Prefeito de Itaúna (MG) quer baixar tarifa de ônibus para R$ 4,50 e propõe passagem a R$ 1,00 aos domingos
Publicado em: 7 de fevereiro de 2025
Comissão interna e diálogo com vereadores buscam alternativas para melhorar o transporte coletivo na cidade
ALEXANDRE PELEGI
A atual gestão da prefeitura de Itaúna, cidade do interior de Minas Gerais com mais de 100 mil habitantes, criou uma comissão interna do Poder Executivo foi criada para analisar os termos contratuais com a empresa ViaSul, do Grupo Saritur, e buscar soluções para reduzir a tarifa e renovar a frota.
O objetivo é reduzir o valor da passagem para R$ 4,50 e propor a passagem a R$ 1,00 aos domingos. O mais recente reajuste ocorreu em setembro de 2023, de R$ 5 para R$ 6,50, após uma disputa judicial entre o Grupo Saritur e a prefeitura.
O prefeito Gustavo Mitre se reuniu com a equipe técnica da prefeitura e com membros da Comissão de Transportes da Câmara Municipal para discutir alternativas que viabilizem a redução no preço da passagem e melhorias na frota.
As discussões estão em fase inicial, mas o objetivo é alcançar um denominador comum que contemple melhorias na qualidade do transporte e uma tarifa mais justa para a população.
POLÊMICAS
A relação entre prefeitura e concessionária do transporte está conflituosa. No dia 09 de janeiro de 2025, a prefeitura protocolou na Justiça um pedido de anulação do acordo firmado pela administração anterior com a Via Sul, responsável pelo transporte público no município.
O acordo previa o pagamento de R$ 18 milhões, em 10 parcelas, como subsídio para cobrir prejuízos alegados pela empresa durante a pandemia.
A Via Sul alegou dificuldades financeiras entre 2023 e 2024, solicitando subsídios à Prefeitura. A administração anterior tentou aprovar o repasse na Câmara Municipal, mas a proposta foi rejeitada. A empresa então judicializou a questão. Em abril de 2024, um acordo foi apresentado em audiência, mas não foi homologado pela Justiça. Mesmo assim, a administração anterior protocolou, em dezembro de 2024, uma petição para homologar o acordo, justificando que os pagamentos seriam feitos por precatórios.
A Procuradoria Geral do Município argumenta que a homologação fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe compromissos financeiros sem disponibilidade de caixa nos últimos 180 dias de mandato. Além disso, o acordo beneficiaria apenas a Via Sul, sem contrapartidas para a população ou melhorias no transporte público.
No final de janeiro o Diário do Transporte noticiou que a ViaSul enviou ofício à prefeitura pedindo reajuste no valor da tarifa de ônibus de R$ 6,50 para R$ 7,80. Relembre:
Em suas redes oficiais, o prefeito se mostrou descontente com o pedido e disse que não faz sentido o pedido da empresa, e afirmou que iria convocar reunião com equipes da prefeitura para discutir contrato.
“Nós já temos uma das passagens mais caras do Estado [de Minas Gerais]. Não faz sentido aumentar as passagens para nossa população ainda mais. Convoquei uma reunião com servidores da prefeitura, especialmente do Trânsito, das Finanças e da Procuradoria para que juntos possamos analisar o contrato com a ViaSul e juntos fazer uma melhor entrega para a população com ônibus mais baratos e em melhores condições”, disse.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

