Justiça determina que 99 e Uber parem de oferecer serviço de transporte remunerado de passageiros por motos na cidade de São Paulo (mototáxi)

Desembargador atendeu pedido da prefeitura de São Paulo e se baseou em lei federal que exige que condutores de aplicativo tenham categoria B para cima

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

Na tarde desta segunda feira, 27 de janeiro de 2025, a 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu agravo de instrumento (recurso) da gestão do prefeito Ricardo Nunes e proibiu que a Uber e a 99 ofereçam serviço de transporte remunerado de passageiros por motos na cidade de São Paulo (mototáxi).

O desembargador Eduardo Gouvêa, relator, se baseou em lei federal que exige que condutores de aplicativo tenham categoria B para cima.

Além disso, entendeu que o decreto de Nunes de 2023 que proíbe as motos de passageiros por aplicativo está em vigor até o julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o mesmo decreto.

Entretanto, como há discussão jurídica sobre o assunto, não determinou multa diária de R$ 1 milhão contra as empresas de aplicativo.

Por ora, considerando-se a análise de cognição

sumária inerente à natureza do presente recurso e examinando o conjunto

probatório inserto aos autos, bem como a narrativa exarada nas razões

recursais, reputo que o agravo deva processar-se com a concessão do efeito

ativo, apenas para que seja concedida a antecipação de tutela para o fim

de determinar às agravantes que se abstenham de prestar os serviços de

transporte remunerado de passageiros por motocicletas na cidade de São

Paulo, sem aplicação de multa diária e crime de desobediência,

principalmente porque, a despeito de existirem duas ADIs, questionando a

constitucionalidade do Decreto nº 62.144/2023, as liminares foram

indeferidas, estando, portanto, em vigor o referido decreto.

Cabe recurso.

OUÇA: Mesmo com anúncio de 99 e Uber em suspender mototáxi por aplicativo, blitzes vão continuar, mas devem diminuir, diz Nunes

Justiça determinou que transporte remunerado de passageiros por motos seja interrompido, mas gigantes recorrem para retomar serviço. Prefeito também falou nesta terça-feira (28) sobre terminar os contratos com a Transwolff e UPBus

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

As blitzes contra transporte de passageiros remunerado em motos vão continuar na cidade de São Paulo mesmo com o anúncio das gigantes de aplicativos 99 e Uber de suspender os serviços após decisão judicial em favor da prefeitura.

Entretanto, a tendência é a redução do número de operações com a descontinuidade do mototáxi por app.

A informação é do prefeito Ricardo Nunes nesta terça-feira, 28 de janeiro de 2025.

Nunes afirmou que devem continuar as fiscalizações de trânsito habituais sobre motos.

“Com relação às blitzes, a gente tinha, naturalmente, as blitzes ordinárias que acontecem normalmente. Com aquela situação elas se ampliaram, mas elas já acontecem. Estou falando isso porque talvez vocês vão passar na rua e vão ver alguma blitz ainda. É porque elas acontecem de forma cotidiana para poder, inclusive, manter a segurança das pessoas, verificar se a moto tem freio, está com o pneu em dia, então já têm essas atividades. Mas agora vai diminuir por conta de que não tem necessidade, uma vez que a empresa 99 e a Uber suspenderam as atividades por decisão judicial.” – disse o prefeito.

TRANSWOLFF E UPBUS:

No mesmo evento, o prefeito voltou a falar nesta terça-feira, 28 de janeiro de 2025, sobre o possível rompimento de contratos da Transwolff e da UPBus, empresas de ônibus que atuam nas zonas Sul e Leste da cidade, e estão sob intervenção desde a operação do Ministério Público que apura suposta relação das diretorias destas viações com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Os contratos podem ser anulados nesta semana. Integrantes da CooperPam, cooperativa que deu origem à Transwolff, devem ter os ônibus aproveitados no sistema, mesmo com o descredenciamente. Nunes disse ainda que os serviços à população não serão interrompidos e que a gestão está atenta à movimentação de “pessoas inescrupulosas” que podem tentar tumultuar o procedimento e a transição.

Acesse e veja os detalhes: https://diariodotransporte.com.br/2025/01/28/onibus-e-pcc-nunes-fala-de-novo-em-romper-com-transwolff-e-upbus-e-que-esta-atento-ao-movimento-de-inescrupulosos-no-transporte-audio/

MP ABRIU INQUÉRITO E UBER E 99 RECORREM DA DECISÃO:

Como mostrou o Diário do Transporte, na tarde desta segunda feira, 27 de janeiro de 2025, a 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu agravo de instrumento (recurso) da gestão do prefeito Ricardo Nunes e proibiu que a Uber e a 99 ofereçam serviço de transporte remunerado de passageiros por motos na cidade de São Paulo (mototáxi). O desembargador Eduardo Gouvêa, relator, se baseou em lei federal que exige que condutores de aplicativo tenham categoria B para cima. Além disso, entendeu que o decreto de Nunes de 2023 que proíbe as motos de passageiros por aplicativo está em vigor até o julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o mesmo decreto.

Entretanto, como há discussão jurídica sobre o assunto, não determinou multa diária de R$ 1 milhão contra as empresas de aplicativo.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/27/justica-determina-que-99-e-uber-parem-de-oferecer-servico-de-transporte-remunerado-de-passageiros-por-motos-na-cidade-de-sao-paulo-mototaxi/

Também como havia noticiado o Diário do Transporte, horas depois da decisão, as empresas 99 e Uber anunciaram a suspensão dos serviços, mas que iam recorrer judicialmente para retomarem.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/27/uber-e-99-confirmam-suspensao-de-transporte-de-passageiros-por-moto-na-cidade-de-sao-paulo-apos-decisao-judicial-mas-dizem-que-vao-recorrer/

Nesta segunda-feira (27), segundo Nunes, o Ministério Público de São Paulo abriu também um inquérito para investigar a 99 e a Uber pelos serviços de mototáxi e apurar o motivo pelo qual desobedeceram ao decreto de 2023 que proíbe a atividade na capital paulista.

OUÇA TODA A DECLARAÇÃO DO PREFEITO RICARDO NUNES NESTA TERÇA-FEIRA, 28 DE JANEIRO DE 2025:

EFEITO NEGATIVO NO TRANSPORTE PÚBLICO E ACIDENTES NO TRÂNSITO:

Especialistas criticam os serviços de mototáxi tanto por causa dos riscos de acidente como também pelo esvaziamento do transporte coletivo.

O superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Néspoli (Branco), diz que o transporte coletivo ajuda muito mais a mobilidade urbana e é mais seguro.

“Ônibus, por exemplo, são significativamente mais seguros no trânsito do que motocicletas. Investir em sistemas de transporte público mais seguros, universais e acessíveis, com tarifas módicas, seria uma política muito mais inteligente e benéfica para toda a sociedade. Apostar em aplicativos, além de aumentar a letalidade no trânsito e impactar negativamente os orçamentos municipais, reduz o número de passageiros no sistema regular de ônibus, que além de muito mais seguro é ambientalmente eficaz. Parece um tiro no pé: além de se expor a gastos maiores com saúde, a cidade está contribuindo para destruir um sistema de transporte que gera muito mais empregos em toda a cadeia produtiva, e atende a todos os cidadãos de forma indistinta”. – disse

Veja na íntegra:

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/15/aplicativos-se-eximem-de-responsabilidade-por-acidentes-com-mototaxistas-denuncia-especialista-da-antp/

Como tem mostrado o Diário do Transporte, são comuns acidentes envolvendo motos de aplicativo onde com ou sem permissão, as viagens ocorrem.

Em junho de 2024, por exemplo, em Santo André, na Grande São Paulo, a passageira de uma moto a serviço da 99 morreu após a moto invadir um corredor de ônibus e se envolver numa colisão com o coletivo da empresa Suzantur e um carro. O ônibus fazia a linha TR-101 (Terminal Vila Luzita – Terminal Santo André – Oeste), prefixo 09-919, modelo Busscar Urbanuss Pluss Articulado – Mercedes-Benz O500 MA – Euro 3, do sistema municipal

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/06/25/era-de-aplicativo-a-moto-que-invadiu-corredor-de-onibus-e-matou-passageira-na-garupa-em-santo-andre-2/

Em 18 de janeiro de 2025, na zona Leste da capital do Amazonas, a motocicleta de aplicativo e um micro-ônibus da linha 097 (Jorge Teixeira – Grande Vitória – Terminal 5), do transporte municipal, bateram nas proximidades da esquina da Rua Acaizeiros com a Rua Iraque, bairro Grande Vitória.

O coletivo, modelo Marcopolo Torino – midi – Volkswagen 15.190 OD – Euro V, era da empresa Integração Transportes, do Grupo Eucatur.

Segundo testemunhas, o motorista do micro-ônibus sinalizou para virar à esquerda na Rua Iraque. O motociclista não conseguiu frear e bateu contra o veículo de grande porte.

A motocicleta, que estava com uma passageira, chegou a parar embaixo do micro-ônibus e os Bombeiros tiveram de fazer um trabalho especial de resgate.

Segundo a Polícia Civil, no momento a moto estava fazendo uma corrida por um aplicativo de transporte. O motociclista Robert dos Santos Lima, de 28 anos, não resistiu e morreu no local.

A passageira Maria José Salvador dos Reis, de 33 anos, foi socorrida com diversos ferimentos.

Veja a notícia no Diário do Transporte na ocasião

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/18/videos-motociclista-de-aplicativo-morre-e-passageira-fica-ferida-apos-colisao-com-onibus-em-corrida-em-manaus-am-e-ssp-confirma-que-morte-em-cotia-sp-tinha-mototaxista-como-condutor/

Em Cotia, na Grande São Paulo, no dia 15 de janeiro de 2025, a passageira de uma moto morreu na colisão contra um ônibus, na Rodovia SP-270 (Raposo Tavares).

Ao Diário do Transporte, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo confirmou que o condutor, que se feriu é mototaxista. A passageira tinha 27 anos e chegou a ser socorrida no Hospital Regional de Cotia.

O coletivo da Viação Raposo Tavares, do Grupo Danúbio Azul, fazia a linha 116 (Mirante da Mata – Jardim Barbacena), do transporte municipal de Cotia.

Segundo a SSP, o condutor deslizou ao fazer uma curva e colidiu contra o ônibus urbano modelo Caio Apache Vip IV, Mercedes-Benz, OF1721 – Euro V.

Testemunhas disseram que o mototaxista perdeu o controle ao desviar de um caminhão.

O motorista do ônibus permaneceu no local e realizou o teste de etilômetro, que não indicou consumo de álcool.

O casal foi socorrido ao hospital da cidade, onde a mulher chegou sem vida. O motorista do ônibus permaneceu no local e realizou teste de etilômetro, que resultou negativo.

O Diário do Transporte noticiou o acidente.

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/16/video-colisao-entre-onibus-e-moto-na-rodovia-raposo-tavares-em-cotia-sp-deixa-mulher-morta-nesta-quarta-feira-15/

ARGUMENTO JURÍDICO DA 99 E DA UBER:

A 99 e a Uber dizem que se baseia na lei federal, que desde 2018 estabelece a Política Nacional de Mobilidade Urbana permitindo o serviço de transporte individual privado de passageiros mediado por aplicativos, tanto para carros quanto para motos. A legislação estabelece que as prefeituras podem regulamentar e fiscalizar a atividade com exigências específicas, mas não podem proibi-la. As empresas se apoiam no fato de que há mais de 20 decisões judiciais confirmando esse entendimento.

ARGUMENTO JURÍDICO DA PREFEITURA DE SÃO PAULO:

A prefeitura de São Paulo diz lei federal, que desde 2018 estabelece a Política Nacional de Mobilidade Urbana, só permite que o transporte individual remunerado por aplicativo seja exercido por quem possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de categoria B ou superior, o que excluiria as motos.

Além disso, de acordo com o entendimento da gestão, a mesma lei diz que as prefeituras são livres para gerir suas restrições e permissões de trânsito, transportes e circulação, o que inclui, além de linhas de ônibus, trilhos e táxis convencionais, serviços de aplicativo de transportes e mototáxi.

99 paga advogados para motociclistas processarem prefeitura de São Paulo pelo mesmo escritório que defendeu empresa em outras ações

Além de custear as multas dos motociclistas, empresa diz tem dado “todo apoio jurídico” aos parceiros. Ação em nome de condutor é do mesmo escritório que representou empresa em outras ocasiões, inclusive contra motoristas

ADAMO BAZANI

Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena

A 99 anunciou nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, que está dando “todo apoio jurídico” a motociclistas contra as fiscalizações e apreensões da prefeitura de São Paulo sobre as atividades de mototáxi. Isso inclui, o custeio com advogados e orientações jurídicas.

“Além do suporte aos motociclistas com a cobertura dos custos associados a multas e apreensões, a 99 está apoiando os condutores na busca desses direitos na justiça”. – diz nota à imprensa emitida pela empresa informando sobre um mandado de segurança movido por um dos condutores.

Na nota, a 99 confirmou que a ação contra as apreensões teve apoio da empresa.

O motociclista paulistano Thiago Alves de Lima, com apoio da 99, entrou com um Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo contra as apreensões ilegais que a prefeitura vem realizando na cidade de São Paulo desde o dia 15 de janeiro.

O mandado de segurança foi movido nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, e pede que a prefeitura seja impedida de fiscalizar e impedir a atividade do motociclista, seja reconhecida a ilegalidade do Decreto de 2023 que proíbe mototáxis e que, por descumprimento em caso de decisão favorável ao pedido, a prefeitura seja multada em R$ 100 mil por dia.

O mandado de segurança em nome do motociclista foi movido por meio do escritório de advocacia  “LBCA – Lee, Brock e Camargo Advogados”. – Veja mais abaixo o documento

O escritório é o mesmo que representou a 99 em outras causas, inclusive contra motoristas que processaram a empresa.

Numa postagem do site de 12 de julho de 2024, no site da LBCA, o escritório cita uma notícia sobre uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que permitiu o descredenciamento de um motorista acusado de cometer ato grave, que trouxe riscos ao funcionamento da plataforma ou a usuários

O artigo, com base numa notícia jornalística, confirma que um dos sócios do escritório representou a 99.

De acordo com Paulo Vinícius de Carvalho Soares, sócio do Lee Brock Camargo Advogados e representante da 99 no processo, o motorista aceitava corridas e terminava em ponto diferente do que constava no aplicativo. “Parecia uma forma de burlar o app, como se ele mesmo pedisse a corrida de um celular e aceitasse de outro telefone para obter ganho sem rodar o carro”, afirma. “Ao ser questionado pela 99 porque ele não fazia as corridas até o fim, o motorista não apresentou justificativa”. – Veja em https://lbca.com.br/stj-reconhece-relacao-civil-e-autoriza-a-exclusao-de-motorista-de-aplicativo/

Em outra postagem, de 03 de julho de 2023, o site traz uma decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, em um recurso extraordinário que envolveu a cidade de Joinville (SC), “a qual impôs determinadas restrições para o funcionamento da empresa de transporte por aplicativo 99”.

O texto também confirma que a defesa da 99 neste outro processo foi feita pela LBCA, o mesmo escritório que protocolou nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, o mandado de segurança contra as fiscalizações da prefeitura.

A lei federal, por sua vez, não estabelece possibilidade para cobrança, por parte do município, de “preço público” por conta da mera utilização da estrutura viária. A defesa do app 99 foi feita pelos advogados Yun Ki Lee, Paulo Vinícius de Carvalho Soares e Caio Miachon Tenório da LBCA advogados. – Veja em: https://lbca.com.br/municipio-nao-pode-exigir-pagamento-de-preco-publico-a-apps-de-transporte/

Sobre o mandado de segurança em nome do motociclista contra a prefeitura, a 99 na nota à imprensa ressaltou mais uma vez que o “serviço opera com o respaldo da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que autoriza o transporte privado de passageiros por aplicativos, seja por meio de carros ou motos. Esse entendimento é reforçado por mais de 20 decisões judiciais em âmbito nacional e também pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que já se posicionou a favor da atividade em decisão de repercussão geral”.

O Diário do Transporte, à assessoria de imprensa da 99, reiterou o questionamento direto se a empresa ajuda no custeio das ações judiciais em nome dos motociclistas e obteve a resposta que: “A 99 está dando todo apoio jurídico”.

O Mandado de Segurança movido nesta terça-feira (21) ainda será analisado pela Justiça de São Paulo.

ESTUDOS E GRUPO DE TRABALHO:

A Prefeitura de São Paulo informou que instituiu em 2023 um Grupo de Trabalho que analisou a possibilidade de utilização de motocicletas no transporte individual de passageiros, concluindo que a implantação deste modal seria um grande risco para a saúde pública. Foram ouvidos especialistas da CET, Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Corpo de Bombeiros, SPTrans, Abraciclo e representantes das empresas de aplicativos, incluindo a 99 e a Uber, entre outros, que apresentaram elementos para elaboração do parecer.

No total, segundo a administração municipal foram realizadas 13 reuniões, durante as quais foram discutidos dados e cenários que apontaram os riscos de se implantar a modalidade na capital. Foram consideradas, por exemplo, a quantidade de sinistros fatais envolvendo motocicletas, e dados da SMS que apontam os motociclistas como aqueles que mais são internados em ocorrências de trânsito.

“O relatório, resultado do Grupo de Trabalho, conclui que ao motociclista fazer um grande número de viagens ao longo do dia, para realizar as corridas, o risco de ocorrências aumentaria, colocando em perigo a si mesmo, os passageiros e terceiros. Também foi considerado um risco o fato de passageiros diversos utilizarem o condutor como seu apoio na motocicleta, o que altera o ponto de equilíbrio do condutor a cada viagem, gerando perigo de acidentes” – diz a prefeitura, em nota.

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

99 paga advogados para motociclistas processarem prefeitura de São Paulo pelo mesmo escritório que defendeu empresa em outras ações

Além de custear as multas dos motociclistas, empresa diz tem dado “todo apoio jurídico” aos parceiros. Ação em nome de condutor é do mesmo escritório que representou empresa em outras ocasiões, inclusive contra motoristas

ADAMO BAZANI

Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena

A 99 anunciou nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, que está dando “todo apoio jurídico” a motociclistas contra as fiscalizações e apreensões da prefeitura de São Paulo sobre as atividades de mototáxi. Isso inclui, o custeio com advogados e orientações jurídicas.

“Além do suporte aos motociclistas com a cobertura dos custos associados a multas e apreensões, a 99 está apoiando os condutores na busca desses direitos na justiça”. – diz nota à imprensa emitida pela empresa informando sobre um mandado de segurança movido por um dos condutores.

Na nota, a 99 confirmou que a ação contra as apreensões teve apoio da empresa.

O motociclista paulistano Thiago Alves de Lima, com apoio da 99, entrou com um Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo contra as apreensões ilegais que a prefeitura vem realizando na cidade de São Paulo desde o dia 15 de janeiro.

O mandado de segurança foi movido nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, e pede que a prefeitura seja impedida de fiscalizar e impedir a atividade do motociclista, seja reconhecida a ilegalidade do Decreto de 2023 que proíbe mototáxis e que, por descumprimento em caso de decisão favorável ao pedido, a prefeitura seja multada em R$ 100 mil por dia.

O mandado de segurança em nome do motociclista foi movido por meio do escritório de advocacia  “LBCA – Lee, Brock e Camargo Advogados”. – Veja mais abaixo o documento

O escritório é o mesmo que representou a 99 em outras causas, inclusive contra motoristas que processaram a empresa.

Numa postagem do site de 12 de julho de 2024, no site da LBCA, o escritório cita uma notícia sobre uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que permitiu o descredenciamento de um motorista acusado de cometer ato grave, que trouxe riscos ao funcionamento da plataforma ou a usuários

O artigo, com base numa notícia jornalística, confirma que um dos sócios do escritório representou a 99.

De acordo com Paulo Vinícius de Carvalho Soares, sócio do Lee Brock Camargo Advogados e representante da 99 no processo, o motorista aceitava corridas e terminava em ponto diferente do que constava no aplicativo. “Parecia uma forma de burlar o app, como se ele mesmo pedisse a corrida de um celular e aceitasse de outro telefone para obter ganho sem rodar o carro”, afirma. “Ao ser questionado pela 99 porque ele não fazia as corridas até o fim, o motorista não apresentou justificativa”. – Veja em https://lbca.com.br/stj-reconhece-relacao-civil-e-autoriza-a-exclusao-de-motorista-de-aplicativo/

Em outra postagem, de 03 de julho de 2023, o site traz uma decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, em um recurso extraordinário que envolveu a cidade de Joinville (SC), “a qual impôs determinadas restrições para o funcionamento da empresa de transporte por aplicativo 99”.

O texto também confirma que a defesa da 99 neste outro processo foi feita pela LBCA, o mesmo escritório que protocolou nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, o mandado de segurança contra as fiscalizações da prefeitura.

A lei federal, por sua vez, não estabelece possibilidade para cobrança, por parte do município, de “preço público” por conta da mera utilização da estrutura viária. A defesa do app 99 foi feita pelos advogados Yun Ki Lee, Paulo Vinícius de Carvalho Soares e Caio Miachon Tenório da LBCA advogados. – Veja em: https://lbca.com.br/municipio-nao-pode-exigir-pagamento-de-preco-publico-a-apps-de-transporte/

Sobre o mandado de segurança em nome do motociclista contra a prefeitura, a 99 na nota à imprensa ressaltou mais uma vez que o “serviço opera com o respaldo da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que autoriza o transporte privado de passageiros por aplicativos, seja por meio de carros ou motos. Esse entendimento é reforçado por mais de 20 decisões judiciais em âmbito nacional e também pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que já se posicionou a favor da atividade em decisão de repercussão geral”.

O Diário do Transporte, à assessoria de imprensa da 99, reiterou o questionamento direto se a empresa ajuda no custeio das ações judiciais em nome dos motociclistas e obteve a resposta que: “A 99 está dando todo apoio jurídico”.

O Mandado de Segurança movido nesta terça-feira (21) ainda será analisado pela Justiça de São Paulo.

ARGUMENTO JURÍDICO DA 99:

A 99 diz que se baseia na lei federal, que desde 2018 estabelece a Política Nacional de Mobilidade Urbana permitindo o serviço de transporte individual privado de passageiros mediado por aplicativos, tanto para carros quanto para motos. A legislação estabelece que as prefeituras podem regulamentar e fiscalizar a atividade com exigências específicas, mas não podem proibi-la. A empresa se apoia no fato de que há mais de 20 decisões judiciais confirmando esse entendimento.

ARGUMENTO JURÍDICO DA PREFEITURA DE SÃO PAULO:

A prefeitura de São Paulo diz lei federal, que desde 2018 estabelece a Política Nacional de Mobilidade Urbana, só permite que o transporte individual remunerado por aplicativo seja exercido por quem possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de categoria B ou superior, o que excluiria as motos.

Além disso, de acordo com o entendimento da gestão, a mesma lei diz que as prefeituras são livres para gerir suas restrições e permissões de trânsito, transportes e circulação, o que inclui, além de linhas de ônibus, trilhos e táxis convencionais, serviços de aplicativo de transportes e mototáxi.

EFEITO NEGATIVO NO TRANSPORTE PÚBLICO E ACIDENTES NO TRÂNSITO:

Especialistas criticam os serviços de mototáxi tanto por causa dos riscos de acidente como também pelo esvaziamento do transporte coletivo.

O superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Néspoli (Branco), diz que o transporte coletivo ajuda muito mais a mobilidade urbana e é mais seguro.

“Ônibus, por exemplo, são significativamente mais seguros no trânsito do que motocicletas. Investir em sistemas de transporte público mais seguros, universais e acessíveis, com tarifas módicas, seria uma política muito mais inteligente e benéfica para toda a sociedade. Apostar em aplicativos, além de aumentar a letalidade no trânsito e impactar negativamente os orçamentos municipais, reduz o número de passageiros no sistema regular de ônibus, que além de muito mais seguro é ambientalmente eficaz. Parece um tiro no pé: além de se expor a gastos maiores com saúde, a cidade está contribuindo para destruir um sistema de transporte que gera muito mais empregos em toda a cadeia produtiva, e atende a todos os cidadãos de forma indistinta”. – disse

Veja na íntegra:

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/15/aplicativos-se-eximem-de-responsabilidade-por-acidentes-com-mototaxistas-denuncia-especialista-da-antp/

Como tem mostrado o Diário do Transporte, são comuns acidentes envolvendo motos de aplicativo onde com ou sem permissão, as viagens ocorrem.

Em junho de 2024, por exemplo, em Santo André, na Grande São Paulo, a passageira de uma moto a serviço da 99 morreu após a moto invadir um corredor de ônibus e se envolver numa colisão com o coletivo da empresa Suzantur e um carro. O ônibus fazia a linha TR-101 (Terminal Vila Luzita – Terminal Santo André – Oeste), prefixo 09-919, modelo Busscar Urbanuss Pluss Articulado – Mercedes-Benz O500 MA – Euro 3, do sistema municipal

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/06/25/era-de-aplicativo-a-moto-que-invadiu-corredor-de-onibus-e-matou-passageira-na-garupa-em-santo-andre-2/

Em 18 de janeiro de 2025, na zona Leste da capital do Amazonas, a motocicleta de aplicativo e um micro-ônibus da linha 097 (Jorge Teixeira – Grande Vitória – Terminal 5), do transporte municipal, bateram nas proximidades da esquina da Rua Acaizeiros com a Rua Iraque, bairro Grande Vitória.

O coletivo, modelo Marcopolo Torino – midi – Volkswagen 15.190 OD – Euro V, era da empresa Integração Transportes, do Grupo Eucatur.

Segundo testemunhas, o motorista do micro-ônibus sinalizou para virar à esquerda na Rua Iraque. O motociclista não conseguiu frear e bateu contra o veículo de grande porte.

A motocicleta, que estava com uma passageira, chegou a parar embaixo do micro-ônibus e os Bombeiros tiveram de fazer um trabalho especial de resgate.

Segundo a Polícia Civil, no momento a moto estava fazendo uma corrida por um aplicativo de transporte. O motociclista Robert dos Santos Lima, de 28 anos, não resistiu e morreu no local.

A passageira Maria José Salvador dos Reis, de 33 anos, foi socorrida com diversos ferimentos.

Veja a notícia no Diário do Transporte na ocasião

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/18/videos-motociclista-de-aplicativo-morre-e-passageira-fica-ferida-apos-colisao-com-onibus-em-corrida-em-manaus-am-e-ssp-confirma-que-morte-em-cotia-sp-tinha-mototaxista-como-condutor/

Em Cotia, na Grande São Paulo, no dia 15 de janeiro de 2025, a passageira de uma moto morreu na colisão contra um ônibus, na Rodovia SP-270 (Raposo Tavares).

Ao Diário do Transporte, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo confirmou que o condutor, que se feriu é mototaxista. A passageira tinha 27 anos e chegou a ser socorrida no Hospital Regional de Cotia.

O coletivo da Viação Raposo Tavares, do Grupo Danúbio Azul, fazia a linha 116 (Mirante da Mata – Jardim Barbacena), do transporte municipal de Cotia.

Segundo a SSP, o condutor deslizou ao fazer uma curva e colidiu contra o ônibus urbano modelo Caio Apache Vip IV, Mercedes-Benz, OF1721 – Euro V.

Testemunhas disseram que o mototaxista perdeu o controle ao desviar de um caminhão.

O motorista do ônibus permaneceu no local e realizou o teste de etilômetro, que não indicou consumo de álcool.

O casal foi socorrido ao hospital da cidade, onde a mulher chegou sem vida. O motorista do ônibus permaneceu no local e realizou teste de etilômetro, que resultou negativo.

O Diário do Transporte noticiou o acidente.

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/16/video-colisao-entre-onibus-e-moto-na-rodovia-raposo-tavares-em-cotia-sp-deixa-mulher-morta-nesta-quarta-feira-15/

99 PAGA ADVOGADOS PARA MOTOCICLISTAS PROCESSAREM PREFEITURA DE SÃO PAULO

O Diário do Transporte mostrou que a empresa 99 está pagando advogados para motociclistas entrarem com ações para suspender fiscalizações na ciddade

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/21/99-paga-advogados-para-motociclistas-entrarem-com-acoes-para-impedir-fiscalizacoes-e-apreensoes-pela-prefeitura-de-sao-paulo/

A 99 anunciou em 21 de janeiro de 2025, que está dando “todo apoio jurídico” a motociclistas contra as fiscalizações e apreensões da prefeitura de São Paulo sobre as atividades de mototáxi. Isso inclui, o custeio com advogados e orientações jurídicas.

“Além do suporte aos motociclistas com a cobertura dos custos associados a multas e apreensões, a 99 está apoiando os condutores na busca desses direitos na justiça”. – diz nota à imprensa emitida pela empresa informando sobre um mandado de segurança movido por um dos condutores.

Na nota, a 99 confirmou que a ação contra as apreensões teve apoio da empresa.

O motociclista paulistano Thiago Alves de Lima, com apoio da 99, entrou com um Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo contra as apreensões ilegais que a prefeitura vem realizando na cidade de São Paulo desde o dia 15 de janeiro.

O mandado de segurança foi movido nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, e pede que a prefeitura seja impedida de fiscalizar e impedir a atividade do motociclista, seja reconhecida a ilegalidade do Decreto de 2023 que proíbe mototáxis e que, por descumprimento em caso de decisão favorável ao pedido, a prefeitura seja multada em R$ 100 mil por dia.

O mandado de segurança em nome do motociclista foi movido por meio do escritório de advocacia  “LBCA – Lee, Brock e Camargo Advogados”. – Veja mais abaixo o documento

O escritório é o mesmo que representou a 99 em outras causas, inclusive contra motoristas que processaram a empresa.

Numa postagem do site de 12 de julho de 2024, no site da LBCA, o escritório cita uma notícia sobre uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que permitiu o descredenciamento de um motorista acusado de cometer ato grave, que trouxe riscos ao funcionamento da plataforma ou a usuários

O artigo, com base numa notícia jornalística, confirma que um dos sócios do escritório representou a 99.

De acordo com Paulo Vinícius de Carvalho Soares, sócio do Lee Brock Camargo Advogados e representante da 99 no processo, o motorista aceitava corridas e terminava em ponto diferente do que constava no aplicativo. “Parecia uma forma de burlar o app, como se ele mesmo pedisse a corrida de um celular e aceitasse de outro telefone para obter ganho sem rodar o carro”, afirma. “Ao ser questionado pela 99 porque ele não fazia as corridas até o fim, o motorista não apresentou justificativa”. – Veja em https://lbca.com.br/stj-reconhece-relacao-civil-e-autoriza-a-exclusao-de-motorista-de-aplicativo/

Em outra postagem, de 03 de julho de 2023, o site traz uma decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, em um recurso extraordinário que envolveu a cidade de Joinville (SC), “a qual impôs determinadas restrições para o funcionamento da empresa de transporte por aplicativo 99”.

O texto também confirma que a defesa da 99 neste outro processo foi feita pela LBCA, o mesmo escritório que protocolou nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, o mandado de segurança contra as fiscalizações da prefeitura.

A lei federal, por sua vez, não estabelece possibilidade para cobrança, por parte do município, de “preço público” por conta da mera utilização da estrutura viária. A defesa do app 99 foi feita pelos advogados Yun Ki Lee, Paulo Vinícius de Carvalho Soares e Caio Miachon Tenório da LBCA advogados. – Veja em: https://lbca.com.br/municipio-nao-pode-exigir-pagamento-de-preco-publico-a-apps-de-transporte/

Sobre o mandado de segurança em nome do motociclista contra a prefeitura, a 99 na nota à imprensa ressaltou mais uma vez que o “serviço opera com o respaldo da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que autoriza o transporte privado de passageiros por aplicativos, seja por meio de carros ou motos. Esse entendimento é reforçado por mais de 20 decisões judiciais em âmbito nacional e também pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que já se posicionou a favor da atividade em decisão de repercussão geral”.

O Diário do Transporte, à assessoria de imprensa da 99, reiterou o questionamento direto se a empresa ajuda no custeio das ações judiciais em nome dos motociclistas e obteve a resposta que: “A 99 está dando todo apoio jurídico”.

DADOS DE ACIDENTES, SEGUNDO A PREFEITURA DE SÃO PAULO:

Para estabelecer a proibição desse tipo de transporte na capital, a Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, diz que se baseou em dados sobre o aumento de sinistros, mortes e lesões com o uso de motocicletas na cidade.

Segundo a administração, o crescimento de total de ocorrências é proporcional ao da frota, que teve um salto de 35% nos últimos dez anos, passando de 833 mil em 2014 para 1,3 milhão em 2024. O número de mortes cresceu 22% de janeiro a novembro de 2023, com 350 óbitos, para 427 no mesmo período de 2024, mesmo com a Faixa Azul e outras medidas  segurança adotadas pela gestão municipal.

10 MIL VIAGENS NO PRIMEIRO DIA NA CAPITAL:

Mesmo proibida pela prefeitura de São Paulo, a 99Moto, modalidade de mototáxi da empresa 99, realizou no primeiro dia de operação na cidade, nesta terça-feira, 14 de janeiro de 2025, mais de 10 mil viagens.

O balanço foi apresentado pela empresa de aplicativo que, nesta quarta-feira (15), teve mandado de segurança negado pela Justiça.

Mesmo com a decisão, a 99 diz que vai continuar oferecendo transporte remunerado em motos em São Paulo e interpretou que o mandado apenas negou a análise de urgência da ação.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/15/justica-nega-mandado-para-99-e-prefeitura-de-sao-paulo-vai-continuar-proibindo-modalidade-mototaxi/

A prefeitura de São Paulo diz que as atividades de mototáxi, inclusive a anunciada pela 99, continuam sendo impedidas pela gestão municipal e que a principal preocupação é a falta de segurança no trânsito.

Em nota sobre o balanço, a 99 alegou que não houve acidentes no primeiro dia de operação e que a maior parte dos pedidos de corrida aconteceu na região do Capão Redondo, na zona Sul. As viagens tiveram em média 13 minutos e cerca de 6 quilômetros, segundo a companhia de aplicativo.

As mais de 10 mil viagens partiram principalmente da zona Sul, com destaque para o bairro do Capão Redondo, que foi o bairro que mais utilizou a 99Moto nas primeiras 24 horas. Na região central e em áreas da capital que fazem parte do centro expandido, o serviço ainda não está disponível.  As corridas tiveram em média 13 minutos e cerca de 6 quilômetros. No total, mais de 3 mil motociclistas foram beneficiados com ganhos médios acima de R$ 10 por corrida. Os condutores possuíam um perfil experiente: 3 em cada 5 acima de 30 anos e 89% acima de 24 anos. – informou a empresa, no comunicado.

GRUPO DE TRABALHO:

A Prefeitura de São Paulo informou que instituiu em 2023 um Grupo de Trabalho que analisou a possibilidade de utilização de motocicletas no transporte individual de passageiros, concluindo que a implantação deste modal seria um grande risco para a saúde pública. Foram ouvidos especialistas da CET, Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Corpo de Bombeiros, SPTrans, Abraciclo e representantes das empresas de aplicativos, incluindo a 99 e a Uber, entre outros, que apresentaram elementos para elaboração do parecer.

No total, segundo a administração municipal foram realizadas 13 reuniões, durante as quais foram discutidos dados e cenários que apontaram os riscos de se implantar a modalidade na capital. Foram consideradas, por exemplo, a quantidade de sinistros fatais envolvendo motocicletas, e dados da SMS que apontam os motociclistas como aqueles que mais são internados em ocorrências de trânsito.

“O relatório, resultado do Grupo de Trabalho, conclui que ao motociclista fazer um grande número de viagens ao longo do dia, para realizar as corridas, o risco de ocorrências aumentaria, colocando em perigo a si mesmo, os passageiros e terceiros. Também foi considerado um risco o fato de passageiros diversos utilizarem o condutor como seu apoio na motocicleta, o que altera o ponto de equilíbrio do condutor a cada viagem, gerando perigo de acidentes” – diz a prefeitura, em nota.

SINDIMOTOSP DIZ SER CONTRA:

O Diário do Transporte mostrou que o SindiMotoSP, que representa os “motoboys” e mototaxistas no Estado de São Paulo, se posicionou contra o reinício das atividades da modalidade 99Motos para transporte de passageiros na capital paulista.

Por meio de uma “nota de repúdio”, o SindiMotoSP diz que se mostra preocupado com a possibilidade de aumento do número de acidentes com motos na capital paulista pela implantação e expansão do transporte urbano de passageiros pela modalidade.

 Para o SindimotoSP, a insistência da 99 com esse serviço de transportes de passageiros com moto só aumentará o número de vítimas, além de, no caso dos acidentes, deixar os motociclistas e passageiros na mão, tendo que os mesmos arcarem com os custos e muitas vezes, com a própria vida. diz parte do comunicado.

Além disso, a entidade argumenta que além de descumprir o Decreto 62.144/23, do prefeito Ricardo Nunes, que proíbe o serviço de mototáxi na cidade, a empresa de aplicativo 99 “está desrespeitando a Lei Federal 12.009 implantando o mototaxi na capital que determina, entre uma série de fatores, profissional com o curso obrigatório de 30 Horas do Contran”.

Como tem mostrado o Diário do Transporte, são comuns acidentes envolvendo motos de aplicativo onde com ou sem permissão, as viagens ocorrem.

Em junho de 2024, por exemplo, em Santo André, na Grande São Paulo, a passageira de uma moto a serviço da 99 morreu após a moto invadir um corredor de ônibus e se envolver numa colisão com o coletivo da empresa Suzantur e um carro.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/06/25/era-de-aplicativo-a-moto-que-invadiu-corredor-de-onibus-e-matou-passageira-na-garupa-em-santo-andre-2/

EFEITO NEGATIVO NO TRANSPORTE PÚBLICO E ACIDENTES NO TRÂNSITO:

Especialistas criticam os serviços de mototáxi tanto por causa dos riscos de acidente como também pelo esvaziamento do transporte coletivo.

O superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Néspoli (Branco), diz que o transporte coletivo ajuda muito mais a mobilidade urbana e é mais seguro.

“Ônibus, por exemplo, são significativamente mais seguros no trânsito do que motocicletas. Investir em sistemas de transporte público mais seguros, universais e acessíveis, com tarifas módicas, seria uma política muito mais inteligente e benéfica para toda a sociedade. Apostar em aplicativos, além de aumentar a letalidade no trânsito e impactar negativamente os orçamentos municipais, reduz o número de passageiros no sistema regular de ônibus, que além de muito mais seguro é ambientalmente eficaz. Parece um tiro no pé: além de se expor a gastos maiores com saúde, a cidade está contribuindo para destruir um sistema de transporte que gera muito mais empregos em toda a cadeia produtiva, e atende a todos os cidadãos de forma indistinta”. – disse

Veja na íntegra:

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/15/aplicativos-se-eximem-de-responsabilidade-por-acidentes-com-mototaxistas-denuncia-especialista-da-antp/

Como tem mostrado o Diário do Transporte, são comuns acidentes envolvendo motos de aplicativo onde com ou sem permissão, as viagens ocorrem.

Em junho de 2024, por exemplo, em Santo André, na Grande São Paulo, a passageira de uma moto a serviço da 99 morreu após a moto invadir um corredor de ônibus e se envolver numa colisão com o coletivo da empresa Suzantur e um carro. O ônibus fazia a linha TR-101 (Terminal Vila Luzita – Terminal Santo André – Oeste), prefixo 09-919, modelo Busscar Urbanuss Pluss Articulado – Mercedes-Benz O500 MA – Euro 3, do sistema municipal

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/06/25/era-de-aplicativo-a-moto-que-invadiu-corredor-de-onibus-e-matou-passageira-na-garupa-em-santo-andre-2/

Em 18 de janeiro de 2025, na zona Leste da capital do Amazonas, a motocicleta de aplicativo e um micro-ônibus da linha 097 (Jorge Teixeira – Grande Vitória – Terminal 5), do transporte municipal, bateram nas proximidades da esquina da Rua Acaizeiros com a Rua Iraque, bairro Grande Vitória.

O coletivo, modelo Marcopolo Torino – midi – Volkswagen 15.190 OD – Euro V, era da empresa Integração Transportes, do Grupo Eucatur.

Segundo testemunhas, o motorista do micro-ônibus sinalizou para virar à esquerda na Rua Iraque. O motociclista não conseguiu frear e bateu contra o veículo de grande porte.

A motocicleta, que estava com uma passageira, chegou a parar embaixo do micro-ônibus e os Bombeiros tiveram de fazer um trabalho especial de resgate.

Segundo a Polícia Civil, no momento a moto estava fazendo uma corrida por um aplicativo de transporte. O motociclista Robert dos Santos Lima, de 28 anos, não resistiu e morreu no local.

A passageira Maria José Salvador dos Reis, de 33 anos, foi socorrida com diversos ferimentos.

Veja a notícia no Diário do Transporte na ocasião

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/18/videos-motociclista-de-aplicativo-morre-e-passageira-fica-ferida-apos-colisao-com-onibus-em-corrida-em-manaus-am-e-ssp-confirma-que-morte-em-cotia-sp-tinha-mototaxista-como-condutor/

Em Cotia, na Grande São Paulo, no dia 15 de janeiro de 2025, a passageira de uma moto morreu na colisão contra um ônibus, na Rodovia SP-270 (Raposo Tavares).

Ao Diário do Transporte, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo confirmou que o condutor, que se feriu é mototaxista. A passageira tinha 27 anos e chegou a ser socorrida no Hospital Regional de Cotia.

O coletivo da Viação Raposo Tavares, do Grupo Danúbio Azul, fazia a linha 116 (Mirante da Mata – Jardim Barbacena), do transporte municipal de Cotia.

Segundo a SSP, o condutor deslizou ao fazer uma curva e colidiu contra o ônibus urbano modelo Caio Apache Vip IV, Mercedes-Benz, OF1721 – Euro V.

Testemunhas disseram que o mototaxista perdeu o controle ao desviar de um caminhão.

O motorista do ônibus permaneceu no local e realizou o teste de etilômetro, que não indicou consumo de álcool.

O casal foi socorrido ao hospital da cidade, onde a mulher chegou sem vida. O motorista do ônibus permaneceu no local e realizou teste de etilômetro, que resultou negativo.

O Diário do Transporte noticiou o acidente.

https://diariodotransporte.com.br/2025/01/16/video-colisao-entre-onibus-e-moto-na-rodovia-raposo-tavares-em-cotia-sp-deixa-mulher-morta-nesta-quarta-feira-15/

ARGUMENTO JURÍDICO DA 99 E DA UBER:

A 99 e a Uber dizem que se baseia na lei federal, que desde 2018 estabelece a Política Nacional de Mobilidade Urbana permitindo o serviço de transporte individual privado de passageiros mediado por aplicativos, tanto para carros quanto para motos. A legislação estabelece que as prefeituras podem regulamentar e fiscalizar a atividade com exigências específicas, mas não podem proibi-la. As empresas se apoiam no fato de que há mais de 20 decisões judiciais confirmando esse entendimento.

ARGUMENTO JURÍDICO DA PREFEITURA DE SÃO PAULO:

A prefeitura de São Paulo diz lei federal, que desde 2018 estabelece a Política Nacional de Mobilidade Urbana, só permite que o transporte individual remunerado por aplicativo seja exercido por quem possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de categoria B ou superior, o que excluiria as motos.

Além disso, de acordo com o entendimento da gestão, a mesma lei diz que as prefeituras são livres para gerir suas restrições e permissões de trânsito, transportes e circulação, o que inclui, além de linhas de ônibus, trilhos e táxis convencionais, serviços de aplicativo de transportes e mototáxi.

99 paga advogados para motociclistas processarem prefeitura de São Paulo pelo mesmo escritório que defendeu empresa em outras ações

Além de custear as multas dos motociclistas, empresa diz tem dado “todo apoio jurídico” aos parceiros. Ação em nome de condutor é do mesmo escritório que representou empresa em outras ocasiões, inclusive contra motoristas

ADAMO BAZANI

Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena

A 99 anunciou nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, que está dando “todo apoio jurídico” a motociclistas contra as fiscalizações e apreensões da prefeitura de São Paulo sobre as atividades de mototáxi. Isso inclui, o custeio com advogados e orientações jurídicas.

“Além do suporte aos motociclistas com a cobertura dos custos associados a multas e apreensões, a 99 está apoiando os condutores na busca desses direitos na justiça”. – diz nota à imprensa emitida pela empresa informando sobre um mandado de segurança movido por um dos condutores.

Na nota, a 99 confirmou que a ação contra as apreensões teve apoio da empresa.

O motociclista paulistano Thiago Alves de Lima, com apoio da 99, entrou com um Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo contra as apreensões ilegais que a prefeitura vem realizando na cidade de São Paulo desde o dia 15 de janeiro.

O mandado de segurança foi movido nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, e pede que a prefeitura seja impedida de fiscalizar e impedir a atividade do motociclista, seja reconhecida a ilegalidade do Decreto de 2023 que proíbe mototáxis e que, por descumprimento em caso de decisão favorável ao pedido, a prefeitura seja multada em R$ 100 mil por dia.

O mandado de segurança em nome do motociclista foi movido por meio do escritório de advocacia  “LBCA – Lee, Brock e Camargo Advogados”. – Veja mais abaixo o documento

O escritório é o mesmo que representou a 99 em outras causas, inclusive contra motoristas que processaram a empresa.

Numa postagem do site de 12 de julho de 2024, no site da LBCA, o escritório cita uma notícia sobre uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que permitiu o descredenciamento de um motorista acusado de cometer ato grave, que trouxe riscos ao funcionamento da plataforma ou a usuários

O artigo, com base numa notícia jornalística, confirma que um dos sócios do escritório representou a 99.

De acordo com Paulo Vinícius de Carvalho Soares, sócio do Lee Brock Camargo Advogados e representante da 99 no processo, o motorista aceitava corridas e terminava em ponto diferente do que constava no aplicativo. “Parecia uma forma de burlar o app, como se ele mesmo pedisse a corrida de um celular e aceitasse de outro telefone para obter ganho sem rodar o carro”, afirma. “Ao ser questionado pela 99 porque ele não fazia as corridas até o fim, o motorista não apresentou justificativa”. – Veja em https://lbca.com.br/stj-reconhece-relacao-civil-e-autoriza-a-exclusao-de-motorista-de-aplicativo/

Em outra postagem, de 03 de julho de 2023, o site traz uma decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, em um recurso extraordinário que envolveu a cidade de Joinville (SC), “a qual impôs determinadas restrições para o funcionamento da empresa de transporte por aplicativo 99”.

O texto também confirma que a defesa da 99 neste outro processo foi feita pela LBCA, o mesmo escritório que protocolou nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, o mandado de segurança contra as fiscalizações da prefeitura.

A lei federal, por sua vez, não estabelece possibilidade para cobrança, por parte do município, de “preço público” por conta da mera utilização da estrutura viária. A defesa do app 99 foi feita pelos advogados Yun Ki Lee, Paulo Vinícius de Carvalho Soares e Caio Miachon Tenório da LBCA advogados. – Veja em: https://lbca.com.br/municipio-nao-pode-exigir-pagamento-de-preco-publico-a-apps-de-transporte/

Sobre o mandado de segurança em nome do motociclista contra a prefeitura, a 99 na nota à imprensa ressaltou mais uma vez que o “serviço opera com o respaldo da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que autoriza o transporte privado de passageiros por aplicativos, seja por meio de carros ou motos. Esse entendimento é reforçado por mais de 20 decisões judiciais em âmbito nacional e também pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que já se posicionou a favor da atividade em decisão de repercussão geral”.

O Diário do Transporte, à assessoria de imprensa da 99, reiterou o questionamento direto se a empresa ajuda no custeio das ações judiciais em nome dos motociclistas e obteve a resposta que: “A 99 está dando todo apoio jurídico”.

O Mandado de Segurança movido nesta terça-feira (21) ainda será analisado pela Justiça de São Paulo.

ESTUDOS E GRUPO DE TRABALHO:

A Prefeitura de São Paulo informou que instituiu em 2023 um Grupo de Trabalho que analisou a possibilidade de utilização de motocicletas no transporte individual de passageiros, concluindo que a implantação deste modal seria um grande risco para a saúde pública. Foram ouvidos especialistas da CET, Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Corpo de Bombeiros, SPTrans, Abraciclo e representantes das empresas de aplicativos, incluindo a 99 e a Uber, entre outros, que apresentaram elementos para elaboração do parecer.

No total, segundo a administração municipal foram realizadas 13 reuniões, durante as quais foram discutidos dados e cenários que apontaram os riscos de se implantar a modalidade na capital. Foram consideradas, por exemplo, a quantidade de sinistros fatais envolvendo motocicletas, e dados da SMS que apontam os motociclistas como aqueles que mais são internados em ocorrências de trânsito.

“O relatório, resultado do Grupo de Trabalho, conclui que ao motociclista fazer um grande número de viagens ao longo do dia, para realizar as corridas, o risco de ocorrências aumentaria, colocando em perigo a si mesmo, os passageiros e terceiros. Também foi considerado um risco o fato de passageiros diversos utilizarem o condutor como seu apoio na motocicleta, o que altera o ponto de equilíbrio do condutor a cada viagem, gerando perigo de acidentes” – diz a prefeitura, em nota.

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. José Marques disse:

    Boa noite
    Não sou moto taxista e nem motorista em outra categoria mas, acredito que os órgãos públicos estão agindo errado na proibição desta ou de outra categoria.
    Não é veiculado que estamos em um regime democrático? Então deixem que o povo decida o que quer e assumam os seus riscos, pois, se o povo decidir não ser viável deixará de ter aceitação e os próprios taxistas deixarão de dar continuidade na oferta dos serviços.
    Espero que possamos passar a ser uma democracia e deixemos de ter outra forma de governo com nome manipulado em benefício de outros.
    Atenciosamente

  2. Santiago disse:

    Felizmente!
    Se essas moto-aplicativos continuarem, só vai bagunçar de vez o pouco do trânsito que ainda vai da base da meia-sola.

    Agora, para que a população não sinta a necessidade de recorrer a motos-taxis ou a qualquer outra solução alternativa, precisa-se fornecer a ela um transporte público minimamente eficiente. E isso nós não temos.

    TEM QUE REESTRUTURAR E ATUALIZAR O NOSSO SISTEMA DE TRANSPORTE PUBLICO!!!

    NÃO RESOLVE COISA ALGUMA FICAR APENAS RENOVANDO A FROTA E NADA MAIS. Já que atualmente os ônibus operam de maneira travada e ineficiente.

    APENAS TRAZER ÔNIBUS BONITOS E MODERNOS POR FORA, É MERO VERNIZ ELEITOREIRO. Se continuar assim, a população vai continuar recorrendo a outras alternativas que apareçam e com razão!

  3. Sirlei Padilha dos Santos muxfeldt disse:

    Simplesmente sem noção. Às pessoas só querem trabalhar. Ninguém aguenta mais tanto imposto

  4. Vladimir disse:

    Sugiro o Prefeito, as autoridades, juízes, desembargadores a ficarem um mês sem carro usando o transporte público pra entenderem a necessidade de quem não dispõe de um carro, e olha que eu nem ando de moto e nem uso o serviço. Mas é muito fácil quando se tem Super Salários e carros a disposição ditar o que é e o que não é bom para a sociedade.

  5. Erika Cardoso disse:

    Infelizmente a maior parte dos motociclistas são imprudentes no trânsito e deveriam, assim como motoristas de outras categorias, passar por reciclagem ou até mesmo ter leis de trânsito mais severas com relação a forma que os motoboys se comportam no trânsito, pois trazem risco para eles,garupas e terceiros. Eles não respeitam sinalizações e acham que pelo fato de virem buzinando, os demais veículos e pessoas devem ser abduzidas para que continuem seus trajetos em alta velocidade sem respeitar o direito dos demais. Na semana passada, na região de Guarulhos, um 99moto estava em alta velocidade com um garupa, em um local de cruzamento bem perigoso. O mesmo simplesmente não reduziu a velocidade, colidindo no retrovisor do carro que meu esposo estava conduzindo, perdendo o equilíbrio, indo ao chão juntamente com seu garupa, onde os dois se machucaram. Moral da estória…o garupa chamou um carro de app para ir embora, meu esposo teve que parar para levar condutor da moto para uma UPA mais próxima, pois os bombeiros informaram que não tinha ambulância SAMU para levá-lo. Além do susto que todos os envolvidos levaram, meu esposo ficou no prejuízo, pois também estava com passageiros de app dentro do carro (que puderam dar continuidade na viagem nesta corrida), nosso carro ficou a pintura lesionada e teve que acompanhar até o final o atendimento do 99moto para futuramente não ser processado por não prestar os primeiros socorros, mesmo sendo o motoqueiro o causador do acidente e deixou de ganhar o sustento da nossa família naquele dia!!!
    Sei que todos precisam trabalhar, mas todos também devem conhecer seus direitos e deveres, reconhecendo que o condutor tem uma arma em suas mãos com poder de tirar vidas.

    1. Samuel disse:

      Érica com todo respeito você está falando uma grande bobagem dizendo que todos os motociclistas são imprudentes generalizando todos sendo que carros causam acidente ônibus também até avião sofre acidente esse seu argumento chulo não tem lógica nenhuma você está apenas com dor de cotovelo não tem motivo para você estar odiando os Uber que estão trabalhando dignamente ou preferia que ele estivesse assaltando e dando um tiro na cabeça de alguém da sua família falando muita besteira desse jeito você tem que defender as pessoas que estão trabalhando dignamente e não somos imprudentes

  6. Pablo disse:

    Espero que se faça isso em todo o Brasil pois é um serviço irregular que vai contra a lei, fora o transtorno que traz no transito , nos hospitais públicos etc… quem quiser trabalhar com moto que vá fazer entrega de lanche, marmita , shope , mercado livre e ponto final .

  7. Alan disse:

    Acho que a única coisa ruim deste serviço e que quase ninguém comenta é o compartilhamento do capacete, a maioria utiliza o capacete fornecido pelo motorista, e convenhamos né, doenças de pele, no couro cabeludo, gripe, covid, craca, sarna etc, um motorista de app que trabalha 8 horas por dia transporta cerca de 30 à 40 pessoas, e vcs acham que tem higienização desse capacete?
    Pensem nisso antes de chamar um motorista de app de moto, vc vai usar uma capacete que muitas pessoas utilizaram e nem todos tem os cuidados higiênicos que vc tem, o correto é vc ter o seu próprio capacete para não ter que utilizar o compartilhado, acho que capacete compartilhado deveria ser proibido, o
    restante é disciplina e treinamento.

  8. Fernando disse:

    Até parece que a prefeitura se importa com a sociedade …com as pessoas… … Eles estão na briga por conta dos empresários de transporte público e taxista…se o governo fosse bonzinho como se diz … Baixaria os impostos pra ajuda a sociedade….porque ninguém precisa de esmola … é só baixa e aumentar o poder de compra do cidadão….
    O serviço de transporte público deveria ser grátis … Igualmente a saúde ….porque não é igual??

  9. Santiago disse:

    Bem lembrado mesmo!
    O capacete compartilhado é uma enorme colônia de bactérias, equivalente ao vaso de um banheiro público.
    É sim uma questão muito séria, e de saúde pública.

  10. CLAUDEMIR Cavicchioli disse:

    Um detalhe importante que ninguém fala sobre este assunto é o Capacete. Os motoristas de aplicativo carregam um Capacete somente para todos os passageiros que além de não ser higiênico se transforma em um risco porque muitas vezes a validade só mesmo está já vencida e também não é o tamanho adequado da pessoa

    1. JURANDIR SOARES CERQUEIRA JUNIOR disse:

      A vá se lascar mano…. a obrigação de levar o capacete é de quem pede a.corrida, se nem eles estão ligando pra isso.
      Os motoqueiros levam o capacete por que a galera não tá nem aí se vai passar por 50 cabeças diferentes… me poupe

  11. JURANDIR SOARES CERQUEIRA JUNIOR disse:

    Isso é ridículo, se eles acham que as motos são um perigo no trânsito de São Paulo, então por que eles não proíbem a venda de moto ??? Sabe por que..!! Por que vai afetar o comércio aí quem sai prejudicado São eles…. Proibir os app de oferecer esse tipo de serviço não vai tirar as motos das ruas…. Do mesmo jeito que os serviço de taxi,Ônibus e uber carro podem circular na cidade, as motos tbm tem todo o direito…. O Brasil é uma piada…!!!

    1. laurindojunqueira disse:

      É verdade! Mas, piada ou não, o alto custo econômico e social dos acidentados de trânsito (em 1999 o montante era de 35 bi/ano) recai sobre o bolso de todos nós. E os motoqueiros são hoje responsáveis por um terço de todos os acidentes. Essa modo de transporte é inseguro por natureza e, nos países civilizados, os motoqueiros são obrigados a se comportar como se fossem os demais veículos, uns atrás dos outros. E as multas para quem invade farol fechado, sobe em calçadas, corre a mais não poder, abrem escapamentos para dizerem “eu estou aqui!”, são muito altas.

  12. Eder disse:

    Negócio é usar a moto agora para praticar assalto e roubo já que os motoqueiros estarão todos desempregados por terem tirado os empregos deles. Bora usar a moto para outra finalidade.

    1. Santiago disse:

      O que mais tem é serviço de entrega. Com o e-comerce bombando como nunca, além dos inúmeros serviços de retirada e entrega para escritórios, comércios e oficinas, trabalho honesto para os motociclistas é o que não falta.

      1. Tonzin disse:

        Estamos falando de liberdade …ter um emprego e verdade … Ganhar o suficiente e pagar as contas fazendo o seu horário e vivendo e n tendo nenhuma obrigação de ter que levantar as 5 com trovoada e raios pa trabalhar .

  13. SIMON disse:

    Meu comentário vai diretamente ao jornalista que escreveu essa matéria tendenciosa e totalmente parcial.
    Se um motociclista fez a prova e está apto a conduzir um passageiro, se ele pode trafegar dando carona pra familiares e levar seus filhos a escola. Por que cobrar uma tarifa faz dele um criminoso?
    Bem sabemos do envolvimento do crime nas empresas de ônibus de SP, também sabemos que o prefeito de SP tem rabo preso com as empresas de ônibus, e todos estão cientes que a liberação de moto táxi vai retirar grande parte das pessoas que utilizam ônibus e trens como meio de transporte. Então parem de justificar como se estivessem preocupados com a segurança por que sabemos que a preocupação é apenas com a arrecadação. Quando o Uber entrou foi a mesma coisa, aí a prefeitura passou a cobrar Taxa e tudo automaticamente passou a ter segurança.

    1. Hilton disse:

      Exatamente, parabéns por seu comentário.

  14. Hilton disse:

    Os paulistas perderam a chance de ter um prefeito de verdade, o Marçal, pois este Nunes tem interesses escusos, que não o da população, principalmente os menos favorecidos, agora aguentem.

  15. Tonzin disse:

    A prefeitura apenas quer o dinheiro 💰 que está indo pra os apps …..já que eles presta um serviço de bosta … Por milhões …sem dor de cabeça …. Até que a Uber e 99 apareceu e mudou a vida de muitos brasileiros … Com isso veio a empresa Mottu e outras ,…benefícios pra lojas de motos que venderam ., milhões… Aquecendo bastante a economia …o objetivo é simples ” Querem o dinheiro deles de antes “” …..

  16. Magrao disse:

    Quem tem que decidir e o passageiro eu ja trabalhei em empresa de onibus e sei o lobby q eles tem. Quero ver.onibus buscar a filha de alguém as 3 horas da madrugada confome fazemos. O transporte complementar tem q existir e o aplicativo e garantia de dados. Ao.contrario dos táxis que senta qualquer um dentro e so Deus sabe o que vai ser depois.

  17. CLENILSON MIRA DA CRUZ disse:

    Ele vai dá emprego pra milhões de pais que vão fica sem trabalhar isso ele está e pensando no bolso dele não no desemprego que vai crescer mas ainda no brasil safadeza

  18. Alex guerreiro disse:

    Tudo isso é uma briga de braço , de um lado o povo que trabalha de forma autônoma.
    Do outro o governo que tem o interesse de ganhar mais imposto em cima desse trabalhadores que já pagam um absurdo de impostos com IPVA, taxa dos Detrans , multas que são de preço absurdos , e fora a corrupção das blitz que perseguem os trabalhadores de app . Políticos que não cansam de massacrar o povo . Deixem o povo em paz !!!

Deixe uma resposta para SamuelCancelar resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading