Governo de SP define mecanismos para recompor perdas de receita em rodovias com evasão de pedágio utilizando recursos de multas
Publicado em: 24 de março de 2025
Objetivo é definir procedimentos e parâmetros aplicáveis ao fluxo de informações necessário para a recomposição das perdas de receita das concessionárias
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) aprovou um convênio com a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e a Companhia Paulista de Parcerias (CPP) com o objetivo de definir os procedimentos e parâmetros para a recomposição das perdas de receita das concessionárias em suas malhas rodoviárias devido à evasão ou inadimplência no sistema de pedágio. A decisão foi formalizada na Deliberação ARTESP nº 32, de 20 de março de 2025.
A implantação do sistema free flow no Brasil trouxe consigo preocupações relacionadas à possível inadimplência dos usuários. Em resposta a essa insegurança, a Lei nº 14.157/2021 alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para classificar como infração grave a evasão da cobrança de pedágios ou a ausência de pagamento.
A legislação também incluiu um parágrafo no art. 320 do CTB, prevendo expressamente a destinação dos valores arrecadados com as multas por inadimplemento e evasão de pedágio para recompor as perdas de receita das concessionárias. O convênio aprovado pela ARTESP busca operacionalizar essa disposição legal, definindo o fluxo de informações necessário para essa recomposição, com fundamento no artigo 320, §3º do CTB, que exige a publicação anual na internet da receita arrecadada com multas de trânsito.
A recomposição das perdas financeiras das concessionárias será realizada por meio dos recursos provenientes da arrecadação das multas aplicadas com base no artigo 209-A do CTB, que trata especificamente da evasão de pedágio, ou seja, a conduta de não pagar a tarifa para utilizar rodovias e vias urbanas. Esses recursos estão depositados na chamada Conta Free Flow e na Conta Reserva.
É importante ressaltar que a celebração do convênio entre a SPI e a ARTESP, com a CPP atuando como interveniente-anuente, não implica repasse de recursos financeiros entre os participantes. O acordo visa, principalmente, estabelecer os trâmites de informação para garantir que as concessionárias sejam compensadas pelas perdas decorrentes da inadimplência no novo sistema de cobrança.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Sugestão:
Coloquem pedagios com cabines mesmo, e cobrando valores arredondados para baixo (sem os centavos), e os prejuízos acabam imediatamente!
O free-flow pode funcionar muito bem em outras realidades, mas não ainda na nossa realidade…vamos admitir!
Peraí , a empresa coloca o free flow e se não recebe o estado paga a diferença ? Ai até eu quero participar da privatização .
Free flow é uma mina de ouro pra empresário e uma dor de cabeça para o povo.
Já houve casos de pessoas multadas no Rio mesmo pagando certinho. Essa coisa só serve pra ferrar com o cidadão comum.
Agora estão colocando na Dutra, em Guarulhos… Pra aumentar o gasto do povo guarulhense que sofre pra se locomover no caos do trânsito. O contrato da Dutra foi assinado em 2022 adivinha por quem? Ministro da infraestrutura Tarcísio!
Perder que receita, se vão economizar horrores com a demissão de funcionários, mais um absurdo estes pedagios, IPVA foi criado pra isso, continuamos a pagar IPVA caríssimos e ainda pagamos pedágio, e agora vem esta punição pra lá de criminosa, povo já não está sendo massacrado demais por vocês ????? ATÉ QUANDO ISSO VAI DURAR????
Como vcs tem a cara de pau dizendo que nao estão lucrando,
O que vcs faram com os funcionários das gabinete
Meu comentario e vergonha de ser brasileiro
Estão nos assaltando socorro!!!
Empresário ganha e quem sedeu também.
O povo paga!!!
Zero risco!!!
Impressionante! Que negócio bom esse