Eletromobilidade

VÍDEO: Por falta de energia nas garagens, Nunes admite que São Paulo corre risco de apagão nos transportes e volta a culpar ENEL

Segundo o prefeito, em vez de 115 ônibus novos, poderiam ter sido apresentados 165, porque além dos 80 que já estavam parados, 50 deste novo lote também não vão rodar, mas estão prontos e comprados

ADAMO BAZANI

Colaboraram Arthur Ferrari e Vinícius de Oliveira

“É claro que vai ter problema”. Essa foi a frase textual do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, ao responder questionamento do Diário do Transporte a respeito de uma declaração anterior que ele fez em um discurso. “Enquanto não houver a solução definitiva da questão da ligação pela Enel da rede de infraestrutura para as garagens de ônibus e a adequação da tensão da rede, a cidade de São Paulo corre o risco de ter apagão nos transportes”.

A fala foi durante a apresentação de 115 ônibus elétricos zero quilômetro adiantada pelo Diário do Transporte. Segundo o prefeito, poderia haver 165 novos apresentados. Isso porque 50 ônibus desse novo lote não podem ir para as ruas por falta de energia suficiente para carregar as baterias.

PERGUNTA ADAMO BAZANI: A respeito da eletrificação novamente, prefeito, no discurso o senhor falou uma questão séria, há um risco de apagão de transporte se tiver um apagão de energia, é isso?

RESPOSTA RICARDO NUNES: Olha, a gente tem uma empresa que opera aqui que é a Enel, que é uma empresa irresponsável, é indiscutivelmente irresponsável, isso qualquer um está observando e está vendo. A gente tem regiões da cidade que ficam sem energia durante muitos dias, nós tivemos na Zona Sul um episódio, por exemplo, Adamo, de que mais de 200 mil residências ficaram sem energia durante muitos dias porque uma linha de pipa atingiu a rede. Você imagine uma empresa que tem uma rede, ela é tão insegura que uma linha de pipa foi capaz de fazer com que muitos dias várias residências ficaram sem energia. A gente tem hoje essa situação das empresas de ônibus, nós estamos falando das maiores cidades da América Latina, que é a cidade de São Paulo, não conseguem colocar a rede de energia nas garagens de ônibus para poder alimentar os ônibus elétricos adquiridos. Então, qual é a segurança que qualquer pessoa vai ter com uma empresa com esse nível de atendimento? Não dá para ter segurança com uma empresa com esse nível de atendimento. O que nos preocupa muito é perceber claramente essa manobra desonesta com o povo de São Paulo de fazer uma antecipação do contrato de renovação da Enel. Olha o nível de absurdo que a gente está enfrentando. É como se todos os problemas que a gente já enfrentou, todos os problemas que a gente está enfrentando e a incerteza de um serviço de qualidade no futuro como essa, de ter certeza de que a gente é uma empresa que vai poder garantir energia para a cidade toda com qualidade, a gente evidentemente tem que aqui repudiar e levar esse alerta. Para os órgãos de controle, para o Congresso Nacional, para o Tribunal de Contas da União, para o Ministério Público Federal, o que está acontecendo, o que está acontecendo com o caso ENEL é algo a ser apurado por essas instituições, porque não é possível que as pessoas estejam fingindo que não estão vendo a manobra que está sendo realizada pelo governo federal para renovar o contrato com uma empresa que nitidamente não tem capacidade para tocar o processo. Quando a gente tem uma região, o centro, que não ficou duas semanas sem energia, não teve uma chuva, não caiu uma árvore. Isso não é possível acontecer no local que esteja uma garagem de ônibus. Óbvio que é. A região do Grajaú não ficou 200 mil casas sem energia durante vários dias, porque uma linha de fio pegou a rede. Não poderia estar ali pegando a garagem da aviação Grajaú? Poderia. Então, a gente está hoje dentro de um fato real. Só não enxerga quem não quer ver. Só não enxerga a manobra quem não quer ver. Só não enxerga a malandragem que estão colocando e isso vai prejudicar a população de São Paulo. E mais do que a população de São Paulo, os 24 municípios atendidos aqui, de uma forma inequívoca. É óbvio que a gente vai ter problema. É óbvio. Mas não tem dúvida. Não precisa ser especialista, não precisa ser um engenheiro civil, elétrico, eletrônico, para poder saber que a gente vai ter problema com essa empresa. É óbvio que vai ter problema.

PERGUNTA ADAMO BAZANI: Uma ação específica judicial, só sobre os ônibus, a respeito da Enel, a Prefeitura pensa? Especificamente sobre os ônibus?

RESPOSTA RICARDO NUNES: Não, porque a questão da energia está na cidade. Você tem garagem em todos os cantos da cidade. Se faltar energia na região, onde que fica? Fala uma empresa aí, qualquer empresa. A Grajaú, a Metropolitana da Zona Leste. A viação Grajaú, no Grajaú. Se acabar a energia na região do Grajaú, a aviação Grajaú vai ter problema. Mas se faltar energia numa região…

PERGUNTA ADAMO BAZANI: Jabaquara, que tem aquela garagem da Mobi com 33 horas paradas.

RESPOSTA RICARDO NUNES: A Mobi fica em Jabaquara? Se faltar energia no Jabaquara, a Mobi vai ficar sem energia. Como é que vai carregar o ônibus? Então isso tem acontecido de forma constante. E essa turma do governo federal está avançando. Vocês da imprensa estão falando, os prefeitos estão falando, os governadores estão falando, e eles estão avançando. Quer dizer, eles estão contando com a impunidade de uma forma que eu nunca vi, absurda. Eles estão achando que eles vão fazer isso da boa. Não. A Prefeitura de São Paulo, junto com os outros 23 municípios, não vão entrar com a ação judicial. Porque essa malandragem tem que parar. Nós não vamos ficar aqui sendo vítimas dessa ineficiência da Enel, compactuado e pactuado, compactuado e pactuado, para bom entendedor a letra, com o governo federal e a Enel. Eles estão compactuando e pactuando algo que a gente não sabe o que é. Mas só pode ser algo muito ruim, porque o que eles deveriam fazer é tirar essa empresa daqui e, pelo contrário, estão fazendo a manobra para antecipar a renovação de contrato.

Ricardo Nunes também disse que a frota de ônibus elétrico na cidade, no atual momento, está chegando no limite. E que se a situação continuar assim, mesmo que a indústria entregue os veículos, não será possível ter uma expansão significativa na quantidade de veículos. Nota-se que o programa de metas da prefeitura estima 2.200 ônibus menos poluentes até 2028 e que outras alternativas já estão sendo pensadas. Prefeito Ricardo Nunes falou também sobre o biometano novamente como uma das possibilidades.

O prefeito e o Diário do Transporte já haviam apontado que antes disso havia 80 veículos parados pelo mesmo problema.

O Diário do Transporte procurou a Enel e aguarda.

A reportagem percorreu diversas garagens e denunciou o problema. Na Zona Leste, inclusive, uma empresa, a Transunião, teve de levar os veículos para outra garagem, a Express, porque no seu pátio não havia condições de carregar o veículo.

Relembre

EXCLUSIVO: Transunião é obrigada a carregar ônibus elétricos em garagem de outra empresa (Express) por falta de infraestrutura da Enel

VÍDEOS: Ainda faltam mais opções de micros, mídis e articulados no mercado de ônibus elétricos. A questão não é só infraestrutura

Prefeito de São Paulo admitiu que, pela falta de infraestrutura atribuída à ENEL, capital paulista corre risco de ter “apagão no transporte”, mas também SPTrans ainda não aprovou uma gama maior de modelos de ônibus e também a oferta por parte da indústria é mais ampla nos padrons

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

VÍDEOS E FOTOS AO FIM DA REPORTAGEM

Todos os 115 ônibus elétricos zero quilômetro apresentados nesta quinta-feira, 03 de abril de 2025, pela prefeitura de São Paulo e por empresas da cidade, apesar de diferentes marcas, têm uma coisa em comum: todos são dos tipos básico ou padron, de 12 metros a 13,5 metros na versão de dois eixos e de 15 metros na versão de três eixos.

Também é o tipo de ônibus mais presente na frota até agora dos 527 ônibus elétricos da capital paulista.

Entretanto, formada por diferentes subsistemas de transportes, a malha de linhas da cidade de São Paulo carece de modelos de ônibus variados, desde os micros e mídis (micrões) para linhas de bairros mais afastados (subsistema local) até articulados e biarticulados para os corredores (subsistema estrutural).

Ocorre que, tirando os padrões, há ainda poucas ou nenhuma opção aprovada pela SPTrans de modelos nos dois extremos: na ponta dos menores e entre os maiores. O mesmo vale para todo o mercado brasileiro. Não é que não existam opções, mas tanto as empresas de ônibus (operador de transportes), como o gestor (secretarias, prefeituras, empresas públicas e mistas de gerenciamento), querem e precisam de uma oferta maior, ter um leque maior.

E a questão tem a ver com o custo das duas pontas: um ônibus menor tem menos capacidade de transportes e menor retorno financeiro, fora que pouco espaço para as baterias. Os maiores precisam de mais baterias, o que encarece mais ainda, já que é o item de maior valor, muito embora, a capacidade de transporte justificaria.

No caso dos micros e mídis há testes na cidade de São Paulo, como da brasileira Eletra e das chinesas Ankai, Higer e BYD, mas nenhum aprovado definitivamente.

No caso dos elétricos articulados, estão aprovados ou em aprovação pela SPTrans, modelos da BYD e da Eletra. Ainda neste ano, a Mercedes-Benz também coloca um articulado para homologar.

A Volvo também passou a apresentar um articulado/biarticulado para corredores, como os que testa em Curitiba.

Ainda oferecem opões de padrons de dois eixos nos portifólios de modelos, as fabricantes Volkswagen, Volvo e Scania, ou seja, quase todas as fabricantes que têm plantas ou representantes no Brasil. A Iveco, no exterior, oferece modelos elétricos, mas no Brasil ainda só fez apresentação de conceitos em eventos e feiras.

Ou seja, apesar da falta de infraestrutura da rede de energia para recarga de baterias ser o principal entrave para o avanço da eletrificação dos ônibus em São Paulo (e em todo o Brasiol somada aos baixos recursos financeiros, o fato de ainda haver carência de mais opções de modelos de ônibus também deve ser considerado

Da nova frota de padrons apresentada pela prefeitura e por viações de São Paulo nesta quinta-feira, 03 de abril de 2025, a maioria, é de tecnologia Eletra com carroceria Caio.

ELETRA + CAIO E-MILLENNIUM: 60 ônibus, dos quais:

– 16 para a Viação Campo Belo, da zona Sul:

– 17 para a Express Transportes Urbanos, da zona Leste;

– 10 NorteBuss, da zona Norte;

– 04 MoveBuss, da zona Sudeste;

– 01 Transcap, da zona Sul.

(12 para a Ambiental Transportes, da zona Leste, vão ser incluídos ainda).

MERCEDES-BENZ (Eo500U) + MARCOPOLO ATTIVI

– 30 para a Sambaíba Transportes Urbanos, da zona Norte.

MERCEDES-BENZ (Eo500U) + CAIO E-MILLENNIUM

– 16 para a Viação Metrópole Paulista, da zona Leste

BYD + CAIO E-MILLENNIUM:

– 17 novos, com apresentação da maior parte deles neste dia 03 de abril de 2025, para Movebuss, da zona Sudeste; Norte Buss, da zona Norte, Pêssego Transportes, da zona Leste; e Transcap, da zona Sul.

INFRAESTRUTURA E ENEL:

Como já mostrou o Diário do Transporte, o prefeito admitiu que, pela falta de infraestrutura atribuída à ENEL, São Paulo corre risco de ter “apagão no transporte”.

Segundo Nunes, a distribuidora de energia não realizou as adequações necessárias ampliando a capacidade da rede dos bairros de baixa para média ou alta tensão e não faz as ligações para as garagens.

O prefeito disse que, para esta quinta-feira, 03 de abril de 2025, deveriam ter sido apresentados 165 ônibus elétricos em vez de 115, mas que 50 veículos deste novo lote estão prontos e entregues, mas que não podem operar porque não há energia suficiente.

Se a situação não se resolver, Nunes disse que não será possível ampliar mais a frota de ônibus elétricos. Além destes 50 ônibus, já havia outros 80 parados, como também tinha noticiado o Diário do Transporte, que percorreu garagens e viu dezenas de veículos sem operar, bem como carregadores e transformadores internos já instalados e sem uso. Em alguns casos, empresas com ônibus elétricos precisam carregar em outras garagens por falta de infraestrutura.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/03/23/exclusivo-transuniao-e-obrigada-a-carregar-onibus-eletricos-em-garagem-de-outra-empresa-express-por-falta-de-infraestrutura-da-enel/

Com a nova entrega, sobe para 527 o total de ônibus com baterias na cidade, e 728 não poluentes, se forem considerados os trólebus (conectados á fiação em operação já há bastante tempo). O número é bem abaixo da meta de 2,6 mil ônibus não poluentes que deveria ter sido alcançada entre 2021 e 2024.

Para o novo período de gestão, entre 2025 e 2028, a prefeitura estima 2,2 mil ônibus em substituição aos modelos a diesel, *mas com mudanças em relação à meta anterior: além do número ser menor, em vez de falar não poluente, fala MENOS poluentes e, considera outras alternativas textualmente, como o biometano (gás obtido da decomposição de resíduos) e o GNV (Gás Natural Veicular). Um ônibus convertido de diesel para biometano/GNV deve rodar no segundo semestre de 2025 em testes e há uma estimativa de 500 unidades em dois anos, mas a rede de distribuição de gás será analisada pela prefeitura para evitar que problemas de infraestrutura semelhantes aos que ocorreram com os elétricos se repitam com o GNFV/biometano. O HVO, um combustível que pode substituir o diesel até mesmo em motores antigos e zerar as emissões de gás carbônico, também é estudado*.

Pelo fato de as empresas de ônibus não poderem desde 17 de outubro de 2022 comparem modelos a diesel e a infraestrutura para os elétricos não avançar, a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia os transportes na cidade, ampliou o limite de idade da frota de 10 anos para 13 anos. Isso tem gerado desconforto para os usuários, já que os ônibus mais velhos não têm ar-condicionado, têm menor acessibilidade, fazem mais barulho e tendem a quebrar mais. Atualmente, são cerca de 2,7 mil ônibus com dez anos ou mais rodando na cidade, entre os aproximadamente 13 mil que compõem a frota.

FOTOS E ABAIXO OS VIDEOS:

Prefeito de São Paulo. Ricardo Nunes, presidente da Viação Metrópole Paulista e filha, Marco Abreu

Ao centro, presidente da empresa de ônibus Sambaíba, César Fonseca

Presidente da Eletra Industrial, Milena Braga Romano, motorista de ônibus; e prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes

Da esquerda para a direita: secretário de Mobilidade e Transportes da cidade de São Paulo, Celso Jorge Caldeira; presidente da SPTrans (São Paulo Transporte), Victor Hugo; e secretário-executivo de Mobilidade e Trânsito da cidade de São Paulo, Gilmar Pereira Miranda.

Presidente da Associação da Ex-funcionários da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos – antiga empresa pública de São Paulo), Washington Carvalho, e prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes e ao fundo, em seguida, secretário municipal de Segurança Urbana. Orlando Morando; secretário de Mobilidade e Transportes, Celso Caldeira (de óculos) e presidente da SPTrans (São Paulo Transporte), Victor Hugo Borges

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Ádamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaboraram Arthur Ferrari e Vinícius de Oliveira

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    Sim, Ricardo Nunes!
    A Enel sempre deixou a desejar, e todos nós já sabíamos disso antes mesmo de o senhor perceber tal fato.

    Mas a grande questão de agora é:
    Como vamos contornar a atual situação, para se evitar o caos???
    A frota está envelhecendo porquê, além das limitações para se eletrificá-la, o senhor proibiu sumariamente a aquisição de qualquer veículo a diesel (em NENHUM LUGAR DO MUNDO se agiu dessa forma).

    Ah sim, temos a agora recem-adotada tecnologia a GNV e Biometano. Muito bem vinda, porém ainda no papel e com um tempo razoável pela frente antes de virar realidade.

    – Ricardo Nunes, pare de negar o óbvio:
    Vamos sim precisar de ônibus diesel zero-km por ainda algum tempo! Enquanto não conseguirmos engatar de vez a plena renovação da frota por tecnologias mais limpas.

    1. reginaldo disse:

      exatamente, todos ja sabiam das dificuldades da ENEL mas para favorecer a Eletrificaçao da frota vao gastando dinheiro com os onibus eletricos antes de pensar na infraestrutura afinal o subsidio esta rolando solto porque nao gastar sem se preocupar com nada.. querem enfiar onibus eletrico a todo custo somente para ganhar dinheiro. A ideia ridicula de proibir o diesel visando gastar o subsidio sem freio. e todas empresas sabem que os onibus eletricos atendem demandas especificas pois a automonia ainda limita um operaçao de grande parte do dia sendo necessario ficar trocando o carro para ser recarregado é impossivel a operaçao de um frota somente com eletricos. simples assim.

  2. Carlos Eduardo disse:

    Um grande erro proibir ônibus a diesel euro6. Poderia ter dado sobrevida de pelo menos 5 anos com veículos novos ao sistema. Aí sim cobrar melhorias em relação a eletricidade.

  3. DIEGO CARDOSO DA SILVA disse:

    Era só focar nos trólebus e e-trolls e deixar os elétricos a bateria para linhas que não tivessem essa tecnologia. São mais baratos, a indústria já está consolidada, já tem rede constituida e o impacto visual pode ser amenizado com modernização das vias.

  4. Samuel disse:

    Querem empurrar goela a baixo essa agenda escrota woke dos ecochatos, e a pobraiada que vai se lascar. Eletrificar frota de ônibus numa cidade de 11 milhões de habitantes com a Enel como concessionária é uma insanidade e incompetência política e administrativa. Que ideia de gerico.

  5. Paulo Wagner disse:

    Esse prefeito é uma vergonha! Como compra ônibus elétrico sem ter a certeza de que vai conseguir carregar? Beira a burrice…

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