Linha 15-Prata de Monotrilho inicia operação totalmente automatizada a partir deste fim de semana; entidades questionam segurança
Publicado em: 14 de março de 2025
Transição para a operação sem operador embarcado vem ocorrendo gradualmente desde julho de 2024, precedida de diversos testes e protocolos técnicos e de segurança
YURI SENA
A partir deste fim de semana, sábado, 15, e domingo, 16 de março, o Metrô de São Paulo inicia a operação totalmente automatizada dos trens da Linha 15-Prata. A automação, chamada GoA4/UTO (Unattended Train Operation, ou operação sem operador embarcado), já é utilizada em linhas ao redor do mundo, como na Linha 4-Amarela, garantindo segurança aos passageiros.
O Metrô de São Paulo informou que nenhum operador perderá o emprego; todos seguirão atuando na Linha 15-Prata ou serão realocados para outras linhas do Metrô, conforme suas preferências e necessidades operacionais.
A transição para a operação automatizada vem ocorrendo gradualmente desde julho de 2024, precedida de diversos testes e protocolos técnicos e de segurança.
Nas primeiras semanas, a nova versão da operação UTO ocorrerá apenas nos finais de semana. Posteriormente, será ampliada para os horários de menor demanda, até atingir toda a operação comercial.
O sistema da Linha 15-Prata foi projetado desde o início para ser automatizado, com diversas camadas de segurança que garantem o controle da operação. Os trens são monitorados em tempo real pelo Centro de Controle Operacional (CCO), que pode intervir a qualquer momento e tem acesso a todos os recursos necessários para comunicação com os passageiros. Além disso, as estações continuarão contando com equipes especializadas para suporte aos passageiros e atendimento às necessidades técnicas.
Esse sistema tecnológico garante uma operação segura e eficiente, com sistemas redundantes que evitam falhas graves, seguindo o conceito de “falha segura”. Isso significa que qualquer anormalidade é imediatamente detectada e controlada para impedir riscos.
Para ampliar a segurança e a eficiência, o Metrô implantou um novo Posto de Supervisão do Tráfego no CCO da Linha 15-Prata. Esse sistema permite monitoramento remoto e acesso às funcionalidades essenciais dos trens, garantindo respostas rápidas em casos de necessidade. Com ele, é possível acompanhar em tempo real o status das baterias, ar-condicionado, portas, pneus, freios e comunicação com os passageiros.
Representantes do sindicato dos Metroviários e da Federação Nacional dos Metroferroviários se contrapõem à retirada de operadores de trem do monotrilho, apontam que o sistema não é seguro como dito pela empresa e pode colocar a população em risco.
Além da insegurança aos passageiros e metroviários, as entidades apontam para a ilegalidade dessa ação da Cia e dizem que vão acionar MPT, parlamentares, se necessário, a justiça e, não descartam a possibilidade de uma greve.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte



No Brasil quando inicia uma tecnologia que em países desenvolvidos já tem a muito tempo, questionam porque indiretamente querem a boquinha do funcionalismo público obviamente, vergonha.
Os trens da Linha 4-Amarela não ficam sem funcionários embarcados. Sempre tem um segurança que faz a função de Agente de Segurança e Operador de Trem. Mas recebe só um salário!