas que já vendem para a cidade de São Paulo ou que estão em contato com as viações da cidade estão, além da Eletra, que vai fornecer também chassis próprios, as europeias tradicionais em modelos a diesel e que já atuam no Brasil há décadas como Mercedes-Benz, Scania, Volvo e Volkswagen. A Iveco é a única que, apesar de apresentar um modelo que pode ser adaptado para o mercado brasileiro, ainda não mostrou nenhum projeto concreto de ônibus elétricos para o Brasil.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Uma coisa preocupante que percebi, Byd, Marcopolo com chassi Mercedes e o puro Mercedes de 4 portas não possuem bancos traseiros e estão sendo escalados em linhas demandadas prejudicando os passageiros, a prefeitura deveria proibir isso e acho uma vergonha, até o modelo Midi Ankai piso baixo têm bancos traseiros, além do modelo elétrico da VW de 4 portas, e o padron que será lançado da Scania.