Cidade de São Paulo possui 2.711 ônibus com dez anos ou mais em circulação

Foto: Diário do Transporte

Empresas com maior quantidade de veículos nesta situação são Metrópole Paulista, com 421 coletivos, e Transunião, com 212

ADAMO BAZANI / ARTHUR FERRARI

Enquanto a cidade de São Paulo encontra dificuldades para renovação de frota por causa de entraves, a eletrificação dos ônibus como a infraestrutura ainda não condizente para necessidade a quantidade de ônibus com dez anos ou mais em circulação tem aumentado.

Dados exclusivos levantados pelo Diário do Transporte junto à SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema, apontam que são 2.711 veículos nesta situação.

A frota total de ônibus da capital paulista é composta por 13 mil coletivos, o que significa que 20,8% dos veículos tem mais de dez anos de fabricação.

O aditivo contratual assinado entre as operadoras e a SPTrans tem permitido ampliar a idade. Desde 17 de outubro de 2022, as viações não podem mais comprar ônibus movidos a óleo diesel. Porém, a eletrificação tem sido lenta.

Ônibus do tipo padrão, midi, básico e articulados podem agora rodar até 13 anos de fabricação. Já os tipo mini ou micro até 10 anos. Os elétricos, inclusive os trólebus, são permitidos até 18 anos.

Ainda de acordo com a SPTrans, as empresas que mais renovaram a frota entre 2023 e 2024 são, respectivamente, a Sambaíba, na Zona Norte, com 315, e a Allibus Transportes, com 205, na Zona Leste.

Nesta quinta-feira, 23 de outubro de 2025, prefeito Ricardo Nunes faz a apresentação de 100 ônibus novos elétricos.

Veja a resposta da SPTrans na íntegra:

A SPTrans informa que de acordo com os aditivos contratuais, os ônibus modelos midiônibus, básico, padron e articulados podem circular até, no máximo, 13 anos e o tipo mini até 10 anos, contados a partir do seu ano modelo. Já os ônibus elétricos, de qualquer modelo, têm prazo de 18 anos de operação, por ter maior durabilidade, principalmente no conjunto de tração. A SPTrans determinou que os ônibus com ano modelo mais antigos devem ser utilizados preferencialmente na reserva técnica das concessionárias e as vistorias realizadas são mais frequentes nesses veículos.

O sistema com mais veículos acima da idade inicial prevista no contrato é o Sistema Local de Distribuição. As concessionárias que possuem mais ônibus nesta situação são a Metrópole com 421 veículos (Regiões Leste e Sul) e a Transunião com 212 (Região Leste). Entre as concessionárias com mais veículos novos cadastrados na frota entre 2023 e 2024, estão a Sambaíba com 315 (Zona Norte) e a Allibus (Zona Leste) 205.

Sobre a quantidade de veículos separados por idade:
13 anos = 247 veículos
12 anos = 327 veículos
11 anos = 1.138 veículos
10 anos = 989 veículos

Renovação da frota

A Prefeitura de São Paulo mantém o investimento na renovação da frota com a inclusão de novos ônibus. De 2021 até 2024, foram 3.404 veículos incorporados ao sistema de transporte municipal. A cidade conta com a maior frota de veículos elétricos do país com 328 ônibus movidos a bateria e 201 trólebus e o número de veículos com ar-condicionado representa mais de 92% da frota operacional.
Cabe ressaltar que a vistoria feita pela SPTrans inclui testes mecânicos e elétricos, verificação do estado de conservação, acessibilidade e estrutura dos veículos, além de medição de emissão de fuligem e ruídos.

Ádamo Bazani e Arthur FErrari, jornalista especializados em transportes

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Comentários

Comentários

  1. William Santos disse:

    O MP teria que entrar forte nesse certame para de alguma forma obrigar a prefeitura a flexibilizar essas regras. Do contrário, esqueçam! O importante é a cidade ter o máximo de ônibus verde-abacate rodando

  2. laurindojunqueira disse:

    Quando todo mundo criticava a qualidade do serviço de transporte público coletivo urbano, as idades limites estabelecidas e respeitadas eram de 7 anos! O que será que aconteceu com a SPTrans, a SMT e a Prefeitura de Sampa? Nos dizem que foi a Pandemia de Covid … Mas os fabricantes de ônibus estão rindo à toa, pois nunca tiveram tantas encomendas! De onde vem essa grana toda? Ora, ora, de nós!

    1. Andssena disse:

      O que fala mais alto hoje é o dinheiro os empresários dão um cala boca para a SPTrans e eles fazem vista grossa

    2. Santiago disse:

      Talvez esse seja o grande ponto da coisa!
      São Paulo tem uma folga financeira que nenhuma outra capital brasileira possui, aqui o dinheiro literalmente sobra. Temos o 3° maior orçamento do País, atrás apenas da União e do nosso estado.

      Aí os fabricantes talvez reflitam:
      – Ora, vendemos cada ônibus à bateria pelo triplo do que vale o seu equivalente à diesel. E com o custo de produção bem abaixo do triplo (LUCROOO $$$).
      – São Paulo tem recursos financeiros de sobra, e não precisa ficar negociando ajuda federal e nem estadual. Dinheiro rápido, e na boca-do-caixa!!!
      – Então…nada de fornecermos ônibus à diesel aos paulistanos!!! Para São Paulo só ônibus à bateria, e ponto final!!!

      Seria mesmo essa tal proibição aos ônibus à diesel, uma decisão do próprio Ricardo???
      Ou seria alguma exigência de “certos interesses”, porém disfarçada de “determinação do prefeito”???

  3. disse:

    TD por conta de um capricho do Sr Ricardo Nunes …primeiramente não sou contra os ônibus elétricos,mas sim a maneira “forçada” que estão sendo implantados na cidade de SP através de decretos ridículos de proibir as empresas de adquirir veículos a diesel…será que o Ricardo Nunes tá pensando que SP é alguma Suiça da vida…SP não tem condiçao,não tem estrutura pra ter uma frota 100% elétrica acorda Ricardo Nunes,para de ser ridículo,de ser um idiota!

  4. FRANCISCO DE ASSIS ALVES DE ARAÚJO disse:

    Porque a frota de ônibus de São Paulo, não adota uma pintura única; com cores em um tema que identifiquei a capital ou estado; como em algumas cidades? Seria até um cartão postal de recordações

  5. Eu moro na região jardim Angela e capão redondo desde anos 70 muitas coisas mudaram para melhor so que falta muito coisa po exemplo tem duas linhas de ônibus aqui na minha região 7022′ jardim caiçara é 7016′ jardim Angela so que na parte alta nao tem ônibus morro do índio jardim Tamoio oque fazer tem meu nome e jose Januário da Silva parte alta próximo do colégio pastor Cícero Canuto de Lima

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