Leilão de linhas da CPTM recebe propostas de CCR e Grupo Comporte em meio à ameaça de greve
Publicado em: 25 de março de 2025
Disputa pelo Lote Alto Tietê visa a concessão de 124 km de ferrovias por um período de 25 anos
ALEXANDRE PELEGI
O leilão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teve a entrega de propostas nesta terça-feira, 25 de março de 2025, na B3, a bolsa de valores de São Paulo. Em meio à ameaça de greve de funcionários da estatal contra a privatização, dois grupos apresentaram propostas para a concessão do Lote Alto Tietê: a CCR e o Grupo Comporte.
O grupo CCR já possui experiência na operação de linhas metropolitanas em São Paulo, atuando através da Via Mobilidade nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.
Já o Grupo Comporte detém a concessão do Metrô de Belo Horizonte e Contagem, e está envolvida em outros projetos de transporte, como a Linha 7-Rubi da CPTM e o trem expresso São Paulo-Jundiaí-Campinas.
O leilão do Lote Alto Tietê prevê a concessão de 124 km de ferrovias por um período de 25 anos. Estão previstos investimentos de R$ 14,3 bilhões ao longo desse período pela futura concessionária. O projeto inclui a requalificação das três linhas, a ampliação da rede ferroviária com a construção de oito novas estações de responsabilidade da concessionária e duas pela CPTM, além da reforma de 24 estações existentes e a eliminação de passagens de nível.
O governo estadual estima que, com os investimentos, as três linhas transportem juntas uma média de 1,3 milhão de passageiros por dia útil até 2040, com a promessa de redução do intervalo entre os trens. Relembre:
Leilão para concessão das linhas 11, 12 e 13 da CPTM acontece em 28 de março na B3
Apesar da aprovação da greve dos ferroviários para quarta-feira (26) em protesto contra a privatização, o governo de Tarcísio de Freitas mantém o cronograma do leilão, marcado para a próxima sexta-feira (28). A primeira mobilização dos ferroviários ocorreu nesta terça-feira (25) em frente à sede da B3. A paralisação prevista para o dia seguinte pode afetar cerca de 830 mil passageiros por dia. Relembre:
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


