Extensão da linha 4-Amarela para Taboão da Serra terá novo aditivo. ViaQuatro vai contar com aporte, aumento da remuneração não é descartado e linhas de ônibus cortadas – OUÇA
Publicado em: 7 de abril de 2025
Obras começaram nesta segunda-feira (07) e devem ser entregues entre 36 meses e 48 meses, avançando tanto a partir de Taboão da Serra como pela capital paulista. Linhas de ônibus metropolitanos também devem mudar e ser encurtadas ou até mesmo extintas, por contrato. SOBREPOSIÇÃO EM OUTRO TRECHO INTEGRA DÍVIDA BILIONÁRIA DO GOVERNO DO ESTADO
ADAMO BAZANI
OUÇA:
O governador Tarcísio de Freitas afirmou nesta segunda-feira, 07 de abril de 2025, que o principal aditivo contratual com a ViaQuatro, concessionária da linha 4-Amarela de Metrô, para as obras de extensão entre Vila Sônia, na capital paulista, e a cidade de Taboão da Serra, na região metropolitana, ainda será assinado.
A confirmação foi feita durante cerimônia de início dos trabalhos.
De acordo com o Governador, inicialmente, serão aportados recursos do Estado e, ao responder perguntas dos jornalistas na coletiva de imprensa sobre compensação tarifária e ajuste na remuneração, disse que o modelo de pagamento à concessionária vai ser definido.
Haverá mudanças no valor do pagamento à ViaQuatro, após o início das operações, levando em conta o trecho maior percorrido, adequação da oferta de frota de trens e serviços.
“Vai assinar [o aditivo], fica tranquilo, não vai ter percalço nenhum com relação a isso. A gente tem tudo muito bem planejado” – disse Tarcísio.
Um dos jornalistas perguntou como seria o aditivo
“O que você vai decidir sobre o aditivo para fazer essa obra? A SPI não divulgou, vai ser para o aumento da remuneração, vai ser tarifa?”
E Tarcísio disse que os termos do aditivo novo serão definidos, mas inicialmente, serão aportes diretos do Governo do Estado.
“Isso a gente está definindo como vai ser, mas vai ser aporte, primeira coisa. Nós vamos aportar recursos para que a gente possa fazer esse investimento. Então a gente vai determinar esse arranjo contratual, sobre o aditivo não vai ter problema nenhum. Essa coisa está super bem encaminhada, então em muito pouco tempo isso vai estar resolvido” – disse o governador afirmando ainda que a etapa apresentada nesta segunda-feira, 07 de abril de 2025, que é a da demolição de imóveis, já tem aditivo assinado desde 2024.
“Essa parte da demolição já tem o aditivo assinado. A gente assinou no passado. (0:46) No evento que a gente teve aqui, a gente assinou o aditivo”.
Segundo o Governo do Estado, a ampliação vai atender a 110 mil passageiros por dia e inclui a construção de duas novas estações (Chácara Jockey e Taboão) e mais 3,3 quilômetros de linha, ao custo de R$ 3,4 bilhões.
As obras devem ser entregues entre 36 meses e 48 meses, ou seja, entre 2028 e 2029, avançando tanto a partir de Taboão da Serra como pela capital paulista.
O trecho também vai contar sem condutor em cabine, como é no restante da linha.
SOBREPOSIÇÃO COM ÔNIBUS:
Linhas metropolitanas de ônibus (anteriormente gerenciadas pela EMTU e, agora, Artesp), que sobrepõem a extensão devem ser encurtadas ou alteradas.
Foi o que ocorreu em outros trechos da linha 4 na capital paulista.
Como mostrou o Diário do Transporte, a sobreposição de linhas de ônibus, juntamente com atrasos nas obras, gerou em 2021 o reconhecimento por parte do Governo do Estado de São Paulo de uma dívida de mais de R 1 bilhão em favor da ViaQuatro (CCR e RuasInvest).
Relembre:
O Governo vai tentar evitar novamente este endividamento. Faz parte do contrato com a ViaQuatro eliminar a concorrência de ônibus.
Assim, como ocorreu com linhas que vinham de outras cidades e serviam à região de Vila Sônia e Morumbi e foram cortadas, obrigando os passageiros a fazer baldeação e seguirem na linha 4, o mesmo deve acontecer em Taboão da Serra, com linhas de ônibus que seguem hoje até a capital, sendo cortadas no município vizinho.
EXTENSÃO:
Segundo o Governo do Estado, a ampliação da linha 4-Amarela entre a Vila Sônia, em São Paulo, e Taboão da Serra, vai atender a 110 mil passageiros por dia e inclui a construção de duas novas estações (Chácara Jockey e Taboão) e mais 3,3 quilômetros de linha, ao custo de R$ 3,4 bilhões. Toda a infraestrutura deve custar em torno de R$ 4,9 bilhões.
As obras devem ser entregues entre 36 meses e 48 meses, ou seja, entre 2028 e 2029, avançando tanto a partir de Taboão da Serra como pela capital paulista.
Desde 2022, o trecho é atendido por ônibus gratuitos disponibilizados pela ViaQuatro, concessionária da linha.
Linhas metropolitanas de ônibus (anteriormente gerenciadas pela EMTU e, agora, Artesp), que sobrepõem a extensão devem ser encurtadas ou alteradas.
Foi o que ocorreu em outros trechos da linha 4 na capital paulista.
Como mostrou o Diário do Transporte, a sobreposição de linhas de ônibus, juntamente com atrasos nas obras, gerou em 2021 o reconhecimento por parte do Governo do Estado de São Paulo de uma dívida de mais de R 1 bilhão em favor da ViaQuatro (CCR e RuasInvest).
Relembre:
O Governo vai tentar evitar novamente este endividamento. Faz parte do contrato com a ViaQuatro eliminar a concorrência de ônibus.
Assim, como ocorreu com linhas que vinham de outras cidades e serviam à região de Vila Sônia e Morumbi e foram cortadas, obrigando os passageiros a fazer baldeação e seguirem na linha 4, o mesmo deve acontecer em Taboão da Serra, com linhas de ônibus que seguem hoje até a capital, sendo cortadas no município vizinho.
Como noticiou o Diário do Transporte, o Governo de São Paulo liberou R$ 20,5 milhões para a Parceria Público-Privada da Linha 4-Amarela, para a ampliação até a altura da Chácara do Jóquei.
Relembre:
Governo de SP libera R$ 20,5 milhões para PPP da Linha 4-Amarela
Anteriormente, nossa equipe informou em primeira mão, no último dia 20 de fevereiro, que o Governo do Estado autorizou a ViaQuatro a desapropriar uma área total de 2.296,77 m² no município de Taboão da Serra.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Um bilhão de Reais por km?! Caramba!
Vergonhoso dizer que as obras tiveram início quando nem o contrato foi assinado, quando as desapropriações nem ocorreram! 3 bilhões de reais por um trecho pequeno e uma brincadeira com a cara da população! Porquê será que querem transferir tanto dinheiro assim para a iniciativa privada e ainda prorrogar a conceção atual! O metro pra Taboão é prometido a mais de 20 anos e agora está servido para enriquecer ainda mais a CCR.
Tudo lindo e maravilhoso ,mas cadê o nosso aumento ..do governo para os aposentados e pensionistas da SSPREV …heim Sr Tarcísio até hoje não tivemos aumento ., está me lembrando o Doria …q TB não deu aumento para nós.